26 de fev. de 2019

Ação da BR Distribuidora pode subir mais 61% em cenário de "céu de brigadeiro", diz Morgan Stanley


As ações da companhia têm se valorizado nos últimos meses por conta das expectativas de privatização                                                                                                                Reuters


A expectativa de privatização da BR Distribuidora (BRDT3), braço de distribuição de combustível da Petrobras, tem contribuído para um momento positivo para as ações da companhia. Nos últimos seis meses as ações subiram 40%, apresentando um desempenho bem superior ao de seus concorrentes, como no caso da Ultrapar (UGPA3), que subiram 25% no mesmo período. 

Em relatório, o Morgan Stanley afirma que apesar dos ativos já estarem em parte precificados, um cenário de "céu de brigadeiro" pode conferir ainda mais potencial de alta às ações da companhia, podendo alcançar os R$ 39,50 - upside de 61%. "Acreditamos que um operador privado possa acelerar as iniciativas da companhia para ganhar participação de mercado, assim como aumentar as margens e o corte de gastos nos próximos três anos", destacaram os analistas Bruno Montanari e Guilherme Levy. 

Neste contexto ideal que, segundo eles, inclui a privatização da companhia e uma melhora do cenário de distribuição de combustíveis no Brasil, o aumento seria de R$ 9 por ação. A equipe de análise estima que a privatização sozinha adicionaria R$ 7 por ação em um cenário base, levando o papel para os R$ 33,00 - um potencial de valorização de 34%. Além disso, tal contexto contribuiria para uma redução no custo de capital da companhia, possibilitando um negócio mais eficiente e rentável e levando a um aumento de R$ 4,50 por ação. 

Embora estejam otimistas com a companhia, os analistas destacam que as incertezas no setor de combustíveis e um ambiente competitivo difícil podem atrasar o processo. Ademais, caso a privatização da companhia não se concretize, é bem provável uma queda das ações, ou um 'downside'. "Apesar disso, nossas estimativas apontam para um fluxo de caixa muito saudável, que permite uma distribuição de dividendos atrativa (vemos 6,4% de dividend yield em 2019)", escrevem.

Desta forma, Montanari e Levy optaram por elevar o preço-alvo de R$ 23 para R$ 26 (upside de 4,50% em relação ao fechamento do dia 22), mas por manter a recomendação "neutra".

No setor, a favorita dos analistas é Ultrapar (UGPA3). "Atualmente vemos uma posição mais atrativa em UGPA3 por conta da diferença de valorização e da melhora recente de execução para expandir margens após a greve dos caminhoneiros", escrevem.

25 de fev. de 2019

Mais de 160 militares abandonaram Maduro e desertaram para Brasil e Colômbia


Vice-presidente dos EUA, Mike Pence disse que militares que apoiarem Maduro serão responsabilizados e tendência é que a taxa de abandono cresça após declarações; maioria desertou pela fronteira com a Colômbia

Militares leais a Maduro têm travado confrontos com manifestantes em fronteiras da Venezuela

Em meio ao fechamento de fronteiras para impedir a ajuda humanitária na Venezuela, o Nicolás Maduro vai perdendo força. Até o começo desta segunda-feira (25), mais de 160 militares abandonaram o presidente e desertaram pelas fronteiras do país bolivariano com a Colômbia e o Brasil. A tendência é que o número aumente, sobretudo após declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que afirmou que os apoiadores de Maduro serão responsabilizados.

De acordo com o governo de Roraima, apenas seis militares da Guarda Nacional Bolivariana deixaram seus postos e fugiram para o estado Brasileiro. A maioria, pelo menos 156, fizeram o mesmo pela fronteira venezuelana com a Colômbia, nas cidades de Norte Santander e Arauca. Em suas defesas, os guardas dizem que não concordam com as medidas de Nicolás Maduro em recusar ajuda humanitária no país.

A Venezuela vive um momento crítico, com a população não conseguindo produtos básicos de sobrevivência, como alimentos, medicamentos e itens de higiene pessoal. Diante da situação e em oposição a Maduro, países vizinhos, como Colômbia e Brasil, pretendiam enviar caminhões com mantimentos, o que motivou o fechamento da fronteira pelo governo venezuelano.

Leia também: Prefeito foge da Venezuela pela mata e denuncia 25 mortes

A ajuda humanitária foi um pedido de Juan Guaidó , líder do parlamento venezuelano e autodeclarado presidente da Venezuela. O principal opositor de Maduro tem o apoio de outros presidentes, como Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonato (Brasil).

Com os apoios, a tendência é que mais militares abandonem a Guarda Nacional Bolivariana e peçam exílio no Brasil e na Colômbia. Em discurso nesta segunda-feira (25), o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse que os guardas qe se manterem ao lado de Maduro nesse momento serão responsabilizados pelos problemas no país. Além disso, o líder garantiu a anistia aos militares que desertarem.

O último sábado foi marcado por uma situação muito tensa nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e a Colômbia. O regime de Maduro bloqueou as entradas do país, impedindo a passagem da ajuda humanitária. Manifestantes tentaram possibilitar a entrada das doações e entraram em confronto com as Forças Armadas da Venezuela, principalmente após dois caminhões serem incendiados depois de saírem da Colômbia.

O presidente Nicolás Maduro é contrário à entrada de ajuda humanitária na Venezuela. Ele acredita que isso pode abrir as portas para uma intervenção externa — principalmente dos Estados Unidos — na política venezuelana. Maduro usa militares e paramilitares chavistas para impedir essa entrada.

Após articulação de Gladson, avião é doado ao governo do Acre



O governador Gladson Cameli confirmou na tarde desta segunda-feira, dia 25, que o Governo do Acre terá, agora, um avião próprio para o transporte de pacientes e também cumprimento de agendas executivas do governo. A aeronave foi doada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo Cameli, o avião ainda será formalmente transferido ao Estado do Acre, mas a previsão é que ele já comece a ser operado em março, tão logo a aeronave possa estar em solo acreano. “Esse avião vai ajudar principalmente os pacientes do TFD, que precisam vir para Rio Branco”, pontua.

Na ONU, Damares pede esforço conjunto contra violações na Venezuela


Letycia Bond - Ao participar da 40ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, apelou hoje (25), em Genebra, que para que a comunidade internacional congregue esforços para pacificar a crise política pela qual passa a Venezuela.

"Não poderia deixar de expressar a preocupação do governo brasileiro com as persistentes e sérias violações de direitos humanos cometidas pelo regime ilegítimo – repito, regime ilegítimo – de Nicolás Maduro”, disse.

A ministra acrescentou que o governo brasileiro está comprometido com as políticas de defesa dos direitos humanos, a democracia e o pleno funcionamento do estado de direito.

“O Brasil uniu-se aos esforços do presidente encarregado, Juan Guaidó, não para intervir, mas para prover imediata ajuda humanitária ao povo venezuelano. O Brasil apela à comunidade internacional à somar-se aos esforços de liberação internacional da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo o fim da violência das forças do regime contra sua própria população."

Direito à vida
Segundo Damares, o governo federal irá reguardar o direito à vida. "Defenderemos tenazmente o pleno exercício por todos do direito à vida, desde a concepção, e à segurança da pessoa."

"Quero assegurar a todos o compromisso inabalável do governo brasileiro com os mais altos padrões de direitos humanos, com a defesa da democracia e com o pleno funcionamento do Estado de Direito", enfatizou.

Feminicídio
A ministra ressaltou que um dos principais focos da sua gestão será o enfrentamento à violência contra a mulher. "Não pouparemos esforços no enfrentamento da discriminação e da violência contra as mulheres, sobretudo o feminicídio e o assédio sexual."

"Vamos alcançar, portanto, mulheres, muitas vezes invisíveis, que integram povos e comunidades tradicionais, como as mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras artesanais, as quebradeiras de coco, as ribeirinhas, as ciganas, entre outras."

Demarcação de terras
Outra questão abordada pela ministra foi a mudança no processo de demarcação de terras indígenas, que avaliou como "especialmente positiva", garantindo que "em nada afetará o direito constitucional dos povos indígenas".

A nova dinâmica vigora desde o dia 1º de janeiro, data de edição da medida provisória que transferiu para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a função.

Agenda
De acordo com a assessoria do ministério, além das atividades do conselho, compõem a agenda de Damares Alves encontros com a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi.

Também há reuniões com a ministra federal dos Direitos Humanos do Paquistão, Shireen Mazari, o secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, a imprensa e representantes de organizações da sociedade civil.

O Brasil completa seu quarto mandato como membro do conselho.

Conflitos deixam 25 mortos, afirma prefeito venezuelano


Informação foi repassada pelo prefeito de Gran Sabana, Emilio González, em coletiva de imprensa realizada na cidade de Pacaraima

Prefeito de Gran Sabana, Emilio González, atravessou a fronteira para denunciar mortes ocorridas na Venezuela (Foto: Reprodução)

Paola Carvalho - A cidade de Santa Elena de Uairén, na divisa com Pacaraima, pode ter sido palco de uma chacina no fim de semana, conforme denunciou à imprensa o prefeito de Gran Sabana, Emilio González. De acordo com ele, que atravessou a fronteira para o município brasileiro por uma trilha clandestina, pelo menos 25 pessoas foram mortas e outras 84 ficaram feridas devido aos conflitos na região. González afirmou ainda estar sofrendo ameaças de morte.

As informações foram repassadas em coletiva de imprensa na tarde de ontem, 24, no marco onde ficam as bandeiras do Brasil e da Venezuela, em Pacaraima. González, opositor ao regime de Nicolás Maduro, ressaltou a importância da ajuda internacional.

"É verdade, estamos passando por um momento difícil. Precisamos de ajuda", relatou. Vale ressaltar que com o fechamento da fronteira terrestre, o prefeito precisou fazer uma travessia clandestina até chegar a Pacaraima. Apesar do clima de tensão, Emilio González afirmou que estaria de volta para Santa Elena de Uairén no início da tarde de hoje, 25, "para transmitir paz e tranquilidade para meu município".

Confrontos começaram quando caminhões com doações foram impedidos de cruzar a fronteira (Foto: Priscilla Torres/Folha BV)

De acordo com testemunhas que estão na cidade, o clima é de terror. Moradores com medo têm se trancado em casa e relatam desligamento de energia e, consequentemente, falta de acesso à Internet. Ainda assim, muitos se arriscam para gravar os conflitos das janelas de suas casas para informar à comunidade internacional o que está acontecendo.

Denarium decreta estado de calamidade pública na Saúde

Previsão é que o documento seja publicado nesta segunda-feira, 25, no Diário Oficial do Estado (Foto: Diane Sampaio/Folha BV)

O governador Antonio Denarium (PSL) assinou ontem, 24, um decreto de calamidade pública na Saúde. A medida foi motivada pelo agravamento dos conflitos na fronteira do Brasil com a Venezuela e o aumento da demanda, com os atendimentos de venezuelanos feridos nas unidades de saúde de Pacaraima e de Boa Vista, que já estavam em situação crítica.

A previsão é que o documento seja publicado nesta segunda-feira, 25, no Diário Oficial do Estado (DOERR). A expectativa é que com isso o Poder Executivo tenha mais facilidades para fazer compras emergenciais de medicamentos e de materiais médico-hospitalares, a fim de atender à população local e aos imigrantes.

“Já estávamos com situação crítica no setor da saúde em Roraima. A partir dos conflitos na Venezuela, esse problema se agravou. Entraram aqui para atendimento no HGR, nos últimos dois dias, dezenas de venezuelanos feridos por armas de fogo e quase todos precisaram de cirurgia”, afirmou o governador.

De acordo com o vice-governador, Frutuoso Lins, nas últimas 36 horas, 18 pacientes venezuelanos em estado grave foram atendidos no Hospital Geral. Destes, 13 precisaram passar por procedimento cirúrgico, sobrecarregando as Unidades de Terapia Intensiva (UTIS), o setor do Trauma e também a ocupação de leitos. Ele também informou que o Poder Executivo estuda a possibilidade de contratação de leitos hospitalares privados, caso haja necessidade.

Outro ponto levantado pelo governador é a busca de apoio do governo federal para enfrentar a crise na fronteira. A expectativa é que se adquira material médico-hospitalar diretamente de Brasília até que o processo de compras seja normalizado.

Sobre o apoio já existente, Denarium ressaltou que o Exército Brasileiro encaminhou 7 ambulâncias e que 12 veículos estão disponíveis, sendo 5 em “sobreaviso”, preparados para transportar pacientes. Além disso, o secretário de Saúde reforçou a equipe de médicos e enfermeiros no HGR e no hospital de Pacaraima.

ATENDIMENTO – Conforme a Secretaria de Saúde (Sesau), o Hospital Geral de Roraima (HGR) e o Hospital Délio Tupinambá, em Pacaraima, receberam mais de 20 venezuelanos feridos durante o fim de semana. Na sexta-feira, 22, o HGR recebeu os primeiros pacientes da Venezuela, vítimas de conflito em uma comunidade indígena a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. Em Pacaraima, no Hospital Délio Tupinambá, foram atendidos dois pacientes no mesmo dia. Eles estavam com escoriações e foram liberados.

No sábado, Omar Fernando Casique Ortega, 59 anos; Chei Alexis Fernandez Suarez, 40; Anderson Francisco Rojas Casado, 19; Carlos Jose da Silva Salazar, 27; e Luis Jose da Silva Salazar, de 27, deram entrada no HGR no início da noite, sendo que quatro deles precisaram passar por cirurgia.

Por volta das 22h de sábado, outros quatro pacientes venezuelanos, vítimas dos conflitos na Venezuela, deram entrada no HGR. São eles: Carlos Adrian Herrera Bedoya, 16 anos; Carlos Eduardo Farias, 45; Yitzy Josefina Arrieta Aular, 35; e Jorge Javier Gonzalez Parra, 40.

Com Gladson Cameli e a ministra Tereza Cristina produtores marcam início da colheita da soja no Acre


Durante evento, empresário confirmou mega plantação de 1,5 mil hectares de soja e milho para este ano
Comitiva observa plantio de soja no km 16, da BR-364, junto da ministra Tereza Cristina, e do governador Gladson Cameli (Foto: Odair Leal/Secom)

Wesley Moraes O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, abriram a colheita da soja, no Acre, em 2019. Para o gestor, o início da safra marca uma nova era na economia acreana.

“Sabemos que este é um grande desafio, mas quero reafirmar que o Acre está aberto para o desenvolvimento, nosso estado possui terras férteis e de excelente qualidade. Junto com a ministra da Agricultura, vamos ter uma intensa agenda para fazer tudo que for possível para tornar o Acre competitivo com os demais estados”, ressaltou.

Tendo o agronegócio como um dos principais propulsores da atual administração, o governador assegurou ainda que o homem do campo terá o suporte necessário para produzir sem nenhum entrave burocrático.

Cameli já sinalizou a flexibilização da legislação ambiental estadual e a segurança jurídica para que o agricultor consiga produzir em larga escala. Gladson Cameli quer transformar o Acre em um grande celeiro de alimentos para o Brasil. Visionário, o gestor acena para o agronegócio como a salvação econômica do Estado por meio da geração de postos de trabalho e renda.

A ministra da Agricultura elogiou a nova postura econômica adotada por Gladson Cameli. Segundo Tereza Cristina, o país tem forte inclinação para a produção rural e o Acre, a partir de agora, entra no cenário nacional como uma nova fronteira agrícola em potencial.

“O governador Gladson Cameli quer trazer prosperidade e gerar emprego e renda para o Acre. Fico muito feliz em ver esta iniciativa dele privilegiando o agronegócio. O Brasil tem uma vocação para o agronegócio e o que nós precisamos é ter uma produção organizada e uma convivência entre as cadeias produtivas”, pontuou Tereza Cristina.

Prioridade em sua gestão, Gladson não tem medido esforços para conhecer as melhores experiências do país na área do agronegócio para serem implantadas no Acre.

Durante visita ao estado de Rondônia, em janeiro, o governador reafirmou que o Acre está aberto para o desenvolvimento. Segundo Cameli, oito grandes grupos empresariais ligados ao agronegócio já demonstraram interesse em se instalarem no estado.

Além do governador Gladson Cameli e da ministra Tereza Cristina, a solenidade foi prestigiada pelo secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Paulo Wadt, pelos senadores Sérgio Petecão e Mailza Gomes, pelos deputados federais Alan Rick, Jéssica Sales, Jesus Sérgio e Mara Rocha e demais autoridades.

24 de fev. de 2019

Desertores das Forças Armadas da Venezuela chegam a 60 na Colômbia


O processo de deserção começou ontem quando quatro membros da Guarda Nacional Bolivariana solicitaram a proteção das autoridades colombianas
                    Por EFE
Deserção: até agora, mais de 60 guardas se renderam (Ricardo Moraes/Reuters)

Cúcuta - O número de membros das Forças Armadas da Venezuela que desertaram e buscaram refúgio na Colômbia subiu neste sábado (23) para mais de 60, confirmou o chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo.

“No dia de hoje chegaram desarmados a território colombiano mais de 60 militares, vários deles oficiais, que solicitaram refúgio na Colômbia, demonstrando a perda de confiança no regime usurpador de Maduro”, disse Trujillo em Cúcuta durante uma coletiva de imprensa.

“As deserções aconteceram nos departamentos de Norte de Santander e Arauca durante o dia de hoje”, explicou Trujillo.

Somente em Norte de Santander foram 53 os membros das Forças Armadas venezuelanas que desertaram, entre os quais se encontram membros da Guarda Nacional, da Marinha, da Polícia Nacional Bolivariana e das Forças Especiais.

Em Arauca, a Migración Colombia – agência alfandegária – esclareceu que recebeu “oito membros da Guarda Nacional, da Marinha e do Exército”.

O diretor da Migración Colombia, Christian Krüger Sarmiento, explicou o processo que os militares desertores seguiram para solicitar proteção das autoridades colombianas.

“O procedimento é se aproximar das autoridades migratórias e nós lhes damos um salvo-conduto”, declarou Trujillo.

O processo de deserção começou por volta das 8h (horário local, 11h em Brasília) de ontem quando quatro membros da Guarda Nacional Bolivariana solicitaram a proteção das autoridades colombianas na cidade de Cúcuta.

23 de fev. de 2019

3 militares venezuelanos acabam de desertar na fronteira com a Colômbia



Três soldados das FANB (Força Armada Nacional Bolivariana) acabaram de Desertar e o primeiro foi recebido por Militares Colombianos na Fronteira.

Índios fazem militares venezuelanos reféns em confronto na fronteira


São dois soldados, dois tenentes-coronéis e um general que estão sob domínio de uma tribo
Matheus Schuch - Os índios pemones, que entraram em confronto com o Exército da Venezuela, perto da fronteira com o Brasil, fizeram militares reféns nesta sexta-feira (22). O anúncio foi feito por Marcel Pérez, um dos indígenas envolvidos em protestos a favor da entrada de ajuda humanitária, na comunidade de Kumarakapay. Fontes militares do Brasil consultadas por GaúchaZH confirmaram a informação.

Segundo Pérez, o sequestro foi uma forma de pressionar o Exército de Nicolás Maduro a “parar com as agressões contra os venezuelanos”. Ele evitou afirmar que os reféns poderão ser utilizados como moeda de troca para a passagem de caminhões com ajuda estrangeira.

— Estamos com dois soldados, dois tenentes-coronéis e um general. Esta violência tem que parar. Não aguentamos mais — afirmou.

Pérez deu a declaração após ser atendido em um hospital de Pacaraima. Ele foi atingido por golpes no rosto e em outras partes do corpo. Por estar ferido, teve a passagem autorizada por militares venezuelanos na fronteira com o Brasil.

Ainda segundo o venezuelano, uma indígena foi morta e ao menos 14 pessoas ficaram feridas no confronto com o Exército. A ONG Kapé Kapé confirma dois mortos. 

— Nós estávamos fazendo um protesto pacífico, eles chegaram com tanques, fuzis, baionetas e partiram para a agressão — relatou.

O enfrentamento ocorreu no início da manhã. As vítimas com ferimentos graves foram encaminhadas a um hospital de Boa Vista, capital de Roraima. Neste sábado (23), os índios pemones prometem reforçar a mobilização do lado venezuelano para pressionar o Exército a aceitar a passagem de caminhões com ajuda humanitária. Os veículos devem chegar a Pacaraima pela manhã ou ainda de madrugada.

22 de fev. de 2019

Militares chavistas atiram em civis que resistiam a bloqueio na fronteira


Deputado venezuelano publica foto de um homem com ferimento causado por arma de fogo durante conflito na fronteira com o Brasil
© @AngelMedinaD/Twitter Deputado venezuelano publica foto de um homem com ferimento causado por arma de fogo durante conflito na fronteira com o Brasil
MSN- Militares leais ao governo de Nicolás Maduro atiraram contra um grupo de civis que tentava impedir o fechamento de parte da fronteira da Venezuela com o Brasil para a entrega de ajuda humanitária, deixando ao menos duas pessoas mortas e várias feridas, de acordo com deputados da oposição e ativistas.

O conflito aconteceu no vilarejo indígena de Kumarakapai, na região de Gran Sabana, na fronteira com o Estado de Roraima, por volta das 6h manhã do horário local (7h em Brasília) desta sexta-feira, 22. A cidade fica a cerca de 70 km de Santa Elena de Uairén, na divisa com o Brasil.

Os mortos são Zorayda Rodriguez, de 42 anos, e Rolando García, segundo o deputado da Assembleia Nacional Américo De Grazia. Outras 14 pessoas ficaram feridas pelos disparos, algumas em estado grave.

De acordo com De Grazia, Rolando García foi transferido para o hospital de Pacaraima, mas não sobreviveu.

Os venezuelanos com ferimentos nos membros inferiores foram transferidos para o Hospital Rosario Vera Zurita, na cidade de Santa Elena de Uairén. Já os com ferimentos em membros superiores foram enviados para o Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista.

Segundo o deputado venezuelano Angel Medina Devis, os hospitais no país não possuem medicamentos e equipamentos adequados para tratá-los.

O bloqueio na fronteira em Pacaraima foi temporariamente suspenso para a passagem de duas ambulâncias que transportavam os feridos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Roraima, os feridos transportados ao Brasil saíram da Venezuela por volta das 11h do horário de Brasília e devem chegar a Boa Vista em breve.
Clavel Rangel J.
@ClavelRangel
 · 5h
Respondendo a @ClavelRangel
#22Feb 8:14 am Concejal indígena, Jorge Pérez, 
precisa que los heridos de bala en municipio
 #GranSabana son 13. 
El ataque de la Fanb se produjo a las 6 am, 
cuando la seguridad indígena pemón intentó detener 
el paso de militares hacia el municipio fronterizo. 
#AyudaHumanitaria
Clavel Rangel J.
@ClavelRangel
#22Feb 8:24 am En #Kumarakapay, #GranSabana 
comunidad indígena está indignada por la acción de la GNB. 
Tienen retenido a un efectivo de apellido Montoya
 #AyudaHumanitaria pic.twitter.com/SvG86TRp1H

O confronto
De acordo com o jornal americano The Washington Post, tudo começou quando um comboio militar se aproximou do vilarejo, que fica em uma das principais estradas que ligam a Venezuela ao Brasil.

Alguns moradores se posicionaram em frente aos veículos dos soldados, para impedir sua passagem, e foram atingidos por tiros.

Após o confronto, ao menos 30 moradores saíram às ruas e sequestraram três soldados venezuelanos. Segundo Tamara Suju, advogada e defensora dos direitos humanos, eles só serão liberados pelos indígenas caso o ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, vá buscá-los pessoalmente. 

Os responsáveis pelo ataque aos civis, segundo dirigentes da oposição, são agentes da Guarda Nacional Bolivariana e da Força Armada Nacional Bolivariana.

Os ativistas pertenciam à tribo indígena Pemones, que se uniu ao esforço da oposição para levar as doações do Brasil, Estados Unidos e outras nações aos venezuelanos.

A mulher que morreu é uma vendedora de empanadas que estava na área onde ocorreu o enfrentamento, a comunidade de Kumaracupay, enquanto os feridos são todos homens.

Apenas três deles, e devido à gravidade do seu estado, foram transferidos imediatamente a um centro de saúde, pois, segundo De Grazia, não havia gasolina nem ambulâncias para transferir os demais de imediato. A ajuda chegou algum tempo depois e transportou mais algumas pessoas para receber cuidados no Brasil.
© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Uma ambulância carregando pessoas que foram feridas durante os confrontos é assistida no lado venezuelano da fronteira com o Brasil- 22/02/2019

Na entrada da comunidade de Kumaracapai há uma placa com a inscrição “Guaidó presidente”. “Nunca apoiamos ou apoiaremos a ditadura”, disseram os índios a repórteres no local.


Bloqueio da fronteira
Na quinta-feira 21, o governo chavista de Maduro ordenou o bloqueio da fronteira com o Brasil por período indeterminado. O espaço aéreo entre os países também foi suspenso, por determinação do Instituto Nacional de Aeronáutica Civil.

O presidente venezuelano quer impedir que os venezuelanos entrem no Brasil para buscar a ajuda humanitária doada pelo governo brasileiro. 

Maduro afirma que as ajudas são um “presente podre” que carrega o “veneno da humilhação”, apesar de reconhecer as dificuldades que a Venezuela atravessa. O chavista também já disse que não permitirá a entrada das doações, pois são uma tentativa de “invasão estrangeira”.

Além, do Brasil, Colômbia e Estados Unidos se mobilizam para enviar ajuda humanitária aos venezuelanos. Canadá e União Europeia (UE) também anunciaram doações em dinheiro, destinadas principalmente aos refugiados do país.

A situação econômica desastrosa da Venezuela é considerado pela ONU a mais maciça da história recente da América Latina. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas está asfixiado por uma profunda crise e pela hiperinflação, além de ser alvo de sanções financeiras dos Estados Unidos.

Depoimentos dos italianos que viveram a Segunda Guerra Mundial e viram a atuação dos soldados brasileiros - Cap II

Chanceler vai à Colômbia para apoiar ajuda humanitária à Venezuela


Araújo participa dia 25 de reunião que discutirá crise no país vizinho


O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, viaja hoje (22) para Cúcuta, na Colômbia, fronteira com a Venezuela, para participar da cerimônia que formaliza do início da ajuda humanitária para os venezuelanos. A solenidade é organizada pelo presidente da Colômbia, Iván Duque, que coordenará na segunda-feira (25) reunião do Grupo de Lima.

“Seguindo determinação do presidente Bolsonaro, viajarei amanhã a Cúcuta, Colômbia, fronteira com a Venezuela, para participar de evento em torno da ajuda humanitária ao povo venezuelano, organizado pelo Presidente Iván Duque, com a presença de autoridades de outros países da região”, afirmou Araújo na sua conta pessoal no Twitter.

O chanceler afirmou que amanhã (23) estará em Roraima. A capital, Boa Vista, e Pacaraima terão centros de distribuição dos donativos para os venezuelanos. “Estarei em Roraima para acompanhar a ajuda humanitária colocada à disposição do povo venezuelano pelo Brasil em cooperação com os Estados Unidos”, disse.

Reunião
Na reunião de segunda-feira (25) Araújo estará acompanhado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão. O encontro é organizado por Iván Duque e contará com a presença do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, e líderes regionais.

“Na segunda-feira, dia 25, estarei em Bogotá, acompanhando o vice-presidente Mourão na reunião do Grupo de Lima que discutirá a evolução do processo de transição democrática na Venezuela”, disse o chanceler referindo-se ao Grupo de Lima que reúne o Brasil e mais 13 países.

Dos 14 integrantes do Grupo de Lima, 11 reconhecer Juan Gauidó como presidente legítimo da Venezuela, incluindo o Brasil. A ajuda humanitária e o acirramento da crise no país vizinho são os temas da reunião em Bogotá.

O encontro ocorre logo depois de o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciar o fechamento da fronteira do Brasil com a Venezuela desde ontem (21) à noite.

Estreiou "Grazie Soldato" no Youtube, depoimentos dos italianos que viveram a Segunda Guerra Mundial e viram a atuação dos soldados brasileiros - Cap I

Estreou a série "Grazie Soldato" no nosso canal no YouTube. Ela traz depoimentos dos italianos que viveram a Segunda Guerra Mundial e viram a atuação dos soldados brasileiros na luta contra o nazifascismo em solo italiano: https://youtu.be/Pn_fEzwcRqs



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Deputados venezuelanos relatam esquema militar na fronteira com Brasil



Nas redes sociais, os deputados da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela relatam um forte esquema militar, organizado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na fronteira com o Brasil. No Twitter, um parlamentar promete enfrentar o bloqueio com “coragem e moral”.

Maduro anunciou ontem (21) o fechamento da área para impedir a entrada de ajuda humanitária, organizada pelos Estados Unidos e Brasil com colaboração de vários países e entidades internacionais.

Em um vídeo, postado na sua conta pessoal no Twitter, o deputado Americo De Grazia relata clima de tensão na fronteira e diz que três generais foram enviados para a região.

Como o vídeo foi postado de madrugada, ele anunciou reação para hoje (22) ao longo do dia. “Abriremos a fronteira com coragem e moral", afirmou.

Deputados venezuelanos, que integram a caravana que segue para a fronteira da Venezuela com a Colômbia, denunciam nas redes sociais que os ônibus, nos quais estão, foram alvos de ataques durante a madrugada de hoje. Imagens mostram vidros quebrados e estilhaços.

A Assembleia Nacional Constituinte é formada majoritariamente por parlamentares oposicionistas ao presidente Nicolás Maduro.

Em seus discursos, ele diz o parlamento é ilegítimo. Porém, todos os parlamentares foram eleitos. 

Gladson Cameli visita embaixador peruano e sugere criação de gabinete fronteiriço

Governador Gladson Cameli com o embaixador do Peru no Brasil, Vicente Rojas (Foto: David Casseb)

David Casseb - Um Gabinete Binacional Fronteiriço para solução e encaminhamento de todos os assuntos entre Brasil e Peru, com sede no Acre. Essa foi a ideia principal discutida na tarde desta quinta-feira, 21, entre o governador Gladson Cameli e o embaixador do Peru em no Brasil, Vicente Rojas, em reunião considerada muito produtiva por Cameli.

Rojas, embora esteja sendo transferido para o Equador, incorporou a ideia e se colocou à disposição do Governo do Estado do Acre, em qualquer momento, para intermediar as negociações necessárias. O embaixador disse que o principal é lançar a ideia e montar agendas de reuniões entre as autoridades do Brasil e do Peru, encabeçadas por Gladson Cameli.

Nesse sentido, o governador solicitou que a embaixada peruana monte uma agenda de reunião em Lima, com o ministro da Economia daquele país, onde deverão ser discutidas as possibilidades de uma aliança comercial de importação e exportação entre os dois países.

Cameli ressaltou ainda que um estreitamento nas relações econômicas, sociais e culturais entre Brasil e Peru é extremamente necessário, já que os países irmãos formam um corredor de ligação entre o oceano Atlântico e o Pacífico.

“Um Gabinete Binacional Fronteiriço será uma central de tomadas de decisões, tornando mais fácil o diálogo entre os dois países, já que permitirá que as agendas futuras sejam realizadas com um deslocamento muito menor do que o que é feito hoje”, enfatizou o governador Gladson Cameli.

Dentro de alguns dias, quando for marcada agenda com o presidente Jair Bolsonaro, o governador vai levar a ideia do gabinete binacional também ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Coreia do Norte pede ajuda à ONU diante de previsão de fome em 2019


Pyongyang estima que faltará 1,4 milhão de toneladas de alimentos básicos; país enfrenta sanções por desenvolver armas nucleares e mísseis 
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un: entre a fome e a negociação do fim do programa nuclear - 19/09/2018 (Pyeongyang Press Corps/Pool/Getty Images)


O governo da Coreia do Norte pediu ajuda às Nações Unidas e a organizações humanitárias nesta quinta-feira, 21, para contornar a escassez de alimentos no país. Segundo a ONU, Pyonyang estima que sofrerá neste ano carência de 1,4 milhão de toneladas de alimentos básicos, como trigo, arroz, batata e soja.

O apelo do regime de Kim Jong-Un se dá a apenas seis dias de seu segundo encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Hanói, no Vietnã, para discutir o processo de desnuclearização da Península Coreana e um possível acordo de paz definitivo.

“O governo solicitou assistência das organizações humanitárias internacionais presentes no país para responder ao impacto da situação de segurança alimentar”, explicou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

Segundo Dujarric, a ONU está em contato com as autoridades norte-coreanas para analisar o impacto da falta de alimentos na população mais vulnerável e para atuar de forma rápida para suprir as necessidades humanitárias. A preocupação maior das Nações Unidas está na “deterioração da situação de segurança alimentar” da Coreia do Norte.


 Plantação de arroz nos arredores de Pyongyang: produção arcaica e insuficiente – 10/06/2018

O país asiático foi palco, nos anos 1990, de uma forte crise humanitária. estima-se que entre  250 mil e mais de 3 milhões de pessoas morreram de fome.

A Coreia do Norte é alvo de pesadas sanções internacionais, em especial dos Estados Unidos, como consequência dos seus programa nuclear militar e de mísseis, que disseminam a insegurança no leste asiático. Embora existam isenções humanitárias, muitos analistas reconhecem que as restrições contra o regime também afetam a sua população.

Alguns países, entre eles a Rússia, pediram recentemente a suspensão de algumas dessas sanções para incentivar Pyonyang a avançar nas conversas para a desnuclearização com os Estados Unidos. Washington, entretanto, defende a preservação das sanções como instrumento de pressão sobre Pyongyang.

(Com EFE)

PGR solicita medidas cautelares em endereços ligados a senador da República


Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e sedes de duas empresas

Foto:Secom/PGR
Em atendimento a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (22) mandados de busca e apreensão em residências de duas pessoas físicas e na sedes de duas empresas ligadas ao senador Ciro Nogueira (Progressistas/PI). As medidas autorizadas pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, visam apurar possível lavagem de dinheiro e crimes antecedentes conexos contra a administração pública. Não há mandados a serem cumpridos no Senado Federal.

A investigação tem como partida colaborações premiadas de executivos do grupo J&F. Em depoimentos, os colaboradores narraram a compra de apoio político a partidos por meio do político. No pedido enviado ao Supremo, a PGR explica que, segundo investigações preliminares, parte da propina paga ao partido do parlamentar foi viabilizada por meio de doações oficiais – simuladas - e outra parte no valor de R$ 5 milhões foi paga em espécie por meio de uma pessoa ligada ao senador. No total, teriam sido pagos R$ 42 milhões em propina.

21 de fev. de 2019

Maduro envia veículos militares para a fronteira da Venezuela com o Brasil

Presidente venezuelano reage a inesperado anúncio da participação brasileira na entrega de ajuda internacional no próximo sábado

Maduro envia tanques para Santa Elena, cidade a 15 quilômetros da fronteira entre Venezuela e Brasil – Foto: Reprodução

Janaína Figueiredo -Na tarde da última quarta-feira, o governo de Nicolás Maduro começou a mobilizar tropas e veículos militares para a fronteira entre seu país e o Brasil, reagindo ao inesperado anúncio de participação brasileira na entrega da ajuda internacional prometida para o próximo sábado pelo líder opositor Juan Guaidó, que se declarou presidente interino com apoio da Assembleia Nacional e já foi reconhecido por 50 países.

Os moradores da cidade venezuelana de Santa Elena, localizada a cerca de 15 quilômetros da fronteira com o estado de Roraima, se assustaram ao ver os blindados e soldados sendo deslocados para o batalhão militar mais próximo do território brasileiro. Fotos dos tanques enviados pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, que nesta semana mais uma vez declarou sua lealdade a Maduro, circularam em grupos de WhatsApp de moradores da região.

O envolvimento do Brasil na primeira fase da operação foi uma surpresa até mesmo para a oposição venezuelana e levou funcionários brasileiros a mergulharem num ritmo vertiginoso de trabalho em Brasília para organizar em menos de três dias o envio de medicamentos e alimentos a Boa Vista.

Os suprimentos serão doados pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo confirmou uma fonte envolvida no processo. De acordo com essa fonte, o Brasil contribuirá com remédios e alguns alimentos. Os EUA, por uma questão da legislação brasileira, não podem doar medicamentos, mas sim insumos médicos como gaze e seringa.

Como informou o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última terça-feira, militares brasileiros não participarão da operação. A ideia é que caminhões dirigidos por venezuelanos entrem no Brasil pela cidade de Pacaraima, vizinha a Santa Elena, para levar a ajuda de volta à Venezuela.

Outra fonte que tem acompanhado os movimentos em Brasília nas últimas 72 horas assegurou que “o que os militares brasileiros estão fazendo é trabalhar na contrainteligência”. De acordo com essa fonte, esse trabalho implica monitorar cada passo dado pelo governo Maduro para tentar boicotar a abertura do canal humanitário, passar informações aos venezuelanos e contribuir para a iniciativa de Guaidá dar certo.

— Nossos militares estão participando, mas não de uma forma evidente e que possa levar a acusações de ingerência ou até invasão estrangeira — afirmou a fonte.

No entanto, todos os cenários estão sendo avaliados, inclusive os militares.

— É claro que isso não será dito publicamente, mas a verdade é que o Brasil está preparado para tudo, inclusive para uma eventual ação militar — enfatizou a fonte.

A estratégia da oposição venezuela é forçar os militares do país a se posicionarem, deixando passar os alimentos e remédios — e assim enfraquecendo o regime — ou barrando a sua entrada, assumindo o desgaste diante da população. Dezenas de toneladas de suprimentos enviados pelos Estados Unidos já estão em Cúcuta, na Colômbia, que será o principal ponto da operação.

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Expedicionário que lutou na 2ª Guerra Mundial morre aos 97 anos em MS


Otacílio foi para a Itália em 1944 lutar na Segunda Guerra Mundial
Ex-combatentes Agostinho Gonçalves, Moacir Aleixo, Otacílio Teixeira e José de Quevedo em foto de 2013 | Foto: Divulgação

midiamax/Mariane Chianezi  - O 9°Batalhão de Engenharia de Combate de Aquidauana emitiu nota de falecimento do integrante do 6º Regimento de Infantaria, Otacílio Teixeira, de 97 anos, que morreu de causas naturais em 18/01/2019.

O militar, natural de Miranda, participou da Segunda Guerra Mundial na Itália, lutando ao lado de aliados contra o nazifascismo. Ele foi ao país no dia 23 de novembro de 1944 e voltou ao Brasil em 18 de julho de 1945.

Ao chegar no Brasil, Otacílio foi condecorado com a Medalha de Campanha da FEB (Força Expedicionária Brasileira). O militar Otacílio foi sepultado no Cemitério do Bairro Alto em Aquidauana.

“Sr. Otacílio, Herói Nacional, muito obrigado pelo relevante serviço ao Brasil!  Missão Cumprida! Fica seu exemplo”, disse em nota o 9° BE CMB.

Guaidó vai à fronteira com a Colômbia garantir entrada de ajuda



O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, parte hoje (21) para a fronteira com a Colômbia, na tentativa de trazer para o país a ajuda humanitária bloqueada pelo governo de Nicolás Maduro, anunciou um porta-voz.

"Membros da Assembleia Nacional acompanharão o presidente Juan Guaidó na viagem", diz mensagem enviada aos jornalistas, citada pela agência de notícias France Press.

Nessa quarta-feira, Guaidó, que é também líder da Assembleia Nacional, majoritariamente da oposição, já havia manifestado a determinação de romper o bloqueio militar imposto por Maduro.

"A ajuda humanitária chegará por ar, por mar, por terra e assim conseguirá entrar. Precisamos abrir um corredor humanitário, aconteça o que acontecer", disse o presidente interino, referindo-se à operação agendada para sábado (23), data que impôs para a entrada de ajuda humanitária internacional.

Juan Guaidó falou em Caracas, durante encontro com dezenas de motoristas de ônibus, que se concentraram no leste da capital para apoiar o líder opositor e oferecer apoio à operação de entrega de ajuda humanitária, prevista para o sábado.

"Neste 23 de fevereiro, haverá brigadas voluntárias e humanitárias, que aqui há muitas, deslocando-se às fronteiras, não apenas em Cúcuta [Colômbia], em Táchira, em Bolívar [estados venezuelanos], por mar também virá ajuda", disse.