25 de jun. de 2022

“Over 84% of the Amazon biome is native vegetation; its protected and preserved area equals that of ​​17 European countries”, states Dr Gustavo Spadotti, PhD, Phytotechnicist and general manager of Embrapa Territorial, Agricultural Research governmental Corporation. Check it out!

 

“Mais de 84% do bioma amazônico é de vegetação nativa; sua área protegida e preservada equivale à de 17 países europeus”, afirma o Dr. Confira!

Bolsonaro mostra que é impossível mentir nas pesquisas - Campina Grande / Paraíba (24/06/2022) -

 

Os segredos do Agro cap. 6: Produção de grãos, o que a Casa Branca de Biden sabe, mas não conta!

Embraer assina contrato firme para conversão de até 10 aeronaves cargueiras

Primeiro contrato firme para o P2F da Embraer ocorre após um acordo anunciado em maio com a Nordic Aviation Capital (NAC) para até 10 posições de conversão para E190F/E195F;

Entregas começam em 2024;

E-Jets cargueiros oferecem mais de 50% de capacidade de volume, três vezes a gama de turboélices de carga grande e custos operacionais até 30% menores do que os narrowbodies.

São José dos Campos, Brasil, 24 de junho de 2022 – A Embraer [B3: EMBR3, NYSE: ERJ] assinou um pedido firme para conversão até de 10 E-Jets em aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) com um cliente “não-divulgado”. As aeronaves virão da atual frota de E-Jets deste cliente, com entregas a partir de 2024.  Este é o primeiro contrato firme para a conversão de E-Jets, sendo o segundo acordo para esse tipo de operação. Em maio, a Embraer e a Nordic Aviation Capital (NAC) anunciaram um acordo para ter até 10 posições de conversão para os jatos E190F/E195F.

As conversões para cargueiros dos E-Jets da Embraer oferecem desempenho e economia superiores no segmento - os E-Jets cargueiros terão mais de 50% de capacidade de volume, três vezes mais alcance que grandes turboélices de carga e custos operacionais até 30% menores do que aeronaves narrowbodies.

Com mais de 1.600 E-Jets entregues pela Embraer em todo o mundo, os clientes P2F se beneficiarão de uma rede global de serviços madura e bem estabelecida, além de contar com um amplo portfólio de produtos já disponíveis para apoiar suas operações desde o primeiro dia.

As conversões para cargueiro serão realizadas nas instalações da Embraer no Brasil e incluem: porta de carga dianteira principal; sistema de movimentação de carga; reforço do piso; barreira de carga rígida (RCB, na sigla em inglês) – barreira 9G com porta de acesso; sistema de detecção de fumaça de carga (compartimento de carga do convés principal classe E); alterações no Sistema de Gestão do Ar (arrefecimento, pressurização, etc); remoção de interior e provisões para transporte de materiais perigosos.

Combinando os compartimentos de carga inferior e superior, a carga útil estrutural máxima é de 13.150 kg para o E190F e de 14.300 kg para o E195F. Considerando a densidade de carga típica do comércio eletrônico, os pesos e volumes líquidos também são impressionantes: o E190F pode lidar com uma carga útil de 10.700 kg (23.600 libras), enquanto o E195F tem uma carga útil de 12.300 kg (27.100 libras).

XIV Cúpula do BRICS

MRE - Realizou-se, em 23 e 24 de junho, em formato virtual, a 14ª Cúpula do BRICS, sob a presidência de turno da China, com o tema “Promover uma Parceria de Alta Qualidade e Inaugurar uma Nova Era para o Desenvolvimento Global”.

No dia 23, os Presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, Xi Jinping, da China, Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Narendra Modi, da Índia, e Vladimir Putin, da Rússia, debateram temas como governança global, combate à pandemia da COVID-19, recuperação econômica, desenvolvimento sustentável, cooperação intra-BRICS e aprimoramento institucional do grupo. Também aprovaram a Declaração Final do encontro.

O Presidente Jair Bolsonaro enfatizou a importância que o Brasil atribui ao BRICS como foro de diálogo e cooperação, que reforça a relevância do multilateralismo e de uma ordem internacional mais justa e inclusiva. Reiterou a visão do Brasil de que o BRICS deve orientar sua parceria para o desenvolvimento sustentável e por resultados concretos que gerem benefícios para todos.

Os líderes expressaram satisfação com os resultados da cooperação intra-BRICS, da qual decorreu o lançamento, neste ano, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas do BRICS, e reforçaram os avanços nas áreas de economia, finanças e comércio; saúde e vacinas; combate ao terrorismo e a crimes transnacionais; e ciência, tecnologia e inovação.

Trataram, ainda, da situação na Ucrânia e recordaram suas posições nacionais sobre o tema, conforme defendidas nos foros pertinentes das Nações Unidas. O Brasil defendeu a solução pacífica e negociada do conflito, clamou pela busca urgente de solução para a crise humanitária e ressaltou a necessidade de respeito ao Direito Internacional e aos princípios da Carta da ONU.

No dia 24, o Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, representou o Brasil no “Diálogo de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Global”, iniciativa que visa a ampliar o diálogo do BRICS com outros países em desenvolvimento e demonstrar a vocação do grupo para fortalecer o papel das economias emergentes na governança global. A convite da presidência de turno chinesa, participaram desse segmento os líderes da Argélia, da Argentina, do Camboja, do Cazaquistão, do Egito, da Etiópia, de Fiji, da Indonésia, do Irã, da Malásia, do Senegal, da Tailândia e do Uzbequistão.

24 de jun. de 2022

Em certos casos a vida deveria imitar a arte

Mr. Biden é um perigo para o mundo e o próprio Estados Unidos

Queda em escada em avião, dormir em eventos, apertar a mão de ninguém, queda de bicicleta, balbuciar feito um, sei lá o que, estão dando clareza pública e notória da demência que acomete o senhor Biden, presidente de uma força militar que tem o orçamento de defesa anual de US$ 768 bilhões.

Isso me faz lembrar da série Designated Survivor (SOBREVIVENTE DESIGNADO), uma série americana focada no Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano Thomas Kirkman (Kiefer Sutherland), que é o único sobrevivente após um ataque ao Capitólio.

Nessa série o personagem Kirkman é pego de surpresa pelo pedido de demissão de uma outra personagem que não me lembro o nome agora e quando ele pergunta o porquê da demissão, ela revela que está com demência.

Caso o que parece seja constatado, talvez menos perigoso, mas com certeza ainda desastroso, dado sua vice, o pedido de renúncia do senhor Biden seria o mais sensato a se fazer, o tal da “coisa certa a fazer” como os americanos gostam tanto de demonstrar na sua cultura, pelo menos só atingiria eles.

Biden é daqueles políticos imaturos que pararam no tempo, desafiou a Rússia como o estudante do primário que briga no recreio e fica torcendo para pegar seu desafeto juntamente com a sua turma (OTAN), quando o encontra futuramente numa esquina qualquer.

O problema é quando o desafeto é perito em artes marciais (leia-se milhares de artefatos nucleares), e fala sorridente e tranquilo: “Podem vir, aqui vocês vão encontrar!”.

É hora de alguém dar um puxão de orelha nesse menino, ou o mundo reviverá seu doloroso começo infernal.

Nunca na história do mundo um país passa tanta vergonha com um presidente.


Biden a cada dia cai mais e está levando a Europa junto com ele.

Ucrânia ordena a suas tropas que abandonem Severodonetsk, Rússia avança e cerca formação inimiga

NOTA OFICIAL - MINISTRO DA DEFESA E COMANDANTES DAS FORÇAS ARMADAS APRESENTAM NOTÍCIA DE CRIME CONTRA DECLARAÇÕES SUPOSTAMENTE CRIMINOSAS


O Ministério da Defesa e as Forças Armadas repudiam, veementemente, as irresponsáveis declarações do senhor Ciro Ferreira Gomes, que, em entrevista a uma emissora de rádio de abrangência nacional, veiculada na terça-feira (21.6), acusou as Forças Armadas de serem coniventes com o crime organizado na Amazônia. Tais acusações levianas afetam gravemente a reputação e a dignidade dessas respeitadas Instituições da Nação brasileira, cuja honra, valores e tradições se confundem com a própria identidade do Povo brasileiro.

Não é admissível, em um estado democrático, que sejam feitas acusações infundadas de crime, sem a necessária identificação da autoria por parte do acusador e sem a devida apresentação de provas, ainda mais quando dirigidas a Instituições perenes do Estado brasileiro. 

Em razão disso, o Ministro da Defesa e os Comandantes das Forças Armadas apresentaram, nesta quinta-feira (23.6), notícia de crime ao Procurador-Geral da República contra o senhor Ciro Ferreira Gomes, com o objetivo de que seja apurado o suposto cometimento dos crimes de “Incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade” (artigo 286, parágrafo único, do Código Penal); e “Propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público” (artigo 219, do Código Penal Militar).

Por fim, as Forças Armadas muito se orgulham de atuar na defesa e na proteção da Amazônia e de realizar, regularmente, ações de combate a ilícitos ambientais e transfronteiriços, desenvolvidas em conjunto com outros órgãos governamentais, bem como no auxílio à população brasileira nas situações de dificuldade e nas atividades em prol do seu bem-estar e do desenvolvimento nacional. Graças à sua conduta, os militares contam com a mais elevada confiança dos brasileiros.


Brasília-DF, 23 de junho de 2022.


Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Ministro de Estado da Defesa



Almir Garnier Santos - Almirante de Esquadr

Comandante da Marinha



General de Exército Marco Antônio Freire Gomes

Comandante do Exército



Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior

Comandante da Aeronáutica

Anvisa determina recolhimento de remédios à base de losartana

Produtos devem ser retirados das farmácias em até 120 dias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, hoje (23), a interdição e o recolhimento de lotes de medicamentos contendo o princípio ativo losartana, que é um anti-hipertensivo e um dos remédios para insuficiência cardíaca mais utilizado no Brasil. Segundo a agência, a decisão foi tomada em razão da presença da impureza “azido” em concentração acima do limite de segurança aceitável.

O prazo máximo regulamentar para conclusão do recolhimento dos produtos das farmácias é de até 120 dias, contados a partir de hoje, data da publicação da resolução, para a qual a Anvisa avaliou o impacto no mercado brasileiro e a necessidade de continuidade dos tratamentos.

A Anvisa orienta que pessoas que utilizam o remédio não devem interromper o seu tratamento. Acrescentou que a hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o remédio pode trazer riscos para a saúde.“ 

A medida preventiva foi adotada após a evolução do conhecimento sobre as impurezas e ela serve para adequar os produtos usados no Brasil aos limites técnicos previstos para a presença deste contaminante, explicou a Anvisa.

Lotes afetados em uso

Nos casos de pessoas que estejam usando lotes afetados do medicamento, a orientação da Anvisa é continuar o tratamento e conversar com o médico em caso de dúvida ou necessidade de orientação. Os pacientes podem, ainda, entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório para se informar sobre a troca do remédio por um lote que não tenha sido afetado pelo recolhimento ou interdição. Os meios para contato com as empresas estão disponíveis na embalagem e bula dos produtos.

Por meio de nota, a Anvisa esclareceu que, desde a descoberta da possibilidade de presença do “azido” na losartana, em setembro de 2021, vem adotando medidas para garantir que os medicamentos disponíveis para a população brasileira estejam dentro dos padrões de qualidade.

A Anvisa notificou os detentores de registro desses remédios para apresentarem os resultados da avaliação sobre a existência dessa impureza em seus produtos.

Bolsonaro é recebido por multidão em dia de Festa de São João de Caruaru

23 de jun. de 2022

Veja a escolha pelos Países Baixos (Holanda), do C-390 Millenium, cargueiro da Embraer que está em outro patamar

Defensie vindt opvolger voor C-130 Hercules

Defensie heeft in de C-390M van de Braziliaanse fabrikant Embraer een opvolger gevonden voor de C-130H Hercules. De bedoeling is dat het eerste nieuwe transportvliegtuig in 2026 in Nederland aankomt. Dat schrijft staatssecretaris Christophe van der Maat vandaag aan de Tweede Kamer

Beeld: ©Embraer. / Dit is hem, de C-390M

Nieuwsbericht | 16-06-2022 | 16:52

Vergroot afbeeldingEen C-390M landt op zandgrond, in een grote zandwolk.Vergroot afbeelding Een C-390M landt op zandgrond, in een grote zandwolk.

De 4 C-130’s van Defensie hebben het eind van hun levensduur bereikt. Aanvankelijk was het de bedoeling er nog tot minimaal 2031 mee te blijven vliegen, maar ze zijn steeds minder vaak inzetbaar door mankementen. In 2020 werd daarom besloten ze toch te vervangen.

Waar aanvankelijk het plan was om 4 nieuwe toestellen te verwerven, worden dat er 5. Er is behoefte aan meer vlieguren, schrijft Van der Maat. Hij verwijst naar de evacuaties in Afghanistan in 2021 en de drastisch veranderde veiligheidssituatie aan de oostflank van Europa. “Die hebben het belang van gegarandeerde beschikbaarheid aan transportcapaciteit voor de krijgsmacht onderstreept. Met een uitbreiding van 2.400 naar 4.000 vlieguren, zijn eenheden beter en vaker te ondersteunen. Ook draagt Nederland bij aan het invullen van een Europees tekort. Verder komt extra transportcapaciteit ten goede aan de snelheid om te reageren bij calamiteiten.”

Vergroot afbeeldingArchieffoto van C-130. Na jarenlange trouwe dienst is het einde van deze toestellen nabij.Toon opties

Archieffoto van C-130. Na jarenlange trouwe
dienst is het einde van deze toestellen nabij
Eisen

Defensie stelde verschillende eisen aan de opvolger van de C-130. Uit onderzoek kwam de C-390M er beter uit dan de C-130J van Lockheed Martin, die als alternatief werd gezien. Zo is de beschikbaarheid van de C-390M hoger, scoort het toestel beter op een aantal operationele en technische eisen en heeft het minder onderhoud nodig. Bovendien kan de C-390M met 4 toestellen al voldoen aan de minimale eis van 2.400 vlieguren. De C-130J heeft daar 5 toestellen voor nodig.

De bedoeling is dat de C-390M ook deelneemt aan het European Air Transport Command. Dit is een samenwerkingsverband op het gebied van luchttransport van 7 Europese landen. De C-390M eraan toevoegen komt de pooling and sharing van capaciteiten in Europees verband te goede. Dit gebeurt met gelijksoortige maar ook verschillende typen transportvliegtuigen.

Kosten

Doordat Defensie meer vlieguren wil maken, gaan ook de geschatte kosten omhoog. Aanvankelijk werd uitgegaan van € 250 miljoen tot € 1 miljard. Dat wordt nu tussen € 1 miljard en € 2,5 miljard.

Da Série: pelamordedeus!

 

Meninas libanesas dão show nos EUA

 

O brasileiro que mostrou a (real) aparência de Jesus Cristo

O designer Cícero Moraes conta sua experiência de trazer à vida personagens históricos por meio da computação gráfica

Cícero Moraes, com uma réplica de crânio, na República Tcheca | Foto: Reprodução/ Martin Dlouhý

Letícia Iervolino - Trazer à vida grandes personagens históricos, como o imperador brasileiro D. Pedro I ou até mesmo Antônio de Pádua, conhecido como o santo “casamenteiro”, é o trabalho de Cícero Moraes, designer brasileiro de 38 anos, que utiliza computação gráfica 3-D para reconstruir a face de importantes figuras do passado.

O desejo de aprofundar o conhecimento sobre reconstituição facial surgiu depois de um assalto que quase o colocou de frente com a morte. Em 2011, Moraes, na época com 28 anos, foi rendido por uma dupla armada. Ao tentar reagir, acabou tendo a costela quebrada e recebeu um tiro de raspão na cabeça. Traumatizado, ele decidiu mergulhar sozinho nos estudos para superar a dor.

Passados 11 anos da agressão, o brasileiro, que nasceu em Chapecó (SC) mas que vive hoje em Sinop (MG), tornou-se uma referência mundial em computação gráfica 3-D.

Seus trabalhos foram traduzidos para centenas de idiomas e acumularam mais de 20 prêmios e títulos honoríficos nacionais e internacionais por sua contribuição à ciência. Dentre as conquistas, Moraes recebeu da Faculdade Tecnológica de Limoeiro do Norte e da Fundação Cariri o título honorífico de doutor honoris causa, o mais importante concedido por uma universidade.

Além disso, Cícero Moraes obteve o reconhecimento do Guinness World Records 2022 por ter sido o primeiro a projetar em 3-D um casco de uma fêmea de jabuti que sofreu queimadura e ficou sem a proteção após um incêndio, em 2015. A invenção de Cícero foi a primeira prótese no mundo desenvolvida com impressora 3-D exclusivamente para esse animal.

Prótese da fêmea de jabuti | Foto: Reprodução Cícero Moraes

Entre uma polêmica e outra sobre o resultado da face de algumas personalidades, como a de Jesus de Nazaré, retratado pelo designer como um homem negro, de cabelos curtos e pretos, Cícero Moraes conversou com Oeste para explicar os detalhes e os desafios da profissão, além de comentar sobre a situação do Brasil no mercado de reconstrução facial forense.

1 — Qual a importância da reconstrução facial para os estudos de História?

A reconstrução facial forense é uma técnica de reconhecimento a partir de um rosto aproximado, tendo como base um crânio. Esse não é um trabalho de hoje. Na realidade, o ofício teve sua origem no fim do século 19, com o trabalho do anatomista suíço Wilhelm His, e teve grande desenvolvimento entre as décadas de 1940 e 1970, com as técnicas russa, norte-americana e inglesa. A abordagem foi significativamente utilizada pela polícia para a reconstrução da face de vítimas de crime, mas a popularidade da prática se deve, principalmente, por trazer à vida grandes personagens históricos. Sempre gostei de desenhar, de modelar em 3-D, de história e de pesquisa. A reconstrução forense também é importantíssima, porque ela me permitiu trabalhar na área da saúde e conhecer um novo mundo, o do planejamento cirúrgico facial, área especializada em confeccionar e projetar próteses humanas para cirurgia maxilar, rinoplastia e ortodontia. Essa é a área à qual me dedico atualmente e que me ajuda na conquista do pão de cada dia.

2 — Quais são as maiores dificuldades e o que mais o agrada no trabalho?

As maiores dificuldades estão atreladas à aquisição dos crânios e à aprovação das faces, posto que reconstruo majoritariamente crânios históricos. Quando trabalhamos em equipe, a última palavra é do grupo, e sempre há algo para alterar, até que se chegue à versão final. As maiores alegrias estão relacionadas ao conhecimento adquirido em cada projeto e à oportunidade de conhecer pessoas de todo o mundo, já que o intercâmbio técnico e cultural é grande. Além disso, cada trabalho meu foi importante em um determinado período da minha vida. Aquele que mais me marcou foi a reconstrução de Santo Antônio. Outra coisa que me marcou foi ver as pessoas utilizando o meu programa de reconstrução, que é gratuito e de código aberto [qualquer pessoa pode baixar e utilizar o código] para Windows, Mac e Linux, utilizado principalmente por médicos e cirurgiões. Imagina a responsabilidade de utilizar uma tecnologia para fazer um planejamento cirúrgico? Fiquei feliz, porque foi aprendendo a utilizar essa tecnologia que superei o trauma que tive depois do assalto.

Reconstrução de Santo Antônio de Pádua
Foto: Reprodução Cícero Moraes

3 — Em 2018, o senhor modelou uma face que seria mais compatível com o “verdadeiro” Jesus de Nazaré, que teve ampla repercussão nacional. Na época, muitas pessoas criticaram o trabalho, em virtude da aparência do profeta. Como o senhor reagiu a essa polêmica? 

O que aconteceu foi muito simples: aquilo não era uma reconstrução exata de Jesus Cristo. O que eu fiz foi simplesmente reunir vários registros de pessoas da região em que ele viveu, além de uma série de imagens e dados onde se passaram os episódios do Novo Testamento. Esse trabalho foi uma parceria com o repórter da rede inglesa BBC Edison Veiga, que estava escrevendo uma reportagem sobre Jesus. As pessoas têm uma ideia de Jesus europeizada, com aquele aspecto de pele clara e olhos claros. Jesus é um conceito. É difícil conseguir localizá-lo historicamente. Nesse caso, não fiquei incomodado com os ataques que recebi. Era divertido acompanhar o que as pessoas falavam, porque isso se tornou um debate. Geralmente eu sou contratado por museus, principalmente os europeus, para fazer reconstruções. Eles mandam um crânio puro, ou seja, sem informações sobre a figura histórica daquela estrutura. Basicamente, os historiadores me passam três informações: o sexo, a idade e a ancestralidade daquele crânio. Em seguida, faço a reconstrução sem nenhum viés. Somente depois que termino meu ofício é que eles me informam quem eu reconstruí. Em alguns casos, sei de quem se trata, mas quase todas as figuras históricas que eu trabalho não são fotografadas. A reconstrução do próprio Santo Antônio foi assim.

Reconstrução de Jesus Cristo
Foto: Reprodução Cícero Moraes

4 — E como o Brasil se destaca na área de modelagem 3-D? 

O Brasil produz um material acadêmico muito bom sobre reconstrução facial forense, em revistas robustas, com alto fator de impacto. Essa excelência faz com que o país seja bem-visto internacionalmente, uma vez que contribuiu bastante com a área técnica. Eu mesmo tive a honra de publicar artigos científicos em parceria com o Laboratório de Antropologia e Odontologia Forense e a Seção de Perícias em Áudio e Imagens do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul.

5 — Qual conselho o senhor daria para os brasileiros que querem seguir nessa carreira?

Diria aos interessados que estudem bastante e que busquem parcerias para exercitar o que aprenderam. Hoje, o acesso a artigos e livros está muito mais fácil do que há uma década, quando comecei. Felizmente, temos bons materiais disponíveis em muitos idiomas, inclusive em português. Escrevi um livro gratuito abordando a técnica digital, sob o título Manual de Reconstrução Facial Forense 3D Digital, bem como artigos científicos e capítulos de livro sobre o tema.

To ensure water security and enhance the quality of life, the Brazilian Waters Program is guaranteeing the planting of 100 million trees to preserve rivers and springs, recover degraded areas and maintain Permanent Preservation Areas, through partnerships with private initiative

Para garantir a segurança hídrica e melhorar a qualidade de vida, o Programa Águas Brasileiras está garantindo o plantio de 100 milhões de árvores para preservar rios e nascentes, recuperar áreas degradadas e manter Áreas de Preservação Permanente, por meio de parcerias com a iniciativa privada.



Putin prioriza BRICS e diz que 40 milhões de brasileiros assistem a TV utilizando satélites russos

FEIPLAR COMPOSITES & FEIPUR 2022

Brasil receberá 12 países para discutir crimes transnacionais

Ministro da Justiça falou sobre o evento no A Voz do Brasil


O Brasil vai receber amanhã (23) e sexta-feira (24) ministros da Justiça e de Segurança Pública de 12 países da América do Sul para discutir os crimes transnacionais. Segundo o ministro da Justiça e da Segurança Pública do Brasil, Anderson Torres, a ideia é que seja assinada uma declaração de cooperação policial e de cooperação internacional. Torres foi entrevistado hoje no programa A Voz do Brasil.

“Nós chamamos os ministros para que tratemos no nível estratégico, no nível político. Para que a gente acorde novos tipos de trabalhos, novos modelos naquela região, no combate ao crime organizado, na troca de inteligência, na troca de informações, [que] aproxime cada vez mais nossas polícias, para que tenhamos resultados cada vez mais efetivo, mais eficaz no combate ao crime organizado transnacional”, disse.

O evento  Unidos Contra o Crime Organizado Transnacional - 1º Encontro Ministerial será realizado no Ministério da Justiça e Torres disse que pretende convidar os policiais desses países para que venham ao Brasil. “Nossa ideia é estar com estes policiais aqui fazendo um trabalho mais aproximado, trabalhando junto nas investigações, nos casos que surgirem, para a gente ter uma efetividade maior nesse trabalho”, disse.

O ministro explicou que o Brasil é um país com 16.800 quilômetros de fronteira seca, onde existem várias realidades, o que facilita muito a ação de criminosos. Entre os crimes praticados, ele citou tráfico de armas, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando e as organizações criminosas. “A gente sabe que o crime não respeita fronteira. Nós temos toda uma limitação territorial para nossos policiais trabalharem, então temos que estar integrados com esses países para fazer frente a essa criminalidade, para fazer frente a essas organizações criminosas, que infelizmente já se encontram espalhadas por toda a América do Sul”, disse.

Torres citou o exemplo da Operação Nova Aliança, feita em parceria com as forças de seguranças do Paraguai para o combate ao plantio de maconha no país vizinho. “Os números dessa parceria do Brasil com o Paraguai são impressionantes. Esse tipo de operação que nós queremos estender para os demais países fronteiriços e essa é uma das razões de nossa reunião de amanhã”, disse.

Acompanha aqui a entrevista:

O ministro também falou sobre a Operação Guardiões do Bioma, que, no ano passado, conseguiu atuar em mais de 17 mil focos de incêndio. Torres explicou que o sucesso e a logística dessa operação, fez com que ela fosse transformada não só em uma operação de combate a incêndios, mas que também atuasse no combate aos crimes ambientais. A intenção, segundo ele, é que se torne uma operação permanente.

“Nós temos a ideia de criar dez bases operacionais na Amazônia, O Brasil tem uma dificuldade em locomoção na Amazônia, devido ao tamanho, à dificuldade que a floresta impõe, então muitas vezes se tem noção de um possível crime acontecendo e se tem muita dificuldade de se deslocar até aquela localidade para confirmar isso. Estruturar essas dez bases na Amazônia vai nos dar uma capilaridade muito maior, um acesso muito mais rápido, e com certeza uma efetividade muito maior no combate a esses crimes”, disse.

Carne bovina Brasil: afinal, o que está acontecendo com as exportações?

22 de jun. de 2022

Comando de fronteira participa da Operação Castanheira II no Acre

Mâncio Lima / Rodrigues Alves (AC) – O Comando de Fronteira Juruá / 61º Batalhão de Infantaria de Selva participou da Operação Castanheira II, desencadeada pela 17ª Brigada de Infantaria de Selva, de 6 a 10 de junho. A operação teve como principal finalidade combater delitos transfronteiriços e ambientais, além de intensificar a presença do Estado Brasileiro na faixa de fronteira.

Com o apoio dos órgãos de segurança pública e de fiscalização ambiental, tanto federais como estaduais, foram realizadas operações militares em ambiente interagências, eminentemente preventivas e repressivas, no Setor de Proteção Integrada (SEPI) do Batalhão Marechal Thaumaturgo de Azevedo, nos municípios de Mâncio Lima e Rodrigues Alves. As ações aconteceram ao longo de rios e igarapés, abarcando, portanto, operações terrestres e fluviais.

A intensificação da presença do Exército Brasileiro na faixa de fronteira acontece nas duas vertentes do lema “Braço Forte, Mão Amiga”, combinando defesa e segurança com a realização de uma Ação Cívico-Social na Terra Indígena dos Puyanawas. Os cidadãos locais puderam usufruir de serviços básicos de saúde, como atendimentos médico-hospitalares (clínica médica, odontologia, vacinação, distribuição de medicamentos etc.), além de atividades lúdicas para o público infantil.

Ao fim da Operação, foi realizado um desfile cívico-militar na cidade de Mâncio Lima, que contou com a presença de autoridades civis e militares.


Crédito: C Fron Juruá / 61º BIS

Fonte: Comando de Fronteira Juruá

Ex-ministro Milton Ribeiro é preso por suspeita de desvios no MEC

Presidente Jair Bolsonaro participa, por videoconferência, do BRICS Business Forum 2022. Acompanhe

 

Cerimônia marca início da construção das Fragatas “Classe Tamandaré”

Novos navios da Marinha têm previsão de entrega entre 2025 e 2029


O início da construção de quatro navios de guerra, que farão parte da Esquadra da Marinha do Brasil – Fragatas “Classe Tamandaré” – foi marcado por uma cerimônia realizada no dia 21 de junho, na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC). No local, foi apresentado o mockup do navio, que é um compartimento da Fragata “Classe Tamandaré”. Trata-se de uma reprodução em dimensões reais da seção de uma das praças de máquinas do navio.

O evento contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, o Senador Espiridião Amin, e os Deputados Federais Carlos Chiodini, Coronel Armando e Caroline de Toni, membros do Almirantado e diretores da Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis. A cerimônia também foi prestigiada por membros da Sociedade Amigos da Marinha (SOAMAR) do Estado de Santa Catarina.

O mockup ou Seção de Qualificação atesta a qualidade de produção do Estaleiro em relação à fabricação, à transferência dos documentos de construção, às interfaces de Tecnologia da Informação aplicadas à produção, aos procedimentos de soldagem, aos processos de controle dimensional da estrutura e à provisão e manuseio de materiais destinados à fabricação das Fragatas.

Esses navios, com previsão de entrega entre 2025 e 2029, terão alto poder de combate e serão capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, com mais de 5,7 mil km², denominada “Amazônia Azul”, realizar operações de busca e salvamento e atender compromissos internacionais, por exemplo. “Serão escoltas versáteis e de significativo poder combatente, capazes de se contraporem a múltiplas ameaças e destinadas à proteção do tráfego marítimo, podendo realizar missões de defesa, aproximada ou afastada, do litoral brasileiro”, afirmou o Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, um dos membros do Almirantado.

As fragatas poderão ser empregadas na proteção às unidades componentes do Corpo Principal de Forças Navais, e também em áreas afastadas, compondo Grupos de Ação de Superfície ou como Unidades de Busca e Ataque a Submarinos. Os navios serão empregados na patrulha das Águas Jurisdicionais Brasileiras, com ênfase na fiscalização e proteção das atividades econômicas, principalmente a petrolífera e a pesqueira. “O Programa Fragatas ‘Classe Tamandaré’ se reveste de particular importância no cenário nacional em razão de sua relevância para a geração de empregos e para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa no País”, destacou o Almirante Cunha.

Dois mil empregos diretos e 6 mil indiretos devem ser gerados no auge da produção dos navios. Sobre isso, o Comandante da Marinha reforçou, durante a cerimônia, que “a Indústria de defesa, por ser de alta tecnologia traz não só empregos, mas empregos de qualidade, paga mais impostos, pessoal mais qualificado e isso é muito bom não só para a Marinha mas para o Brasil todo”.

A produção será feita com, pelo menos, 30% de conteúdo local no primeiro navio, e 40% a partir do segundo, o que proporciona uma transferência gradual de tecnologia em engenharia naval para a fabricação de navios militares e sistemas de gerenciamento de combate e de plataforma em solo brasileiro. As fragatas serão baseadas no projeto alemão MEKO, já utilizado em 82 embarcações em operação em marinhas de 15 países.

De acordo com o CEO da Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, Fernando Queiroz, a transferência de tecnologia e produção dos navios com conteúdo local são pilares importantes dessa construção. “Estamos habilitando esse estaleiro pra poder trabalhar com requisitos de um navio de defesa, e também com a transferência de conhecimento para gestão de software, sistema de controle de combate e sistema de controle da plataforma, dando independência ao Brasil para gerar suas atualizações de software”, disse.


Programa Fragatas “Classe Tamandaré”

A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas “Classe Tamandaré” desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. O Programa é um elemento fundamental e um meio indispensável tanto para o controle de áreas marítimas de interesse, evitando o acesso de meios não desejáveis pelo mar, como também para que o País atue sob a égide de organismos internacionais e em apoio à política externa, de forma compatível com a inserção do Brasil no cenário internacional.

“Com a construção desses navios em estaleiro nacional, com altos índices de conteúdo local, e transferência de tecnologia, haverá incremento na geração de empregos e fortalecimento da Base Industrial de Defesa do País”, complementou o Diretor-Geral do Material da Marinha.


Histórico

No dia 27 de março de 2019, foi anunciada a Sociedade de Propósito Específico (SPE) “Águas Azuis” como a melhor oferta para o Programa. A “Águas Azuis” é formada pelas empresas thyssenkrupp Marine Systems, Atech e Embraer Defesa e Segurança. Em 5 de março de 2020, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a SPE “Águas Azuis” assinaram os contratos para a construção da Classe “Tamandaré”, em cerimônia presidida pelo Ministro da Defesa.

Naquele momento, foram assinados o contrato principal para aquisição, por construção no País, de quatro Fragatas, e o contrato coligado, que trata do Acordo de Compensação. Este último tem como objetos as Transferências de Conhecimento e de Tecnologia referentes ao Sistema de Gerenciamento de Combate e ao Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma, bem como cursos de operação e manutenção das futuras Fragatas.

Estaleiro da thyssenkrupp em que as fragatas estão sendo construídas

Veja as fotos do evento.

Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida - Itajaí, SC

Evento de Lula em SP tem "lavação de roupa suja" com Suplicy e agressão a manifestantes

 

21 de jun. de 2022

Caçamba!

Observe o motociclista espremido entre a caçamba e o carro

Realmente não sei de quem é a responsabilidade no tocante a evitar que caçambas (algumas carregadas), passem em frente de escolas, principalmente no horário de saída de crianças.

Tivemos a infeliz e lastimável notícia há pouco tempo de um menino que morreu soterrado.

Nãos se trata aqui de achar culpados mas evitar que se procure.

Não foi uma nem duas vezes que presencio e ainda ontem presenciei, passagem de caçambas passando na frente de escolas em horário principalmente de saída. 

Vejo sempre a polícia militar fazendo o que pode, inclusive em frente ao Instituto São José onde tirei essas fotos, mas isso é simplesmente uma questão de consciência.

Sei que é difícil porque têm escolas pra tudo quanto é lado. Mas usando o bom senso dá para evitar sim, perfazendo outros itinerários e até se atentando para horários.

O que sei, é que criança é imprevisível, e Deus nos livre e guarde de outra notícia triste.

Lembro as autoridades tarauacaenses que já aconteceu acidentes com caçamba no centro da cidade e em pouco período de tempo entre um acidente e outro.

Obviamente não quero generalizar, mas tem motorista de caçamba que eu não sei como passou no teste psicológico para dirigir, completamente imaturos, parecem que estão em um autódromo.

Em pleno século XXI é inadmissível que vidas ainda sejam ceifadas por irresponsabilidade de ditos “adultos”. 

Quando acontecer alguma coisa não adianta dizer que o mundo é mau, você que foi inconsequente e será julgado pelo pior tribunal que existe, o da sua consciência pelo resto da vida.

A SESAI é um sistema público de saúde que atende exclusivamente as populações indígenas. Com uma equipe de +20k, é notável que +50% dos 14.200 profissionais de saúde certificados sejam nativos. Esse sistema também garante a infraestrutura médica e as ações de saneamento

 

Vale a pena ler de novo - 15 anos sem Jean Charles de Menezes: 'Minha dor ainda não acabou', diz mãe

                    Luis Barrucho -    Da BBC News Brasil em Londres

Para Maria de Menezes, justiça 'não foi cumprida'

Matéria de 2020

Quinze anos atrás, o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto a tiros em uma estação de metrô de Londres pela polícia, que o confundira com um suspeito de terrorismo. Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, sua mãe, Maria de Menezes, diz que sua dor "ainda não acabou".

"Minha dor ainda não acabou. Ainda estou sofrendo. Desde então, minha saúde se deteriorou."

"Me lembro daquele dia em que recebi a ligação dizendo que ele havia sido morto. Essa memória nunca me deixou. Sou mãe e nunca esquecerei meu filho. Sinto muita falta dele ".

Jean Charles foi seguido até a estação de metrô de Stockwell, imobilizado e baleado sete vezes na cabeça e no ombro, em 22 de julho de 2005.

Jean Charles, dez anos depois: cinco relatos

Os policiais responsáveis pela operação pensaram se tratar de Hussain Osman, suspeito dos ataques a bomba fracassados do dia anterior no transporte público de Londres.

 

 O apartamento em que Jean Charles vivia com dois primos compartilhava uma entrada comum com uma propriedade ligada a Osman.

O incidente ocorreu em meio ao clima de pânico e de medo que se instaurou na capital britânica duas semanas após os atentados de 7 de julho em Londres — nos quais quatro homens-bomba mataram 52 pessoas.

"Eu tenho outro filho, mas ele não substitui o que eu perdi. Depois de tanto tempo, meu coração ainda está muito vazio", diz Maria à BBC News Brasil.

Jean Charles trabalhava como eletricista em Londres, onde chegou em 2002 com um visto de estudante.

O Crown Prosecution Service (CPS, ou o Ministério Público britânico) decidiu que nenhum policial deveria ser processado pelo assassinato do brasileiro.

Embora tenha dito que a morte poderia ter sido evitada, o CPS disse que não havia evidências suficientes para uma chance de condenação superior a 50%.

Por isso, nenhuma pessoa foi condenada individualmente pela morte.

A Polícia Metropolitana foi multada em £ 175 mil libras por violar as leis de saúde e segurança.

O júri de um inquérito subsequente rejeitou a versão da polícia de que Jean Charles foi morto legalmente por dois policiais e emitiu um veredito "aberto" ou inacabado no caso.

Ou seja, os jurados não estavam certos sobre as circunstâncias da morte de Jean Charles.

Túmulo de Jean Charles de Menezes em Gonzaga, no interior de Minas Gerais

Em 2016, a família de Jean Charles levou o caso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos, na tentativa de ver alguém ser processado. A ação foi vista como a última oportunidade de responsabilizar o Estado britânico e processar os policiais envolvidos.

Mas a decisão de que não havia provas suficientes para processar alguém não violou as leis de direitos humanos, disseram os juízes.

Os advogados da família de Menezes alegaram que o limiar de evidência era muito alto e, portanto, incompatível com o artigo 2 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos — que cobre o direito à vida.

 

 No entanto, os juízes decidiram contra eles, por 13 votos a quatro.

O tribunal europeu disse ter acatado a conclusão da longa investigação das autoridades britânicas, de que não havia provas suficientes para uma chance realista de condenação de qualquer oficial por causa do tiroteio.

A família também argumentou que os policiais não deveriam ter sido autorizados a dizer que agiram em legítima defesa.

No entanto, o tribunal, em Estrasburgo (França), apoiou a definição legal de autodefesa na Inglaterra e no País de Gales — o que diz que deve haver uma crença honesta de que o uso da força era absolutamente necessário.

A corte disse que o caso era "indubitavelmente trágico" e que a frustração da família de Menezes pela ausência de processos individuais era compreensível.

No entanto, a decisão de não processar nenhum policial individualmente não se deveu a falhas na investigação "ou à tolerância ou conluio do Estado em atos ilegais", afirmou o tribunal.

Jean Charles de Menezes tinha 27 anos e trabalhava como eletricista

"Em vez disso, foi devido ao fato de que, após uma investigação aprofundada, um promotor considerou todos os fatos do caso e concluiu que não havia provas suficientes contra qualquer policial para cumprir o teste de limiar em relação a qualquer ofensa criminal."

"Não acho que a justiça tenha sido cumprida — de maneira alguma", diz Maria.

Questionada sobre se poderia perdoar os envolvidos na tragédia, ela acrescentou: "Ainda não sei. Porque a dor é demais. E eles (policiais) estavam muito mal preparados."

"Meu filho era honesto e inteligente. Nunca fez mal a ninguém. Eles (policiais) mataram um homem inocente."

O que aconteceu com Jean Charles de Menezes?

• Duas semanas após os atentados de 7/7 em Londres (que matam 52 pessoas e deixaram mais de 700 feridos), o transporte público é alvo de novos ataques, mas as bombas não explodem

• Uma caçada humana é iniciada para capturar os quatro homens suspeitos de tentar realizar o atentado

• A polícia encontra um endereço na Scotia Road, Tulse Hill, escrito em um cartão de membro de uma academia de ginástica em uma das malas não explodidas usadas pelos suspeitos

• Jean Charles, que morava em um dos apartamentos da Scotia Road, é erroneamente identificado pela polícia como Hussain Osman

• Ele é morto a tiros em 22 de julho pela polícia na estação de metrô de Stockwell

• Quatro homens, incluindo Osman, mais tarde são condenados por tentativa de atentado a bomba. Osman recebeu a sentença de prisão perpétua com pena mínima de 40 anos.