26 de out. de 2021

Sofrendo da "síndrome de abstinência de verba pública", Wagner Moura dá chilique na web

Wagner Moura - Foto: Reprodução

Com três anos de atraso, Wagner Moura lançou seu filme, uma biografia romanceada sobre o violento guerrilheiro Carlos Marighella. Durante o evento, se descontrolou e desferiu ataques contra o presidente Bolsonaro e disse que votaria no ‘Lula com restrições’.

O que será que significa votar num notório corrupto ‘com restrições’?

Será que você o autoriza a desviar apenas 10 milhões de reais?

100 milhões?

Um bilhão?

Moura, o eterno Capitão Nascimento, também esmurrou o peito e disse que fez o filme sem um real de dinheiro público. Porém em 2015 foi amplamente divulgado que o governo baiano destinaria R$ 10 milhões para a produção do filme, mas confesso que entre o governador Rui Costa (PT-BA) e Wagner Moura, eu não saberia em quem acreditar...

O ator concluiu dizendo que ama muito o Brasil, tanto que ele mora em Los Angeles !?!

Outra que está saudosa do dinheiro da viúva é a veterana Betty Faria num ataque de "sincericídio" a atriz disse sobre a Agencia Nacional de Cinema “nosso dinheiro está sequestrado”.

O que a global chama de ‘nosso dinheiro’, é o meu e o seu dinheiro caro leitor, levado através da nossa absurda carga tributária.

Por isso o Secretário Nacional de Fomento à Cultura, André Porciuncula teve que alertá-la:

‘Minha senhora o dinheiro público da Cultura não é de vocês, é do povo!’.

Só lembrando que dois anos atrás o filho da atriz, o diretor de cinema, João de Faria Daniel era investigado por agiotagem e lavagem de dinheiro numa ação contra o tráfico de drogas.

Agora eu, pergunto, você já ouviu falar em qualquer lugar do mundo onde um diretor de cinema ou TV tenha envolvimento com esse tipo de prática?

VOO 375 VASP - Nelson Freitas

Prosub: Estágio construtivo atual dos submarinos da Classe ‘Riachuelo’

Guilherme Wiltgen - O ambicioso Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), da Marinha do Brasil, continua seguindo o ritmo de construção dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo pela Itaguaí Construções Navais (ICN).

Fruto de um acordo de transferência de tecnologia da empresa francesa Naval Group (ex-DCNS), assinado em 2008 pelo Brasil e a França, o programa está viabilizando a produção de quatro submarinos convencionais da classe Scorpène e na fabricação do primeiro Submarino Convencional de Propulsão Nuclear (SC-PN) da América Latina.

Abaixo, um panorama atualizado dos estágio construtivo de cada um dos quatro submarinos convencionais (S-BR):


Submarino Riachuelo (S 40):

• 98% de estágio construtivo

• Atualmente em fase de testes do sistema de combate durante as últimas provas de mar

• Comissionamento em dezembro 2021.


Submarino Humaitá (S 41):

• 91% de estágio construtivo

• Primeira saída para as provas de mar no início de 2022

• Comissionamento previsto para Fevereiro/2023.


Submarino Tonelero (S 42):

• 78% de estágio construtivo

• Cerimônia de lançamento previsto para o final de 2022

• Início das provas de mar no início de 2023

• Comissionamento previsto para Fevereiro 2024.


Submarino Angostura (S 43):

• 52% de estágio construtivo

• Cerimônia de lançamento previsto para o final de 2023

• Início das provas de mar no início de 2024

• Comissionamento previsto para Fevereiro 2025

Durante o processo de construção dos submarinos, os trabalhos são realizados entre três locais:

Nuclep (Nuclebras Equipamentos Pesados ): Seções do casco resistente,

UFEM (Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas): fabricação de estruturas leves e tubulações,  produção de todos os “cradles”, módulos e integração de equipamentos e

ESC (Estaleiro de Construção): Integração das Seções, integração dos sistemas, acabamento e testes.

Ao final do Prosub, a Marinha do Brasil contará com a mais moderna e poderosa frota de submarinos convencionais da América Latina, sendo capaz de patrulhar de forma furtiva a Amazônia Azul, além do Atlântico Sul, que será o habitat natural dos novos “Tubarões de Aço” brasileiros.

Carne bovina: A bobagem do dia!!

Decreto cria Embaixada do Brasil em Manama, capital do Bahrein: Acordo sobre serviços aéreos também foi promulgado

Missão diplomática contribuirá para cooperação econômica entre países

Pedro Rafael Vilela - Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (20) cria a Embaixada do Brasil no Reino do Bahrein - país insular que fica no Golfo Pérsico, Oriente Médio, próximo a nações como Kuwait, Catar e Arábia Saudita. A representação brasileira ficará sediada em Manama, capital do país árabe. Até então, o Bahrein era representado, cumulativamente, pela Embaixada do Brasil no Kuwait.

O Bahrein possui embaixada no Brasil, sediada em Brasília, desde 2018. As relações diplomáticas entre os dois países se estabeleceram em 1974. 

Segundo o governo federal, a abertura de missão diplomática em Manama contribuirá para a promoção da cooperação econômico-comercial entre os dois países. A corrente de comércio bilateral é a sexta maior do Brasil com um país árabe do Oriente Médio.

A pauta exportadora brasileira para o Bahrein é concentrada em minérios, produtos químicos, ferro, aço e combustíveis minerais, que representam em torno de 90% do valor exportado. O agronegócio representa entre 8% e 9% do valor exportado, a maior parte em carnes. 

"A presença de embaixada residente do Brasil na capital bahreinita facilitará a interlocução empresarial entre os dois países, contribuirá para a coordenação regional de atividades de promoção comercial e de atração de investimentos e pode favorecer a atuação local dos demais órgãos brasileiros envolvidos em atividades dessa natureza, como a Apex-Brasil. As tratativas em torno de protocolos e certificados também se beneficiarão da instalação da missão em Manama", informou a Secretaria-Geral da Presidência da República, em comunicado.

Acordo aéreo

O presidente Jair Bolsonaro também promulgou um acordo sobre serviços aéreos com Bahrein nesta quarta. O texto já havia passado pelo Congresso Nacional. De modo geral, o acordo concede o direito de ambos os países venderem e comercializarem serviços de transporte aéreo internacional, diretamente ou por meio de agentes ou outros intermediários, incluindo o direito de estabelecer seus próprios escritórios, tanto como empresa operadora como não operadora, e usar documentação própria de transporte.

Brasil começa sua jornada dentro da International Astronautical Congress (IAC)!

Com o começo do evento, Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) participa de agenda de compromissos

A Agência Espacial Brasileira (AEB) participou do primeiro dia do IAC, em vários painéis, para que São Paulo seja a sede do evento em 2024. A série de encontros é fundamental para que as votações dos membros do International Astronautical Federation (IAF) sejam favoráveis para o país.

Logo pela manhã, houve cerimônia de abertura com a presença de Pascale Ehrenfreund, presidente da IAF.  Com animações digitalizadas sobre um grande painel, foi demonstrada a vontade dos Emirados Árabes em investir em tecnologia de ponta.

Logo depois, veio a cerimônia “Head of Agencies”, um encontro das principais agências espaciais do mundo para discutir os rumos para o setor nos próximos anos.

Então, veio o evento mais importante do dia, o “IAF GENERAL ASSEMBLY”, onde o IAF se reúne para que seus associados possam decidir os rumos da instituição.

O encontro acontece anualmente, em cada edição do IAC, com a presença de todos os membros. É uma reunião onde assuntos como a aprovação de novos membros e a contabilidade da federação são discutidos minuciosamente.

Também é onde os países interessados em sediar as novas edições do evento podem apresentar suas propostas. O primeiro país a apresentar foi a Austrália, demonstrando o lado positivo de realizar a edição de 2024 em Adelaide.  A Hungria foi a próxima, mostrando sua vontade de levar o IAC para Budapeste. A equipe italiana mostrou as coisas boas de Milão e a Espanha apresentou Sevilla.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, apresentou o lado bom de trazer a edição para São Paulo. Em apresentação colorida e vibrante, mostrou a importância do evento para o país e como ele poderia mudar a vida de jovens, que se inspirariam para dedicar suas vidas ao setor espacial. Pontes realçou que o país tem potencial de crescimento dentro do setor e que apresenta muitas novas oportunidades para os empreendedores.

“O espaço inspira gerações “, afirmou Pontes.

A apresentação, além de mostrar a capacidade de crescimento de novos profissionais do setor, também demonstrou a solidez do programa espacial brasileiro, seu crescimento e a estrutura da cidade de São Paulo como um ponto favorável para a candidatura.

“É importante que o Brasil consiga trazer este evento para São Paulo. Isso movimenta nossa indústria, a educação. É um evento muito grande e interessante“, disse o ministro.

Portos do Brasil - 26/10/2021


 

Rússia e países vizinhos precisam de uma aeronave turboélice de ataque leve contra guerrilheiros

Fernando Valduga - Os aviões do tipo Super Tucano são de interesse da Rússia e do CSTO como aeronaves de reconhecimento e ataque. E projetar um avião de assalto turboélice leve no médio prazo seria muito oneroso e demoraria anos. Na foto, aeronaves A-29 da Força Aérea Colombiana.

Os aviões do tipo Super Tucano são de interesse da Rússia e do CSTO como aeronaves de reconhecimento e ataque. E projetar um avião de assalto turboélice leve no médio prazo seria muito oneroso e demoraria anos. Na foto, aeronaves A-29 da Força Aérea Colombiana.

As forças de reação rápida e os comandos da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO) precisam de armas e equipamentos modernos para conter as ameaças vindas do Afeganistão.

O componente aéreo desempenha um papel importante devido às longas fronteiras, terreno de difícil acesso, potencial guerra de guerrilha, infiltração de terroristas e migrantes ilegais. Até agora, helicópteros e drones de reconhecimento e ataque podem ser usados, escreve o Independent Military Review.

Alguns especialistas afirmam que os bombardeiros supersônicos estratégicos Tu-22M3 podem atacar em tentativas de penetração do Afeganistão à Ásia Central. No entanto, os Estados Unidos engajaram-se na aviação estratégica por 20 anos no Afeganistão. Foi uma decisão cara, sem grandes resultados.

O Pentágono percebeu nas primeiras operações no Vietnã que as aeronaves de velocidade moderna não podem lutar uma guerra de guerrilha e enviou aeronaves turboélice Skyraider para o Vietnã. Os militares elogiaram seu desempenho em operações anti-guerrilha.

A experiência vietnamita levou os Estados Unidos a armar suas forças no Afeganistão com helicópteros e aviões de assalto turboélice leves. Ele apostou em aeronaves leves baratas otimizadas para combater milícias mal armadas. Especialistas norte-americanos afirmam que tais aeronaves combinam a capacidade de ataques de precisão e podem voar por muito tempo em baixa altitude.

Após a retirada dos EUA, o Talibã no Afeganistão obteve 23 aviões de ataque leve A-29 Super Tucano. A aeronave está preparada para combater insurgentes e é operada em vários países do mundo.

A CSTO precisa de aeronaves turboélice baratas e lentas com várias armas para combater guerrilheiros e interromper as tentativas de penetração do Afeganistão à Ásia Central. Infelizmente, a Rússia e outros países CSTO não possuem tais aeronaves e seu projeto e produção levarão anos.

Aviões do tipo Super Tucano são de interesse da Rússia e da CSTO como aeronaves de reconhecimento e ataque. É necessário ter um avião de assalto turboélice leve no médio prazo, pois é mais adequado para lutar contra um adversário mal armado em um conflito local. A experiência de combate e a demanda no mercado internacional de armas o confirmam.

O agravamento da situação nas fronteiras do sul do CSTO exige a rápida aquisição da aeronave leve para combater os guerrilheiros. Alguns especialistas acreditam que a China poderia ser parceira em um futuro projeto e na produção da nova aeronave, pois está interessada na consolidação dos esforços na Ásia Central.

Fonte: Com informações da TASS

As áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa pelo mundo rural brasileiro somam 282,8 milhões de hectares e representam 33,2% do território brasileiro

 

Uma CPI de verdade

Instalada no Rio Grande do Norte, uma Comissão Parlamentar de Inquérito faz o trabalho que deveria ser feito em Brasília: investigar a corrupção na pandemia


Silvio Navarro - Durante seis meses, o alto comissariado da CPI da Covid chefiado por Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) produziu centenas de manchetes de festim contra a condução da pandemia pelo governo federal. Mandou prender, devassou a vida de opositores e triturou reputações de profissionais da saúde. A poucos dias de sua votação no Senado, contudo, o relatório final da CPI gasta mais de mil páginas em malabarismos retóricos para tentar camuflar um ponto crucial: não conseguiu elaborar uma única denúncia robusta de desvio dos cofres públicos.

Sem o picadeiro transmitido ao vivo pela TV Senado, um grupo de cinco deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e seus respectivos suplentes resolveu fazer o serviço direito. Em agosto, a Casa aprovou uma comissão para investigar 12 contratos que a governadora Fátima Bezerra (PT) firmou durante a crise sanitária. Já nas primeiras reuniões, tinham um nome, uma cifra e um misterioso “Consórcio Nordeste” a serem investigados.

O homem da caneta do tal consórcio era o petista Carlos Eduardo Gabas, que adquiriu 300 respiradores que nunca existiram ao custo de quase R$ 50 milhões. “Foi um dos maiores roubos durante a pandemia do coronavírus, não tenho dúvida nenhuma disso”, afirmou o deputado estadual Kelps Lima (Cidadania), que preside a CPI potiguar. “Há confissão, delação premiada e os documentos são estarrecedores.”

Quem é Carlos Gabas

Antes de traçar o caminho do roubo em curso aos cofres públicos, o leitor pode se perguntar: mas, afinal, quem é Carlos Gabas? Trata-se de um nome que apareceu dezenas de vezes em pedidos de convocação na CPI do Senado, mas foi protegido pelos xerifes da covid.

Gabas é um político da cidade de Araçatuba, no noroeste paulista, servidor de carreira do INSS. É um daqueles petistas orgânicos, ligados à máquina partidária. Muito amigo de figuras como o ex-presidente da sigla Ricardo Berzoini, do Sindicato dos Bancários, e do prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Foi Berzoini quem o levou para o ministério de Lula quando comandou a pasta da Previdência Social, cargo que o próprio Gabas herdaria anos depois na gestão Dilma Rousseff. Quando o ministério precisou ser leiloado em troca de guarida política no Congresso e ficou com o PMDB, Dilma o instalou na Secretaria de Aviação Civil — ainda que não haja nenhum registro prévio de sua experiência na área.

Àquela altura, entretanto, seus conhecimentos sobre o espaço aéreo brasileiro eram o que menos importava. Gabas havia se tornado amigo pessoal da então presidente. Ficou famoso nas páginas de jornais quando os fotógrafos que faziam plantão no Palácio da Alvorada descobriram que era ele quem a levava para passear na garupa das motos Harley-Davidson aos fins de semana.

Carlos Gabas e Dilma Rousseff | Foto: Divulgação

Assim como o segundo governo Dilma, o destino das motocicletas tampouco terminou bem. Acabaram apreendidas pela Polícia Federal durante a Operação Custo Brasil, da Lava Jato. Gabas foi investigado por participar de um propinoduto que abastecia o caixa do PT por meio de assalto aos fundos de pensão e à folha de empréstimos consignados de funcionários públicos. Foi levado pelos policiais em condução coercitiva para prestar depoimento, mas ficou calado. Outros colegas, como o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, foram presos.

Respiradores fantasmas

Com a saída de Dilma e do PT do governo, o nome de Gabas andava esquecido. Até que um escândalo (devidamente acobertado pela imprensa tradicional) veio à tona na Bahia no ápice da pandemia. Entrou em cena o Consórcio Nordeste, criado pelos nove Estados da Região e chefiado por outro amigo de Gabas, o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Gabas é o segundo no escalão da autarquia. É ele quem carimba as negociatas.

O consórcio intermediou a compra de 300 respiradores da empresa Hempcare Pharma. O nome se refere a uma importadora de produtos derivados de maconha dos Estados Unidos. Um dos escritórios da empresa fica na cidade de Araraquara, no interior paulista.

O contrato assinado foi de R$ 48,7 milhões, sendo que a maior fatia, de R$ 10 milhões, saiu do caixa do governo baiano. Os demais oito Estados arcariam, juntos, com R$ 40 milhões. A unidade do respirador foi orçada em R$ 160 mil. A Bahia comprou 60, e os demais, 30 cada um.

Rui Costa, governador da Bahia | Foto: Divulgação

O Ministério Público e a Polícia Civil da Bahia farejaram a pilantragem. Em síntese, a Hempcare atuava como lobista da compra de respiradores de uma empresa chinesa, que tampouco era do ramo e usava documentos falsos. Negociata amadora de fachada. A dona da Hempcare, Cristiana Prestes Taddeo, foi presa e teve os bens bloqueados. Só que o dinheiro público sumiu.

Foi aí que Cristiana Taddeo resolveu falar. Disse que pelo menos R$ 12 milhões foram pagos em propina para intermediadores dos aparelhos fantasmas. O restante acabou pulverizado em subcontratos num novelo que ninguém conseguiu desembaraçar até agora. As investigações correm em segredo de Justiça. O que se sabe é que, já com a corda no pescoço, Cristiana pediu socorro a outra fabricante de aparelhos, desta vez nacional e curiosamente também de Araraquara: a Biogeoenergy, que levou R$ 24 milhões.

Como a trama foi revelada e entrou no radar das autoridades, inclusive de Brasília, o proprietário da Biogeoenergy, Paulo de Tarso, deu a seguinte explicação: “A empresa tem margem de lucro. Não fico com o dinheiro parado. Não tenho que devolver dinheiro para o Consórcio Nordeste, tenho que entregar os respiradores. Prometi entregar para o governo do Estado, que se recusou a receber”. Em outras palavras: ele disse que usou o dinheiro, supostamente para começar a fabricar os respiradores. Mas, como o contrato virou alvo de investigação e o governo da Bahia não quis mais os respiradores, ficou tudo por isso mesmo. O caso segue sendo investigado pela polícia baiana.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Telles Barbosa, confirmou a fraude durante a operação policial. “Não encontramos nenhum respirador pronto. Por mais que a empresa alegasse a intenção de entregar modelos nacionais e não os chineses, eles tampouco existiam.”

Arte: Artur Piva

Irmão de alma

Com 240 mil habitantes, Araraquara é uma cidade paulista de porte médio, às margens da Rodovia Washington Luís. O município tem a 40ª economia do Estado. Foi de lá que o país acompanhou algumas das manchetes mais absurdas na pandemia, como o longo e rigoroso confinamento obrigatório da população. A cena de uma mulher detida com truculência pela Guarda Civil Municipal (GCM) porque estava sentada sozinha numa praça rodou o país.

Mas não foi só. O prefeito Edinho Silva, também ex-ministro de Dilma e ex-tesoureiro de campanhas do PT, foi citado na delação da dona da Hempcare. Segundo Cristiana Taddeo, Carlos Gabas a procurou porque Edinho precisava de 30 respiradores, mas não tinha como comprá-los. O amigo de Araraquara era chamado por Gabas de seu “irmão de alma”, conforme os documentos que agora a CPI do Rio Grande do Norte esmiúça. Cristiana disse que entendeu o recado como um pedido para que os aparelhos aparecessem como doação — algo em torno de R$ 1,5 milhão, valor que mais tarde seria ajustado nas planilhas do Consórcio Nordeste.

Gabas chegou a comparecer à CPI para prestar depoimento, mas ficou em silêncio

A prefeitura de Araraquara admitiu em documento oficial que receberia os ventiladores hospitalares como doação do consórcio. Como eles não foram entregues, o papel foi revogado por Edinho Silva. “É ridículo atribuir ‘ato de corrupção’ a doação de equipamentos para enfrentar a pandemia, respiradores para atender interesse público”, disse Edinho, por escrito. “Se todos os atos de corrupção fossem equivalentes a esse, não existiria desvio de recursos públicos no Brasil. O que existe, de fato, é uma tentativa desesperada do negacionismo e dos seus interlocutores em desgastar as medidas adotadas por Araraquara no enfrentamento à pandemia.” Ele também foi convocado para prestar depoimento à CPI.

Um detalhe importante deve ser frisado mais uma vez: não existiam aparelhos prontos. Nunca existiram.

Edinho Silva, prefeito de Araraquara | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O que a CPI nordestina busca

Além de aprovar as convocações de todos os envolvidos na trapaça, um dos principais feitos da CPI nordestina foi conseguir a quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal de Gabas. O extrato bancário ainda não foi enviado pelo Banco Central. O petista chegou a comparecer à CPI para prestar depoimento, mas ficou em silêncio diante dos deputados potiguares. “Carlos Gabas é pago com dinheiro do povo nordestino para defender os interesses da Região, não os de Araraquara”, afirma Kelps Lima. “Havia uma cláusula de seguro no contrato para que os Estados recebessem a indenização se os respiradores não fossem entregues. Ela foi retirada e os Estados ficaram no prejuízo. O consórcio virou uma ferramenta para desvio de dinheiro público.”

Colocado contra a parede, o Consórcio Nordeste ainda deu um jeito de culpar o governo Jair Bolsonaro, que não tem absolutamente nada a ver com a negociata. “A aquisição conjunta de ventiladores pulmonares ocorreu em meio à já flagrante e notória falta de coordenação nacional por parte do governo federal”, afirma uma nota do grupo.

O texto diz ainda que “sem a devida coordenação nacional, as aquisições realizadas diretamente por Estados e municípios sujeitam-se aos riscos e às condições impostas pelo mercado internacional, como a antecipação do pagamento, a assunção de risco cambial, a inclusão de custos com transporte e seguros, além da alteração substancial dos preços praticados”. Termina dizendo — é claro! — que a autarquia continuará empenhada na luta contra o “negacionismo”.

O que a CPI de Brasília escondeu

O senador cearense Eduardo Girão (Podemos) foi quem mais se empenhou na apuração do que aconteceu no Nordeste, enquanto Renan, Omar Aziz e a ala da histeria promoviam seus shows na TV. Girão disse mais de uma vez ao microfone em duas entrevistas a Oeste que havia blindagem explícita aos governadores da Região. “Dos 17 membros da CPI, dez senadores são representantes do Nordeste e 82% são do Norte e Nordeste. Coincidência? Não.” Mas pouco adiantou. Girão pediu a convocação de Gabas e a CPI barrou. A falcatrua dos respiradores descrita acima estará no centro do seu relatório paralelo da CPI.

Uma autarquia comandada pelo PT, que repassa recursos públicos a aliados por meio de empresas de fachada e cujo dinheiro vai parar no bolso de quem não deveria. Esse enredo, seus personagens, o partido político, o tal Consórcio Nordeste, tudo isso tem a cara de um velho Brasil — e seus escândalos de nomes aumentativos, como mensalão e petrolão. A CPI potiguar resolveu investigar o covidão.

Adrilles Jorge comenta a polêmica envolvendo o filme do terrorista Marighella e rebate Wagner Moura

 

25 de out. de 2021

“O maior desejo da Família Imperial é que o Brasil possa enfim prosperar e voltar a ser o País que era durante o Segundo Reinado.”

 

 

A SÉTIMA ARTE | EPISÓDIO 1 - Gênesis

 

Hoje, às 20h estréia a sétima arte! uma semana inteira de conteúdo sobre o cinema.

 

No dia 23/10 comemorou-se no Brasil o dia do aviador, dia que nos presenteou com belas imagens

Defesanet
 

EMBRAER



A Força Aérea Brasileira ainda disponibilizou um vídeo.

Palestra: Inteligência Artificial (AI), e transformação digital na indústria brasileira

O termo "amanhã é dia de branco"

 


Ano 1941.

Observem a quantidade de pessoas vestidas de branco.

Naquela época, o terno de linho branco era praticamente mandatório nas empresas e repartições. 

Portanto, o termo "amanhã é dia de branco", quer dizer : "amanhã é dia de trabalho", ou seja, é engano achar que é uma citação preconceituosa e racista.

Fonte: Face - Rio de Janeiro in photos / Uma Viagem no Tempo.


EUA matam líder da Al-Qaeda Abdul Hamid al-Matar em ataque com drone Reaper

 

Fernando Valduga  - O Exército dos EUA afirma ter matado o líder da Al-Qaeda, Abdul Hamid al-Matar, em um ataque aéreo no noroeste da Síria.

De acordo com o Comando Central dos EUA, o ataque aéreo foi realizado em 22 de outubro usando uma aeronave MQ-9 pilotada remotamente. O comando acrescentou que não há indícios de vítimas civis como resultado do ataque.

“A Al-Qaeda continua sendo uma ameaça para a América e nossos aliados. A Al-Qaeda usa a Síria como um porto seguro para reconstruir, coordenar com afiliados externos e planejar operações externas”, disse o porta-voz do CENTCOM, Major do Exército dos EUA John Rigsbee.

Ele acrescentou que a Al-Qaeda também usa a Síria como base para ameaças que chegam à Síria, Iraque e além.

“A morte deste líder sênior da Al-Qaeda interromperá a capacidade da organização terrorista de planejar e realizar ataques globais que ameaçam cidadãos americanos, nossos parceiros e civis inocentes”, disse Rigsbee.

Os EUA realizaram o ataque apenas dois dias depois de um posto militar dos EUA no sul da Síria ter sido alvo de sistemas aéreos não tripulados e fogo indireto, “em um ataque deliberado e coordenado”. Nenhum funcionário dos EUA ficou ferido no ataque.

Putin: "a OTAN mentiu para a Rússia"

Microscópio usado por Darwin em observações científicas será leiloado

Casa de leilões espera arrecadar R$ 2,6 milhões com a ferramenta

Autor de A Origem das Espécies - tratado sobre biologia que propõe a ideia do mecanismo de seleção natural e foi fundamental para a concepção moderna de evolução -, Charles Robert Darwin é um dos maiores nomes da história da ciência. As anotações e instrumentos utilizados por ele são considerados valiosíssimos, já que foram essenciais na descoberta de um dos maiores marcos da ciência humana.

É o caso de um microscópio que Charles Darwin deu de presente para o filho Leonard, e que permaneceu na família por cerca de 200 anos. Segundo os registros do instrumento, Darwin usou as lentes para observar zoófitos - pequenos seres invertebrados que possuem características semelhantes à plantas -  em suas pesquisas sobre evolução.

Agora, 139 anos após a morte do cientista, os herdeiros do pai da evolução decidiram leiloar o artefato histórico. A empresa responsável pelo leilão será a inglesa Christie’s, que pretende arrecadar entre 250 mil libras esterlinas e 350 mil libras esterlinas - o equivalente a R$ 2,68 milhões.

“É incrivelmente emocionante olhar por ele e ver o mundo microscópico que Charles Darwin deve ter visto entre os anos de 1820 e 1830”, afirmou James Hyslop, chefe do departamento responsável por objetos científicos, históricos e naturais da Christie’s à agência de notícias Reuters.

Microscópio que pertencia a Charles Darwin será leiloado em dezembro pela Christie's. 

Reuters/Toby Melville/Direitos Reservados

“Mais tarde, em 1858, há uma carta incrível que ele [Charles Darwin] escreve para o filho mais velho dizendo que o jovem Leonard estava dissecando com ajuda do microscópio e disse: ‘papai ficarei feliz em fazer isso pelo resto da minha vida’. É maravilhoso ter essa conexão familiar de Darwin pouco antes dele ter ficado famoso”, argumentou Hyslop.

O leilão do microscópio que pertenceu a Charles Darwin acontecerá em 15 de dezembro. A casa de leilões Christie’s ainda não confirmou se o evento será online ou presencial.







* Com informações da Reuters

24 de out. de 2021

Tributo ao passado - O ACRE há 66 anos

Crédito: Suely Bayum

No final da página anuncia-se o nascimento da Senhora Suely Amélia Bayum, hoje ela é Secretária Executiva do Conselho Estadual de Educação do Acre.

Vaticano - Seguranças arrancam bandeira de cubano que ajoelhado pedia intercessão pela liberdade em Cuba

 

Da Série: Portos do Brasil - 24/10/2021

 


Atenção produtores e investidores! China pode virar o jogo da soja em Chicago!

Consórcio Nordeste pagou quase R$ 50 milhões por respiradores que nunca existiram

Três políticos petistas podem estar envolvidos no esquema, revela o presidente da CPI no Rio Grande do Norte

Consórcio Nordeste pagou e não recebeu os respiradores | Foto: Reprodução

Artur Piva - Uma CPI investiga os desvios das verbas destinadas ao combate à covid-19 no Rio Grande do Norte. Instaurada na Assembleia Legislativa do Estado, a comissão seguiu a trilha do dinheiro até uma compra de 300 respiradores feita pelo Consórcio Nordeste, que reúne todos os governadores daquela região do país.

Conforme revela a reportagem de capa desta semana da Revista Oeste, os parlamentares descobriram que quase R$ 50 milhões foram gastos sem que nenhum aparelho fosse entregue. Três políticos petistas, entre eles o governador Rui Falcão, da Bahia, e o prefeito Edinho Silva, de Araraquara, podem estar envolvidos no esquema.

De acordo com o deputado Kelps de Oliveira Lima (Solidariedade-RN), que preside os trabalhos de investigação, é “estarrecedor” que o Consórcio Nordeste ainda exista. Abaixo, os melhores momentos da entrevista concedida pelo parlamentar a Oeste.

O que existe de diferente entre a CPI realizada no Estado e a feita pelo Senado? O que a motivou?

A gente não escolheu um alvo. Estamos construindo um processo para chegar ao alvo. Avaliamos fatos que vão nos levar até pessoas. Nós investigamos as compras, e não as decisões de gestão. Durante a pandemia, nós encontramos alguns processos de compras suspeitos no Estado [Rio Grande do Norte] e os auditamos. Encontramos 12 contratos com suspeitas de mau uso ou desvio de dinheiro público, de crime e improbidade. Com base nisso, pedimos a abertura da CPI. A compra de 300 respiradores por meio do Consórcio Nordeste estava entre eles.

Quanto o Consórcio Nordeste já gastou? Como são financiadas as compras dentro dele?

Isso eu não sei dizer, tudo o que já foi gasto. Entretanto, sabemos que cada um dos nove Estados que o integram paga R$ 1 milhão por ano só para fazer a manutenção da estrutura administrativa. Gastar com os salários e custos como viagens. A compra é feita em conjunto e os Estados fazem o rateio do custo. No caso da compra dos respiradores, tudo foi irregular. Antes mesmo de assinarem o contrato, parte do dinheiro estava na conta do fornecedor.

A respeito das compras desses 300 respiradores, o que já pode ser confirmado?

Houve claramente uma fraude, o dinheiro público foi desviado. Teve a participação de empresários e agentes públicos. Já existem confissões e delações. Ficou muito claro que há um caminho que mostra o desvio efetivo de dinheiro. E que, desde o início, o consórcio sabia que estava dando prejuízo para os Estados. Eu digo isso porque, pela compra de respiradores, foram arrecadados R$ 48,7 milhões, mas o custo deles todos era de R$ 24 milhões. E eles ainda retiraram a cláusula de seguro, que dava garantias aos compradores para o caso de não receberem o produto. Não é que ela não existia, o consórcio a retirou de propósito.

O valor de mercado do lote era de R$ 24 milhões?

Não, não era nem valor de mercado. A Biogeoenergy, de Araraquara, iria fornecer os respiradores por R$ 28 milhões. A Hempcare compraria e repassaria os aparelhos por R$ 48,7 milhões para o Consórcio Nordeste. Essa empresa era uma mera intermediária da propina, ela não fabricava nem vendia respiradores. Seu endereço é o mesmo do apartamento onde a dona mora. Era uma “lavadora de dinheiro”. Elas receberam, mas nenhum respirador foi entregue. E existem documentos sigilosos mostrando que o dinheiro não foi dividido apenas entre as duas empresas. Intermediários pegaram propinas. Houve outra divisão, mas, em razão do sigilo, não posso revelar nomes ainda. A única coisa que posso dizer é que existem agentes públicos entre eles.

Quem liderou essa compra?

O presidente do Consórcio Nordeste e governador da Bahia, Rui Costa, e o Carlos Gabas, secretário-executivo do Consórcio Nordeste. Os dois são do PT, não por coincidência, o mesmo partido do prefeito de Araraquara. O Gabas teria solicitado que a Hempcare fizesse uma doação de quase R$ 5 milhões em respiradores para Araraquara. Existem muitos documentos sigilosos, a que os governadores também tiveram acesso, envolvendo as ações questionáveis do Gabas. É estarrecedor que eles ainda se mantenham no Consórcio Nordeste e não tenham demitido Carlos Gabas.

Marinha desenvolve o 1º motor com tecnologia nuclear para submarinos

A renovação da frota é uma parceria entre o Brasil e a França. O primeiro motor deve entrar em operação até o fim deste ano

                    Marinha desenvolve motores para submarinos

                    REPRODUÇÃO/RECORD TV

Pedro Paulo Filho - No interior de São Paulo, a Marinha prepara os testes do primeiro motor brasileiro movido a energia nuclear, que será instalado em um submarino. A tecnologia foi totalmente desenvolvida no Brasil e faz parte do projeto de renovação da frota de submarinos do país.

É no Centro Tecnológico da Marinha em Iperó, a 125 quilômetros da capital paulista, que está sendo montado o primeiro motor de submarino brasileiro movido a energia nuclear. Trata-se de uma técnica dominada por apenas seis países no mundo: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, China e Índia. No Brasil, foi concebida de forma inédita.

Tudo é desenvolvido com muito sigilo. O comandante Luís Cláudio Farina, diretor do Centro Industrial Nuclear de Aramar, explica que é para que se tenha a segurança do projeto e do conhecimento gerado. “O objetivo é que esse conhecimento permaneça na marinha e não seja desviado para outros projetos que não sejam pacíficos como o nosso”, diz.

                    Motor está sendo desenvolvido em Centro Tecnológico da Marinha

                    REPRODUÇÃO/RECORD TV

O jornalismo da Record TV teve acesso à preparação do laboratório de geração nucleoelétrica. É um gigante de aço, igual ao submarino nuclear. Tudo é feito em tamanho real, para que os engenheiros possam simular a operação do reator e fazer as modificações necessárias antes da instalação definitiva.

No centro tecnológico, equipamentos também vão monitorar a radioatividade, que é nociva ao corpo humano. Por isso, esses testes de segurança são fundamentais.

"Seria inadmissível que os testes de desempenho, em condições adversas, fossem processados no mar, porque, se algo der errado, é a vida dos tripulantes que estão lá naquela situação”, diz o comandante Salvador Ramos, vice-diretor do Centro Tecnológico da Marinha.

“Todas as situações de emergência serão testadas e validadas para, depois, termos a planta instalada no submarino, já sabendo como ela se comporta e a nossa capacidade de controlar essa planta nuclear".

Antes o projeto esbarrava em uma limitação: nenhum país fornece combustível nuclear para essa finalidade. A dificuldade foi superada pelo Centro Nuclear Industrial da Marinha, que hoje domina o enriquecimento de urânio. 

Parte da fábrica está em construção e, até 2025, deve entrar em pleno funcionamento. A tecnologia será instalada no último dos cinco submarinos que estão sendo construídos na região metropolitana do Rio.

A renovação da frota é uma parceria entre o Brasil e a França. O primeiro motor deve entrar em operação até o fim deste ano. As entregas vão até 2034.

Em um submarino tradicional, as baterias são carregadas por geradores movidos a diesel, mas a autonomia é de até 45 dias. Já com a energia nuclear, são sete anos. O processo de enriquecimento do urânio é todo desenvolvido no Centro Tecnológico. São 48 megawatts de potência. Isso significa que um reator nuclear de submarino poderia iluminar uma cidade de 20 mil habitantes.

Os submarinos ajudam a garantir a segurança de toda a costa brasileira. Pela chamada "Amazônia Azul" passam 95% do comércio exterior do brasil e a maior parte do petróleo (93%) e gás natural (75%) consumidos no país.

Os engenheiros acreditam que, em um futuro próximo, a tecnologia dos reatores nucleares possa ser utilizada em outras áreas. Tornar a água do mar potável e levar energia elétrica a áreas remotas já estão no radar.