15 de ago. de 2024
O Império Americano e sua Mídia
Largamente desconhecido pelo público em geral, executivos e principais jornalistas de quase todos os grandes meios de comunicação dos EUA há muito tempo são membros do influente Conselho de Relações Exteriores (CFR).
Estabelecido em 1921 como uma organização privada e bipartidária para “despertar a América para suas responsabilidades globais”, o CFR e seus quase 5.000 membros da elite têm moldado por décadas a política externa dos EUA e o discurso público sobre ela. Como um famoso membro do Conselho explicou, eles transformaram a república americana em um império global, embora “benevolente”.
Com base em listas oficiais de membros, a ilustração a seguir retrata pela primeira vez a extensa rede de mídia do CFR e suas duas principais organizações afiliadas internacionais: o Grupo Bilderberg (cobrindo principalmente os EUA e a Europa) e a Comissão Trilateral (cobrindo América do Norte, Europa e Ásia Oriental), ambos estabelecidos por líderes do Conselho para fomentar a cooperação das elites em nível global.
Em uma coluna intitulada “Jornalistas da Classe Dominante”, o ex-editor sênior e ombudsman do Washington Post, Richard Harwood, descreveu o Conselho e seus membros como “o mais próximo que temos de uma classe dominante nos Estados Unidos”.
Harwood continuou: “A participação desses jornalistas no Conselho, seja qual for a maneira como se veem, é um reconhecimento de seu papel ativo e importante nos assuntos públicos e de sua ascensão à classe dominante americana. Eles não apenas analisam e interpretam a política externa dos Estados Unidos; eles ajudam a formulá-la. (…) Eles fazem parte desse establishment, gostem ou não, compartilhando a maioria de seus valores e visões de mundo.”
No entanto, as personalidades da mídia constituem apenas cerca de cinco por cento da rede geral do CFR. Como mostra a ilustração a seguir, membros-chave do Conselho Privado de Relações Exteriores incluíram:
vários Presidentes e Vice-Presidentes dos EUA de ambos os partidos;
quase todos os Secretários de Estado, Defesa e Tesouro;
muitos comandantes de alto escalão das Forças Armadas dos EUA e da OTAN;
alguns dos membros mais influentes do Congresso (notadamente em política externa e de segurança);
quase todos os Conselheiros de Segurança Nacional, Diretores da CIA, Embaixadores na ONU, Presidentes do Federal Reserve, Presidentes do Banco Mundial e Diretores do Conselho Econômico Nacional;
muitos acadêmicos proeminentes, especialmente em campos-chave como Economia e Ciência Política;
muitos executivos de topo de Wall Street, think tanks, universidades, ONGs e Hollywood;
assim como os membros-chave da Comissão do 11 de Setembro e da Comissão Warren (JFK).
O economista de Harvard e apoiador de Kennedy, John K. Galbraith, confirmou a influência do Conselho: “Aqueles de nós que trabalharam para a eleição de Kennedy foram tolerados no governo por essa razão e tiveram voz, mas a política externa ainda estava com as pessoas do Conselho de Relações Exteriores.”
O professor da Universidade de Princeton e ex-membro do CFR, Stephen F. Cohen, descreveu o Conselho como “a organização de política externa não governamental mais importante dos Estados Unidos”, cujo papel principal é “definir os parâmetros aceitos, legítimos e ortodoxos de discussão.” Segundo Cohen, “o CFR realmente é o que os soviéticos costumavam chamar de o nível mais alto da Nomenklatura.”
E nada menos que John J. McCloy, o antigo presidente do Conselho e conselheiro de vários presidentes dos EUA, lembrou-se de seu tempo em Washington: “Sempre que precisávamos de alguém, folheávamos a lista de membros do Conselho e ligávamos para Nova York [ou seja, a sede do CFR].”
A revista alemã Der Spiegel descreveu uma vez o CFR como a “instituição privada mais influente dos Estados Unidos e do mundo ocidental” e um “politburo do capitalismo”. Tanto o logotipo do Conselho inspirado em Roma (no canto superior direito da ilustração acima), quanto seu slogan (ubique – onipresente), parecem enfatizar essa ambição.
Em seu famoso artigo sobre o “Establishment Americano”, o colunista político Richard H. Rovere observou: “Os diretores do CFR formam uma espécie de Presidium para aquela parte do Establishment que guia nosso destino como nação. (…) [I] é raro não conseguir colocar um de seus membros, ou pelo menos um de seus aliados, na Casa Branca. De fato, geralmente consegue garantir que ambos os indicados sejam homens aceitáveis para ele.”
Até recentemente, essa avaliação era realmente justificada. Assim, em 1993, o ex-diretor do CFR, George H.W. Bush, foi sucedido por Bill Clinton, membro do CFR, que, por sua vez, foi sucedido por George W. Bush, “membro da família” do CFR. Em 2008, John McCain, membro do CFR, perdeu para o candidato preferido do CFR, Barack Obama, que recebeu os nomes de todo o seu gabinete já um mês antes de sua eleição pelo Senior Fellow do CFR (e banqueiro do Citigroup), Michael Froman. Froman mais tarde negociou os acordos comerciais TPP e TTIP, antes de retornar ao CFR como Fellow Distinto.
Somente nas eleições de 2016 o Conselho aparentemente não prevaleceu.
Referências
Council on Foreign Relations:
Membership rosters, 1922 to 2013 and 2016
CFR members in U.S. Administrations, 1900 to 2014
Bilderberg conference: participant lists 1954 to 2014 and 2015-2017
Trilateral Commission: membership lists of 1973; 1978; 1985; 1995; 2010; and 2017
Laurence H. Shoup (2015): Wall Street’s Think Tank: The Council on Foreign Relations and the Empire of Neoliberal Geopolitics, 1976-2014, Monthly Review Press
Wikipedia pages about the CFR, the Bilderberg Group, and the Trilateral Commission
Sobre os autores
Swiss Propaganda Research é um grupo de pesquisa independente que investiga propaganda geopolítica na mídia suíça e internacional. Você pode entrar em contato com o grupo aqui.
FONTE: swprs.org
Acre recebe projeto de cinema itinerante através de parceria entre mandato do senador Alan Rick e FEM
Assessoria - Nesta sexta-feira, 16, às 17h, na Praça do Jequitibá, na região do Calafate, ocorrerá o lançamento do projeto intitulado Cinema sobre rodas – O cinema na sua comunidade, custeado com emenda do senador Alan Rick e realizado pelo Instituto Casa da Vila, com o apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour. O projeto contemplará diversos bairros de Rio Branco e cidades do interior do estado com as edições do cinema itinerante.
O ônibus que carrega toda a estrutura para exibição nas localidades – telão, cadeiras, projetor, som... – já estacionou no Jequitibá. Além da exibição de filmes, haverá apresentação musical e distribuição de pipoca gratuitamente.
“As nossas crianças aqui do bairro, os moradores, eles não têm nenhum momento de lazer e diversão, sabe? E o Cinema aqui na comunidade vai ajudar bastante a alegrar nossas crianças, os moradores, né? Para nós é de muita importância e nós estamos muito felizes por receber o projeto na nossa comunidade.” - disse presidente da Associação de Moradores do Bairro Jequitibá, Marinete de França.
A presidente também agradeceu pelo empenho dos envolvidos na realização. “Nós, moradores do bairro estamos muito agradecidos ao senador Alan Rick e ao pessoal da FEM por terem organizado esse projeto lindo e trazer para o nosso bairro. Quero dizer muito obrigada a eles!” - completou.
Quem também ficou feliz com a notícia foi a jovem Ana Paula, de 17 anos, que curtia o fim de tarde com a família na Praça onde ocorrerá a primeira edição. “Nunca assisti filme em uma tela grandona, nunca fui ao cinema. Acredito que vai ser muito legal” - disse.
O senador Alan Rick participará da abertura do projeto nesta sexta-feira.
“Essa será a primeira de muitas edições realizadas no estado, com a emenda do nosso mandato. Estaremos levando entretenimento para às comunidades que não têm condições de pagar para estarem em uma sala de cinema comercial, além de outras atividades artísticas.” - pontuou o senador Alan Rick.
Mãe e Filha são atacadas por Pitbull e Dogo Argetino em Belo Horizonte
Portal Toca News/Por: Eduardo Neres - Na noite da última sexta-feira (9), um incidente envolvendo dois cães de grande porte deixou uma mulher de 31 anos e sua filha de 8 anos feridas no bairro Nova Esperança, na região noroeste de Belo Horizonte. As vítimas foram atacadas por um pitbull e um dogo argentino, que haviam escapado da casa de um vizinho.
O Ataque
O ataque ocorreu por volta das 19h30, quando a mãe e a filha estavam voltando para casa após saírem da academia. Segundo informações da polícia, os cães fugiram do quintal do tutor no momento em que ele abriu o portão para levar o lixo para fora. Inicialmente, os animais correram pela rua sem demonstrar agressividade, mas logo depois avançaram contra a mulher e a criança.
Moradores que estavam no local tentaram intervir, lançando objetos nos cães na tentativa de afastá-los. Um dos vizinhos conseguiu atingir um dos cães com um capacete, fazendo com que ele soltasse a criança, que já havia sido mordida.
VÍDEO: Mãe e filha são atacadas por pitbull e dogo argentino em BH pic.twitter.com/LSsiNnIiBz
— BHAZ (@portal_bhaz) August 13, 2024
Entenda o que muda com aprovação do marco legal da segurança privada
Texto, que vai à sanção presidencial, estabelece idade mínima de 21 anos para atuação como vigilante e curso de capacitação obrigatório
Lei prevê idade mínima, cursos de formação e reciclagem para profissionais
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jéssica Gotlib - O SCD (Substitutivo da Câmara dos Deputados) 6/2016, que cria o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras foi enviado diretamente para sanção presidencial. Isso porque ele foi aprovado em regime de urgência pelo Senado Federal na terça-feira (13). Embora não inclua o piso salarial nacional para os vigilantes, objetivo da proposta feita inicialmente em 2010, a norma tem importantes instrumentos para as empresas e profissionais do setor. Além disso, a regra define competências de fiscalização e controle, atribuídas principalmente à Polícia Federal.
“Nesse ponto nós já tínhamos, nós já vivenciávamos esse tipo de regulação por parte da polícia federal, porém, com a novidade legislativa nós teremos agora. A periodicidade diminuída, para que de tempos em tempos possa haver uma real aferição da capacidade de combate, da capacidade de prevenção e, acima de tudo, da capacidade de intervenção imediata dos agentes formados e alocados na estrutura dessas empresas do segmento de segurança privada”, explica Berlinque Cantelmo, especialista em ciências criminais ouvido pelo R7.
Os cursos de formação de vigilantes incluem treinamento em técnicas de segurança, uso de equipamentos, procedimentos de emergência, e outros conhecimentos necessários para o desempenho seguro e eficaz das funções de vigilância. Além disso, eles devem ser autorizados e reconhecidos pela Polícia Federal. A lei também prevê a necessidade de cursos de atualização e reciclagem periódica para os vigilantes.
Prestadores de serviço terão que contratar seguros
A lei também marca como obrigatória a contratação de seguros para as empresas. Eles deverão cobrir:
responsabilidade civil, por danos causados a terceiros durante a prestação dos serviços de segurança;
seguro de vida aos profissionais de segurança, garantindo proteção financeira em caso de acidentes ou fatalidades durante o trabalho;
equipamentos, contra avarias ou perdas nas atividades de segurança.
14 de ago. de 2024
Um brinde as feministas que apoiam esse tipo de coisa

Este vídeo é dedicado a todas as feministas que passam a vida a manifestações pelos muçulmanos e outros selvagens. pic.twitter.com/DjshjloROJ
— Emanuel Almeida (@VemDeMansinho) August 12, 2024
Crescimento populacional impõe novos desafios ao agronegócio brasileiro
Com a previsão de um aumento de 2 bilhões de pessoas na população global nos próximos 50 anos, o agronegócio enfrenta o desafio de atender à crescente demanda por alimentos sem comprometer o meio ambiente. Neste cenário, a produção sustentável próxima aos centros urbanos se apresenta como uma alternativa estratégica para evitar a degradação planetária.
“A agricultura familiar, os pequenos produtores e as cooperativas serão fundamentais para garantir a segurança alimentar. Ao mesmo tempo, os grandes produtores e a produção extensiva de soja, milho e proteína animal também devem desempenhar um papel importante para atender a essa demanda crescente de maneira sustentável”, afirma Gustavo Loiola, especialista em sustentabilidade e ESG.
Tecnologias inovadoras, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), e práticas sustentáveis, como reuso de água, agricultura regenerativa e agricultura de precisão, são algumas das mudanças em andamento no setor. No entanto, a transição para práticas mais sustentáveis exige investimento, recursos e um comprometimento coletivo para garantir que o agronegócio continue a prosperar de maneira responsável. “O acesso a recursos financeiros, como os oferecidos pelo Plano Safra e Plano ABC, facilita a vida dos produtores que possuem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em dia e adotam práticas para minimizar seus impactos ambientais e emissões de gases de efeito estufa”, aponta.
Além dos desafios financeiros, há também pressões regulatórias. De acordo com Loiola, o setor precisa se adaptar urgentemente às pressões ambientais internacionais. “A União Europeia está apertando o cerco com exigências de sustentabilidade que afetam o agronegócio brasileiro. A lei aprovada pelo Parlamento Europeu em 19 de abril proíbe a importação de produtos provenientes de áreas com desmatamento identificado até dezembro de 2020. Essa regulamentação impacta produtos como madeira, soja, carne bovina, cacau, café, óleo de palma e borracha”, explica.
A dimensão social também é impactada nesse processo, com cuidados com os funcionários nas propriedades e fábricas, evitando práticas de trabalho infantil ou análogo à escravidão. “Estamos em uma fase crítica de transição para práticas mais sustentáveis, mas precisamos de incentivos e apoio para que essa mudança seja justa e acessível a todos os produtores”, complementa o especialista.
Crise na Segurança Pública – O Rio de Janeiro à beira de um colapso no G20
O Rio de Janeiro, uma das cidades mais icônicas do Brasil, prepara-se para receber a cúpula do G20, um evento de extrema relevância que reunirá líderes das maiores economias mundiais. Entretanto, ao invés de ser uma vitrine do potencial brasileiro, a ocasião expõe uma crise alarmante na segurança pública do estado, suscitando o temor de que um incidente de grandes proporções possa manchar a imagem do País no cenário internacional.
O contexto é crítico. A precariedade das forças de segurança, refletida em veículos policiais sucateados e equipamentos de proteção vencidos, destaca a vulnerabilidade. A Constituição Federal de 1988 assegura que a segurança pública é um direito fundamental, mas a realidade no Rio de Janeiro é bem diferente, com um estado incapaz de cumprir suas obrigações básicas para com a população e agora, com a comunidade internacional.A crise financeira crônica que afeta o Rio de Janeiro é a principal responsável pela falta de investimentos necessários para reequipar as policias. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado registra alguns dos mais altos índices de violência, em parte devido à histórica desestruturação dos órgãos de segurança e à ausência de políticas públicas eficazes contra o crime organizado.
A situação é agravada por uma guerra entre facções criminosas pelo controle de territórios e essa disputa não apenas aumenta a violência, mas também compromete a segurança dos cidadãos e policiais, colocando em xeque a capacidade das autoridades em relação ao G20. O jornal O Globo recentemente destacou a gravidade da situação, com reportagens que mostram como a falta de manutenção e a carência de recursos tornam as operações policiais perigosas e insuficientes.
O despreparo das autoridades do Rio de Janeiro em assegurar um ambiente seguro para dignitários não é apenas um fracasso administrativo, mas uma violação do pacto constitucional que garante a segurança como um direito fundamental. O jurista Fernando Capez, em seu livro “Segurança Pública e Direito Constitucional”, destaca que a falência do estado representa uma ruptura do contrato social, o que pode ter consequências devastadoras para a sociedade.
Diante desse cenário, a realização do G20 no Rio de Janeiro levanta preocupações sérias. A possibilidade de um incidente, devido à incapacidade em proteger as delegações presentes, é um risco que o Brasil não pode se permitir correr. Medidas urgentes são necessárias, incluindo a atualização de equipamentos, a renovação de veículos blindados e o reforço das forças policiais.A comunidade internacional está atenta, e o Brasil terá que demonstrar sua capacidade de enfrentar esses desafios. O sucesso do G20 depende diretamente da habilidade oficial em responder adequadamente a esta crise de segurança.
Os governos federal e estadual precisam agir de forma coordenada e decisiva para evitar um desastre. A segurança do evento não é apenas uma questão de logística, mas de demonstrar a força e a competência das instituições nacionais em um momento de alta exposição global.Esta crise não se restringe ao Rio de Janeiro, mas é um reflexo de um problema mais amplo que afeta todo o Brasil. A segurança pública é um direito de todos, e a falha em garanti-lo coloca em risco à reputação do País perante o mundo. Com o G20 se aproximando, a urgência por soluções é clara e inadiável.
À BORDA DO PRECIPÍCIO
Os criminosos no Rio de Janeiro adotaram táticas de guerra assimétrica, utilizando drones e outras tecnologias para obter vantagem sobre as forças policiais. Essa modernização do crime organizado contrasta drasticamente com a situação das polícias que operam com equipamentos obsoletos e insuficientes. A ausência de coletes balísticos atualizados e a carência de veículos blindados evidenciam a precariedade das condições de trabalho dos agentes de segurança, que arriscam suas vidas em operações perigosas sem a proteção adequada.
A falta de investimentos em inteligência policial agrava ainda mais o quadro. Sob o governo de Cláudio Castro, a desativação de unidades estratégicas e a ausência de uma política robusta de segurança têm deixado as forças policiais desamparadas. Essa lacuna impede uma resposta eficaz às ações criminosas e aumenta o risco de incidentes graves, especialmente durante um evento de grande porte como o G20, que atrai a atenção mundial.
O encontro do G20 deveria ser uma oportunidade para o Brasil demonstrar sua capacidade de organização e segurança, mas, diante da situação atual, pode expor sua vulnerabilidade em um palco global. A possibilidade de um incidente que envolva líderes internacionais não pode ser descartada e a responsabilidade por evitar que isso ocorra recai diretamente sobre as autoridades, que precisam agir com urgência para remediar a situação.
O sucateamento verificado no Rio de Janeiro é um reflexo de anos de má gestão e falta de planejamento. A situação é especialmente crítica em um momento em que o crime organizado não apenas mantém, mas expande seu controle sobre territórios e operações criminosas. A falta de uma resposta efetiva por parte do governo não só compromete a segurança do evento, mas também a confiança da população e da comunidade internacional na capacidade em garantir a ordem pública.
Com o G20 se aproximando rapidamente, o tempo para agir está se esgotando. É essencial que medidas emergenciais sejam implementadas para reequipar as forças policiais, restaurar as unidades de inteligência e garantir que os agentes tenham as condições necessárias para desempenhar suas funções com segurança e eficácia. A integridade do evento e a reputação do Brasil no cenário internacional dependem de uma resposta rápida e decisiva a essa crise de segurança.
O que está em jogo não é apenas a segurança dos participantes do G20, mas a imagem do Brasil como capaz de proteger seus cidadãos e visitantes. As autoridades precisam enfrentar esse desafio com seriedade e urgência, antes que seja tarde demais.
Ex-primeira-dama da Argentina acusa Alberto Fernández de obrigá-la a abortar filho
Fabiola Yañez apresentou um documento de 18 páginas em um tribunal em Madri
Fabiola Yañez e Alberto Fernández
Foto: Spencer Platt/Getty Images
A ex-primeira-dama da Argentina Fabiola Yañez acusou o ex-presidente Alberto Fernández de ter obrigado ela a abortar um filho. As declarações foram apresentadas na segunda-feira, 12, em um tribunal em Madri, segundo o jornal La Nacion.
De acordo com a publicação, o aborto foi no início do relacionamento, antes dos dois se comprometerem em 2016. Em um documento de 18 páginas, ela fala de "violência reprodutiva" e diz que o ex-presidente teve uma péssima reação ao saber da gravidez. "Temos que resolver isso. Você tem
"Era tal a sua perversão que ele disse ao filho [Estanislao] que eu estava grávida, para depois me responsabilizar pelo aborto", afirmou ainda a ex-primeira-dama em outro trecho.
Fabiola também relatou que durante outra gravidez levou chutes em seu estômago. A Justiça não descarta que, em 2021, tenha ocorrido outra perda de gravidez -- ela ainda não se pronunciou sobre isso.
"Comecei a sentir os primeiros sintomas da gravidez e nem pude comentar, porque para ele não existíamos, nem eu nem esse bebê. E aí caí em talvez uma das formas mais graves de violência, a reprodutiva, já que, através de suas ações e até mesmo suas omissões (silêncio, abandono, desprezo, reproches), foi minando minha autoestima, minha autonomia", escreveu a ex-primeira-dama.

Ex-primeira-dama da Argentina mostra hematomas após agressões de Fernández: 'Você me bate há 3 dias'
Foto: Reprodução/Infobae
Denúncia
No último dia 6, Fabiola denunciou o ex-marido por violência física e assédio durante uma videoconferência com o juiz federal Julián Ercolini, que ordenou medidas de proteção para a ex-primeira-dama. Fotos divulgadas pela imprensa mostram os hematomas no rosto e outras partes do corpo dela.
Em entrevista ao Infobae, ela expressou receio pela sua segurança. "Tenho que me resguardar, tenho medo. Durante dois meses ele me ameaçou dia sim, dia não, dizendo que se eu fizesse isso, se fizesse aquilo, ele se suicidaria", contou.
Em comunicado feito nas redes sociais, Fernández negou as acusações de Fabiola. "Quero expressar que a verdade dos fatos é diferente. Só vou dizer que é falso e que o que ela agora me acusa nunca aconteceu", escreveu.
"Pela integridade dos meus filhos, minha e também da própria Fabiola, não vou fazer declarações à imprensa, mas vou fornecer as provas e testemunhos à Justiça que mostrarão o que realmente aconteceu", acrescentou.
Em caso de violência contra a mulher, denuncie
Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone (ligando 190 ou 180).Também pode procurar uma delegacia, normal ou especializada.
13 de ago. de 2024
Via verde shopping, há quase 13 anos desrespeitando o consumidor acreano
Antes que algum masureiro venha me acusar de não plantar árvore, eu gostaria de comunicar que eu planto
Por Reginaldo Palazzo – Quando da inauguração do via verde shopping, que verdade seja dita, de verde só tem o letreiro, já notei falhas que denotariam como seria sua administração nos anos que viriam.
Não tem ditado mais certo do que o que diz que, o que começa mal acaba mal.
Quando da inauguração do shopping os extintores foram encostados nas pilastras
A falta de árvores no estacionamento (a quantidade que tem lá é ínfima e, portanto, nem se pode dizer que tem), para quando os clientes retornarem para seus carros não os ver quase explodindo de calor é definitivamente uma falta de respeito pra quem sustenta toda aquela infraestrutura.
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| Temperatura no estacionamento de 41º |
Sim, nós consumidores que sustentamos aquilo porque não existe shopping sem cliente, essa palavra vem do inglês to shopp que significa comprar.
Há! mas tem o perigo de galhos caírem em cima dos carros dirão alguns.
Certo, há o perigo, mas o shopping não se utiliza da narrativa ecológica? Ou só é como diria uma garotinha de 5 anos, de mentirinha?
É só cuidar das árvores que plantarem e as deixarem bem saudáveis ora bolas.
Outra alternativa, mas que não é natural e foge das tais narrativas ecológicas, são aquelas coberturas próprias para estacionamento como a imagem abaixo.
Pode ser da cor verde, não tem problema não.
Com o valor que está o estacionamento dá pra colocar, não dá?
Acho que sim.
Vamos fazer uns cálculos
Segundo o site do próprio shopping há 1.200 vagas no estacionamento.
Fazendo uma conta de padaria rápida vou tirar 15% dessas vagas para proprietários, funcionários e EAD, que de acordo com sua ficha técnica tem 101 lojas.
Então a R$12,00 de entrada se você multiplicar por 1.020 vagas temos o valor não simbólico de: ,
R$ 12.240,00 em poucas horas.
R$ 12.240,00 x 30 dias (1 mês) = R$ 367.200,00.
R$ 367.200,00 x12 (1 ano), = R$ 4.406.400,00.
R$ 4.406.400,00 x 13 (Número de anos em funcionamento), temos o exorbitante valor de R$ 57.283.200,00.
Isso sem contar a rotatividade!
Só nos resta engolir
Enquanto a concorrência não vem só resta aos desrespeitados consumidores, continuar aturando a falta de deferência para conosco, reles clientes que consomem tudo bem caro naquele “conglomerado” de lojas que foi inaugurado com o chão manchado, extintores de incêndio encostados nas pilastras e de banheiros fedorentos.
Faça sol ou faça chuva
Faça chuva ou faça sol o cliente que deveria ser bem tratado, é que se lasca.
No inverno (conhecido aqui com época das chuvas), além da péssima drenagem que foi construído o estacionamento que te faz inundar todo o calçado, você tem que se molhar até a entrada porque não há cobertura da vaga até a entrada para te abrigar da água.
Estacionamento com drenagem precária
Cobrança
A falta de atenção ao cliente é tão grande que em horários de pico você tem que enfrentar uma fila homérica pra poder pagar, porque nem todo celular funciona direito no interior para poder usar o App.
Como em outros shoppings, poderiam colocar pessoas com patins em pontos estratégicos, não só por uma comodidade ao cliente, mas também para gerar empregos.
Vale a pena alertar
Entendendo seus direitos.
Exercer a cidadania é condição Sine qua non para qualquer acreano, portanto a informação que vou dar a seguir você deve ajudar a divulgar.
Existe um mito de que um estabelecimento comercial, shopping, supermercado etc. não é responsável pelo seu carro no estacionamento, é sim!
O Código de Defesa do Consumidor em seu art. 14 responsabiliza, sem culpa, os prestadores de serviço. Assim, ao retornar ao estacionamento onde deixou seu carro, não o encontrar, não encontrar seus bens no interior do veículo ou encontrá-lo danificado com vidros quebrados, lataria amassada, pneus furados, etc., haverá o direito à reparação dos danos, sem que seja necessária, para tanto, a prova da culpa da empresa.
Para se inteirar melhor sobre seus direitos, clique (aqui).
Sugiro alguns empresários viajarem mais porque de repente dentro de seu próprio grupo há estabelecimentos com mais respeito ao consumidor.
Ou será porque o Acre é o fim da linha e o acreano não merece respeito?
Hambúrgueres, botox e Birkins: a retração do consumo mexe com China e EUA
Muitos executivos alertam que os consumidores nas duas maiores economias estão gastando menos, mas por razões diferentes
Por Natasha Khan - No meio do ano, os líderes de algumas das maiores empresas viam sinais de problemas nas duas maiores economias do mundo.
Do McDonald’s à Mercedes-Benz, os executivos dizem que muitos consumidores na China e nos Estados Unidos estão reduzindo os gastos. As razões são diferentes. Na China, a demanda está sendo drenada por um mercado imobiliário em crise, pressões salariais e preocupações com uma tempestade econômica cada vez mais difícil.
Nos EUA, algumas famílias, especialmente aquelas com renda mais baixa, sentem-se pressionadas após uma onda de alta inflação. O Departamento do Trabalho informou que as contratações desaceleraram em julho e a taxa de desemprego dos EUA subiu para 4,3%.
“Com uma grande parte dos gastos do consumidor mundial sob pressão, as empresas agora precisam ser mais criativas em relação aos caminhos para gerar crescimento de receita”, disse Gregory Daco, economista-chefe da Ernst & Young.
Se os consumidores americanos vacilarem, isso significaria um golpe duplo para as empresas multinacionais, que enfrentam uma demanda fraca na China há vários trimestres. Ao divulgar os resultados do segundo trimestre, uma série de empresas alertou para o abrandamento das vendas e reduziu suas previsões de lucros, citando problemas nos dois países.
Até agora, os lucros corporativos se mantiveram, sustentados em parte pelas recompras de ações. No geral, o crescimento ano a ano no lucro por ação do S&P 500 no segundo trimestre está a caminho de 12,4% com crescimento de receita de 4,9%, de acordo com estimativas do provedor de dados financeiros LSEG.
O apetite diminui
A PepsiCo soou um alarme precoce sobre os gastos do consumidor nos EUA e na China. Nos últimos anos, com a disparada dos preços, muitos consumidores continuavam comprando Doritos e Lay’s, renunciando a gastos maiores, como refeições em restaurantes ou viagens. Agora, estão desistindo das batatas fritas também, disse a PepsiCo. O negócio da Frito-Lay na América do Norte registrou uma queda de 4% no volume de vendas no último trimestre.
Enquanto isso, na China, a população está cada vez mais cautelosa com seus gastos, disse Ramon Laguarta, presidente-executivo da PepsiCo. “O consumidor está claramente economizando — economizando mais do que gastando”, disse ele em uma teleconferência com analistas em 11 de julho.
As ações da Heineken caíram 10% em 29 de julho, depois que a cervejaria holandesa divulgou lucros mais fracos do que o esperado e reduziu o valor de um grande investimento na China. As ações da Procter & Gamble caíram no dia seguinte, depois que a fabricante do detergente Tide e do papel higiênico Charmin relatou uma queda inesperada de 7% nos lucros.
A P&G disse que os aumentos de preços desaceleraram para apenas 1% globalmente, enquanto as vendas do recente festival de compras 618 da China, evento anual de compras on-line, sugeriram que os consumidores estavam gastando menos, mesmo com descontos significativos dos varejistas.
“Eu já disse muitas vezes: esta não será uma linha reta”, disse o CEO da P&G, Jon Moeller. “Ainda há mais trabalho a fazer para continuar melhorando as áreas sob nosso controle, o que será necessário para compensar os ventos contrários que basicamente não podemos controlar.”
Embora as medidas de inflação estejam moderando nos EUA, muitos consumidores sentem o impacto cumulativo de anos de aumento do preço de itens essenciais, como mantimentos e produtos menstruais. Os altos custos de empréstimos e os aumentos acentuados nos custos de seguro estão pressionando ainda mais os orçamentos familiares.
O McDonald’s relatou uma desaceleração nas visitas de consumidores de baixa renda, uma tendência que a empresa disse ter começado no ano passado e se aprofundado nos EUA. A gigante dos hambúrgueres relatou uma queda de quase 1% nas vendas nas mesmas lojas no trimestre de junho, o primeiro declínio desde 2020.
O marasmo da China
A inflação não é um problema na China, onde as empresas evitam aumentar os preços há vários anos devido à fraca demanda. Em vez disso, segundo economistas, os gastos chineses estão desacelerando porque as pessoas economizam para se proteger em caso de dificuldades futuras, pois enfrentam uma profunda crise imobiliária e preocupações sobre os rumos da economia.
“As famílias americanas podem esperar taxas de juros mais baixas no futuro”, disse Mark Williams, economista-chefe da Capital Economics para a Ásia. “O governo da China prometeu fazer mais para apoiar os consumidores, mas não há nada sugerindo que uma grande reviravolta seja provável.”
O crescimento das vendas no varejo da China, um indicador do consumo, baixou de 3,7% em maio para 2% ano a ano em junho. Os líderes chineses disseram em 30 de julho que tomariam medidas mais agressivas para aumentar os gastos do consumidor.
A fabricante de botox AbbVie declarou que os ventos contrários na China prejudicaram as vendas de sua divisão de produtos farmacêuticos estéticos no trimestre de junho e reduziram suas perspectivas para esses produtos nos EUA e em casa. A Starbucks informou que suas vendas nas mesmas lojas nos EUA caíram 2% no trimestre de junho, o segundo declínio consecutivo. E na China, caíram 14%, já que a rede de café enfrentou maior concorrência de rivais de baixo custo.
A General Motors disse que a força no mercado dos EUA foi compensada por uma maior erosão na China, onde perdeu dinheiro pelo segundo trimestre consecutivo em meio à forte concorrência de marcas locais. A Mercedes-Benz e a Porsche sinalizaram um ambiente mais difícil e uma concorrência mais acirrada no país asiático.
A Apple também está enfrentando incursões de uma grande marca chinesa, a fabricante de smartphones Huawei. A empresa do iPhone disse que a receita na região da grande China, seu terceiro maior mercado, caiu mais de 6% no trimestre de junho em relação ao ano anterior.
Porém, nem todas as empresas ocidentais estão relatando uma desaceleração no país. A Domino’s Pizza afirma que ainda vê o país como uma oportunidade; sua franquia chinesa planeja abrir a milésima loja lá este ano.
Em uma teleconferência de resultados, Sandeep Reddy, diretor financeiro da rede de restaurantes, disse que novas lojas estão sendo abertas e há recorde de vendas por lá. “Então, é muito animador ver o crescimento vindo da China”, completou ele.
O luxo perde um pouco do brilho
A China impulsionou o crescimento de algumas das marcas mais sofisticadas do mundo. Agora, sua população está ligada nas marcas do país.
A Richemont, proprietária da Cartier, relatou uma queda de 27% nas vendas na China, em Hong Kong e em Macau. A Hermès, fabricante das bolsas Birkin, disse que o ímpeto de crescimento das vendas continua em todas as regiões, exceto na Ásia.
Nos EUA — um mercado que já foi um impulsionador de seu boom pós-pandemia — as vendas aumentaram apenas 2%. A LVMH disse que a inflação e as taxas de juros mais altas afetaram o poder de compra de possíveis clientes nos EUA.
“Isso não é bom”, disse Jean-Jacques Guiony, chefe financeiro da LVMH, em uma teleconferência com analistas. “Algumas marcas, principalmente nos EUA, estão pagando o preço por essa situação.”
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12 de ago. de 2024
Menina desaparecida é encontrada em Fortaleza após acionamento do protocolo ‘Amber Alerts’; Acre já aderiu à tecnologia
Acre já integrou o protocolo, que visa buscar e encontrar crianças e adolescentes
Uma menina de dois anos foi localizada em Fortaleza, no Ceará, na quinta-feira, 8, após a ferramenta do protocolo Amber Alerts divulgar imagens da criança desaparecida. O Acre, além do Distrito Federal, Minas Gerais, Ceará, Piauí, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Amapá, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, já aderiram à tecnologia.
A expectativa é que até dezembro deste ano todas as unidades do Brasil façam parte do protocolo.
A tecnologia desenvolvida pela empresa Meta (dona das redes sociais Instagram, WhatsApp e Facebook) foi adotada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em agosto de 2023, como forma de fortalecer a busca de crianças e adolescentes nesta situação.
No caso do Ceará, agentes de segurança pública receberam a notificação sobre o desaparecimento da criança na tarde de quinta-feira (8), após a mãe, uma mulher com problemas psiquiátricos, tê-la levado deixando-a sem alimentos e sem paradeiro conhecido. O Protocolo Amber Alerts foi acionado e um cidadão, ao receber a foto da menina em sua rede social, reconheceu a criança e avisou imediatamente aos policiais, que conseguiram resgatá-la em segurança.
Este é o terceiro caso de sucesso, somente no Ceará, desde que a ferramenta foi adotada no Brasil. Um menino de oito anos de idade, que havia desaparecido em 3 de junho, em Fortaleza, foi reconhecido em um abrigo público por um psicólogo que trabalha no local, após receber o alerta em sua rede social. Ele comunicou as autoridades e a criança foi devolvida aos pais em segurança.
A primeira criança localizada a partir do Amber Alerts foi um bebê de dois meses, que foi encontrado e devolvido para a mãe, também no Ceará, no dia 26 de fevereiro deste ano.
Como funciona a ferramenta
A cooperação técnica entre Ministério da Justiça e Segurança Pública e Meta se dá por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas, da Diretoria de Operações e Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Ciberlab/Diopi/Senasp). Após identificar que a ocorrência se enquadra nos requisitos do Amber Alerts – vítima criança ou adolescente, desaparecida em circunstâncias suspeitas e com risco de lesão corporal – a Polícia Civil reporta a ocorrência ao Ciberlab, que comunica a Meta.
A empresa, então, divulga fotos e descrição das roupas da criança ou adolescente em todos os feeds do Facebook e do Instagram, em um raio de 160 quilômetros do local onde o menor foi visto pela última vez. Para garantir a maior visibilidade possível, todas as pessoas com perfil nas redes sociais e dentro do raio abrangido, receberão uma notificação. A campanha vale para casos recentes e cada imagem será divulgada por até 24 horas.
Por Governo Federal
Estadão, sobre Petrobras: ‘Prejuízo abrasileirado’
Por Revista Oeste
O prejuízo de R$ 2,6 bilhões da Petrobras no segundo trimestre foi classificado pela empresa como um resultado “associado a itens não recorrentes”. Entre eles, os efeitos da intensa variação cambial e o acordo fechado com o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal de recursos para punições aplicadas pela Receita Federal.
Ambos os motivos remetem a ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a empresa. É o que afirma o jornal O Estado de S.Paulo, em seu editorial deste domingo, 11.
A desvalorização do real, que, entre abril e junho, bateu nos 11,2%, seria suficiente para justificar o aumento de preços nos combustíveis. “Mas, sob a amarra do governo contra o impopular aumento, a Petrobras esticou o prazo o quanto pôde e somente em julho entregou os pontos e reajustou a gasolina e o gás de cozinha”, diz o jornal.
Desde que decidiu deixar de seguir a paridade com os preços internacionais, obedecendo a uma ordem de Lula para “abrasileirar” o preço dos combustíveis, a política de preços da Petrobras ficou menos previsível e coerente, avalia o Estadão.
Se antes era difícil presumir o espaço de tempo fixado pela empresa para seguir os novos valores do petróleo e derivados no mercado internacional, a decisão passou a ser “totalmente arbitrária”.
“A variação do câmbio, porém, traz custos impossíveis de serem ignorados, a não ser no universo lulopetista, que vive a ilusão do país autossuficiente, que desdenha do cenário externo”, afirma a publicação. “O resultado está aí, com o ‘abrasileiramento’ de um balanço que desde 2020 não registrava prejuízo.”
Magda Chambriard, nova presidente da Petrobras, foi indicada por Lula | Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilAcordo da Petrobras no Carf foi elogiada por Haddad
No acordo no Carf, a empresa atendeu aos apelos do governo para ajudar a melhorar as contas públicas no ano. E foi chamada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de “exemplo a ser seguido”.
Quando a companhia fechou o acordo, em junho, a Receita havia informado que não havia registrado a adesão de nenhum contribuinte ao programa, uma das principais apostas de aumento de arrecadação para este ano. “Mas a Petrobras fez a sua parte, mesmo à custa de passar o balanço de azul para vermelho”, diz o Estadão.
Para acalmar o mercado, a estatal anunciou – sob protestos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) – a distribuição de dividendos, usando parte da reserva formada com os dividendos extraordinários do ano passado, que o governo reteve.
“A relação da estatal com seus investidores privados nunca esteve tão esgarçada, o que prejudica sobremaneira a empresa”, conclui o texto.
Embraer vê a Índia como centro da Ásia-Pacífico para o C-390 Millennium
A gigante aeroespacial brasileira Embraer está vendo a Índia como uma base potencial para a instalação de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) de sua aeronave C-390 Millennium na região Ásia-Pacífico. Este movimento estratégico depende da Força Aérea Indiana (IAF) selecionar o C-390 Millennium como sua Aeronave de Transporte Médio (MTA).
A confiança da empresa vem do sucesso recente de garantir um pedido significativo para o C-390 pela Coreia do Sul, marcando sua primeira venda na Ásia. Esse avanço, juntamente com a crescente demanda por aeronaves de transporte avançadas na região, alimentou o otimismo da Embraer.
Para fortalecer sua posição na Índia, a Embraer firmou uma parceria com a Mahindra Defence Systems. A joint venture visa oferecer o C-390 à IAF, que está buscando substituir sua frota de AN-32 envelhecida com uma necessidade potencial de 40 a 80 aeronaves.
A estratégia de expansão global da Embraer também inclui a Arábia Saudita, onde assinou um memorando de entendimento para estabelecer um hub regional de MRO e uma linha de montagem para o C-390. Isso demonstra os planos ambiciosos da empresa de se tomar um grande player no mercado de aeronaves de transporte militar.
Se a Índia selecionar o C-390 Millennium, isso poderá impulsionar significativamente a indústria aeroespacial doméstica, criando oportunidades de emprego e fomentando a transferência de tecnologia. Além disso, estabelecer uma instalação de MRO posicionaria a Índia como um centro regional de manutenção, atraindo mais investimentos e expertise.
TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN
FONTE: Indian Defence Research Wing



























