29 de mai. de 2017

Mais de 2.000 mil pessoas recepcionaram Jair Bolsonaro em Londrina



Paulo Eduardo Martins - Mais de duas mil pessoas recepcionaram Jair Bolsonaro no aeroporto de Londrina. Estas pessoas não receberam nada para estar lá, foram espontaneamente.

Nenhum partido tem essa capacidade de mobilização. Partidos se tornaram estruturas obsoletas, servem aos caciques, são fechados ao povo, enquanto ao povo Bolsonaro vai de peito aberto.

Nessas posturas, Jair não precisa de nada que os partidos possam lhe oferecer, a não ser o registro. Já os partidos, esses precisam de tudo que o Capitão Deputado tem: respeito do brasileiro trabalhador, votos e conexão com o sentimento da sociedade.

O establishment político-intelectual, o mesmo que descarrilhou o Brasil, insiste em ignorar Jair Bolsonaro. Aliás, não só a Jair. O establishment costuma ignorar ou desdenhar de tudo que está fora dele, como um trem impávido que segue a rota e ignora a paisagem. Pior para o establishment.

Ignorado, o povo renega o papel de paisagem, encontra amparo em Jair Bolsonaro e começa a traçar uma rota própria para alcançar o poder.

Assim, Jair poderá chegar em 2018 como um trem embalado para atropelar todos aqueles que estão fora dos trilhos, aos que nos trilhos estão paralisados e também aos que virão em sentido contrário à sua rota.

Prefeitura de Tarauacá recebe mais uma remessa de merenda escolar



A Prefeitura de Tarauacá recebeu na manhã deste sábado, 27, os itens que estavam faltando para completar o cardápio da Merenda Escolar e reabastecer as escolas municipais da rede de ensino básico, além dos Programas EJA, Mais Educação e a Creche.

A merenda recebida hoje foi só um complemento do carregamento anterior. Até segunda feira, 29, mais um abastecimento estará chegando à todas as unidades de ensino.

De acordo com a coordenadora da merenda escolar, Nilzimar Torres, o estoque vai garantir assim o bem estar e a boa alimentação dos alunos que frequentam as escolas do município, o que também deve aumentar o rendimento desses alunos em sala de aula.

No cardápio estão merendas de boa qualidade como arroz, charque, frango, óleo, macarrão, salsicha, açúcar, suco, bolacha, biscoitos e uma grande variedade de outros produtos incluindo produtos da agricultura familiar do município que fornece alimentos produzidos em suas localidades e livres de agrotóxicos para que sejam usados na merenda escolar com verduras, legumes e frutas.

Entre esses alimentos estão: milho, cheiro verde, alface, abóboras, melancias, como muitos outros produtos produzidos de forma orgânica, o que dá garantia de saúde aos alunos que vão consumi-los.

O cardápio vem da determinação da prefeita Marilete em contratar uma nutricionista capacitada para definir o que deve ser consumido nas escolas do município.

“Os cardápios devem ser preparados levando em conta o valor nutricional dos alimentos, garantindo dessa forma, os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado das crianças para garantir seu bem estar durante o período em que permanecem na escola” enfatizou a prefeita.

Capivara é morta e arrastada por carro e paredes pichadas durante festa na Ufac


Consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas são comuns nesses encontros

 capivara morreu ao ser arrastada por carro/FOTO: cedida


Marcos Dione  - Uma capivara foi atropela e arrastada por um carro que era conduzido por um jovem dentro da Universidade Federal do Acre (Ufac). O fato ocorreu durante a realização de um Sarau, na noite da última sexta-feira (26), no campus da Ufac, em Rio Branco. Experimentos de alunos foram danificados e até as paredes dos banheiros foram pichadas.

A reitoria da universidade fará o levantamento dos danos causados ao patrimônio público e deve se pronunciar sobre o caso na segunda-feira (29). A festa foi organizada pelo Fórum Aberto de Arte, Cultura e Diálogos da Ufac. No Facebook, internautas criticaram a atitude de alguns participantes do grupo, que depredaram o campus da universidade.

Magda Tomaz, que é servidora da instituição, em um post em sua rede social, disse se envergonhar com o que aconteceu no Sarau. Segundo ela, era pra ser cultural, interativo, filosófico e, no mínimo educado.

“Estou decepcionada. Vergonhoso como universitários, pessoas que deveriam se posicionar com mínimo de educação e respeito, se comportarem quebrando vidros, pichando banheiros e matando animais”, escreveu.

Os responsáveis pela festa afirmam que a morte do animal e a depredação do campus foram apenas um ato isolado. Eles garantem que também estão fazendo um levantamento sobre o que ocorreu e irão se colocar à disposição para recuperar o espaço danificado. O jovem que atropelou e arrastou a capivara por vários metros, dentro do campus, poderá ser alvo de um processo federal.

Lava-Jato mira em Gilmar Mendes



Guerra total

(Reprodução)


Gabriel Mascarenhas, Mauricio Lima - A varredura a um dos endereços de Aécio Neves em Minas não mirou só no tucano. A Lava-Jato procurava informações sobre Gilmar Mendes.  Os agentes tinham ordens explícitas com o nome do ministro.

No grampo realizado nos números de telefone de Aécio Neves, o ministro Gilmar aparece em conversa com o senador tucano. Os dois falam sobre o projeto de lei sobre o abuso de autoridade.

Na transcrição dos diálogos, Aécio pede ajuda ao ministro para conquistar um voto na comissão do Senado que analisava o projeto.

Aliás, cabe a Gilmar Mendes, mais do que nunca, o destino a curto prazo de Michel Temer. Nada acontecerá no TSE, no dia 6 de junho, que não seja o desejo do ministro do STF.

28 de mai. de 2017

Diretor do DNIT fala sobre BR-364 e rechaça críticas do PT: “Nunca no Estado houve esse nível de cobrança”


“A demora é porque vamos executar um serviço com qualidade”, diz Thiago Caetano


Evandro Cordeiro - Engenheiro Civil, com pós-graduação e mestrado, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, Thiago Cateano, virou pauta nas rodas políticas e, principalmente, na Assembleia Legislativa, onde tem sido criticado por não dar início logo a recuperação da BR-364. Em entrevista exclusiva à coluna, Caetano rebate as críticas e explana a forma como a rodovia deverá ser reconstruída. Também fala sobre política. Veja a seguir:

Coluna – Por que tanta demora para iniciar as obras de recuperação da BR-364, superintendente?

Thiago Caetano – O DNIT é um órgão predominantemente técnico, que possui normativos técnicos rígidos, dentre eles, o impedimento de executar obras de terraplanagem em período de chuvas, ou com o solo com umidade elevada. O Projeto que irá resolver de forma definitiva os problemas dessa rodovia é o de reconstrução. O Projeto atual que iremos executar é o de restauração, que estamos tratando como a primeira etapa do projeto de reconstrução. Nesse atual projeto de restauração iremos incorporar na estrutura atual solo de qualidade e pedra, para aumentar a capacidade estrutural da rodovia.

Veja também: Obras na Via Verde já estão sendo realizadas

Esse serviço precisa ser executado com o máximo de cuidado e critério, pois um erro agora poderá comprometer, inclusive, o resultado final do projeto de reconstrução. Dentro disso os serviços de terraplanagem, reciclagem de base, necessita ter a umidade ideal e o grau de compactação correto, se não a capacidade de resistência da estrutura cai bruscamente. Então, não há possibilidade de se executar esses serviços sem que estejamos de fato no verão. E, se você consultar o mapa de chuvas das últimas semanas, irá verificar que ainda está chovendo muito naquela região, impossibilitando o início dos serviços. Chegamos a iniciar os serviços preliminares de lançamento de solo para preenchimento dos buracos e regularização da pista, mas fomos obrigados a parar por conta das chuvas, mas a expectativa é que no início de Junho o verão possa se firmar de vez, e permitir o início dos trabalhos.

Coluna – Você acha justas as críticas que pessoas ligadas ao PT vêm fazendo?

Thiago Caetano – Não acho justas. São cobranças demasiadas e desproporcionais ao DNIT, pois nunca nesse Estado houve esse nível de cobrança, especialmente durante a construção da rodovia, quando era a fase mais importante, pois problemas executivos durante a construção trazem graves consequências durante a utilização da rodovia, que é o que temos vivido nesses dias. Valendo destacar que durante a construção da rodovia o país vivia o tempo das “vacas gordas”, e atualmente vivemos o tempo das “vacas magras”, por isso temos tido o máximo de cuidado e critério na execução de cada serviço, para que não seja mais aplicado nenhum recurso público de forma equivocada.

Não podemos mais desperdiçar nem um real a mais nessa rodovia. Às vezes as pessoas não entendem que, para se executar os serviços com qualidade e aplicar corretamente os recursos públicos, temos que seguir normativos rígidos e atender a procedimentos que muitas vezes são excessivamente burocráticos. Contudo, mesmo com um dos quadros mais reduzidos do DNIT (a nível nacional), com uma Superintendência recém-criada, temos conseguido avançar muito rapidamente em tudo. Só para você ter uma ideia, ano passado fomos nós que analisamos e aprovamos os projetos de restauração. Eram seis projetos, normalmente se demora de 1 a 2 meses para se concluir cada um. Nós analisamos e aprovamos os 6, em 10 dias, trabalhando até meia-noite em alguns dias. Por tudo isso, apesar de entender a impaciência e descrença da população, pelo próprio histórico da rodovia (que vale dizer, não fomos nós que demos causa), acho que essa cobrança tem sido desproporcional.

Coluna – Restauração é melhorar o que foi feito, mas uma parte da estrada não parece precisar ser feita do zero?

Thiago Caetano – Quase todas as nossas rodovias precisam ser restauradas, pois possuem problemas estruturais, mas a BR-364, entre Sena e o Rio Liberdade, necessita ser toda reconstruída, dado os gravíssimos problemas estruturais, remotos da época da construção, desde drenagem, sub-base, base, revestimento, estabilização de taludes, entre outros. Mas vale ressaltar que essa rodovia é extremamente complexa e as soluções, para funcionarem, precisam ser diferenciadas e muito bem estudadas.

Não há que se culpar o Deracre por esses problemas, pois a instituição Deracre é muito importante e possui um quadro técnico extremamente experiente é competente. Talvez o que se falta de maneira em geral, nos órgãos técnicos, é menos interferência política, ouvir mais os engenheiros, trazer os debates técnicos para o campo da engenharia, desde o projeto até a conclusão da obra, pois o que temos visto são muitas pessoas leigas, sem o devido conhecimento técnico, emitindo opiniões sem nenhuma fundamentação, e cada vez mais vemos os engenheiros perdendo espaço nesse debate.

Nós, no DNIT, temos tentado mudar esse quadro, promovendo grandes técnicos, realizando reuniões, vistorias e debates constantes com os órgãos de controle, além de treinamento com nosso quadro técnico. Visando sempre o melhor resultado final, que são obras com o máximo de qualidade.

Coluna – Você virou um sujeito muito assediado, dada a importância do trabalho que tem pela frente, a obra da BR, e dando tudo certo, você pensa em entrar para a política?

Thiago Caetano – Por ser evangélico, costumo colocar meu futuro nas mãos do Senhor Jesus Cristo. No momento, minha única pretensão, meu único objetivo, é realizar o melhor trabalho possível no DNIT, é resolver de forma definitiva os problemas das nossas BR-364 e BR-317, e buscar construir no futuro as BR’s 307 e 409, para retirar do isolamento os municípios de Santa Rosa do Purus, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

Além de buscar outras grandes obras de infraestrutura para nosso Estado, como a construção de portos, reforma dos aeródromos, construção de viadutos em Rio Branco, duplicação dos trechos urbanos, construção do contorno de Brasileia e Epitaciolândia. Creio que esses sonhos são possíveis de realizar, com muito trabalho e empenho. Portanto, não tenho pretensões políticas, pois creio que já tenho um legado muito grande pra buscar com essas obras, não posso perder o foco.

Sei que o futuro de nosso Estado e a mudança do modelo econômico passam necessariamente por essas obras de infraestrutura. Creio que posso dar uma contribuição muito maior à frente do DNIT, do que com cargos políticos. Nem sequer sou filiado a nenhum partido político. E, por fim, não poderia ser incoerente com minhas convicções, pois penso que um dos maiores problemas que nosso pais vive, que gerou uma crise política e institucional, é que os gestores ou representantes políticos possuem uma ganância tão grande que não se concentram na importância de seus cargos ou funções.

Por exemplo, o vereador mal se elege já fica pensando na eleição de deputado estadual, o estadual por sua vez, só pensando no de federal, os federais no Senado, e por aí vai. Daí vermos um monte de secretários estaduais se digladiando, pensando nas eleições do ano que vem. No mais, deixo tudo nas mãos de Deus. Ele me guiará pelos melhores caminhos, de forma que eu possa deixar uma boa contribuição para a sociedade, assim tenho orado, sonhado e buscado viver.

27 de mai. de 2017

As gravações que comprovam a fraude de R$ 2 bi na Funcef


Documentos e áudios obtidos por ISTOÉ revelam como diretores do fundo de pensão da Caixa, pressionados por dirigentes petistas, entre eles o ex-tesoureiro João Vaccari, aprovaram investimentos prejudiciais à instituição que beneficiaram aliados e a OAS, de Léo Pinheiro, implicada no Petrolão

UM NOVO ESQUEMA Carlos Caser, diretor-presidente da Funcef, ao lado de Léo Pinheiro, da OAS, e João Vaccari (à dir), ex-tesoureiro do PT: ação entre amigos

Operação greenfield
Segundo os procuradores, o núcleo político da organização criminosa influenciava os diretores dos fundos de pensão




Aguirre Talento - Aparelhados pelos partidos políticos durante a era petista, os fundos de pensão das estatais e empresas federais se tornaram alvo de uma megainvestigação da Procuradoria do Distrito Federal sobre desvios de recursos que lesaram os aposentados em R$ 8 bilhões. Trata-se da Operação Greenfield, que cumpriu, no último dia 5, um conjunto de 28 mandados de condução coercitiva, sete de prisões temporárias e 106 de buscas e apreensão. ISTOÉ obteve com exclusividade as gravações que fundamentaram a operação. Os áudios referem-se a reuniões de diretores da Funcef – órgão que administra a previdência complementar da Caixa e foi comandado por executivos indicados e ligados ao PT, acumulando um prejuízo de ao menos R$ 2 bilhões. O material explosivo revela a total negligência com os recursos dos aposentados e indica uma clara atuação de dirigentes da Funcef no sentido de honrar acertos políticos. Para a PF, há fortes indícios de que o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto, atualmente preso pela Lava Jato, esteja por trás das operações fraudulentas aprovadas pela cúpula da Funcef. As suspeitas também recaem sobre o ex-ministro da Casa Civil de Dilma, Jaques Wagner. Um dos beneficiários do esquema, segundo as investigações, foi o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, ligado ao PT, a Lula e a Jaques Wagner.
  
Segundo o Ministério Público, os R$ 400 milhões aplicados
pela Funcef na OAS viraram pó: passaram a valer R$ 117,5 mil

A postura observada nas reuniões é escandalosa: diretores dão o aval aos investimentos mesmo admitindo não terem lido todos os documentos, autorizam aportes sem saber de onde a Funcef vai tirar dinheiro e passam por cima de riscos considerados graves por executivos do órgão, como a existência de dívidas tributárias e trabalhistas de uma empresa que demandava recursos do fundo. Em comum, nos encontros de diretores da Funcef, há o fato de os presidentes do Fundo de Pensão dos servidores da Caixa, indicados pelo PT, sempre defenderem a liberação dos recursos, a despeito dos reiterados alertas feitos pelos seus diretores. São eles, em dois momentos administrativos distintos da Funcef: Guilherme Lacerda e Carlos Alberto Caser, ambos ligados ao PT. Os dois e outros cinco gestores do fundo foram presos temporariamente durante a Operação Greenfield. Depois de prestarem depoimento, deixaram a cadeia.



A PF destaca três reuniões como as mais emblemáticas para demonstrar a existência de negociações prejudiciais à Funcef, feitas única e exclusivamente para cumprir acordos políticos: a que selou aportes de R$ 400 milhões na OAS Empreendimentos, a que confirmou investimentos de R$ 1,2 bilhão em três anos na Invepar (braço da OAS na área de transportes) e a que ratificou a aplicação de R$ 17 milhões no FIP Enseada, a fim de reerguer a Gradiente. Naquele momento, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro pressionava a cúpula petista pelo aval aos negócios de seu interesse. Nas mensagens extraídas do celular do empreiteiro, há referências à atuação de Jaques Wagner e Vaccari na Funcef. Em julho de 2013, quando o caso estava sob discussão, Léo Pinheiro escreveu para o acionista da OAS Antônio Carlos Mata Pires: “Como foi na Funcef? O nosso JW [Jaques Wagner] me perguntou”. Ao que Pires respondeu: “Ótimo. Foi aprovado para contratação do avaliador, Deloitte. Agora, precisaremos de JW [Jaques Wagner] na aprovação final”. Em outra conversa pelo celular, Léo Pinheiro diz que pela Funcef estaria tudo certo, mas adverte César Mata Pires, dono da OAS, que poderia haver problemas na aprovação do negócio pela Caixa. Segundo a mensagem, Carlos Borges, diretor da Funcef, havia ligado para Pinheiro preocupado com a questão. Quem também telefonou para agendar um encontro foi João Vaccari. Ao fim, o investimento foi aprovado. “Não esqueça de me reservar uma vaga de officeboy nesse arranjo político. Afinal com a sua influência junto ao Galego e o Lula, vc é o CARA”, atesta Carlos Borges, da Funcef, em mensagem encaminhada a Léo Pinheiro em 2014.

Sinal verde à fraude

Para a PF, a pressão que precedeu a aprovação do negócio explica o conveniente “descuido” na hora de aprovar os investimentos que deram prejuízos à Funcef. A reunião da diretoria da Funcef para sacramentar o investimento na OAS Empreendimentos ocorreu em novembro de 2013. O aporte seria feito em duas parcelas de R$ 200 milhões. Os diretores não sabiam de que fonte orçamentária sairia o segundo aporte. Mesmo assim, deram o sinal verde para a operação. Isso gerou longos embates na reunião, que durou 1 hora e 23 minutos. Nas conversas, o então diretor de Planejamento e Controladoria da Funcef, Antônio Bráulio de Carvalho, faz uma autocrítica e alerta para o risco de faltar dinheiro para honrar os compromissos: “A gente não presta muita atenção na política de investimentos e não faz as discussões nos momentos que têm que ser feitos. Se eu aprovo R$ 200 milhões aqui pro ano que vem, se chegar outro investimento também que não está previsto… se chegar outro que não tá previsto, o que vou fazer? Nós estouramos a liquidez”. Um outro participante da reunião, não identificado, faz outra ressalva: “Vai ter que vencer isso, de onde sai o dinheiro. Não dá pra investir R$ 400 milhões, ou R$ 200 milhões, e falar ‘ah não sei de onde’”. No final da reunião, o diretor-presidente Carlos Alberto Caser, indicado pelo PT, rebate as críticas e sustenta que não deveriam deixar de aprovar o negócio só porque não estava previsto na política de investimentos. Para ele, a fonte dos recursos seria resolvida posteriormente. “Depois de termos gastado um ano de discussões, contratando uma consultoria que custou R$ 500 mil, foi cara pra dedéu. Negociamos blá blá blá blá blá blá. Agora [para quê] eu vou submeter isso (…) burocraticamente à política de investimentos, tendo um retorno bom?”, afirmou Caser. Ao fim, a Funcef aprovou o negócio. Segundo o Ministério Público Federal, os milhões investidos viraram pó: valiam apenas R$ 117,5 mil em dezembro de 2015.

Depois de analisar os depoimentos, o MP agora quer acesso às delações
premiadas da Lava Jato. A intenção é identificar o elo entre os esquemas


A vez dos fundos de pensão: No último dia 5, a PF apreendeu documentos em 106 escritórios

Gestão temerária
Outro investimento na OAS de R$ 1,2 bilhão, o chamado FIP Invepar, foi aprovado sem relatórios da análise jurídica e de conformidade – que avalia o cumprimento a determinadas regras. É o que revela o áudio da reunião ocorrida em 20/10/2008, com duração de 37 minutos. No encontro, o diretor de Planejamento e Controladoria, Antônio Bráulio, discorda da pressa na aprovação: “Em termos de coerência fica complicado. Como é que um diretor de conformidade e controle pode aprovar uma coisa sem ter analisado anteriormente?”. Coube mais uma vez a um diretor-presidente ligado ao PT, neste caso Guilherme Lacerda, intervir para garantir o negócio: “(…) Eu queria também fazer um apelo, é um apelo, é um esforço muito grande o investimento que a gente tá, pode dar errado (…) mas é um investimento que vinha pensado aqui muitas vezes, na perspectiva de ter uma valorização grande”.

O terceiro caso que chamou a atenção dos investigadores envolveu a aprovação do investimento de R$ 17 milhões no FIP Enseada, um fundo constituído para reerguer a antiga Gradiente, mergulhada em dívidas trabalhistas e tributárias. De novo os diretores resolveram passar por cima dos riscos que envolviam o negócio para agradar ao então presidente da empresa, Eugênio Staub, que havia declarado apoio a Lula na eleição. Logo ao apresentar o projeto, o diretor de investimentos Demósthenes Marques adverte: “A gente tá entrando em um negócio que é de nível de risco maior do que a grande maioria”. Bráulio, por sua vez, classifica de “preocupante” a possibilidade de as dívidas da empresa provocarem perdas à Funcef. A exemplo do episódio anterior, em que avalizou um negócio altamente temerário com o único objetivo de atender demandas políticas, o presidente Guilherme Lacerda banca o aporte. Atribui as advertências a “fofocas de jornal” e diz que o fato de o dono da Gradiente ter anunciado apoio ao Lula não pesaria em sua decisão. Pesou.

“Estou tranquilo em relação às posições que adotei na Funcef porque as informações que tinha à época levariam qualquer gestor a ter a mesma postura”, disse Lacerda por meio de seu advogado. Não é o que pensam os investigadores. Para eles, as negociações ocorriam “em conjunto com autoridades políticas que tinham clara ascendência sobre os diretores dos fundos de pensão”. Vaccari integraria o chamado núcleo político do esquema e, segundo a PF, “possivelmente concorreu” para que fosse aprovado o investimento na OAS “em detrimento do patrimônio da Funcef”. O próximo passo do procurador Anselmo Henrique é destrinchar ainda mais a relação desse núcleo político com os fundos de pensão. Nos últimos dias, foram analisados os depoimentos prestados no último dia 5. Agora, o MP quer acesso a delações da Lava Jato. Na última semana, empresas alvo da operação firmaram acordos com o MP para depositar valores em juízo e ficarem livres de medidas restritivas. A OAS devolveu R$ 240 milhões. Ainda é muito pouco perto do bilionário prejuízo amargado pelos aposentados da Caixa.

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

26 de mai. de 2017

Prefeita Marilete Vitorino empossa nova Secretária de Saúde



A prefeita de Tarauacá assinou na manhã de hoje, sexta-feira, o decreto de nomeação da enfermeira Meirivania Daniel como nova Secretária de Saúde de Tarauacá. A solenidade, que contou com a presença de diversos representantes da área de saúde e imprensa, aconteceu no prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

A enfermeira Meirivania Daniel substitui o ex-secretário Thiago Meireles, que pediu afastamento por motivo de ir ocupar outro cargo público. “Admiro o ex-secretário por sua capacidade, trabalho e dedicação e pelo pouco tempo que ficou fez um extraordinário trabalho à frente da Secretaria de Saúde", destacou a prefeita.

Em seu discurso de posse, Meirivania agradeceu a confiança nela depositada e afirmou seu compromisso com as necessidades da população Tarauacaense, principalmente das camadas mais carentes. Segundo ela, seu trabalho à frente da secretaria será marcado por seriedade, compromisso e respeito ao usuário. 

“Nosso desafio é melhorar a vida do povo e esse propósito acompanha o desejo de servir aos que mais necessitam”, disse a prefeita Marilete, explicando a escolha da nova secretária. O enfermeiro Warcron Neves também fez questão de enaltecer a escolha e  disse que a equipe fala a mesma língua e tem tudo para dá certo.

“Fico lisonjeada com o convite da prefeita e sei o tamanho da responsabilidade que assumo. Eu sei que não venho para solucionar todos os problemas, mas ajudar a resolver àqueles que estiverem ao nosso alcance. Espero contar com o apoio de todos sem exceção, desde a pessoa que limpa ao que ocupa o cargo mais alto”, salienta a nova secretária. 

Ainda...

PREFEITURA CONCLUI PRIMEIRA ETAPA PARA PAVIMENTAÇÃO DA RUA EPAMINONDAS JÁCOME


Mais uma importante obra da Prefeitura de Tarauacá chega à fase final de preparação do solo, com a chamada "imprimação". Por meio da Secretaria Municipal de Obras, a Administração do município concluiu nesta semana a primeira etapa do projeto de infra-estrutura da Rua Epaminondas Jácome  - centro.


“Os trabalhos foram realizados de dia e de noite e, felizmente, concluímos a preparação do solo nesta semana. Hoje está sendo feita a imprimação. O objetivo da administração municipal é garantir o acesso aos moradores de inverno a verão”, ressaltou o Secretário de Obras Yan Silva.

Já a situação da Rua Avelino Leal, até então, não pode receber melhorias por parte da prefeitura de Tarauacá, tendo em vista que todos os serviços de manutenção e reparo, bem como o asfaltamento, está sob responsabilidade do Programa "Ruas Do Povo", do governo do Estado.

PREFEITURA PREVÊ PAVIMENTAÇÃO DE 04 RUAS DO BAIRRO ESPERANÇA

Além da recuperação e pavimentação com tijolos que serão implementados através da “Operação Verão” com recursos próprios, a prefeitura de Tarauacá já se mobiliza para executar os serviços de pavimentação de 04 (quatro) Ruas do Bairro Esperança, por meio de convênio.

Nesta quinta feira, 25, O Secretário de Obras Yan Silva e o Secretário de Planejamento, Cícero Sampaio, reuniram-se com o Controlador Geral da prefeitura, Elivânio Maia para discutir o início das ações.

Os recursos a serem investimentos no Bairro Esperança são provenientes de um Convênio na ordem de 740.0350,000 (setecentos e cinqüenta mil setecentos e reais), celebrado entre Prefeitura de Tarauacá e o Ministério das Cidades.

Os serviços de pavimentação com tijolos serão executados pela empresa Martins e Ferraz, previstos para iniciar na segunda semana de Junho/17. Outros serviços de saneamento básico também serão implementados. 

Com a chegada do verão as Secretarias de Obras e Planejamento vêm trabalhando de forma incansável para atender as principais demandas. Nesse sentido, a prefeitura de Tarauacá não tem medido esforços para realizar melhorias de infraestrutura da cidade.

"Teremos novas Lava Jatos, maiores até do que a atual Lava Jato"


O procurador Helio Telho defendeu o acordo da PGR com a JBS.

Leia o que ele disse no Estadão:

Olhando de perto, a sensação é a de que o crime compensou. Os irmãos empresários que ficaram bilionários com obscuros empréstimos do BNDES e distribuição de propina para agentes políticos, a qual serviu como fermento para os negócios, no final, estão livres, leves e soltos, morando em uma das avenidas mais glamourosas de Nova York.

Mas, quando se abre o ângulo de visão, buscando enxergar mais longe, o quadro que se forma é bem outro.

O que tínhamos antes do acordo do procurador-geral da República com os donos da JBS/Friboi e o que temos hoje? Atualmente, temos uma situação em que o crime compensou para os colaboradores, mas não compensou para as centenas de pessoas, políticos, empresários, advogados e até um membro do MPF delatados. E antes, o que tínhamos? Uma situação de crimes múltiplos e continuados os quais sequer sabíamos de suas existências, em razão do pacto de silêncio que cria ambiente propício para que se alastrem, e que estava compensando para todos: corruptos e corruptores (...).

Quando apenas se olha para a família Batista na 5ª Avenida de Nova York, tem-se a impressão de que o acordo foi ruim para os brasileiros. Porém, quando se analisa o caso de uma maneira mais ampla, inclusive a longo prazo, pode-se enxergar que esse acordo tem potencial para elevar a um novo e bem mais alto patamar o combate às organizações criminosas que assaltam o estado brasileiro.

O instituto da colaboração premiada funciona dessa forma. Damos ao criminoso uma pena muito menor do que ele merece (ou até mesmo o isentamos de qualquer punição) e, em troca, ele nos dá condições de derrubarmos uma boa fatia do crime organizado. Pode não parecer justo, quando se olha só para o crime que o colaborador confessou, mas é efetivamente vantajoso para o combate ao crime que sangra os recursos dos brasileiros e os fazem sofrer, como estamos assistindo ao sofrimento dos cariocas e fluminenses.

Teremos novas Lavajatos a partir desse acordo, maiores até do que a atual Lavajato. Muitas das críticas ao acordo do MPF com os irmãos Batistas provêm de pessoas que antes se achavam intocáveis e agora estão em pânico, sentindo que estão cada vez mais próximas de serem alcançadas pelo braço longo da lei. Imagine quantos corruptos, nesse exato momento, não devem estar pensando ou conversando com seus advogados sobre as vantagens de se adiantarem e procurarem o Ministério Público Federal para contarem o que sabem, antes de serem delatados por comparsas, ou de o camburão da Polícia Federal os acordar ao nascer do sol. O recado está dado: quem chega primeiro, bebe água limpa.

Churrascaria protesta e deixa de comprar produtos da JBS


Faixa da churrascaria diz: “Em respeito ao Brasil, à sociedade e aos trabalhadores desse país informamos que não trabalhamos mais com produtos da JBS”

Churrascaria Devons de Curitiba retira produtos Friboi do cardápio (Reprodução/Facebook)


A churrascaria Denvos, uma das mais tradicionais de Curitiba (PR), estendeu ontem uma faixa do lado de fora do restaurante informando que não trabalha mais com produtos da JBS. A mesma informação foi publicada no perfil da churrascaria no Facebook.

“Em respeito ao Brasil, à sociedade e aos trabalhadores desse país informamos que a partir desta data não trabalhamos mais com produtos da linha JBS”, diz a faixa.

O proprietário da Denvos, Augusto Celestino Farfus dos Santos, de 63 anos, diz que a decisão é uma reação ao conteúdo das delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS.

“O que eles fizeram mostra uma falta de patriotismo, um cinismo e nós não queremos patrocinar o crime”, disse ele.

Santos afirma que os irmãos Batista “saquearam o país e agora estão rindo da cara de todo mundo”.

Para substituir os produtos da JBS, o empresário passou a comprar de outros fornecedores. “Para minha surpresa, vários fornecedores de ótima qualidade vieram me procurar. Consegui uma redução de custo de 15%.”

Trabalhando com churrasco à la carte, Santos diz que os clientes apoiaram sua decisão. “Só recebi elogios até agora.”

Ministério da Defesa retira ‘Medalha da Vitória’ dada a Genoíno e Valdemar Costa Neto. Antes tarde do que nunca…




O Ministério da Defesa resolveu retirar do 'Quadro da Medalha da Vitória' os ex-deputados José Genoíno Neto, e Valdemar Costa Neto.

A decisão foi assinada pelo ministro Raul Jungmann e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 25.

A Medalha da Vitória foi criada em 2004 para homenagear militares que tenham, entre outras ações, participado de conflitos na defesa dos interesses do país.

Lava Jato cumpre 2 mandados de prisão em investigação sobre investimento da Petrobras na África



 Pedro Fonseca - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira uma nova etapa da operação Lava Jato, desta vez para investigar aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benin, na África, com suspeita de pagamento de propinas a ex-gerente da área de negócios internacionais da estatal.

A PF informou, em comunicado, que foram expedidos pela Justiça dois mandados de prisão e três de condução coercitiva, além de oito mandados de busca e apreensão, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e também no Distrito Federal.

A operação, a 41ª fase da Lava Jato, recebeu o nome 'Poço Seco', em referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras em Benin, acrescentou a PF.

“O dinheiro bate no Estado do Acre e some”, dispara Eliane Sinhasique


“O dinheiro bate no Estado do Acre e some”, dispara Eliane Sinhasique

Ravenna Nogueira - A líder do PMDB na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputada Eliane Sinhasique questionou a quantidade de obras que não foram concluídas na gestão petista. Segundo ela, o Governo Federal manda o recurso e o Estado não executa.

“O povo do Acre sofre muito com a incompetência da gestão, com a incapacidade de começar e concluir uma obra. A administração petista teve 20 anos para fazer a BR 364 e não fez. A BR não precisa de manutenção, precisa ser reconstruída”.

A parlamentar cita ainda inúmeras obras paralisadas ou que estão com a entrega atrasada. “Há 8 anos fazem o Pronto Socorro de Rio Branco e não concluem. Além disso, temos o Hospital de Brasiléia, a Álcool verde, a Zona de Processamento de Exportação, o Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre, a Unidade de Pronto Atendimento de Cruzeiro do Sul, o centro administrativo e as 10 mil casas na Cidade do Povo”.

Com relação às casas, Sinhasique ressalta que com a CPI da Sehab, instalada na Aleac, pretende saber quanto de recurso federal veio para a construção de residências populares.

“Temos casas na Cidade do Povo e no Andirá por concluir. A gente vê a quantidade de recursos que vem e as obras não ficam prontas. Parece que o dinheiro bate no Estado e some”.

MPF/GO e PF deflagram operação De Volta aos Trilhos


Operação, que é desdobramento da Lava Jato e nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica, investiga crimes de lavagem de dinheiro decorrente do recebimento de propina nas obras da ferrovia Norte-Sul

Na manhã desta última quinta-feira (25) foi deflagrada, pelo Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) e pela Superintendência de Polícia Federal em Goiás (PF/GO), operação conjunta para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva em Goiás e no Mato Grosso. 

Os mandados foram solicitados pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/GO e concedidos pelo juiz substituto da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Leia a íntegra dos pedidos do MPF/GO, do aditamento e da decisão da Justiça Federal (Processo nº 12393-69.2017.4.01.3500).A operação, que é um desdobramento das investigações da operação Lava Jato e nova etapa das operações O Recebedor e Tabela Periódica, baseia-se em acordos de colaboração premiada assinados com o MPF/GO pelos executivos das construtoras Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, que confessaram o pagamento de propina ao então presidente da Valec, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, bem como em investigações da Polícia Federal em Goiás, que levaram à identificação e à localização de parte do patrimônio ilícito mantido oculto em nome de terceiros (laranjas).Os principais alvos da operação são José Francisco das Neves, seu filho Jader Ferreira das Neves e o advogado Leandro de Melo Ribeiro. Os dois primeiros são suspeitos de continuarem a lavar dinheiro oriundo de propina, mantendo oculto parte do patrimônio amealhado. 

O último é suspeito de ser laranja dos dois primeiros e de auxiliá-los na ocultação do patrimônio.A pedido do MPF/GO, o juiz substituto da 11a Vara Federal da Sessão Judiciária de Goiás determinou as prisões preventivas de Jader e de Leandro, além das conduções coercitivas de Juquinha, do advogado Mauro Césio Ribeiro (sócio e pai de Leandro), de Jeovano Barbosa Caetano e de Fábio Junio dos Santos Pereira, suspeitos de prestarem auxílio para a execução de atos de lavagem.As buscas e apreensões têm como alvo as casas dos investigados, a sede das empresas Pólis Construções e Noroeste Imóveis, que funcionariam no escritório de advocacia de Mauro Césio e Leandro Ribeiro, bem como a sede da Imobiliária Água Boa.Condenação – Juquinha e seu filho já foram condenados na Ação Penal nº 18.114-41.2013.4.01.3500 (operação Trem Pagador) respectivamente a dez e sete anos de reclusão, por formarem quadrilha e lavarem aproximadamente R$20 milhões provenientes da prática de crimes de cartel, fraudes em licitações, peculato e corrupção nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul, praticados por Juquinha quando presidiu a empresa pública Valec. 

Ambos aguardavam o julgamento de seus recursos em liberdade.Prisões – As prisões foram pedidas porque se apurou que os investigados, mesmo depois de condenados, continuam a cometer crimes de lavagem de dinheiro (estão em plena atividade criminosa), estão produzindo provas falsas no processo para ludibriar o juízo e assegurar impunidade, além de custearem parte de sua defesa técnica (advogados) com dinheiro de propina.Contudo, o pedido de prisão preventiva de Juquinha foi indeferido pelo juízo, que considerou não haver, no seu caso, provas suficientes de atualidade criminosa.Sequestro – Um dos principais objetivos da operação é o sequestro e apreensão dos seguintes bens, que estão sendo mantidos em nome de terceiros como forma de ocultar sua real propriedade e a origem dos recursos usados para a sua aquisição e que, segundo apurado, pertenceriam de fato a Juquinha e seu filho Jader:- Apartamento nº 2301, no edifício IT Flamboyant, no Jardim Goiás, em Goiânia/GO;- Apartamento nº 1403-B, em construção no Edifício Residencial Applause-New Home, no Setor Coimbra, em Goiânia;- 05 (cinco) casas populares, de números 05, 06, 07, 08 e 09, localizadas no Condomínio Residencial Pôr do Sol II, na cidade de Bela Vista/GO;- Aeronave King Air, prefixo PT-WFN;- Aeronave Neiva Seneca III, prefixo PT-VOV,;- Nota promissória emitida por FÁBIO JÚNIO SANTOS PEREIRA, no valor de R$750 mil;- As cotas do capital social de NOROESTE IMÓVEIS LTDA., bem como dos imóveis registrados em nome dela (loteamento Jardim Noroeste, com quase 300 lotes, em Água Boa/MT, e duas glebas de terra nos municípios de Breu Branco/PA e Goianésia do Pará/PA).

Estima-se que com esses bens tenham sido lavados pelo menos R$4,4 milhões provenientes de propina, em valores de 2012. Entretanto, somente após a avaliação desse patrimônio é que se chegará ao seu valor real.De Volta aos Trilhos – A expressão é popularmente usada para significar o retorno das coisas ao seu devido lugar, à normalidade. O nome da operação é uma alusão a um dos seus principais objetivos, que é o de trazer de volta parte dos recursos desviados da ferrovia Norte-Sul em forma de propina.Entrevista coletiva – Os responsáveis pela operação De Volta aos Trilhos concederão entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Goiás, às 13h30 de ontem (25).

25 de mai. de 2017

Aviação: Gladson Cameli cobra melhorias nos Aeroportos do Acre


O senador solicita melhorias para Rio Branco e Cruzeiro do Sul e busca providências para a instalação da alfândega para viabilizar voos para Pucallpa no Peru


O senador Gladson Cameli (PP-AC) na tarde desta quarta-feira,24, se reuniu com o presidente da Infraero, Antônio Claret de Oliveira, para tratar da infraestrutura dos aeroportos de Cruzeiro do Sul e Rio Branco. A viabilização do voo de Cruzeiro do Sul para Pucallpa também esteve na pauta. 

Cruzeiro do Sul

Para o senador Gladson, que é usuário assíduo dos aeroportos, em especial Rio Branco e Cruzeiro do Sul, é urgente que sejam feitas adequações para melhorar o atendimento da população acreana.  “O estado de conservação da pista de pouso do Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul está muito precário, a degradação já é visível e quando chove a água, o que é comum na região, a situação piora”, destacou o senador.

Durante a reunião, o parlamentar entregou, ao presidente da Infraero, ofício solicitando urgência e pedindo informações de quando serão iniciadas as obras no aeroporto, o prazo para finalizar e quais as ações previstas para sanar os problemas que colocam em risco os passageiros.

Rio Branco

A capital do estado do Acre tem agora um novo aeroporto, mais moderno, confortável e com capacidade de receber mais passageiros. Uma conquista para povo acreano que sofria há anos com as irregularidades e a falta de infraestrutura. Gladson Cameli, durante o seu encontro com o presidente da Infraero, parabenizou pelo trabalho e solicitou continuidade nas obras. “Tenho recebido muitas reclamações de pilotos e empresas de táxi aéreo sobre o pátio que os atende e também as pistas de pouso. Eles ressaltam que o estado está crítico. É preciso sanar esse problema”, informou Cameli.

Aprovada pela Infraero viabilização dos voos de Cruzeiro para Pucallpa

A Infraero aprovou os voos entre Cruzeiro do Sul, Acre, e Pucallpa, no Peru. Agora, para o transporte de passageiros falta a fiscalização da Receita Federal e da Polícia Federal. O senador Gladson Cameli já solicitou audiência com o responsável da Receita Federal, no ministério da Fazenda, para pedir providências na instalação de uma alfândega no aeroporto interacional de Cruzeiro do Sul. “Não estamos falando apenas de encurtar distâncias, mas de aumentar o intercâmbio cultural e comercial entre as regiões. Hoje quem mora em Cruzeiro e tem filhos fazendo faculdade em Pucallpa precisa fazer uma rota de quase 3 mil km, indo para Rio Branco, Puerto Maldonado, Cusco, Lima até chegar a Pucallpa, uma viagem que pode ser feita entre 227 km ou 45 minutos de voo, uma distância mais ou menos como Cruzeiro do Sul e Marechal Thaumaturgo”, reiterou o senador.

Loucura atinge ápice: manifestação a favor da Cracolândia


As pragas da insanidade correm soltas pelo país, mas é difícil imaginar algo mais estarrecedor do que “manifestantes”, ONGs e juristas pelo direito ao crack

Mundo dos zumbis: rede de proteção que prega permissividade total criou um território livre da lei (Paulo Whitaker/Reuters)

Vilma Gryzinski  - Quem anda de metrô, tem conta em banco e assina serviços de internet costuma ser chamado de usuário. Sem saber, todas estas pessoas estão na companhia dos infelizes e perigosos viciados em crack que transformaram um pedaço de São Paulo numa sucursal do inferno.

Existem viciados em praticamente todos os lugares do Brasil, mas só em São Paulo existe uma rede de proteção ao vício, ao tráfico e ao crime. Por isso, a Cracolândia se transformou em território livre de viciados, traficantes e criminosos.

Qualquer iniciativa tomada para acabar com este escândalo a céu aberto é imediatamente contestada por especialistas preocupados com tudo, menos com os cidadãos infernizados por esta aberração.

Consideram que os viciados são doentes – como se estivessem indo ao trabalho ou à escola e tivessem sido picados por algum dos pernilongos assassinos que pululam no nosso meio-ambiente. Mas não doentes comuns, daqueles amontoados nos serviços públicos de saúdes.

Segundo estes especialistas, cada um dos viciados, ou “usuários”, teria que ser acompanhado dia e noite por uma equipe multidisciplinar. Psicólogos, psiquiatras, médicos especialistas em todas as inúmeras enfermidades que adquirem através de seu estilo arriscado de vida.

Terapeutas, talvez acupunturistas e massagistas. Também arquitetos que desenhariam as moradias bem planejadas onde ficariam abrigados, com banheiras de hidromassagem para relaxar as tensões.

DROGAS RECREATIVAS

Pelo menos, advogados, juristas e promotores eles já têm. Encostou na Cracolândia e o mundo vem abaixo com um vigor não encontrado em todas as outras inúmeras áreas onde falta praticamente de tudo à população, em especial aos mais pobres.

A última novidade foi uma manifestação a favor da Cracolândia. Repetindo: a favor da Cracolândia. Não era muito grande, mas teve repercussão e cobertura enormes. Só saiu um pouco do noticiário porque um outro pessoal da mesma estirpe estava tocando fogo em ministérios em Brasilia.

Marchas pela legalização da maconha são comuns – e redundantes, consideram-se que na prática seu uso é livre. Em geral, jovens de classe média usam drogas recreativas que só causam impacto forte na saúde mental em quem tem predisposição a determinados distúrbios ou for um idiota total.

Marcha pela Cracolândia é uma aberração tão distorcida que até os jornais estrangeiros loucos por um “progressismo” ficaram um pouco fora dessa. A BBC registrou a intervenção e os “críticos” que dizem que ela “vai meramente empurrar o problema para outras partes da cidade”.

VERTIGEM NACIONAL

O que foi feito na Cracolândia em São Paulo pode ser discutido e contestado até o fim dos tempos. Mas é impossível não ver a motivação política por trás das reações desequilibradas que provocou.

O titular da prefeitura, evidentemente, tem seus interesses e entende muito bem o repúdio universal ao espetáculo grotesco da Cracolândia. No universo das pessoas comuns, evidentemente.

Os que condenam a ação têm pavor da popularidade gerada por iniciativas como a que tomou. Inclusive entre os que são, nominalmente, correligionários. Na vertigem nacional em que o país está mergulhado, qualquer índice de popularidade pode acabar no Planalto.

O crack destrói cidadãos principalmente das camadas mais pobres. Quem já viu uma pessoa normal se transformar em zumbi, de olhos e alma capturados pelo vício, sabe o que acontece. Família, trabalho, moradia, amigos, dentes, roupas e, por fim, sapatos, tudo é tragado.

“Usuários” passam a exalar um cheiro terrível.Traficam, roubam, assaltam, se prostituem, engravidam e dão à luz crianças devastadas pelo vício.  O olhar humilde de quem pede um dinheirinho para o “ônibus” se transforma em ameaçador, movido fissura incontrolável pela pedra maldita.

De que outra forma quem não trabalha pode sustentar um vício avassalador? Muitos alternam períodos de remissão, quando se afastam do vício e conseguem trabalhar. Devem receber todo o apoio. Daí vem a recidiva. De ciclo em ciclo, chegam ao fundo, quando perdem o principal: o poder de tomar decisões.

MUDANÇA DE TURNO

Proteger os mais desprotegidos é uma obrigação das sociedades civilizadas. Ter compaixão e oferecer ajuda aos viciados é um dever moral. Que não pode ser confundido com um laissez-faire ideologizado, com permissividade incondicional e paralisante.

Mas quem está preocupado com moradores, transeuntes, donos de pequenos comércios, todos infernizados pelo território livre de viciados e traficantes? Com os trabalhadores humildes assaltados por um celular que vai virar pedra?

Quem já olhou pelas janelas dos prédios onde as castas superiores trabalham e viu faxineiras sairem em grupo, na hora da mudança de turno, agarrando as bolsas, tentando se proteger mutuamente dos “nóias” ?

Muitas dessas mulheres demonstram bondade com os viciados que, em seus bairros, “não fazem mal a ninguém”, exceto pelo tráfico entre si. Têm medo muito maior de que seus filhos sejam “levados” para o mundo dos zumbis.

POLTRONA MOLE

Do alto de seu saber jurídico, os membros das castas não levantam sequer um dedinho humanitário para fazer algo contra o fluxo constante e inalterado de cocaína transformada em crack diante de seus próprios olhos. Quando se dão ao trabalho de olhar, claro.

Em suas ONGs moderninhas, advogados brilhantes e ascendentes são pagos para defender com argumentos bem escritos, que aprenderam nas melhores faculdades, a legalização das drogas.

Convivem com seu benfeitores ricos, aprendem a tomar vinhos cada vez melhores, andam de bicicletas cheias de maiúsculas. Quando realizam o sonho de comprar uma poltrona Mole, objeto de desejo a um nível quase tão absoluto quanto as pedras de crack para os viciados, foram totalmente cooptados. Moralmente, estão mais moles do que a poltrona.

E, ainda por cima, todos se acham paladinos da justiça.

Major Rocha disponibiliza emenda de R$ 300.000,00 para compra de caminhão


Segundo ele, não se menospreza escoamento de produção agrícola


Preocupado com o descaso que a população rural vem sofrendo há anos, o Deputado Federal Major Rocha disponibilizou  R$ 300.000,00 para a compra de um caminhão para escoamento da produção agrícola.

Uma boa notícia para o pequeno agricultor que sofre as agruras de um descaso implícito com quem põem alimento na mesa do homem urbano.

Onde estão as pedras que iriam ser colocadas nos ramais?