
De acordo com a prestação de contas do parlamentar nas eleições deste ano, reeleito deputado federal por mais quatro anos, as maiores doadoras de sua campanha foram as empresas Engevix Engenharia e a Constutora OAS, envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato. As duas empresas fizeram duas transferências para a campanha do PT nacional e acreano no valor de R$ 120 mil e esses valores foram repassados para o comitê de campanha do petista. As doações das empresas são datadas de 8 de agosto de 2014.
Oficialmente, segundo dados do TSE, Sibá Machado arrecadou R$ 399 mil somando todas as doações de campanha. Ainda de acordo com o levantamento, o petista teve o mesmo valor em despesas, se elegendo a Câmara sem declarar divida com fornecedores.
Procurado para comentar o assunto, a assessoria do parlamentar informou que ele cumpre extensa agenda em Brasília, mas que daria um retorno em breve, o que não foi feito até o fechamento desta reportagem.
FIQUE POR DENTRO
EMPRESAS QUE DOARAM A SIBÁ ESTÃO ENROLADAS
Executivos da Engevix foram investigados na sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro pela Polícia Federal. No mês passado, foram presos o vice-presidente, Gerson de Mello Almada, e os diretores Newton Prado Júnior e Carlos Eduardo Strauch – Júnior e Strauch já foram soltos, mas Almada continua detido na carceragem da PF em Curitiba (PR).
Em relação a Construtora OAS, a Policia Federal indiciou nesta semana doze funcionários de construtora envolvidas no esquema. Entre eles, o presidente da OAS, o engenheiro José Aldemário Pinheiro Filho, suspeito dos crimes de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
Além do presidente, foram indiciados o engenheiro civil Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da Área Internacional da OAS; Mateus Coutinho Sá Oliveira, diretor financeiro da empreiteira; o engenheiro civil Pedro Morollo Junior; o advogado Alexandre Portela Barbosa; e o administrador de empresas José Ricardo Nogueira. Os indiciamentos foram feitos pela delegada Erika Mialik Marena.
SIBÁ E CAMARGO CORREIA
Mesmo com o nome na planilha da empresa Camargo Correia, a PF não faz nenhuma análise sobre o documento porque os políticos mencionados detêm foro privilegiado perante os tribunais superiores – no caso dos parlamentares, o Supremo Tribunal Federal (STF) detém competência exclusiva para abrir investigação. De acordo com o Jornal O Estado de São Paulo, não há nenhuma menção nas planilhas encontradas na empreiteira a um suposto caixa 2 ou pagamento de propinas. São nomes lançados ao lado de valores.
Sobre o assunto, Sibá afirmou não ter nenhuma ligação com a empresa investigada e nem seus representantes, apesar de ter participado do Conselho Administrativo da Usina Hidrelétrica de Jirau, localizada em Rondônia, quem tem como sócia acionista no empreendimento a Construtora Camargo Correia. Na época, ele assumiu o cargo após Marina Silva deixar o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula e assumir a vaga ocupada no senado ocupada por Sibá, na época suplente.
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