24 de mar. de 2012

MUDANÇA NA FRONTEIRA BRASIL-BOLÍVIA?

O Dr. Alceu Ranzi, sempre atento aos detalhes geográficos de nossa região em razão de seu interesse nos geoglifos que estão sendo expostos na medida em que nossas florestas são destruídas, me alertou para um fato que talvez poucas pessoas tenham observado: a possível incorporação pela Bolívia de um bairro da cidade fronteiriça de Brasiléia caso o rio Acre rompa a ténue linha de barranco que une a 'ponta de terra' onde está localizado o referido bairro ao resto do país, como se pode ver nas imagens ao lado.
A largura do barranco no possível ponto de rompimento é de cerca de 70 m e é quase certo que o rio romperá o barranco nos próximos anos. É assim que acontece em situações similares na maioria dos rios de nossa região, que mudam com frequência a sua calha. Na linguagem popular, se diz que o rio 'aparta' ou 'corta uma curva'. O meandro abandonado vira um lago.

Como o marco divisório do Brasil com a Bolívia naquele ponto é a calha do rio Acre, resta saber se o possível isolamento do bairro de Brasiléia vai mesmo resultar na incorporação daquela faixa pequena de terra pelo nosso país vizinho.

QUEM MESMO QUE ESTÁ ATRÁS DAS GRADES?

RÁPIDAS - 24/03/2012

Contilnet - Aécio Neves: “Não há nada mais antiecológico do que a miséria”. A respeito das sucessões municipais, o senador tratou a questão como prioridade número um nesta agenda de visita ao Acre.

Tribuna do Juruá Contra a vontade dos acreanos, Aníbal Diniz propõe novo plebiscito sobre fuso horário. 
 
Contilnet - Presos servidores da Sefaz acusados de extorquir empresário em Rio Branco. A polícia apreendeu computadores e as cópias dos cheques que estavam na mesa de um dos fiscais da Fazenda.
Tribuna do Juruá - Governo tem 30 dias para transferir detentos para novo complexo penitenciário. Determinação da Drª Andréia Brito.

Juruá on line - Gol e TAM emitem relatório que aponta falhas graves na pista do aeroporto de Rio Branco.

23 de mar. de 2012

MORRE AOS 80 ANOS O HUMORISTA CHICO ANYSIO

UOL - O humorista, ator e escritor Chico Anysio morreu, aos 80 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos, às 14h52, desta sexta-feira (23). A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital Samaritano.

"O Brasil ficou menos divertido"
Helio de la Peña, humorista, pelo Twitter


Chico estava internado desde o dia 30 de novembro de 2011. O humorista chegou a ter alta no dia 21 de dezembro, mas retornou à unidade médica no dia seguinte, depois de apresentar hemorragia digestiva.

Chico sofreu uma piora na última quarta (21), quando precisou passar por uma sessão de hemodiálise. Na quinta à tarde, passou por um processo de drenagem torácica durante a tarde, para remoção de um "grande hematoma pleural". Segundo o UOL apurou, na manhã desta sexta, o humorista sofreu uma parada cardíaca e chegou a ser reanimado. Ele também dependia de ajuda de aparelhos para respirar, e, durante a internação, foram feitas tentativas de retirar o respirador, sem sucesso.

TRIBUTO AO PASSADO TARAUACÁ - FUNCIONÁRIA DA PREFEITURA - 2

Senhora Matilde Catão

O GDF TEM 189 MILHÕES PARA PUBLICIDADE E ZERO PARA PROFESSORES

O Orçamento do Governo do Distrito Federal deste ano prevê o “investimento” de 189 milhões em publicidade. Enquanto isso a conversa para cima dos professores é de ZERO de reajuste. Se o Governo utilizar 130 milhões deste valor para atender a categoria, parte de nossa demanda seria atendida e ainda sobraria uma montanha de dinheiro para fazer propaganda.

Se bem que o Governador poderia utilizar ainda uns 40 milhões do valor restante para propagandas educativas. Por exemplo: na retomada do respeito à faixa de pedestre, na mobilização da Sociedade para participar do processo de gestão democrática das escolas, no incentivo à participação dos pais no dia a dia da vida escolar dos filhos e por aí vai. Seria melhor que fazer propaganda de projetos que ainda nem estão em funcionamento.
Blog do Washington Dourado
Nota do Blog: 189 pilas para publicidade? Nossa, que país rico nós somos. Só a título de curiosidade, o Governo do Distrito Federal é comandado pelo PT de Agnelo Queiroz, e é médico!

OBRA NO MARACANÃ É CAMPEÃ EM IRREGULARIDADES; SOBREPREÇO JÁ CHEGOU A R$ 163 Mi, DIZ TCU

Reforma do estádio começou orçada em R$ 705 milhões; hoje, a previsão é de R$ 859 milhões
Vinícius Segalla, Do UOL, em São Paulo

A reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é a que possui o maior número de irregularidades dentre as obras de arenas que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014, de acordo com relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) divulgado nesta semana.

Segundo o órgão federal de fiscalização, o sobrepreço nas contas da obra já chegou a R$ 163 milhões, levando o custo da empreitada à cifra de R$ 957 milhões.

R$ 776 MILHÕES DESPERDIÇADOS - Mesmo com a ação do TCU, levantamento feito pelo UOL Esporte no fim do ano passado apontou que O desperdício de dinheiro público com os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 2014 alcançou a cifra mínima de R$ 776 milhões em 2011. Esta é a soma do que foi gasto em apenas oito episódios protagonizados pelos governos federal, estaduais e municipais.

As principais irregularidades elencadas pelo TCU na obra do Maracanã foram: falhas na elaboração do projeto básico, pendências relativas ao estudo de viabilidade econômica da arena e à descrição dos projetos de intervenção no entorno, com os respectivos orçamentos, e indícios de graves irregularidades no processo licitatório de contratação da obra.

A fim de reduzir o desperdício, o TCU imprimiu diligências na obra e recomendou ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que não liberasse o empréstimo de R$ 400 milhões oferecido ao governo do Estado, que banca a obra, até que as principais iregularidades fossem sanadas.

A administração estadual fluminense, por sua vez, imprimiu sua própria diligência, encontrando um sobrepreço de "apenas" R$ 24 milhões.

Assim, para ver os recursos do banco estatal liberados, o governo do Rio e o consórcio que toca os trabalhos (formado pelas empreiteiras Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez) reduziram a estimativa de custo da obra em R$ 97 milhões.

Por isso, hoje, seu custo oficial é de R$ 859 milhões. O TCU recomendou que se liberassem os recursos do banco de fomento, mas não extinguiu o processo que investiga as irregularidades.

Nada garante, porém, que este será o orçamento final da empreitada. Em janeiro de 2010, as autoridades estaduais fluminenses calculavam que a reforma do Maracanã não custaria mais do que R$ 705,6 milhões.

Se não fosse a fiscalização do TCU, este valor já teria aumentado em R$ 251,4 milhões, segundo o próprio órgão. Atualmente, a previsão inicial do governo do Rio de Janeiro está subestimada em R$ 153,4 milhões.
 

Indagados pelo TCU, os responsáveis pela obra justificaram os mais de R$ 250 milhões de acréscimos pela necessidade da completa reconstrução da cobertura do estádio, necessidade esta que foi questionada pelo Ministério Público Federal, mas liberada pela Justiça.

Já para a imprensa, o Consórcio Maracanã Rio 2014 prefere não dizer qual o real custo da nova cobertura do Maracanã. "O custo da cobertura está incluído no valor total da reforma, que é de 859 milhões", afirmou ao UOL Esporte, em nota, o consórcio.

O TCU segue acompanhando a obra, por meio do processo 015.231/2011-9, para verificar a lisura nos procedimentos. Por ora, sabe-se que o custo da cobertura do Estádio Nacional Mané Garrinha, em Brasília, que tem dimensões e características técnicas semelhantes à do Maracanã, está sendo construída por R$ 175,8 milhões, 30% menos do que o valor inicial da obra no estádio fluminense.

DILMA ROUSSEFF LIBERA R$1,95 Bi PARA EXPORTAÇÕES

União entregará montante aos Estados, ao DF e aos municípios para fomentar vendas ao exterior

Agência Estado

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff sancionou as Medidas Provisórias (MP) nº 546 e nº 544, cuja publicação foi feita em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira. A primeira delas tem o objetivo de fomentar as exportações brasileiras e a segunda, de estimular a indústria e outros setores envolvidos com os sistemas de defesa do País.

De acordo com a MP nº 546, a União entregará aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios o montante de R$ 1,95 bilhão para estimular as vendas brasileiras ao exterior. Dos recursos que cabem a cada Estado, a União entregará diretamente ao próprio Estado 75% e aos seus municípios 25%.

O rateio entre as cidades obedecerá aos coeficientes individuais de participação na distribuição da parcela do ICMS registrado em 2011, e para a entrega dos recursos, a União deduzirá os valores das dívidas vencidas e não pagas pelo município.

Já a MP 544, também sancionada ontem pela presidente, estabelece normas especiais para as compras, contratações e o desenvolvimento de produtos e de sistemas de defesa, visando incentivar a indústria nacional e outros setores voltados para a produção e a prestação de serviços na área estratégica de defesa do País.

Pela medida, poderão receber incentivo da União empresas envolvidas na produção de bens ou na prestação de serviços voltados para a defesa, seja na área tecnológica, da informação, ou na fabricação de armamentos, munições, meios de transporte e de comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo utilizados nas atividades de defesa, com exceção daqueles para uso administrativo. Para isso, é preciso que a empresa tenha sua sede no Brasil.

R$ 2,4 MILHÕES DO MINISTÉRIO DO ESPORTE DESAPARECERAM DE CONTA DE ONG LIGADA AO PC do B

UOL - José Cruz e Vinícius Segalla
Em Brasília (DF) e em Juiz de Fora (MG)

A Polícia Federal está investigando o sumiço de R$ 2,4 milhões de verbas do programa Pintando a Cidadania, do Ministério do Esporte, repassados à ONG "Instituto Cidade", de Juiz de Fora (MG), para a produção de materiais esportivos, como bolas, camisas e redes de vôlei. A ONG mineira terceirizou os serviços contratando uma cooperativa local para produzir os materiais.


O QUE DEVERIA TER SIDO FEITO E O QUE FOI PRODUZIDO PELO INSTITUTO CIDADE

Produto                                         O que foi produzido                     O que deveria ter sido feito

Bolas                                                                Nada                                                8.000 unidades
Redes de futsal e vôlei                        400 unidades                             2.000 unidades
Camisetas                                               26 mil unidades                        60.500 unidades
Bonés                                                        4.900 unidades                            61.250 unidades

Fonte: Ministério do Esporte

Mais de um ano após o início do contrato, em 3 de dezembro de 2010, porém, a ONG, que recebeu 100% da verba (R$ 2,409.522,44 milhões), produziu apenas 10% do material, e encerrou a produção depois disso. O próprio Ministério do Esporte, de acordo com documentos internos a que o UOL teve acesso – já encaminhados à Polícia Federal –, reconhece os indícios de desvio de recursos públicos e favorecimento a pessoas ligadas ao PC do B (Partido Comunista do Brasil) no uso das verbas cedidas à ONG. O partido comanda o Ministério do Esporte desde 2003.

Atualmente, as atividades do Instituto Cidade estão paralisadas. A reportagem esteve em Juiz de Fora e encontrou uma fábrica de material esportiva vazia. Um funcionário informou que tinha dispensado os mais de 40 trabalhadores, já que não havia dinheiro para produzir qualquer material ou efetuar pagamentos.

No dia 10 de novembro de 2011, cumprindo mandado da Justiça, a Polícia Federal apreendeu computadores e documentos na sede da ONG e em mais três endereços em Juiz de Fora, entre eles na casa do presidente da entidade, José Augusto da Silva.

Segundo o delegado federal Ronaldo Guilherme Campos, à frente das investigações, o que é possível afirmar até agora "é a existência de forte indício de que algo de irregular aconteceu". Ele precisará de "mais quatro ou cinco meses" para concluir as investigações, e diz que aguarda a quebra do sigilo bancário dos envolvidos.



O principal deles é José Augusto da Silva, presidente do Instituto Cidade e ex-cabo eleitoral de Wadson Ribeiro (PC do B), que está na suplência do partido para a Câmara dos Deputados. Wadson, ex-presidente da UNE (1999-2001), ocupou a Secretaria Nacional de Esporte Educacional da pasta até o final de 2011. O programa Pintando a Cidadania está vinculado a essa secretaria. Em novembro, Wadson deixou o Ministério, pouco depois da saída do então ministro Orlando Silva, no bojo de pesadas denúncias de corrupção na pasta.

Orlando e Wadson, com Ricardo Cappelli – que preside a comissão técnica da Lei de Incentivo ao Esporte – formavam o triunvirato de ex-presidentes da União Nacional dos Estudantes com cargos de destaques no Ministério do Esporte, a partir de 2006. Do trio, apenas Cappelli permanece no cargo, na pasta agora sob o comando do ministro Aldo Rebelo.

No dia 23 de novembro do ano passado, José Augusto Silva foi convocado pelo Ministério do Esporte para "tratar de assuntos relevantes e urgentes, inerentes ao desenvolvimento das ações previstas no plano de aplicação do convênio", de acordo com documento que o UOL teve acesso. A José Silva foi também solicitada a apresentação de "extrato atualizado da movimentação bancária da conta exclusiva do convênio". Em vão. Ele alegou que com a apreensão dos documentos pela Polícia Federal não poderia atender ao solicitado pelo Ministério.

Pagamentos irregulares

As explicações do presidente do Instituto Cidade não convenceram. No dia 9 de janeiro deste ano, um relatório interno do Ministério do Esporte que integra volumoso processo – tudo já enviado à Polícia Federal – , adianta que "há indícios de malversação do dinheiro público" na ONG Instituto Cidade, e que a mesma "não se esforça em elucidar as denúncias feitas".

Pagamentos ilegais

O mesmo relatório do ministério denuncia "pagamentos com recursos públicos de vales-transporte, previstos no plano de aplicação aos cooperados (que produziriam o material esportivo), a integrantes do PC do B que atuam em escritório regional do partido político em Juiz de Fora. Os partidários são acusados de não guardarem relação ou vínculo com as metas do convênio. Do processo consta uma lista com os “nomes dos militantes do partido que receberam os benefícios, ou seja de maneira ilegal".

    Ministério do Esporte

O ex-Secretário Nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, teve como cabo eleitoral em 2010 o presidente da ONG Instituto Cidade, José Augusto da Silva, acusado de desviar recursos do Ministério do Esporte

O UOL teve acesso à lista de pessoas que receberiam o benefício. 15 delas seriam  filiadas ao PC do B. Apesar desses indícios de graves irregularidades, o convênio do ministério com o Instituto Cidade ainda não foi rescindido. Segundo levantamento junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o Instituto Cidade foi contemplado com R$ 7 milhões do Ministério do Esporte, entre 2006 e 2011.

A coordenadora da cooperativa – constituída de pessoas carentes de Juiz de Fora para atender aos pedidos de produção de material esportivo –, Sandra Rodrigues Costa, relatou a funcionários do Ministério do Esporte que o presidente do Instituto Cidade, José Augusto da Silva, teria convocado uma reunião com os coordenadores do projeto no fim de 2011 para informar que as atividades seriam interrompidas por falta de recursos.

Nos relatos, cujas gravações foram ouvidas pelo UOL, Sandra informa que José Augusto da Silva deu um aviso claro: "Apenas teremos recursos disponíveis até dezembro (de 2011). Alertem os funcionários (da Cooperativa)  que após não teremos mais dinheiro para executar as metas do convênio".

Sandra teria, então, perguntado o que foi feito dos R$ 2,9 milhões (na verdade, o repasse oficial foi de R$ 2,4 milhões, segundo o Siafi) que deveriam ser usados na produção do material. A resposta: "Eu assumo que desviei os recursos do convênio do Ministério do Esporte para outros projetos do Instituto Cidade". Para quais projetos o dinheiro teria sido desviado, Silva não informou.

O balanço do convênio é o seguinte, segundo o Ministério do Esporte:

8.000 bolas encomendadas: Nenhuma foi produzida

26.000 camisetas produzidas, ou 43% do contratado

4.900 bonés entregues, apenas 8% do previsto no contrato

Redes: foram produzidas 200 redes de futsal e outras 200 de vôlei, ou apenas 20% do total contratado

Bandeiras: nenhum material chegou à fábrica; nada foi produzido

O UOL tentou entrar em contato com José Augusto da Silva por dois dias em Juiz de Fora, mas não obteve resposta.

BALANCE A CABEÇA PARA OS LADOS OLHANDO A IMAGEM

22 de mar. de 2012

VOANDO COM SUA PRÓPRIA FORÇA MUSCULAR - SERÁ?



Se gostou, visite o site do autor da façanha:

http://www.humanbirdwings.net/tag/jarno-smeets/<

Nota: Com a palavra o detetive virtual

PRODUZIR NO PAÍS CUSTA MAIS QUE NOS EUA

Plano Brasil - Custo da mão de obra subiu 46% no país nos últimos cinco anos, enquanto apenas 3,6% nos EUA, onde um gerente chega a ganhar até 20% menos que aqui.

Está mais barato produzir bens industriais nos Estados Unidos do que no Brasil. A afirmação parece um contrassenso, mas se tornou realidade. A crise provocou uma reviravolta na estrutura de custos das empresas, encarecendo uma nação emergente como o Brasil e tornando os EUA um país de baixo custo.“As empresas relatam que hoje existem condições mais favoráveis para a produção industrial nos Estados Unidos do que no Brasil”, conta Gabriel Rico, CEO da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Brasil), que reúne as multinacionais americanas instaladas no País.

O câmbio é o principal vilão por causa do enfraquecimento do dólar, especialmente diante do real, mas não é o único. Levantamento da MB Associados, feito a pedido da reportagem, aponta que despesas importantes, como energia e mão de obra, subiram muito mais no Brasil do que nos Estados Unidos.

Nos últimos cinco anos, o custo do trabalho em dólar na indústria aumentou 46% no Brasil e apenas 3,6% nos Estados Unidos. Segundo Aluizio Byrro, presidente do conselho da Nokia Siemens na América Latina, a mão de obra no Brasil está entre as mais caras do mundo. “Um gerente de nível médio chega a ganhar 20% menos nos EUA do que aqui.”

No Brasil, os encargos trabalhistas são pesados e a variação cambial encareceu os salários em reais. Além disso, o crescimento da economia e a baixa escolaridade da população provocou uma forte escassez de mão de obra qualificada. Nos Estados Unidos, trabalhadores não têm direitos como décimo terceiro salário ou licença-maternidade. Com a crise, as empresas ganharam poder de barganha e conseguiram até redução de salários.

“No setor automotivo americano, por exemplo, tudo foi repensado para salvar empresas que estavam à beira da falência”, diz Marcelo Cioffi, sócio da consultoria PwC. “Já o Brasil é um dos países mais onerosos do mundo para produzir carros. Não só pelo câmbio, mas também pela falta de escala, excesso de impostos, mão de obra e matéria-prima mais caras.”

TRIBUTO AO PASSADO - PRAÇA TARAUACÁ COM BARRACAS DE NOVENÁRIO

"OS DESAVERGONHADOS', NELSON MOTTA

TEXTO PUBLICADO NO ESTADÃO E NO GLOBO em novembro do ano passado.
Nelson Motta - O errado e o malfeito, a incompetência e o desleixo, a estupidez e a má-fé são próprios da condição humana. A diferença está entre os que se envergonham e os desavergonhados. No Japão civilizado, a vergonha é o pior castigo para uma pessoa e sua família, mais temida do que as penas da lei. Homens públicos se suicidam por pura vergonha. Embora seja só meio caminho para não errar de novo, o sentimento de vergonha ajuda a civilizar. Já os que não se envergonham, nem por si nem pelos outros, são determinantes para que suas sociedades sejam as que mais sofrem com a corrupção, a criminalidade e a violência, independentemente de sua potência econômica ou regime politico.

Em brilhante estreia no Blog do Noblat, o professor Elton Simões analisou pesquisas internacionais sobre as relações entre o sentimento de vergonha social e familiar e a criminalidade. Nas sociedades em que a violência e o crime são vistos como ofensas à comunidade, e não ao Estado, em que a noção de ética antecede a de direito, em que o importante é fazer o certo e não meramente o legal, há menos crime, violência e corrupção, e todo mundo vive melhor — por supuesto, o objetivo de qualquer governo. Nas sociedades evoluídas e pacíficas, como o Japão, a principal função da Justiça é restaurar os danos e relações entre as pessoas, e não punir ofensas ao Estado e fabricar presos.

“Existe algo fundamentalmente errado em uma sociedade quando as noções de legalidade ou ilegalidade substituem as de certo ou errado. Quando o sistema jurídico fica mais importante do que a ética. Nesta hora, perdemos a vergonha “, diz o professor Simões. Como os políticos que, antes de jurarem inocência, bradam que não há provas contra eles. Ou que seu crime foi antes do mandato.

Não por acaso, no Brasil, onde a falta de vergonha contamina os poderes e a administração pública — apesar de todo nosso progresso econômico e avanços sociais — a criminalidade, a violência e a corrupção crescem e ameaçam a sociedade democrática. Não há dinheiro, tecnologia, leis ou armas que vençam a semvergonhice. Só o tempo, a educação e lideres com vergonha.
Veja

21 de mar. de 2012

BEBIDA NOS ESTÁDIOS: A fala absurda do presidente da OAB-RJ. Ou: Senhores congressistas, escolham a vergonha menor e mudem de vez o Estatuto do Torcedor! A alternativa é virar lobista de cervejaria…

Por Reinaldo Azevedo - Escrevi este texto na tarde de ontem. Dada a decisão ridícula e covarde de transferir o ônus para os estados, resolvi mantê-lo no alto por algum tempo.

Eu estou ficando a cada dia mais encantado com o rigor jurídico do pensamento do doutor Wadih Damous, presidente da OAB-RJ. Ele é tão favorável à retirada de crucifixos de tribunais, por exemplo, que defendeu que duas obras de arte assinadas, instaladas no STF, sejam adulteradas para que se retire de lá aquele símbolo do, como escrever?, “imperialismo cristão”. Eu o chamei, por isso, de taliban de gravata. Expliquei por quê.

Mas poderia haver um lado interessante em seu pensamento, ainda que eu discordasse do conteúdo: o amor a princípios. Aí estaria, enfim, uma homem que não transigiria nunca! Não se poderia, nesse caso, aplicar o mote “dura lex, sed lex” porque inexiste lei que expulse os crucifixos. Há o princípio da laicidade do estado e pronto — embora se ignore caso em que o crucifixo, num tribunal, tenha concorrido para a injustiça. De todo modo, doutor Damous seria de uma retidão que não se intimidaria nem diante de Moisés ou da Pietà, de Michelangelo! ”Arranca!”

Mas não é que me decepciono? O seu fundamentalismo, pelo visto, é ad hoc — vale para os crucifixos, mas se queda compassivo e compreensivo diante de uma latinha de cerveja, mais ou menos como os soldados de Luís Bonaparte, segundo Marx, não resistiam a champanhe e a salsichas com alho… Leio na Folha Online o que segue. Volto em seguida.
*
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, Wadih Damous, defendeu terça-feira (20) a liberação do consumo de bebida alcoólica nos estádios durante os jogos da Copa de 2014. Segundo Damous, o futebol é um entretenimento e assistir a uma partida dentro de um estádio bebendo cerveja não atenta contra qualquer regra de moralidade, até porque a cerveja tem um baixíssimo teor alcoólico. “Beber cerveja e assistir a um jogo de futebol não tem problema nenhum. Agora, beber e sair dirigindo ou praticar atos de violência não pode ocorrer de maneira alguma”, afirmou.

Na semana passada, depois de prometer a deputados que iria tirar da Lei Geral da Copa a liberação de bebida alcoólica, o governo recuou para atender a um compromisso firmado com a Fifa.  Em nota oficial publicada na quinta-feira (15), o Ministério do Esporte afirma que o acordo com a Fifa depende do projeto de lei levado ao plenário da Câmara, aprovado na comissão especial, e que traz a liberação da cerveja. “Na versão que está sendo analisada pela Câmara, a permissão de venda de bebidas está expressa nos artigos 28, 29 e 67. Portanto, o cumprimento integral das garantias firmadas pelo Brasil com a Fifa para sediar a Copa depende da aprovação do projeto de lei nos termos em que foi apresentado ao plenário esta semana”, diz o ministro Aldo Rebelo (Esporte), em nota.
(…)Voltei
O que eu penso? Penso que as leis do país têm de ser seguidas. Em qualquer caso? Em qualquer caso! O Estatuto do Torcedor proíbe a venda de bebidas nos estádios? Então vale o que está lá. Não reconhecia autoridade a Lula — nem a reconheço a Dilma —  para celebrar acordos que se oponham ao status legal do país. Ou, então, que se mude o Estatuto do Torcedor de vez. Fazer uma alteração ad hoc, só para a Copa e porque a Fifa exige, é coisa de país bananeiro; é coisa de quem está dando o traseiro ao chute. ESSE DEBATE DEVERIA NOS ENVERGONHAR. Mas há quem chame isso de pragmatismo.

Aliás, nesse particular, o nacionalismo sempre acentuado do ministro Aldo Rebelo me decepciona. Ok. Aceitou ser ministro do Esporte. Defender o álcool nos estádios era parte do pacote. Ora, que peça então a mudança do Estatuto. Considerar que a permissão transitória e específica é uma vantagem depõe contra esse aspecto de seu discurso. E, obviamente, depõe contra os mais comezinhos fundamentos do ordenamento jurídico. E é por isso que doutor Damous me surpreende — ou não me surpreende.

Prestemos atenção à sua fala:
“Beber cerveja e assistir a um jogo de futebol não tem problema nenhum. Agora, beber e sair dirigindo ou praticar atos de violência não pode ocorrer de maneira alguma”,
Huuummm… Doutor Damous está dizendo que tudo fica bem quando vai bem. Ele defende a liberação da beberagem, mas sem que os consumidores pratiquem atos de violência ou direção irresponsável. Ah,bom! Agora sim! Dada a absoluta impossibilidade de se flertar com o contrário — imaginem o presidente da OAB a defender porrada e bêbados ao volante… —, a fala do presidente da OAB supera em vacuidade as batatadas do Conselheiro Acácio. Fosse nosso contemporâneo, Eça teria dado outro nome à sua personagem famosa.

Faltaria a Doutor Damous explicar por que ele acredita que uma lei não precisa ser seguida, mas as outras, sim! Sendo ele o presidente da OAB — uma entidade que goza, no país, do privilégio de dizer quem pode e quem não pode advogar, e o filtro é um exame que testa justamente o conhecimento em leis —, estamos diante de uma dessas contradições inelutáveis, que só podem mesmo prosperar por aqui.

Notem que o preclaro não evocou um só fundamento jurídico — pô, gente, não é porque ele é presidente da OAB-RJ que a tanto deva se obrigar, né? — para defender a sua tese, a não ser o famoso “que mal tem?”. Ora, opinião tão fundamentada pode ser dada pelo pipoqueiro. Se a gente ouve um advogado ou jurista para opinar sobre um determinado assunto e se ele renuncia à sua expertise para falar como homem comum, a sua expertise serve, então, para quê? Para conferir a dimensão de ciência ao que é uma opinião arbitrária, como qualquer outra.

Eu desafio — e que os advogados do Brasil e estudantes de direito a tanto fiquem atentos — o doutor Damous a dar fundamentação jurídica para a sua opinião; eu o desafio a expor os alicerces legais em que se assenta a sua opinião.

Encerro
A Fifa transfere a Copa para a Inglaterra, como ameaçou Joseph Blatter em visita ao Brasil (coisa que a imprensa brasileira preferiu ignorar) caso não se libere a bebida nos estádios? Duvido! Mas digamos que o risco exista…

BEM, ENTÃO O CONGRESSO BRASILEIRO DEVE ESCOLHER - É O QUE LHE RESTOU - A VERGONHA MENOR: MUDAR O ESTATUTO DO TORCEDOR! QUE SE LIBERE O ÁLCOOL NOS ESTÁDIOS E PRONTO! Do contrário, cada congressista que votar a favor da liberação específica estará se comportando apenas como lobista de cervejaria.

Alguém objetará: “Poxa, Reinaldo, mas o mal menor é liberar o álcool apenas no mês dos jogos, não é?” Não! Lamento! O mal maior é o país fazer pouco caso de suas leis e criar legislação ad hoc para atender aos interesses de entidades e lobbies privados.

PS - Eu entendi errado, ou Doutor Damous está a defender só a liberação da cerveja, porque tem baixo teor alcoólico, mas de outras bebidas? A sua fala é tão responsável, mas tão responsável, que os especialistas da área poderão lhe dizer: boa parte das pessoas surpreendidas embriagadas ao volante consumiu cerveja em excesso. É uma fala irredimível do ponto de vista ético, moral, jurídico e histórico. Parece que a coerência não é uma cruz que ele se mostre disposto a carregar.

PS2 - Por que Dilma não dá um soco na mesa e obriga um dos estafetas do petismo a apresentar uma lei mudando o Estatuto do Torcedor? Partido do governo existe para ficar com o bônus do poder, mas também com o ônus. A petezada, no entanto, quer largar a batata quente no colo dos governadores. Se alguma coisa ruim acontecer em razão do consumo do álcool, a responsabilidade será deles. Afinal, cabe às polícias militares garantir a segurança. O governo federal só entra com a cerveja.
Texto publicado originalmente às 16h32 desta terça

HERÓIS E TRAIDORES DA PÁTRIA

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Marcos Coimbra

Em recente reunião, debatendo sobre a grave questão da demarcação de áreas indígenas, em especial sobre a denominada região Raposa/Serra do Sol, e seus desdobramentos sobre o futuro do país, enquanto Nação soberana, independente e autônoma, surgiu em paralelo uma lúcida discussão sobre quem figura e quem figuraria na História do Brasil, como herói e como traidor da Pátria.

Houve unanimidade quanto aos heróis. Afinal, não há como negar o exemplo de coragem, brasilidade e desprendimento de vultos como Tiradentes, Duque de Caixas, Barão do Rio Branco, Tamandaré, Brigadeiro Eduardo Gomes, Santos Dumont, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, o índio Felipe Camarão, do anônimo soldado da FEB que lutou na Itália e outros.

Porém, no relativo aos traidores da Pátria houve dissenso. O ilustre brasileiro Jornalista Barbosa Lima Sobrinho já definia, com muita clareza, que no Brasil só existiam dois partidos políticos. O dos heróis, representados por Tiradentes e o dos seguidores do traidor Joaquim Silvério dos Reis. Mas, um participante argumentou, com propriedade, que Silvério teria sido um traidor sob a ótica de nós, brasileiros, mas não para os portugueses, a quem servia, sendo natural da nossa então matriz. Também foi lembrado o eterno Calabar, quase com unanimidade, mas apenas houve consenso em Judas, como traidor universal.

Analisando friamente, se isto é possível, a iminente perda de mais da metade do território nacional, representada, de início, pela demarcação irresponsável de vastas áreas do Brasil para indígenas (agora já criaram também os “quilombolas”), por “coincidência” justamente onde já estão mapeadas e conhecidas vastas riquezas e recursos naturais, que, no decorrer do tempo serão arrancadas do nosso país, sob qualquer pretexto, algumas reflexões se fazem necessárias.

Qual o país do mundo que, por “vontade própria”, sem o disparo de um tiro sequer, abre mão de um milímetro do seu território sem resistência armada? Em que lugar se escondem as autoridades (ir)responsáveis, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou por outro motivo qualquer, que não reagem contra o crime de lesa-pátria a ser perpetrado?

Onde está o povo brasileiro que assiste passivamente, anestesiado, amorfo, sem protesto à perda de recursos naturais que podem transformar o país em uma das maiores potências do mundo, propiciando uma elevada qualidade de vida aos seus cidadãos? Imaginem isto acontecendo na Argentina, por exemplo. Os bravos “hermanos” já estariam nas ruas, protestando em greve geral e com um feroz “panelaço”. Será que o Brasil não fabrica mais Homens como no passado, quando tivemos Plácido de Castro, Marcílio Dias e tantos outros?

A maioria de nosso povo não sabe o que está acontecendo de fato. Pensa apenas em sobreviver, com as “bolsas-esmolas” ou com os empregos de baixa remuneração existentes, ou talvez ocupados com o samba, o futebol e o carnaval. Porém, existe uma parcela do povo conhecedora do que está em jogo. E é justamente esta que decide. Ela está principalmente nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

A disputa não é entre “arrozeiros” e índios desprotegidos da época de José de Alencar. Se o leitor quiser apurar o que está sendo escrito aqui, pode entrar nas páginas do Greenpeace, do WWF-Brasil, da FUNAI e outros menos votados. Vai encontrar uma perfeita sintonia, uma ação orquestrada entre eles, com o mesmo objetivo.

Não é por acaso que dirigentes de órgãos governamentais que decidem, ignorando o Congresso, os locais que devem ser ocupados nas demarcações foram, são ou serão integrantes das ONGs e assemelhados. Inclusive, alguns financiados por governos estrangeiros. O G-7 e até potências emergentes estão carentes de nióbio, petróleo, bauxita, urânio e outras riquezas encontradas em abundância exatamente nas áreas que estão sendo entregues. Por isto, eles querem a Serra da região Raposa/Serra do Sol. O argumento falacioso de que a propriedade da terra (solo e subsolo) é da União, possuindo os indígenas apenas o usufruto não se sustenta, quando observamos a prática nas regiões já demarcadas.

Não existem coincidências. Há planejamento e ação decorrente. Por que autoridades brasileiras assinaram na ONU a famigerada declaração universal dos direitos indígenas, ao contrário de EUA, Austrália, Nova Zelândia, etc.? Por que as Forças Armadas brasileiras estão sendo deliberadamente sucateadas, ao longo do tempo, retirando-lhes a capacidade de cumprir com sua destinação histórica e constitucional?

Por que o cidadão brasileiro está sendo desarmado, através de campanhas financiadas do exterior, executadas por sicários estrategicamente posicionados, com ampla cobertura da mídia? Por que os órgãos de comunicação, com raras exceções, não divulgam a verdade sobre o assunto, ao invés de praticar o reducionismo de tentar iludir a opinião pública, desinformando por intermédio da falsa assertiva de que a luta é entre o fazendeiro branco mau e o índio desprotegido e nômade? Por que não esclarecem que estes índios falam inglês, usam celulares e PCs?

Por que a pressão externa intimidatória de organismos internacionais e governos estrangeiros que chegaram ao acinte de mandar um representante da ONU ao país, na véspera da decisão do STF? Por que permitir a “palhaçada” de índios com o diploma de advogado, de toga, pintados de guerra a exercer pressão psicológica dominante no plenário do STF? Por que se ater a tecnicidades jurídicas e figuras poéticas para tentar esconder a verdade?

Por que ignorar que a maioria dos índios que defendem a posição do G-7 são orientados por órgãos estrangeiros, sendo movimentados de lugar, por ordem externa, de acordo com a existência de riquezas ou não nos territórios a serem ocupados? Por que ignorar os indígenas que são contra? Por que nossas autoridades não aprenderam com a dura lição da Iugoslávia, do Iraque, do Kosovo, da Ossétia do Sul, etc.? Por que atribuir a onze pessoas, nomeadas por indicação política, a incomensurável responsabilidade de decidir sobre o futuro do país?

Nossos descendentes reverenciarão quais novos heróis e desprezarão que novos traidores da Pátria?

Marcos Coimbra é Conselheiro Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e da Academia Nacional de Economia, Autor do livro Brasil Soberano.

NOTA 10

20 de mar. de 2012

FABRICANTE BOEING EM FASE DE APROXIMAÇÃO COM EMPRESAS MINEIRAS

Paula Takahashi -Victor Martins -
ESTADO DE MINAS - Entre as concorrentes na licitação de pelo menos US$ 4 bilhões do programa FX-2, do Ministério da Defesa, a gigante americana Boeing – fabricante do F-18 Super Hornet – inicia nesta terça-feira a prospeção de empresas mineiras para integrar a cadeia de mais de 22 mil fornecedores em todo o mundo. Até quinta-feira, uma equipe de nove profissionais da fabricante de aeronaves vai visitar 12 empresas mapeadas previamente pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do estado.

“São principalmente empresas do setor metalmecânico e algumas na área de materiais”, afirma o superintendente de desenvolvimento empresarial da Fiemg, Sérgio Lourenço. Durante encontro com o empresariado mineiro realizado nessa segunda-feira na sede da federação, a Boeing apresentou seu interesse em firmar parcerias locais. “O nosso foco está na identificação de oportunidades e verificação de competências como forma de integrar a indústria brasileira à cadeia de fornecedores de suprimentos”, afirmou o gerente de desenvolvimento da multinacional, Brian Beyrouty.

A licitação do governo brasileiro prevê a compra de 36 caças para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). Entre as exigências que as concorrentes devem atender está a manutenção de conteúdo nacional dos caças e transferência de tecnologia. Por isso a importância de buscar empresas brasileiras com potencial para atender a demanda. “As fabricantes precisam ter um trabalho próativo de mapeamento como forma de fortalecer sua posição no processo de negociação com o governo”, pondera Lourenço.

Foi exatamente o que o consórcio Rafale International, formado pelas companhias francesas Dassault Aviation, Thales e Snecma, fez há quase um ano, quando assinou acordos com empresas mineiras e com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o treinamento de pessoal e transferência de tecnologia aeronáutica. A disputa ainda inclui a Sueca Saab, fabricante do Gripen NG.

Infraestrutura Durante o encontro, o governo mineiro foi convidado para apresentar aos executivos da Boeing a infraestrutura que será construída no Vetor Norte da capital nos próximos 30 anos, além do potencial econômico da região. “Infraestrutura e política de desenvolvimento do setor são fundamentais, caso contrário, só a iniciativa privada não mobiliza esse processo e não cria esse ambiente de negócio”, pondera Lourenço.

Na ocasião, o superintendente de projetos especiais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Danilo Colares, apresentou o projeto de expansão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e de instalação do centro de tecnologia e capacitação aeroespacial, em Lagoa Santa. “É uma relação (com a Boeing) que tende a se consolidar. Temos muita esperança em firmar parceria com a empresa”, afirma Danilo. A estimativa é de que a região receba investimentos de US$ 32 bilhões até 2040.

GOVERNO BLOQUEIA MAIS R$ 368 MILHÕES NO ORÇAMENTO DE 2012

Informação consta no relatório de despesas e receitas, do Planejamento.
Previsão para o crescimento do PIB de 2012 continua em 4,5%, diz governo

Alexandro Martello Do G1, em Brasília - O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão informou nesta terça-feira (20), por meio do relatório bimestral de receitas e despesas do orçamento de 2012, que foi realizado um bloqueio extra de R$ 368 milhões nas chamadas "despesas discricionárias" (sobre as quais tem mais controle) no orçamento deste ano. De acordo com o governo federal, o corte total no orçamento passou, após esta avaliação, de R$ 55 bilhões para R$ 55,07 bilhões.

O bloqueio de gastos no orçamento federal tem por objetivo cumprir a chamada meta de "superávit primário" (economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda). Neste ano, a meta para o governo federal é de R$ 96,9 bilhões e para todo o setor público consolidado (governo, estados, municípios e empresas estatais) é de R$ 139,8 bilhões.

A busca pela meta de superávit primário, por sua vez, é uma forma de ajudar o Banco Central no processo de redução dos juros básicos da economia. A explicação é que a contenção de gastos públicos atua para diminuir a demanda por produtos e serviços da economia, favorecendo o controle da inflação. Recentemente, o BC acelerou o processo de redução dos juros, baixando a taxa para 9,75% ao ano, no patamar de um dígito.

Previsões para o PIB e inflação
Segundo o governo, os parâmetros da peça orçamentária deste ano não foram alterados em relação a fevereiro, quando foi divulgado o corte de R$ 55 bilhões no orçamento federal deste ano. Deste modo, o governo continua oficialmente prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 4,5% para 2012. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa permaneceu inalterada em 4,7%.

Estimativas para receitas e despesas
De acordo com o governo federal, a estimativa para a receita administrada, após as transferências a estados e municípios, teve uma queda de R$ 72,9 milhões. Também caiu, em R$ 426,5 milhões, a previsão para o pagamento de subsídios, em função da revisão da expectativa de desembolso até o final deste ano e foi incluído o crédito extraordinário de R$ 40 milhões para reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz.

Além disso, o Ministério do Planejamento informou que foram incorporados os valores já desembolsados com o complemento do FGTS e com os Fundos FDA e FDNE, nos valores de R$ 355,5 e R$ 326,7 milhões, respectivamente.

"Quanto ao complemento do FGTS, a revisão dos mecanismos de repasse à CEF que possibilitará o adiamento previsto ainda não foi implementada. No tocante aos Fundos FDA e FDNE, o governo estuda a revisão das modalidades de financiamento desses fundos, de modo que os empréstimos ao setor produtivo também possam ser realizados sem risco para o Tesouro Nacional", informou o governo federal.

ATENÇÃO POPULAÇÃO DE TARAUACÁ, NOVIDADE NA ÁREA ALIMENTÍCIA

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TRIBUTO AO PASSADO - RIO BRANCO HÁ 66 ANOS

Amostra de ladrilhos coloridos fabricados na cerâmica do governo.
Fonte: Relatório fotográfico de obras terminadas no governo de Guiomard Santos.
Data: 1946-1948
Acervo: C.D.I.H.
Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas

HUMOR - 20/03/2012

Pelo menos temos uma coisa em comum com a Suiça

 Terra em que o Cebolinha não pode passar

Entenderam?

19 de mar. de 2012

NO BRASIL ECONÔMICO "EM 30 ANOS, PRODUTIVIDADE DA INDÚSTRIA NACIONAL CAIU 15%


Na China houve aumento de 808% no período, reflexo de investimentos em tecnologia e educação

Brasil Econômico. Por Chrystiane Silva. - Nos últimos meses, a indústria brasileira tem amargado péssimos resultados. Praticamente estagnado, o setor sofre com os altos custos para produzir, com a concorrência dos produtos importados e também com a baixa produtividade dos trabalhadores.

Nos últimos 30 anos, a produtividade dos colaboradores da indústria de transformação caiu 15%.

Esse indicador é calculado pelas horas trabalhadas e pelo número de funcionários do setor.No mesmo período, a produtividade dos chineses aumentou 808%. Os dados fazem parte de estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) A China é a principal potência mundial e é natural que a produtividade dos seus trabalhadores seja maior. Mas o Brasil também ficou atrás do desempenho de vizinhos como o Chile, que apresentou aumento de 82,11%, e da Argentina, que cresceu 16,98% nos últimos 30 anos. O que há de errado com o desempenho do Brasil? Crescimento sustentado O aumento da produtividade é uma condição fundamental para o crescimento sustentado. Entre os fatores que contribuíram para o desempenho pífio da produtividade no país estão as deficiências de educação e infraestrutura. Cada vez mais, as indústrias usam equipamentos tecnológicos sofisticados e exigem uma boa formação educacional dos seus trabalhadores, mas apenas 20% dos funcionários do setor terminaram a universidade. Além disso, o Brasil ainda tem uma baixa integração com a economia global.

O indicador que mede a abertura comercial é a proporção do comércio exterior em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Quanto mais alto, melhor para a economia do país. Nos últimos três anos, ele ficou em 11% em média. Na Argentina, o mesmo indicador ficou em 20%. Apesar de todos os avanços tecnológicos, o Brasil ainda tem uma baixa absorção de tecnologia e inovação em muitos setores, sem contar com as dificuldades burocráticas para abrir empresas. "O país precisaria crescer 4% ao ano para acomodar os aumentos salariais e competir com os produtos importados. O Brasil está se dando ao luxo de ter os maiores custos de produção do mundo, matando a indústria", diz Júlio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Solução demorada Para um país que precisa crescer, a baixa produtividade é um fator preocupante. "É um obstáculo que cria barreiras à competitividade externa. É preciso pensar em uma estratégia consistente de desenvolvimento industrial", diz Gabriel Coelho Squeff, economista do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA) e autor do estudo sobre produtividade na indústria entre 1980 e 2009.

ILHAS DE SEBALD, MALOUINES, MALVINAS OU FALKLANDS?

Por Cesar Augusto Loitzenbauer - No final do século XVI, um holandês chamado Sebald de Weert avista o arquipélago, localizado no Atlântico Sul, faz o registro, mas se quer pisa o solo que viria a ser tão discutido no futuro; quase um século depois (1690) o navegador inglês John Strong desembarca nas ilhas, mas apenas dá-lhe o nome de Falklands, em homenagem ao financiador de sua expedição. Pode-se falar em posse, somente a partir do século XVIII quando os franceses fundaram uma base naval, chamada Port Louis na parte oriental do arquipélago (Ilhas Soledad, no mapa em anexo), um ano depois (1765), dentro do contexto de grande rivalidade entre “gauleses e bretões”, os ingleses fundaram a sua base em Egmont, na parte ocidental (Gran Malvina, no mapa). Os franceses pouco tempo depois, venderiam sua base aos espanhóis e as duas monarquias, Espanha e Inglaterra acordariam que cada qual ficaria com sua base, localizada nas duas maiores ilhas do arquipélago.
Novos ventos sopram no começo do século XIX, o sistema colonial que tanto favoreceu a Inglaterra e especialmente a Espanha entrava em crise e a América Latina começava a vivenciar seus processos de independência; os espanhóis abandonam as ilhas (entenda-se bases militares), seguidos dos ingleses. Um novo país surgiria em 1810... A Argentina que uma década após buscaria ocupar as ilhas, em 1827 envia os primeiros colonos, Port Louis é rebatizada como Puerto Soledad e em 1829 nomeia um governador: Luís Maria Vernet e começa a criar toda a estrutura institucional para tornar o arquipélago efetivamente parte do território argentino. Em 1833, a fragata britânica HMS Clio (que coisa...Logo ela, a musa da História! Hum... sei....!!!), comandada pelo capitão John James Onslow, chega a Puerto Soledad e informa que o Império Britânico estava retomando a posse das ilhas; o capitão porteño José Maria Pinedo, considerando que não haveria condições para resistência, embarcaria com seus homens rumo a Buenos Aires. A Inglaterra colonizaria as ilhas com escoceses, galeses e irlandeses. E Port Louis (França), que se tornou Puerto Soledad (Argentina), tornaria-se Port Stanley (Inglaterra).


Os argentinos, nunca deixaram de protestar e denunciar a ação imperialista inglesa; em 1966 em uma ação muito mais “afetiva” do que efetiva, um grupo nacionalista composto de dezoito jovens, desencadeia a “Operação Condor” (que nada tem a ver com a integração das “comunidades de informação” dos países do Cone Sul, durante os anos 70 e 80) seqüestra um DC-4, pousa nas Malvinas ou Falklands, como você leitor preferir e declara a reconquista das ilhas para a Argentina, mas rapidamente foram dominados pelo efetivo militar britânico presente na capital.

VÍDEO MOSTRA IMPRESSIONANTE QUEDA DE PEDAÇO DA BR-364



O DNIT estima que somente em três meses o trecho da BR-364 que cedeu a cerca de 12 quilômetros de Porto Velho será totalmente recuperado. De acordo com o superintendente regional André Reitz do Vale, até o final de semana o Exército constrói a ponte de ferro temporária que garantirá o livre acesso a rodovia. Pela manhã o trânsito foi interrompido em razão de novas quedas em parte do trecho que já estava com acesso restrito. Durante a tarde, e equipe do RONDONIAGORA flagrou o desabamento de parte do asfalto. O imenso buraco já consumiu as duas pistas da BR.
Fonte: Rondoniagora

AMIGO, NO SECO OU NO MOLHADO