11 de nov. de 2020

EUA aprovam venda de 50 caças F-35 e 18 drones MQ-9B para os Emirados Árabes Unidos

Caças F-35A Lightning II da Força Aérea dos EUA, taxiam na Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Joshua Williams)

Fernando Valduga - O Departamento de Estado dos EUA anunciou nesta terça-feira (10/11) as aprovações oficiais para a venda de caças F-35A de quinta geração e UAS armados MQ-9B para os Emirados Árabes Unidos.

As duas vendas potenciais têm um valor estimado de mais de US$ 13 bilhões. Mais especificamente, os Emirados Árabes Unidos expressaram interesse em comprar até 50 F-35As por US$ 10,4 bilhões e até 18 MQ-9Bs por US$ 2,97 bilhões. Além do pacote de aeronaves, segue um pacote de armas avaliado em US$ 10 bilhões. 

A confirmação oficial ocorre após reportagens da semana passada que indicavam os planos de aprovação.

De acordo com a Agência de Cooperação para a Segurança e Defesa dos Estados Unidos (DSCA), a venda de aeronaves de caça incluiria sistemas de guerra eletrônica, sistemas de comando e controle, lançadores de contramedidas chaff e flares e a Rede Integrada de Dados Operacionais (ODIN).

O negócio de aeronaves pilotadas remotamente inclui Sensores EO/IR Multi-Spectral Targeting Systems-D (MTS-D) da Raytheon, Radares de Abertura Sintética (SAR) com Ground Moving Target Indicator (GTMI) AN/APY-8, antenas para comunicação por satélite (SATCOM) e modems com criptografia USG e rádios. Também estão incluídos os mísseis Hellfire AGM-114R, kits de cauda de munições conjuntas de ataque direto (JDAM) KMU-572 para bombas de 500 lb e bombas inertes Mk-82 de 500 lb de uso geral.

“A proposta de venda deste equipamento e suporte irá alterar o equilíbrio militar básico na região do Golfo Pérsico, ao expandir o lançamento de uma aeronave pronta para pilotagem remota para a região”, disse a DSCA em seu anúncio.

Comentando sobre a aprovação da venda na terça-feira, o secretário de estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que o equipamento permitiria aos Emirados Árabes Unidos “deter e se defender contra o aumento das ameaças do Irã após os históricos acordos de Abraham”.

Caça F-35A durante missão da USAF nos Emirados Árabes Unidos. (Foto: U.S. Air Force / Staff Sgt. Chris Thornbury)

A assinatura dos Acordos de Abraham em setembro deste ano pelo ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, pelo ministro das Relações Exteriores do Bahrein Abdullatif bin Rashid Al Zayani, e pelo primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu, abriu o caminho para a normalização das relações entre os países árabes e Israel.

As propostas de venda ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso dos EUA.

Israel continua fazendo lobby contrário a venda de jatos F-35 para os Emirados Árabes Unidos, pois teme que a Força Aérea Israelense possa perder sua vantagem militar sobre seus vizinhos árabes, mesmo aqueles com os quais mantém relações amigáveis.

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