7 de mar. de 2025

Proposta de orçamento de defesa da China prevê aumento de 7,2% nos gastos


O governo chinês propôs um orçamento de defesa de 1,78 trilhão de yuans (US$ 246 bilhões) para o ano fiscal de 2025, um aumento de 7,2% em relação ao ano passado, de acordo com um relatório preliminar do orçamento apresentado à legislatura nacional nesta quarta-feira.

Se aprovado pelos legisladores, o gasto proposto manterá o crescimento de um único dígito pelo décimo ano consecutivo, com um percentual de aumento idêntico ao dos dois anos fiscais anteriores.

Os números foram incluídos em um relatório preparado pelo Ministério das Finanças e distribuído aos legisladores na reunião de abertura da terceira sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, realizada no Grande Salão do Povo, em Pequim.

Na sessão da APN do ano passado, o governo central propôs um orçamento de defesa de 1,67 trilhão de yuans para o ano fiscal de 2024; em 2023, o valor proposto foi de 1,55 trilhão de yuans.

Em uma coletiva de imprensa na terça-feira, Lou Qinjian, porta-voz da terceira sessão da 14ª APN, afirmou que a força militar é essencial para o país e benéfica para o mundo.

“A paz precisa de força para ser protegida. Uma China com fortes capacidades de defesa nacional pode defender melhor sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, cumprir mais efetivamente suas responsabilidades internacionais como uma grande nação e manter melhor a paz e a estabilidade globais”, disse Lou.

Lou também destacou que os gastos da China com defesa, como proporção do PIB, permaneceram abaixo de 1,5% por muitos anos, um nível inferior à média mundial.

O maior gastador militar do mundo é os Estados Unidos, cujo orçamento militar proposto para 2025 é de US$ 850 bilhões. Uma grande parte desse valor seria utilizada contra a China, segundo a Lei de Autorização da Defesa Nacional dos EUA para o ano fiscal de 2025, que classifica a China como uma “nação adversária”.

FONTE: China Daily

6 de mar. de 2025

Modernização da radioterapia na Unacon reforça o combate ao câncer no Acre

Acelerador linear Varian importado dos Estados Unidos, considerado o mais moderno do mundo, doado pelo Ministério da Saúde. Foto: Luan Martins/Sesacre


Luana Lima - O governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), segue avançando na modernização do Hospital do Câncer do Acre – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Com investimentos robustos em tecnologia, a unidade consolidou sua estrutura de radioterapia com um acelerador linear de alta precisão e o restabelecimento da braquiterapia, ampliando significativamente a qualidade e a eficiência dos tratamentos oncológicos no estado.


Tecnologia de ponta

A introdução do acelerador linear na Unacon, implementado em março de 2021, representou uma mudança significativa no tratamento do câncer no estado. O equipamento, um dos mais modernos da radioterapia, permite procedimentos altamente precisos, reduzindo danos aos tecidos saudáveis e tornando o tratamento mais seguro e eficaz.

Desde sua ativação, a capacidade de atendimento diário saltou de 40 para 80 pacientes, reduzindo drasticamente o tempo de espera. Hoje, os pacientes iniciam o tratamento, em média, apenas três dias após a triagem, evitando deslocamentos para outros estados. Já foram tratados até o momento, 1.500 pacientes.

Outro avanço crucial foi a retomada da braquiterapia, um método de radioterapia interna que aplica radiação diretamente no tumor, garantindo maior eficácia e menor impacto nos tecidos adjacentes.

O secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, destacou o impacto positivo dessa modernização para o estado e toda a região: “Este avanço representa um divisor de águas na oncologia acreana. Conseguimos atender integralmente nossos pacientes sem a necessidade de transferências para outros estados. Além disso, o Acre agora se tornou referência na região Norte, passando a receber pacientes de Rondônia, sul do Amazonas e até de países vizinhos, como Peru e Bolívia. Isso demonstra não apenas um salto tecnológico, mas também um compromisso real com a saúde pública e o bem-estar da nossa população.”

O médico radioncologista Melk Hadad enfatizou os benefícios dessa estrutura: “Com essa tecnologia, conseguimos atingir os tumores de maneira muito mais precisa, reduzindo o número de sessões de radioterapia. Antes, eram necessárias até 25 aplicações; agora, estamos reduzindo progressivamente e queremos chegar a apenas cinco sessões para alguns casos.”


Impacto na vida dos pacientes

Com o aprimoramento da Unacon, pacientes que antes precisavam viajar para outros estados podem agora realizar seus tratamentos em Rio Branco, evitando desgaste físico e emocional.

O aposentado Antônio José Almeida de Souza, de 70 anos, compartilhou sua experiência: “Fiz 39 sessões aqui na Unacon e adorei o atendimento. Os médicos, enfermeiros e técnicos foram muito atenciosos. Antigamente, a gente ouvia falar do Unacon e ficava com medo. Agora, somos bem tratados, o hospital está excelente. Dá até saudade de voltar e rever os amigos que fiz aqui!”

Desde fevereiro de 2024, quando a braquiterapia foi restabelecida, mais de 50 pacientes (100 inserções) já passaram pelo tratamento, reduzindo filas e acelerando diagnósticos e intervenções.

Processo começa com uma tomografia que gera imagens detalhadas da área a ser tratada. Foto: Luan Martins/Sesacre


Como funciona o tratamento na Unacon?

A modernização trouxe avanços significativos na precisão dos tratamentos. O processo começa com uma tomografia que gera imagens detalhadas da área a ser tratada. Essas imagens são analisadas pelo médico, que delimita com exatidão o tumor e as áreas a serem protegidas.

“Antes, esse processo era feito manualmente, utilizando blocos físicos que levavam dias para serem preparados. Agora, com tecnologia de 120 micromotores, conseguimos ajustar a proteção em segundos, tornando o tratamento mais ágil e preciso”, explica o Dr. Melk Hadad.

Após essa etapa, físicos médicos realizam cálculos detalhados para garantir que a radiação atinja apenas a região necessária, minimizando riscos aos órgãos saudáveis. Todo o procedimento é rigorosamente planejado antes da aplicação da radiação no acelerador linear, garantindo segurança e eficácia.

“A sala do acelerador linear foi construída com paredes de 3,40 metros de espessura, feitas de concreto especial, para impedir a dispersão da radiação. Tudo é calculado de forma minuciosa, garantindo que a energia fique completamente contida dentro da estrutura”, enfatiza Hadad.


A evolução da braquiterapia

A Unacon também expandiu a oferta de braquiterapia, essencial para o tratamento de tumores ginecológicos, como o câncer de colo de útero. Neste procedimento, pequenas fontes de radiação – do tamanho de um grão de arroz – são inseridas diretamente no tumor por meio de aplicadores especializados.

“Posicionamos os aplicadores dentro da paciente e, através de cabos conectados ao aparelho, fazemos a liberação da radiação de forma controlada. O procedimento dura cerca de 15 minutos, mas a paciente pode precisar ficar até uma hora na posição para garantir o sucesso da terapia”, explica o Dr. Hadad.


Investimentos e perspectivas futuras

A modernização da radioterapia na Unacon representou um investimento superior a R$ 10 milhões, incluindo aquisição de equipamentos de última geração e capacitação da equipe. Atualmente, a unidade opera com um acelerador linear, mas já possui infraestrutura pronta para a instalação de uma segunda máquina, aumentando ainda mais a capacidade de atendimento.

Modernização da radioterapia na Unacon representou um investimento superior a R$ 10 milhões, incluindo aquisição de equipamentos de última geração e capacitação da equipe. Foto: Luan Martins/Sesacre

O treinamento da equipe foi uma prioridade. Técnicos passaram seis meses em capacitação no Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério da Saúde e o Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica). Além disso, médicos radioncologistas foram qualificados em centros de referência como o Hospital Albert Einstein e o Hospital do Amor.

Para o futuro, novas expansões estão previstas. Em abril de 2025, a Unacon receberá um tomógrafo acoplado ao acelerador linear [OBI (on-board imaging], que permitirá a obtenção de imagens 3D em tempo real, garantindo ainda mais precisão ao tratamento.

“Com essa inovação, um paciente de cidades como Feijó, Tarauacá ou Brasileia, que antes precisava passar semanas em Rio Branco, poderá concluir o tratamento em menos de uma semana. Isso significa menos desgaste, menos custos e mais qualidade de vida”, afirma Hadad.

Os avanços na Unacon consolidam o Acre como um polo regional no tratamento oncológico. Com um sistema de saúde cada vez mais tecnológico, humanizado e eficiente, o Estado não apenas evita deslocamentos de pacientes, mas também amplia o acesso a terapias mais modernas e seguras. O futuro da oncologia acreana se desenha com mais inovação, qualidade e compromisso com a vida.

Poconé teve tremor superior a magnitude 4.0 esta semana

Sismo de Mato Grosso em destaque no Painel Global. Crédito: Painel Global/GoogleMaps

Painel Global - Um tremor de terra no estado de Mato Grosso na virada do mês chamou a atenção pela magnitude superior a 4.0. Institutos de monitoramento do Brasil e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detectaram o sismo.

O Painel Global destacou o sismo validado de 4.1 magnitudes no último sábado, primeiro de março, registrado às 9:38 UTC (6h38 hora de Brasília), com epicentro localizado a 105 quilômetros de Poconé, no Pantanal de Mato Grosso, Região Centro-Oeste do Brasil. O USGS estimou profundidade de 10 quilômetros.

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília e o Centro de Sismologia da USP registraram o tremor com a intensidade de 4.4 magnitudes, sem a avaliação da profundidade.

Já a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) validou o terremoto com intensidade ainda um pouco maior de magnitude 4.5 às 6h14 da manhã.

Poconé fica a cerca de 100 quilômetros da capital Cuiabá e os moradores relataram ter sentido o abalo por alguns segundos. Apesar da intensidade do sismo, não foram notificados danos ou feridos pela Defesa Civil.

Entrada da cidade de Poconé, pertencente ao Pantanal de Mato Grosso. Crédito: divulgação Prefeitura de Poconé

Um tremor de 4.5 ainda é considerado leve, apesar de ser um evento mais significativo para o Brasil. Poconé tem histórico de tremores com 19 abalos contabilizados nos últimos anos.

“A região do Pantanal é uma região de afinamento litosférico (que é a camada sólida mais externa da Terra), e sendo assim, é uma região em que os esforços acumulados pelos processos tectônicos são liberados com maior facilidade”, explicou o professor do Observatório Sismológico da UnB, Marcelo Peres Rocha, em publicação no perfil oficial da RSBR nas redes sociais.

PE - Data Magna - a força de um movimento que gerou heróis e mártires, durante quase uma década


Por Carlos Bezerra Cavalcanti - Há cerca de vinte anos, quando a Assembleia Legislativa se interessou, com mais afinco, em escolher uma Data Magna, para Pernambuco, representei o Iahgp nessa prazerosa tarefa.

Foi um contato bem gratificante, porque pude notar como a figura de Frei Caneca está sedimentada entre os pernambucanos de todos os segmentos.


A Revolução de 1817

Pelo seu peso histórico e pela quantidade de heróis que coadjuvaram o movimento, torna-se o maior expoente dos Anais Pernambucanos. No entanto, quando se tratava de indicar um símbolo, a escolha sempre recaía no Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Talvez o maior dos mártires pernambucanos. Mas não em 1817. A chamada Revolução dos Padres não teve aquele religioso como o grande mártir e herói do movimento. Foi sim o maior nome de outro movimento, a Confederação do Equador. Que este ano completa 201 anos. E, até agora, as autoridades continuam omissas, deitadas em berço esplêndido.

Grande acontecimento, que diga-se de passagem, ainda não foi devidamente dimensionado pelos historiadores. Nem a nível local. Muito menos a nível nacional.


O grande herói de 1817

Difícil destacar um entre tantos mártires. Não se comparam martírios. Mas pode-se avaliar a dimensão histórica da atuação de cada qual. Portanto, faço questão de registrar outra figura bastante expressiva de nossa História, ou seja, o Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro. Sem desmerecer os demais, João Ribeiro se destacava, exponencialmente, dos demais. Iclusive porque foi esse Herói e Mártir o autor do belo pavilhão do movimento que, ainda hoje, ligeiramente mutilado, é a bandeira do Estado de Pernambuco.


Disputa resolvida

Entre 1817 e 1824, o martírio do Padre João Ribeiro e o do Frei Caneca, prevaleceu 1817. Pela proposta inédita e por tudo o que representou.

Ao destacar 1817, estamos prestando uma homenagem a todos os heróis da Revolução, em si. Muitos dos quais, não foram executados, mas sofreram nas infectas masmorras da Bahia, por longos quatro anos. Encontrando-se entre eles, Frei Caneca, que seria o principal elo entre as duas Revoluções. Iria liderar a Confederação do Equador, ocorrida há exatos 200 anos. Movimento no qual aquele religioso foi o grande protagonista, em todos os quadrantes. Nas masmorras, no púlpito, no jornal Thypis Pernambucano. Nas reuniões. Nas suas doutrinas, nas suas poesias, nas batalhas. No patíbulo. Finalmente, no paredão. Salve salve o nosso heroísmo, mil vivas à brava gente brasileira.


*Carlos Bezerra Cavalcanti é  membro efetivo e benemérito do Iahgp.

15 feridos após caças KF-16 lançarem bombas por engano fora do campo de treinamento

Um edifício é danificado por uma suposta bomba em Pocheon, cerca de 40 quilômetros ao norte de Seul, em 6 de março de 2025, nesta foto fornecida por um leitor. (FOTO NÃO À VENDA) (Yonhap)


            Por Lee Haye-ah e Chae Yun-hwan


Lee Minji - Quinze pessoas ficaram feridas na quinta-feira depois que dois caças KF-16 da Força Aérea lançaram por engano oito bombas ar-superfície fora de um campo de treinamento durante exercícios de tiro real, disseram autoridades militares e bombeiros, em um bombardeio equivocado sem precedentes em uma cidade civil.

As autoridades disseram que o bombardeio ocorreu sobre uma vila em Pocheon, cerca de 40 quilômetros ao norte de Seul, por volta das 10h, deixando 15 pessoas, incluindo dois soldados e dois estrangeiros, com ferimentos leves a graves e danificando uma igreja e sete outros edifícios.

Autoridades de incêndio disseram que dois homens civis ficaram gravemente feridos e foram levados ao hospital, mas notaram que seus ferimentos no rosto e no ombro não são fatais. Outros oito com ferimentos leves também foram transferidos para hospitais para tratamento.

As autoridades esperam que o número de feridos aumente, pois mais pessoas solicitaram tratamento.

Membros de cerca de 40 famílias na área foram evacuados para uma prefeitura longe do local do bombardeio.

Autoridades militares disseram que os caças KF-16 que participavam de um exercício de tiro real lançaram "anormalmente" quatro bombas MK-82 cada, fora do campo de treinamento em Pocheon às 10h04.

Suspeita-se que um erro do piloto tenha causado o acidente, segundo uma investigação inicial, com um dos pilotos dos jatos monopostos inserindo incorretamente as coordenadas do alvo antes da decolagem.

A Força Aérea disse que está conduzindo uma investigação sobre o acidente, liderada pelo Vice-Chefe do Estado-Maior, Tenente-General Park Ki-wan, e pediu desculpas pelos danos causados ​​aos civis.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Lee Young-su, prometeu fazer o máximo esforço para compensar os danos e reforçar a educação em segurança e os procedimentos relevantes.

"Nós compensaremos integralmente os danos mentais, físicos e materiais causados ​​aos moradores", disse Lee em um comunicado, dizendo que sente uma grande responsabilidade por causar preocupação.


Investigadores militares examinam o local de um bombardeio acidental de um jato de caça em uma vila em Pocheon, cerca de 40 quilômetros ao norte de Seul, em 6 de março de 2025, depois que dois jatos de caça KF-16 lançaram oito bombas ar-superfície MK-82 fora de um campo de treinamento, deixando pelo menos 15 pessoas feridas. (Foto da piscina) (Yonhap)

Marcou o primeiro bombardeio acidental por caças sul-coreanos que resultou em vítimas.

Em 2004, um F-5B da Força Aérea lançou por engano uma bomba de treino sobre Boryeong, 138 quilômetros ao sul de Seul, mas ninguém ficou ferido no incidente.

Mais cedo, a Coreia do Sul e os Estados Unidos realizaram exercícios combinados de tiro real perto da fronteira intercoreana, em uma demonstração de poder de fogo contra ameaças militares norte-coreanas antes do exercício anual Freedom Shield, que acontece na primavera deste mês.

O exercício ocorreu no Campo de Treinamento de Incêndio de Seungjin, em Pocheon, apenas 25 quilômetros ao sul da fronteira, mobilizando mais de 160 peças de equipamento militar, incluindo tanques K2, obuses autopropulsados ​​K55A1, helicópteros de ataque Apache e jatos furtivos F-35A, de acordo com o Exército.

Uma janela de um prédio é quebrada perto do local onde um caça da Força Aérea acidentalmente lançou oito bombas em Pocheon, cerca de 40 quilômetros ao norte de Seul, em 6 de março de 2025. (Yonhap)

Uma autoridade do Ministério da Defesa disse que os militares suspenderão todos os exercícios com fogo real até que a causa exata do acidente seja determinada.

O Freedom Shield ocorrerá conforme o planejado, mas as autoridades estão em negociações para possíveis mudanças no treinamento em campo, disse um oficial militar.

Autoridades militares, bombeiros e autoridades do governo local planejam realizar uma inspeção de segurança no local do acidente na manhã de sexta-feira.

O governo da cidade de Pocheon ativou uma sede de controle de desastres para lidar com as consequências do acidente.

Policiais militares bloqueiam acesso a uma vila em Pocheon, cerca de 40 quilômetros ao norte de Seul, em 6 de março de 2025, onde uma bomba caiu em uma estrada perto de uma casa, deixando pelo menos sete pessoas com ferimentos leves a graves e destruindo uma igreja e seis outros edifícios. O acidente ocorreu depois que dois caças KF-16 da Força Aérea acidentalmente lançaram oito bombas fora de um campo de treinamento durante exercícios de tiro real. (Foto da piscina) (Yonhap)

Escola de samba que atacou a figura de D. Pedro II fica em 13º lugar e é rebaixada

Casa Imperial emite ‘Nota de Repúdio’


Por Reginaldo Palazzo – Como dizia Mário Tupinambá na escolinha do professor Raimundo com seu personagem Bertoldo Brecha: “A inguinorança é que astravanca o pogresso” (ou seria proposital?), o que a tal escola de samba Unidos do Tucuruvi fez com um dos brasileiros mais cultos que já pisaram nessa terra de Santa Cruz.

Afoitos em desmoralizar o erudito Imperador, os autores dessa presepada histórica esqueceram de, por um milésimo de segundo, pesquisar no novo pai dos burros, o google, sua relação com os indígenas.


Explicando a presepada

Essa tal escola de samba chamada acadêmicos do Tucuruvi, fez uma “alegoria” (Eis aí um desafio para os professores da língua portuguesa trabalharem em sala de aula, o antônimo de alegoria), com um índio segurando a cabeça de D. Pedro II decapitada, imagem acima.


Coisa de acadêmico

A não ser que tenha sido proposital, era simples dar uma pesquisada e iriam descobrir que o Imperador D. Pedro II criou a 1ª legislação de proteção aos indígenas.

 

Rede Tupi de desinformação

Saudades da Rede Tupi de televisão e seu Repórter Esso onde Fake News não havia entrado ainda no vocabulário cotidiano das passarelas.

Se lessem mais um pouquinho descobririam que D. Pedro II foi o único Chefe de Estado a ser fluente na língua tupi e se vivo fosse ensiná-los-iam que Tucuruvi significa gafanhoto, aquele inseto que só anda em gangue e adora destruir o legado dos outros.


Castigo


Mas, Deus que regia também os Imperadores desde a Terra de Santa Cruz mostrou que a justiça tarda, mas não falta.

Parece que o corpo de jurados tinham um pouco de noção histórica e decidiu dar-lhes uma nota à altura, ou seja, ficaram em 13º lugar e rebaixaram-na para o lugar de  onde nunca deveria ter vindo, o ostracismo.


Duas colas

Faltar as aulas de história dá nisso, só resta colar do aluno ao lado.

E chapa, esse negócio de reescrever a história depois que inventaram a net, definitivamente não cola mais, talvez seja por isso que estão querendo bloquear as redes sociais.


Quanta maldade

Dizem as más línguas que a escola que ascendeu em seu lugar vai desfilar o ano que vem com o tema:

“Rebola bola vou mostrar como é que é um batuque rebolado da cabeça até o pé”.

Nesse caso te tão tamanha estupidez, não é lato sensu é lato senso.

Agora não chora mais o Pierrot, chora também o Rei Momo a Rainha da Bateria, o Império Serrano e principalmente nossa Imperatriz Leopoldinense.


Abaixo a Nota de Repúdio emitida pela Casa Imperial do Brasil


Café, leite e arroz: Bocalom quer com nova era de ouro agrícola no Acre


Por Wanglézio Braga - Em entrevista ao Portal Acre Mais, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, voltou a reafirmar seu compromisso em transformar o setor agrícola do Acre, apostando em três pilares que marcaram a história econômica de estados do Sul e Sudeste: café, leite e arroz. Entusiasta declarado da cafeicultura, Bocalom relembrou sua própria trajetória no Paraná, onde cresceu em meio a lavouras de café, e garantiu que a valorização histórica do grão no mercado é uma oportunidade que o Acre não pode deixar passar.

Segundo o prefeito, a experiência adquirida ainda na década de 1990, quando distribuiu 300 mil mudas de café aos produtores de Acrelândia em seu primeiro mandato, é uma prova de que a insistência no cultivo do café pode render frutos duradouros. Hoje, Acrelândia é o maior produtor de café do estado, reflexo direto de políticas públicas que incentivaram o plantio ao longo de seus três mandatos no município.

Para Bocalom, o café tem potencial para ser uma das molas propulsoras da economia rural acreana, assim como foi em estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná, conhecidos historicamente pelo ciclo do “café com leite”.

Mas o plano do prefeito vai além da cafeicultura. Ele defende que o leite pode garantir o sustento diário do pequeno produtor, enquanto o café serve para realizar os grandes sonhos, como ampliar propriedades e investir em infraestrutura rural. Além disso, Bocalom revelou que sua gestão já trabalha na criação de um campo de sementes de arroz dentro da Embrapa, visando garantir sementes adaptadas ao clima local para distribuir aos agricultores familiares a partir do próximo ano.

Com foco em fortalecer toda a cadeia produtiva, desde o preparo dos ramais até o beneficiamento e comercialização da produção, o prefeito promete uma revolução agrícola que, segundo ele, pode resgatar a dignidade do homem do campo e consolidar a agricultura familiar como base econômica de Rio Branco e do Acre. Se a promessa vai de fato se transformar em realidade ou se será apenas mais uma safra de discursos, o tempo e a colheita dirão.

Margem Equatorial: o novo pré-sal brasileiro?

Imagem: Ineep

alemdasuperficie.org - Em 2024, a EPE lançou o estudo “O Papel do Setor de Petróleo e Gás Natural na Transição Energética”, no qual expõe como o futuro descarbonizado não é sem hidrocarbonetos e a solução para o problema climático deve incluir a indústria de petróleo e gás.

Para a transição energética avançar, portanto, é essencial ter a participação ativa do setor de O&G e, consequentemente, de novas reservas, possibilitando seu papel de garantir a segurança energética durante todo o processo.

Nesse sentido, a Margem Equatorial tem ganhado cada vez mais notoriedade, sendo chamada por alguns de “novo pré-sal” pelo seu potencial para novas descobertas, como os casos de sucesso exploratório alcançados nas bacias sedimentares na Guiana e Suriname.


O que é a Margem Equatorial?

É uma região que se estende por mais de 2.200 km e está situada entre o extremo norte do Amapá e o litoral do Rio Grande do Norte. Além disso, é composta por 5 bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Para-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

Segundo estimativas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, o volume de recursos de O&G na área é de cerca de 30 bilhões de barris de óleo equivalente.


Atividades de E&P na Margem Equatorial

As primeiras perfurações na Margem Equatorial foram realizadas na década de 1970, sem que grandes descobertas viabilizassem a produção comercial. Até o momento, a maioria das atividades exploratórias ocorreu em águas rasas.

O sucesso exploratório revelado na Guiana, com a descoberta de mais de 10 bilhões de barris de petróleo, e no Suriname, no entanto, reforça o seu potencial em virtude de a região ter a mesma formação geológica.

A maior parte dos blocos exploratórios concedidos na região são resultado do leilão da 11ª Rodada de Licitações da ANP.


A Margem Equatorial e o setor de O&G brasileiro

A produção de recursos de óleo e gás na Margem Equatorial será estratégica para o mercado brasileiro, pois os potenciais volumes serão fundamentais para sustentar e expandir a produção de O&G no país a partir da década de 2030, quando é esperado um declínio natural na produção do pré-sal, atualmente a principal fronteira produtiva de petróleo e gás no país.

Além disso, para que o processo de transição energética avance no ritmo desejado por todos, é necessário que a produção de petróleo e gás continue se desenvolvendo. A demanda por óleo, gás natural e combustíveis seguirá crescente nos próximos anos, e a indústria de petróleo precisa garantir a segurança energética e a oferta de produtos enquanto a transição avança gradualmente.

De acordo com cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a exploração na região agregaria uma produção de até 1,1 milhão de barris por dia, com pico de produção em 2029. Esse volume seria o equivalente a 1/3 da produção atual total do país.


Benefícios de desenvolver a atividade de O&G na região

O desenvolvimento das atividades de sísmica e posterior produção na área trará grandes benefícios sociais e econômicos para o país, em especial para região Norte. A produção de óleo e gás atrairá investimentos para a região, que se traduzirão em novos empregos e aumento da geração de renda, dando um novo dinamismo à economia regional.

Com o desenvolvimento do mercado de óleo e gás na Margem Equatorial, estados e municípios serão beneficiados com o recebimento de royalties, participações especiais e impostos pagos pela cadeia produtiva, permitindo a aplicação desses recursos em políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida da população.


Impactos nas comunidades locais da Foz do Amazonas

O poço exploratório que deverá ser perfurado nos testes iniciais está localizado em alto-mar, a 500 quilômetros da Foz do rio Amazonas, o equivalente à distância entre Rio de Janeiro e São Paulo.

Além disso, a exploração do primeiro poço será um trabalho temporário, com a duração prevista de apenas cinco meses. Após esse período, serão feitas avaliações para decidir sobre a viabilidade e continuidade das operações.

Por ser um setor altamente regulado e fiscalizado, todos os dias são produzidos no Brasil 3,5 milhões de barris de petróleo em diversas regiões do país seguindo os requisitos técnicos e de segurança exigidos pelos órgãos reguladores, fiscalizadores e ambientais. Além disso, as empresas atuantes no Brasil têm comprovada experiência nesse tipo de projeto, e o Brasil é líder mundial em exploração de petróleo em águas ultra profundas.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, propõe um plano de defesa de €800 bilhões


A presidente da Comissão Europeia afirma que o aumento dos gastos com defesa é necessário “em uma era de rearmamento”. Uma cúpula europeia sobre defesa e Ucrânia está planejada para esta semana, em meio a tensas relações transatlânticas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou nesta terça-feira um plano para fortalecer a indústria de defesa da Europa e aumentar as capacidades militares.

“Estamos em uma era de rearmamento, e a Europa está pronta para aumentar massivamente seus gastos com defesa”, afirmou von der Leyen.

Ela disse que o plano, intitulado “ReArm Europe”, poderia mobilizar cerca de €800 bilhões (US$ 841,5 bilhões).

O anúncio vem depois de Washington ter suspendido toda a ajuda militar à Ucrânia, dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter entrado em confronto com o ucraniano Volodymyr Zelensky no Salão Oval.

Von der Leyen havia sugerido o plano de rearmamento após sair de uma reunião fechada sobre a Ucrânia na Lancaster House, em Londres, no final de semana. Ela delineou o plano de cinco pontos em um momento crítico para o futuro da segurança europeia.

Um dos pontos é a proposta de suspender regras orçamentárias rigorosas para permitir que os Estados-membros aumentem “seus gastos com defesa sem desencadear o procedimento de déficit excessivo”, disse von der Leyen.

Ela fez referência a um mecanismo destinado a garantir a estabilidade das finanças públicas, pois obriga os governos a reduzir os níveis de déficit caso o limite de 3% do PIB seja ultrapassado.

“Então, se os Estados-membros aumentarem seus gastos com defesa em 1,5% do PIB em média, isso poderia criar um espaço fiscal de quase €650 bilhões ao longo de quatro anos”, afirmou von der Leyen aos repórteres.

Como parte do plano, a comissão também fornecerá €150 bilhões em empréstimos aos governos da UE para defesa.

Von der Leyen também destacou a necessidade de melhorar os equipamentos militares, o que inclui defesa aérea e antimísseis, sistemas de artilharia, mísseis e munições, drones e sistemas anti-drones, e preparação cibernética.

A aproximação direta do Trump ao presidente russo Vladimir Putin para encerrar a guerra na Ucrânia tem desestabilizado as relações transatlânticas.

A reunião de emergência dos líderes da UE, realizada em 6 de março, após a cúpula de Londres no final de semana, ocorre enquanto a Europa lida com as prioridades mutáveis dos EUA — incluindo a possibilidade de Washington retirar seu apoio a Kiev e a seus aliados europeus.

A saída da ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, chamou o plano de von der Leyen de “um importante primeiro passo”.

“Agora, duas coisas são essenciais para a paz através da força: auxílio adicional — militar e financeiro — para a Ucrânia, que está defendendo nossa liberdade. E um salto quântico para fortalecer nossa defesa na UE”, escreveu Baerbock em uma postagem na rede X.

“Estamos vivendo os tempos mais importantes e perigosos”, disse von der Leyen aos repórteres em Bruxelas.

“Continuaremos trabalhando de perto com nossos parceiros na OTAN. Este é um momento para a Europa e estamos prontos para avançar”, concluiu.


FONTE: Deutsche Welle

Sim, a onça-pintada ataca o ser humano! | Richard Rasmussen

 

Vento contra: o que está dando errado para a energia eólica no Brasil

Uma tempestade perfeita tomou conta do setor. E agora ameaça um dos pilares da transição energética

Hélices de usina eólica localizada em Fortaleza (CE). Foto: Getty Images/Jefferson Albuquerque


Por Greg Prudenciano - A energia eólica progredia a passos largos no Brasil até 2023. Naquele ano, 123 usinas do tipo foram inauguradas no país, principalmente no Rio Grande do Norte e na Bahia. Em um país de dimensões continentais como o nosso, com mais de 7 mil km de litoral e 55% da população vivendo a até 150 km da brisa praiana, o potencial da energia eólica parecia óbvio.

O cenário agora é bem diferente. A GE fechou sua fábrica de pás de turbina em Pernambuco neste ano. A brasileira Aeris, que atua no mesmo ramo, empilha prejuízo atrás de prejuízo e já demitiu mais de cinco mil funcionários nos últimos meses – só em fevereiro, foram 700. E a americana AES abandonou o Brasil em 2024 depois de ter apostado todas suas fichas nos nossos ventos.


Para entender o que aconteceu, é preciso voltar para agosto de 2023.


O apagão

Foi quando bateu o grande “vento contra” na energia eólica. No dia 15 daquele mês, uma falha no sistema deixou milhões de brasileiros sem luz por seis horas em 25 estados e no Distrito Federal.

Apagões costumam ser fruto de efeito dominó: um problema menor pode desencadear um estorvo colossal. A gênese do apagão de 2023 foi uma linha de transmissão no Ceará, que teve problemas e desligou. Isso gerou uma grande queda na tensão elétrica nas redes do Norte/Nordeste. Quando o sistema elétrico nacional tentou compensá-la com seus mecanismos automáticos, isso causou um tilt na distribuição do país inteiro. E levou a uma série de desligamentos que tiraram do ar 30% da energia brasileira.

Pois bem. Isso poderia ter sido evitado se as usinas eólicas do Ceará tivessem elas mesmas compensado a queda daquela primeira linha de transmissão. Mas os equipamentos das turbinas não funcionaram como esperado, e o sistema ficou na mão.

Começou ali o inferno astral das empresas e investidores que alocaram alguns bilhões no potencial da energia eólica brasileira.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) multou dezenas de empresa geradoras e também o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O ONS, vale lembrar, é o agente público que controla o fluxo de energia no país. Ele decide de onde vem a eletricidade (se de usinas hídricas, térmicas, eólicas, solares etc.); busca as fontes mais baratas e confiáveis para cada momento – exemplo: ao meio-dia, com o sol a pino, joga mais energia solar no sistema.

O ONS, enfim, acabou entendendo que não poderia confiar tanto assim nas eólicas depois do episódio de 2023. Aumentou as exigências técnicas para essas usinas.

O ONS também limitou a produção das usinas eólicas, o chamado curtailment. O mecanismo já era usado antes do apagão de 2023, mas as usinas eólicas – e também as solares –, principalmente do Nordeste, têm sofrido cada vez mais desde o incidente, segundo as empresas do setor. O curtailment existe para manter a estabilidade do sistema – se há muito vento e o consumo está baixo, pode rolar um excesso de energia na rede. E sua aplicação mais firme reflete a postura mais conservadora do órgão.

Também atrapalha a concorrência com a “geração distribuída” de energia solar. São os painéis em casas, empresas e fazendas. Os proprietários alimentam o sistema nacional em troca de descontos na conta de luz. Essa geração já responde por 36 GW de potência instalada. O equivalente a quatro Itaipus, e mais do que os 33 GW que a energia eólica produz.

Ou seja, mesmo que haja vento, essas geradoras ficam impedidas de adicionar ao sistema toda a energia que são capazes de produzir. O setor considera que, em média, 10% da geração foi perdida dessa forma em 2024.

“Se nada acontecer, este ano vai ser igual ou ainda maior, dado que a gente continua tendo aumento de geração [solar] distribuída na rede. Então, o problema é urgente, ele precisa de uma solução de curtíssimo prazo”, avaliou o CEO da CPFL, Gustavo Estrella, numa entrevista à Reuters. Essa geradora e distribuidora tem 49 parques eólicos, com 700 aerogeradores.

A consultoria Volt Robotics calcula que o curtailment tenha levado as empresas do setor a um prejuízo financeiro de R$ 1,6 bilhão em 2024, informou o Valor.

Em 2024, houve uma redução de 31,25% na instalação de novas usinas eólicas no Brasil, totalizando 3,3 GW de potência, em comparação com os 4,8 GW de 2023. Lembra das 123 novas usinas do tipo em 2023? No ano passado foram só 76 novos parques eólicos.


A luta do lobby

O setor argumenta que os cortes de geração determinados pelo ONS – o tal do curtailment – são o grande adversário da energia eólica e a maior ameaça à viabilidade econômica dos projetos já em funcionamento e dos parques eólicos do futuro.

As empresas e suas associações estão propondo a revisão dos critérios que levam aos cortes de geração e defendem que as usinas eólicas sejam indenizadas pelos cortes obrigatórios – a Aneel já se posicionou contra e entende que não é razoável que os consumidores paguem por energia quando não precisam dessa energia. As geradoras argumentam que a falta de indenização pode comprometer o futuro do setor e a segurança energética do Brasil, além de desincentivar a energia limpa.

As fábricas das peças necessárias para a produção de energia eólica também querem incentivos fiscais para exportar seus produtos, além de aumento na alíquota de importação de equipamentos fabricados na China.

Outra frente é o marco das eólicas offshore.

Em janeiro, o presidente Lula assinou o marco regulatório, criando um quadro legal para a exploração de energia eólica em alto-mar. Com essa legislação, empresas poderão obter concessões para explorar o potencial energético em áreas sob domínio da União

Mas não é por falta de território que os investimentos em energia eólica frearam, como vimos aqui. Uma tempestade se formou sobre a geração eólica. E não há sinal de bonança pela frente.

5 de mar. de 2025

Governo do Acre fecha licitação para turbinar plantio de café com compra milionária

Foto: Ilustração


Por Wanglézio Braga - Em meio a desafios econômicos e promessas de alavancar a produção agrícola no Acre, a Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Seagri) acaba de fechar uma licitação que ultrapassa a marca de R$ 1 milhão para impulsionar a cultura do café no estado. A compra inclui mudas de café robusta, calcário e fertilizantes, em uma tentativa de fortalecer a produção cafeeira local, setor que ainda engatinha em território acreano.

Segundo consta no extrato de contrato publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na semana passada, uma empresa sediada no Acre, em Rio Branco, foi a vencedora do lote referente à aquisição de calcário e fertilizantes, com valor firmado em R$ 588.680,00. Esses insumos são considerados essenciais para corrigir o solo e garantir o desenvolvimento saudável das lavouras.

Já as mudas de café robusta, que prometem ser a aposta central do projeto de fomento à cafeicultura no Acre, foram adquiridas junto a uma empresa em Rondônia. O item do contrato para fornecimento das mudas foi fechado em R$ 864.000,00.

Somados, os dois contratos ultrapassam R$ 1,45 milhão, consolidando um dos maiores investimentos recentes do governo estadual voltados ao setor agrícola. A iniciativa faz parte de um plano ambicioso de diversificação da matriz produtiva local, ainda fortemente dependente da pecuária e de pequenas culturas de subsistência.

Hora do Corte - Globo perde 40 milhões de dólares e o desespero bate! - Ricardo Feltrin

Ucrânia pronta para negociar: Zelensky detalha termos para encerrar o conflito


O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky escreveu ontem no X que está pronto para sentar à mesa de negociações para buscar a paz.

Abaixo, o texto publicado pelo presidente Zelensky:

Gostaria de reiterar o compromisso da Ucrânia com a paz.

Nenhum de nós quer uma guerra sem fim. A Ucrânia está pronta para se sentar à mesa de negociações o quanto antes para aproximar uma paz duradoura. Ninguém quer mais a paz do que os ucranianos. Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do presidente Trump para alcançar uma paz duradoura.

Estamos prontos para agir rapidamente para acabar com a guerra, e as primeiras etapas poderiam ser a libertação de prisioneiros e uma trégua no céu — proibição de mísseis, drones de longo alcance, bombas em infraestruturas de energia e outras civis — e uma trégua no mar imediatamente, se a Rússia fizer o mesmo. Em seguida, queremos avançar muito rapidamente por todas as etapas seguintes e trabalhar com os EUA para concordar com um acordo final sólido.

Valorizamos muito o quanto a América tem feito para ajudar a Ucrânia a manter sua soberania e independência. E lembramos do momento em que as coisas mudaram, quando o presidente Trump forneceu os Javelins à Ucrânia. Somos gratos por isso.

Nossa reunião em Washington, na Casa Branca, na sexta-feira, não aconteceu como deveria. É lamentável que tenha ocorrido dessa forma. É hora de corrigir as coisas. Gostaríamos que futuras cooperações e comunicações fossem construtivas.

Quanto ao acordo sobre minerais e segurança, a Ucrânia está pronta para assiná-lo a qualquer momento e em qualquer formato conveniente. Vemos esse acordo como um passo rumo a uma maior segurança e garantias sólidas, e espero verdadeiramente que ele funcione de forma eficaz.

2 de mar. de 2025

“Fruticultura no Acre pode ser revolução econômica, mas falta visão de mercado”, alerta especialista


Por Wanglézio Braga - O Portal Acre Mais entrevistou o renomado agrônomo e consultor do Sebrae-AC, Nilton Novais, que revelou o imenso potencial do Acre para a fruticultura e os desafios que impedem o setor de decolar. Apesar da abundância de frutas tropicais no estado, a chamada “árvore industrial” da fruticultura acreana está estagnada na produção de polpas de frutas, ignorando mercados promissores como doces, geleias, compotas e sucos naturais, produtos que hoje são 100% importados de outras regiões.

“É lamentável que as prateleiras dos supermercados aqui no Acre estejam repletas de produtos que poderiam ser feitos localmente. O estado tem tudo: terra fértil, clima favorável e uma variedade impressionante de frutas, mas falta diversificação e visão de negócio”, afirmou o especialista.

Segundo o consultor, o Sebrae-AC está desenvolvendo projetos que fomentam a fruticultura em municípios estratégicos como Brasiléia, Epitaciolândia, Acrelândia, Senador Guiomard, Rio Branco e Bujari. Entre as frutas de maior potencial estão a acerola, o maracujá, a graviola e a goiaba, que já apresentam produções significativas, especialmente em Senador Guiomard, onde a acerola tem se destacado.

A fruticultura, além de sustentável, é altamente rentável. “Uma família pode obter uma renda média de R$ 59 mil reais por ano cultivando apenas 1 hectare. Isso derruba a ideia de que são necessárias grandes extensões de terra para se alcançar lucro na agricultura”, destacou.

Apesar das oportunidades, o consultor enfatizou a necessidade de um esforço conjunto para mudar o cenário. “É preciso fortalecer a comunicação, criar fóruns e eventos que atraiam novos investidores e conscientizar os pequenos produtores sobre o potencial de mercado. O Sebrae está de portas abertas, seja pelo nosso site, pelo 0800 ou em nossa sede na Avenida Ceará, para orientar quem quiser transformar a fruticultura em um negócio de sucesso”, finalizou.

Confira a entrevista em vídeo:

1 de mar. de 2025

Yarnhub - Quando um Canário caçou um tigre e perdeu parte da asa

 


Em 27 de janeiro de 1945, Raymundo da Costa Canário, de 18 anos, conhecido como Canário pelos outros homens do 1º Esquadrão Brasileiro, voava sobre o norte da Itália com a missão de interromper e destruir os reforços alemães. 

Com o fim da guerra na Europa se aproximando, esperava-se que a resistência fosse mínima. No entanto, enquanto voava pelas montanhas em seu P-47 Thunderbolt, ele e seu líder de esquadrão, Luiz Lopes Dornelles, ficam surpresos ao ver uma coluna de maquinário alemão, incluindo tanques Tigre!