18 de dez. de 2024

Venezuelanos recorrem a lenha de móveis e galhos para contornar crise do botijão de gás

Desabastecimento acontece três semanas após explosão em fábrica de processamento prejudicar fornecimento

Um morador usa lenha para ferver água para cozinhar no bairro de Petare, em Caracas. Foto: Bloomberg

                  Por Bloomberg


Venezuelanos, que lutam contra a escassez desesperada de propano, estão recorrendo à queima de galhos de árvores e pedaços de móveis em seus fogões de cozinha, pressionando ainda mais a economia da nação que já está sobrecarregada pela inflação galopante.

Três semanas após uma explosão em uma fábrica de processamento ter prejudicado o fornecimento do combustível que a maioria dos venezuelanos usa para cozinhar, ainda não há um cronograma do governo para restaurar as vendas de propano.

A escassez se agravou tanto que os moradores de Caracas e de outras áreas estão recorrendo a churrasqueiras a carvão ou elétricas para preparar as refeições. Os governos locais estão racionando o propano, e os sites de mídia social estão repletos de imagens de filas de dias de pessoas que esperam reabastecer os recipientes.

No bairro Petare, em Caracas, um bairro extenso e empobrecido, os moradores fervem panelas de água sobre lenha para conseguirem cozinhar as hallacas, uma refeição tradicional de feriado com carne bovina, suína e de frango enrolada em folhas de bananeira. Em alguns casos, eles adicionam embalagens, espumas plásticas e outros descartes para alimentar o fogo.


LEIA MAIS: Produção de petróleo da Argentina deve tirar Colômbia do pódio na América Latina

Mesmo aqueles que não são obrigados a improvisar combustível para cozinhar, a fumaça dos vizinhos pode ser incômoda e perigosa. A poluição do ar residencial causada pela queima de combustíveis como a madeira mata mais de 3 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, e o ônus recai desproporcionalmente sobre mulheres e crianças, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

“Eu mesma estou construindo um pequeno fogão com tijolos para cozinhar com carvão”, disse Elena Guzman, que mora em Palo Negro, no estado de Aragua, a 100 km da capital Caracas. “Emprestei meu botijão de gás para minha mãe, e ela já usou tudo.”

Cilindros de propano vazios são carregados em um caminhão em Petare. Foto: Bloomberg

A escassez ocorre quatro anos depois que os militares da Venezuela assumiram temporariamente o controle da distribuição de propano e racionaram as entregas depois que uma usina de processamento pegou fogo e prejudicou o fornecimento do combustível.

Os problemas recentes começaram em 11 de novembro, após uma explosão em um complexo de gás natural no estado de Monagas. A instalação é responsável por separar os subprodutos do gás do petróleo bruto e depois os envia para um complexo maior, onde o propano é processado antes de ser enviado aos centros de distribuição. Embora os trabalhadores tenham conseguido restaurar a produção de gás natural na usina, a produção de propano continua prejudicada.

Em 30 de novembro, a produção venezuelana de propano ainda estava cerca de 70% abaixo dos níveis anteriores à explosão, de acordo com dados vistos pela Bloomberg. O Ministério da Informação do país e a empresa estatal de petróleo, Petroleos de Venezuela, ou PDVSA, não quiseram comentar. O uso de lenha e outras alternativas ao propano é mais comum em áreas fora de Caracas, onde o fornecimento de energia é mais frágil.

“Os distribuidores locais me disseram para racionar o que tenho porque disseram que a PDVSA está racionando e eles não sabem quando o caminhão de gás chegará”, disse Juana Rodríguez, que mora em La Guaira, perto de Caracas. Ele está sem combustível há mais de duas semanas.

O governo atribuiu a explosão a “ataques terroristas” de “extremistas” que tinham como alvo “o coração do sistema de gás natural do país”. Pelo menos 11 pessoas foram presas, disse a vice-presidente Delcy Rodríguez uma semana após o desastre.

Agora, as autoridades de estados como Anzoátegui, Táchira, Barinas e Nueva Esparta estão racionando o abastecimento e restringindo as vendas. A dificuldade de encontrar combustível é uma dificuldade que se soma a um aumento de 16,6% nos preços gerais ao consumidor nos primeiros 10 meses deste ano.

17 de dez. de 2024

Senador Alan Rick promove seminário sobre saneamento básico na Amazônia com participação do Ministro Waldez Góes


Assessoria - O gabinete do senador Alan Rick (União-AC) promove, nesta quinta-feira, 19, às 15h, no auditório da OAB/AC, o seminário "A Solução para o Saneamento Básico na Amazônia - O Modelo Inovador do Amapá", que contará com a presença e palestra do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Góes, enquanto governador do Amapá, consolidou um modelo pioneiro de concessão dos serviços de saneamento no Brasil. Além de idealizador do projeto, ele assumiu o papel de articulador intermunicipal e garantiu a adesão dos 16 prefeitos ao Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A concretização do modelo garantiu investimentos de R$ 4,8 bilhões no setor pelos 10 anos subsequentes à concessão, ocorrida em 2021. De imediato, R$ 930 milhões — valor do arremate da concessão — foram repassados às prefeituras para aplicação em infraestrutura e investimentos para os munícipes.

Outro dado importante sobre o modelo implantado no Amapá é a meta para a melhoria da cobertura dos serviços. Em até 11 anos, a cobertura de fornecimento de água tratada deverá passar de 38% — dado de 2021 — para 99%, e a de esgotamento sanitário de 8% para 90% em até 18 anos.

Toda essa experiência será transmitida pelo atual ministro durante o seminário organizado pelo gabinete do senador Alan Rick, parlamentar que tem atuado para implantar modelo semelhante no Acre, a começar pela gestão de resíduos sólidos por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

A articulação do senador Alan Rick, em parceria com a Associação dos Municípios do Acre (AMAC), já garantiu a adesão dos 22 prefeitos acreanos ao Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre (CINRESO), e o estudo de modelagem econômica e financeira do projeto de instalação dos aterros sanitários regionalizados já tem recurso garantido pelo Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FIDRS). Esses foram os primeiros passos rumo ao fim dos lixões irregulares em todo o Acre, que deverá se tornar o primeiro estado brasileiro com 100% das cidades obedecendo às diretrizes do Marco Legal do Saneamento e da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Atualmente, com exceção de Rio Branco, todos os demais municípios destinam o lixo doméstico a lixões irregulares e têm termos de ajustamento de conduta com o Ministério Público Estadual.

O seminário será uma oportunidade única para discutir soluções eficazes para o saneamento básico na região Amazônica e conhecer um modelo inovador que pode servir de referência para o Acre e os outros estados da região. 

O senador Davi Alcolumbre (União-AP), que teve papel importantíssimo na concretização do modelo implantado no Amapá, também virá ao Acre para participar do seminário.


Serviço:

Seminário "A Solução para o Saneamento Básico na Amazônia - O Modelo Inovador do Amapá"

Data: 19 de dezembro

Horário: 14h

Local: Auditório da OAB/AC

Endereço: Alameda Min. Miguel Ferrante, 450 - Portal da Amazônia - Rio Branco/AC

Palestrante: Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. 

Participação: senador Davi Alcolumbre (União-AP), governador Gladson Cameli, prefeito de Rio Branco e presidente da AMAC, Tião Bocalom, demais prefeitos em mandato, prefeitos eleitos, gestores do governo e prefeituras, especialistas em saneamento.

16 de dez. de 2024

Exército e Marinha dos EUA avançam em armas hipersônicas


O Escritório de Capacidades Rápidas e Tecnologias Críticas do Exército dos EUA, em colaboração com os Programas de Sistemas Estratégicos da Marinha, completou recentemente com sucesso um teste de voo “end-to-end” de um míssil hipersônico convencional na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida.

“Este teste é um avanço significativo que se baseia em diversos testes anteriores, nos quais o Corpo de Deslizamento Hipersônico Comum alcançou velocidades hipersônicas em distâncias-alvo. Isso demonstra que podemos colocar essa capacidade nas mãos dos nossos combatentes,” afirmou Christine Wormuth, Secretária do Exército dos EUA.

Este é o segundo teste end-to-end bem-sucedido do All Up Round (AUR) neste ano e o primeiro disparo ao vivo do sistema de Arma Hipersônica de Longo Alcance utilizando um Centro de Operações de Bateria e um Transportador-Eretor-Lançador.

“Este teste marca um marco importante no desenvolvimento de um dos nossos sistemas de armas mais avançados. À medida que nos aproximamos da primeira entrega dessa capacidade aos nossos parceiros do Exército, continuaremos avançando para integrar o Conventional Prompt Strike em nossos navios de superfície e submarinos, garantindo que continuemos sendo a força de combate mais proeminente do mundo,” disse Carlos Del Toro, Secretário da Marinha dos EUA.

As informações coletadas nesse teste apoiarão o primeiro Desdobramento Operacional do Exército do AUR hipersônico comum, bem como o uso pela Marinha em campo, a partir de bases navais.

“Este teste é uma demonstração do sucesso da parceria entre Marinha e Exército, que nos permitiu desenvolver um sistema de armas hipersônicas transformador, oferecendo uma capacidade inigualável para atender às necessidades conjuntas de combate,” declarou o Vice-Almirante Johnny R. Wolfe Jr, Diretor dos Programas de Sistemas Estratégicos da Marinha, principal responsável pelo design do míssil hipersônico comum.

O AUR hipersônico comum apoia a Estratégia de Defesa Nacional e fornecerá aos comandantes combatentes capacidades diversificadas para sustentar e fortalecer a dissuasão integrada, além de construir vantagens duradouras para a Força Conjunta.

Sistemas hipersônicos, capazes de voar a velocidades superiores a cinco vezes a velocidade do som (Mach 5), oferecem uma combinação única de velocidade, alcance, manobrabilidade e altitude. Isso permite a rápida neutralização de alvos críticos, mesmo em áreas fortemente defendidas.

“A capacidade de resposta, manobrabilidade e sobrevivência das armas hipersônicas são incomparáveis com as capacidades de ataque tradicionais para alvos de precisão, especialmente em ambientes de negação de área e acesso,” destacou o Tenente-General Robert A. Rasch, Diretor de Hipersônicos, Energia Dirigida, Espaço e Aquisições Rápidas do RCCTO.

Os programas RCCTO do Exército e SSP da Marinha estão colaborando para lançar rapidamente variantes terrestres e marítimas de um sistema de armas hipersônicas que atenderão às necessidades críticas conjuntas de combate. O uso de um míssil hipersônico comum e oportunidades conjuntas de teste permitem que os Serviços sigam um cronograma mais agressivo para entrega e realizem economias de custo. Essa colaboração garante que os Serviços permaneçam à frente de ameaças emergentes e mantenham uma vantagem decisiva no campo de batalha.


FONTE: U.S. Department of Defense

Portugal adquire 12 aeronaves A-29N Super Tucano da Embraer

País europeu se torna o cliente de lançamento do A-29N, versão OTAN desta aeronave de treinamento avançado e ataque leve de renome mundial


O Ministério da Defesa Nacional de Portugal assinou um contrato com a Embraer (NYSE: ERJ/B3: EMBR3) para aquisição de 12 aeronaves A-29N Super Tucano que equiparão a Força Aérea Portuguesa, tornando Portugal o cliente de lançamento da nova variante desta aeronave de treinamento avançado e ataque leve. Esta aquisição reflete o compromisso de Portugal em modernizar sua Força Aérea com uma aeronave versátil e comprovada, idealmente adequada para missões de Treinamento Avançado de Pilotos, Ataque Leve, Apoio Aéreo Tático (CAS) e Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR).

A variante A-29N Super Tucano incorpora aviônicos avançados, sistemas de comunicações específicos da OTAN e capacidades adicionais, adaptadas para atender aos requisitos operacionais de Portugal. Com esta compra, Portugal se torna a primeira nação a operar o A-29N, tomando a dianteira na adoção de uma plataforma extremamente capaz, projetada para apoiar uma ampla gama de modernas missões de defesa.

“Gostaríamos de agradecer ao Ministério da Defesa Nacional e à Força Aérea de Portugal pela confiança que depositam nas soluções da Embraer. Esse contrato nos dá a oportunidade de contribuir para a modernização da Força Aérea Portuguesa e de aprofundar ainda mais nossa forte parceria, abrindo caminho para uma cooperação industrial mais ampla com a indústria de defesa local”, disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O A-29 Super Tucano é o líder global em sua categoria, com mais de 260 aeronaves encomendadas, com mais de 570.000 horas de voo acumuladas, sendo 60.000 delas em combate. O número de forças aéreas operando o A-29 Super Tucano continua a se expandir devido à sua combinação incomparável de capacidades, tornando-o a opção mais eficiente do mercado.

Para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e econômica em uma única plataforma, juntamente com grande flexibilidade operacional, o A-29 Super Tucano oferece uma ampla gama de missões, como Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, ISR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento e Escolta Aérea.

O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz em sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. Sua capacidade é aprimorada por sistemas aviônicos HMI avançados integrados a uma estrutura robusta, capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, a aeronave tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais.

O paradoxo do juro: resposta do BC à piora fiscal deve custar mais de R$ 150 bi ao governo

Efeito da alta da Selic pode ser maior do que a economia prometida pelo pacote fiscal, de R$ 70 bi em dois anos

Fonte: Banco Central


Por Lucinda Pinto - O pacote fiscal do governo nem foi aprovado e parece que já foi pelo ralo. Somente com o aumento dos juros feito pelo Banco Central na última quarta-feira (11), de 1 ponto percentual, o custo da dívida subiu cerca de R$ 50 bilhões ao ano, numa tacada só. E, se realmente houver mais duas doses desse tamanho, como o BC já indicou no comunicado da decisão, a conta chega a R$ 150 bilhões. A economia que o governo pretende ter com as medidas de corte de gastos soma R$ 70 bilhões em dois anos.

Esse cálculo foi feito pelo próprio Banco Central, e consta de um documento publicado no dia 29 de novembro sobre estatísticas fiscais. Segundo esse estudo, a cada um ponto percentual de aumento da taxa Selic, a Dívida Bruta do Governo Geral – que engloba o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – cresce R$ 50 bilhões.

Segundo o economista-chefe da ARX, Gabriel Barros, o impacto pode ser ainda mais alto. O Banco Central já disse, no comunicado da última decisão, que pode manter o ritmo de alta de juros por mais duas reuniões. Ou seja, ele praticamente “contratou” uma Selic de 14,25%. Só que, segundo o economista, a expectativa do mercado é de que o juro suba um pouco mais, para 15%. Se essa previsão se confirmar, o custo para a dívida pode chegar a R$ 190 bilhões ao ano.

Se a gente olhar apenas o estoque de dívida mobiliária, que é a dívida financiada por meio da emissão de títulos públicos do Tesouro Nacional, o impacto é de R$ 32,7 bilhões a cada ponto percentual de aumento da Selic. Aqui, a conta é fácil: essa dívida hoje soma R$ 6,748 trilhões. E, desse total, 48% (ou R$ 3,238 trilhões) são pós-fixados, ou seja, variam junto com a Selic. Então, usando a mesma lógica, só a política monetária mais apertada vai gerar um custo fiscal de mais de R$ 95 bilhões ao ano.


Por que o juro sobe?

Mas é bom lembrar que o Banco Central sobe os juros porque seu trabalho é controlar a inflação. E foi por causa da alta da inflação corrente e das expectativas de inflação que ele optou por acelerar o ritmo de aumento da Selic.

O que está preocupando é que, segundo as projeções dos especialistas, a dívida pública caminha para atingir um volume equivalente a 90% do PIB até o fim de 2026. É muita coisa. E por isso investidores estão buscando ativos mais seguros, como o dólar – o que explica a cotação estar acima de R$ 6,00. O câmbio desvalorizado faz a inflação subir. E, sem uma resposta rápida do governo sobre as contas públicas, as projeções de inflação e juros vêm em franca deterioração.

Esse aumento de juros parece mais um paliativo, porque não resolve o problema central da economia neste momento, que é o fiscal. Mas, para o economista-chefe do Citi, Leonardo Porto, essa é a melhor estratégia que o BC pode tomar neste momento, sob o risco de perder o controle da inflação – foi o que aconteceu no Brasil no período pré-plano Real.

“O Banco Central tem que fazer o trabalho dele mesmo que o problema, na verdade, não seja dele, sob o risco dos problemas se multiplicarem”, afirma.

A história por trás da foto: O que os cowboys comiam no velho oeste?

 

Frenfer: frente parlamentar deve fortalecer o transporte ferroviário


Por Pensar Agro - A Comissão de Infraestrutura do Senado deu um passo importante para o desenvolvimento do setor ferroviário ao aprovar a criação da Frente Parlamentar Mista das Ferrovias Autorizadas (Frenfer). O projeto de resolução segue agora para a Comissão Diretora do Senado, onde poderá ser oficialmente instalado.

A Frenfer tem como objetivo promover o debate e a formulação de políticas públicas voltadas à ampliação e modernização da malha ferroviária nacional. A medida prevê a implantação de ferrovias privadas autorizadas, regulamentadas pela Lei das Ferrovias (Lei 14.273/2021), buscando fomentar investimentos no setor e aperfeiçoar a legislação existente.

A iniciativa surge em um momento crucial para o Brasil, onde o transporte ferroviário é apontado como uma solução para desafogar as rodovias, melhorar o escoamento de produtos agrícolas e reduzir os custos logísticos. O modal ferroviário, mais eficiente e sustentável, é estratégico para o agronegócio e a indústria, setores que dependem de infraestrutura robusta para atender às demandas internas e externas.

Durante recente debate promovido pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, representantes do setor público e privado destacaram a urgência de investimentos para tornar as ferrovias uma matriz predominante no transporte de cargas no país. A necessidade de maior clareza nos projetos de ampliação e o fortalecimento da fiscalização pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foram apontados como prioridades.

Entre os desafios identificados estão relatos de recusa de atendimento por concessionárias ferroviárias, falta de transparência nos dados operacionais e insuficiência de investimentos públicos no setor. Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, a malha ferroviária brasileira ainda não acompanha o ritmo do crescimento do agronegócio, setor que já responde por boa parte das cargas transportadas por trens.

O agronegócio, pilar da economia nacional, tem sofrido com a dependência excessiva do transporte rodoviário, que representa cerca de 60% do total movimentado. Especialistas alertam que essa situação limita a competitividade brasileira no mercado internacional e aumenta os custos de exportação.

Uma das propostas para reverter esse cenário é a conclusão de projetos estratégicos como a Ferrogrão, que conectará a região produtora de grãos em Mato Grosso aos portos do Norte do país. Apesar de sua relevância, o projeto enfrenta impasses legais relacionados a questões ambientais e ainda depende de aprovação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo federal destacou que os investimentos em infraestrutura ferroviária estão em expansão. Em 2023, o setor privado aplicou R$ 10,4 bilhões em ferrovias, com previsão de atingir R$ 14,4 bilhões em 2024. Esses recursos são fundamentais para ampliar a capacidade da malha ferroviária e promover um modelo logístico mais sustentável e eficiente.

Com a criação da Frenfer, espera-se um diálogo mais estreito entre os diversos atores envolvidos no setor, incluindo governo, iniciativa privada e consumidores. A frente parlamentar tem potencial para impulsionar reformas que destravem os investimentos e garantam a ampliação da malha ferroviária, beneficiando não apenas o agronegócio, mas também toda a economia nacional.

A modernização do transporte ferroviário é essencial para atender às demandas crescentes do mercado, contribuir para a descarbonização da logística e fortalecer o papel do Brasil como líder no agronegócio mundial.

Muçulmanos jogam estátua de Nossa Senhora no chão

 


Abaixo igrejas atacadas nos últimos anos...


 

E quantidade de mesquitas criadas nos últimos anos só na Alemanha.

BALANÇO: SENAR-AC comemora avanços de 2024 e anuncia metas desafiadoras para 2025


Por Wanglézio Braga - Na última sexta-feira (14), durante o V Congresso Estadual de Protagonismo Empresarial, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Acre (SENAR-AC) apresentou um balanço de suas atividades realizadas em 2024. A coletiva de imprensa foi marcada pela divulgação de números expressivos e pela reafirmação do compromisso com a capacitação e o apoio ao produtor rural.

De acordo com a Gerente Técnica do SENAR-AC, Márcia Freire, o órgão executou 154 ações ao longo do ano, impactando diretamente 4.040 produtores rurais por meio de capacitações e assistência técnica e gerencial. Desse total, 51 ações foram realizadas em parceria com os Sindicatos Rurais, reforçando a importância do trabalho conjunto no fortalecimento do setor.

“Nosso balanço foi satisfatório. Realizamos desde cursos de curta duração até atividades voltadas à educação formal, como os cursos técnicos em Agronegócio e Zootecnia nos polos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, formando 67 alunos em 2024”, destacou Freire (Veja vídeo no final da matéria).

Além das formações técnicas, o SENAR-AC promoveu cursos diversificados, que variam desde inseminação e cultivo agrícola até artesanato, visando melhorar a qualidade de vida do homem do campo. “Essas capacitações não apenas agregam valor ao trabalho do produtor, mas também geram impactos positivos para as famílias, fortalecendo comunidades inteiras”, explicou a gerente técnica.


O papel dos sindicatos na execução das ações

A parceria com os Sindicatos Rurais foi apontada como essencial para o alcance das metas estabelecidas. Segundo Márcia Freire, os sindicatos atuam como a extensão do SENAR na ponta, identificando demandas e facilitando a execução das ações planejadas. “Nós não fazemos nada sozinhos. Eles são nossos braços no contato direto com os produtores. Todo o planejamento depende dessa colaboração”, afirmou.


Expectativas para 2025

Ao final da coletiva, Márcia Freire adiantou que o próximo ano será desafiador, mas também repleto de oportunidades. “Esperamos muito trabalho em 2025, com metas físicas e orçamentárias a serem cumpridas, sempre com o objetivo de continuar transformando a vida do produtor rural acreano”, concluiu.

15 de dez. de 2024

Cabine fica cheia de fumaça depois de power bank de passageiro pegar fogo a bordo de avião chinês


Por Carlos Ferreira - No dia 1º de dezembro, um voo da Sichuan Airlines, que fazia a rota de Chengdu para Xiamen, na China, precisou realizar um pouso de emergência em Guilin devido a relatos de fumaça na cabine. Imagens gravadas a bordo da aeronave emergiram nas redes sociais nos dias seguintes.

A informação atraiu a atenção depois que a companhia aérea confirmou a ocorrência, detalhando que um power bank de um passageiro começou a emitir fumaça durante o voo.

O Airbus A320, com registro B-6719, estava a uma altitude de cerca de 10.700 metros quando o incidente ocorreu, mais ou menos a 40 milhas ao sul de Guilin.

Como medida de precaução, a tripulação optou por desviar o voo para o aeroporto mais próximo, onde aterrissaram com segurança na pista 19, aproximadamente 30 minutos depois da ocorrência da fumaça.

Após o pouso em Guilin, a aeronave permaneceu no solo por cerca de 100 minutos para avaliações e medidas de segurança, antes de continuar sua jornada para Xiamen. Como resultado do incidente, o voo chegou a seu destino final com um atraso de cerca de 2 horas.

A Sichuan Airlines divulgou informações adicionais sobre o ocorrido, esclarecendo que a fumaça foi originada de um power bank de um passageiro. A empresa também relembrou as diretrizes sobre o transporte seguro de bancos de energia em aviões, abordando as especificações e limitações para tais dispositivos em voos.

Relatos de passageiros que estavam na cabine indicaram que, apesar do susto inicial, a situação foi gerenciada com eficiência pela tripulação, que agiu rapidamente para garantir a segurança de todos a bordo.

Mara Rocha vai se filiar ao Partido Novo e se candidatar ao Senado


Luciano Tavares - Blog da Hora - A ex-deputada federal Mara Rocha vai se filiar ao Partido Novo e se candidatar ao Senado.

Mara compareceu neste domingo (15) na feijoada do deputado estadual Emerson Jarude, no Afa Jardim, e foi apresentada, ao lado de seu esposo, Marcos Gripp, com honras e boas-vindas.

Mara foi deputada federal entre 2019 e 2022. Se candidatou ao governo em 2022 pelo MDB, mas não conseguiu se eleger.

Começa reação francesa contra islamização

 

 

Franceses se reúnem para cantar o hino nacional e bloquear uma oração islâmica na rua 


A dura realidade matemática: Ou o Brasil acerta a trajetória fiscal ou o país explode

Da mesma forma, o aumento dos juros por aqui é insuficiente sem um compromisso firme do governo com a responsabilidade fiscal (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Matheus Spiess - Enquanto a Europa avança em direção a taxas de juros mais baixas para estimular o crescimento econômico, o Brasil segue na direção oposta, intensificando sua política monetária.

Na noite de quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa Selic em 100 pontos-base, de 11,25% para 12,25% ao ano, acompanhando a decisão com um comunicado firme e conservador, que deixou clara a intenção de continuar com um ciclo agressivo de aperto monetário.

Essa decisão reflete as particularidades do cenário doméstico brasileiro, onde as expectativas inflacionárias estão desancoradas devido à ausência de uma âncora fiscal confiável.

O contraste entre as prioridades é evidente: enquanto a Europa busca reviver sua economia estagnada, enfrentando até mesmo riscos de estagflação, o Brasil concentra esforços em evitar uma espiral inflacionária, agravada pela falta de previsibilidade nas contas públicas.

A elevação da Selic veio acompanhada da sinalização de mais duas altas consecutivas de 100 pontos-base nas reuniões previstas para o início de 2025, já sob a liderança de Gabriel Galípolo no Banco Central.

Com essas medidas, a taxa básica de juros deverá alcançar pelo menos 14,25% ao ano.

Essa postura não apenas atende às expectativas do mercado, já refletidas na curva de juros, como também reafirma o compromisso do Banco Central em reancorar as expectativas inflacionárias.

O movimento surpreendeu pela intensidade e mostrou que a autoridade monetária está disposta a adotar medidas enérgicas para recuperar a credibilidade dos fundamentos macroeconômicos. Minha avaliação é de que foi uma decisão acertada.

O tom hawkish adotado pelo Banco Central surge em um momento crucial, em meio a um ambiente doméstico carregado de pessimismo, amplificado pela apresentação desastrosa do pacote fiscal de contenção de gastos.

Essa postura firme busca não apenas conter a inflação, mas também sinalizar ao mercado que a instituição permanece independente e comprometida com a estabilidade econômica, mesmo diante de adversidades.

Fatores como a aprovação do pacote fiscal, possíveis medidas complementares, novos dados econômicos e os movimentos de outras autoridades monetárias globais terão um papel crucial em moldar o cenário até a conclusão desse ciclo.

Entretanto, mesmo com a adoção de uma política monetária rigorosa, o real voltou a se desvalorizar e a curva de juros sofreu uma nova disparada. Essa reação reflete principalmente dois fatores centrais.

O primeiro é a incerteza em torno da aprovação das medidas fiscais no Congresso, intensificada pelos temores de que o pacote de contenção do crescimento dos gastos públicos possa ficar paralisado, especialmente no contexto da recuperação do presidente Lula após dois procedimentos cirúrgicos delicados.

O segundo é o aumento das discussões sobre o risco de dominância fiscal, uma preocupação que vem ganhando destaque entre economistas e investidores.

Dominância fiscal refere-se a um cenário em que a política fiscal se sobrepõe ou limita a política monetária, retirando do Banco Central a autonomia necessária para controlar a inflação ou a taxa de juros.

Nesse contexto, as decisões da autoridade monetária passam a ser condicionadas pela necessidade de financiar déficits fiscais elevados ou administrar uma dívida pública insustentável. Isso cria um círculo vicioso: uma política fiscal desequilibrada exige juros mais altos, que, por sua vez, agravam ainda mais o quadro fiscal.

Nesse tipo de dinâmica, o ajuste macroeconômico que deveria recair sobre os juros acaba se refletindo na inflação, especialmente em um cenário de desvalorização cambial, conduzindo o país a uma trajetória que lembra os desastres econômicos da Turquia e da Argentina.

Mesmo com a decisão acertada do Copom de elevar os juros, o impacto pode se mostrar insuficiente, ou até mesmo contraproducente, se não for acompanhado de um ajuste fiscal robusto.

O aumento da Selic eleva o custo da dívida pública, ampliando o déficit nominal e agravando a trajetória de endividamento, o que alimenta ainda mais a desconfiança do mercado em relação à sustentabilidade fiscal do país.

Embora o Brasil ainda não tenha atingido um ponto crítico de dominância fiscal, os sinais de alerta emitidos com os eventos recentes reforçam a urgência de implementar ajustes mais profundos.

O atraso na apresentação do pacote fiscal e a entrega de uma proposta que ficou aquém das expectativas criaram um cenário significativamente mais desafiador para o governo.

Essa escolha aumentou a complexidade do caminho até 2026, ano de eleições presidenciais, exigindo um esforço ainda maior para restaurar a confiança e estabilizar a economia.

Qualquer pessoa com o mínimo de compreensão e habilidade de interpretar dados consegue reconhecer que o Brasil enfrenta desafios significativos. Os números são eloquentes.

Em outubro, o setor público registrou um déficit nominal de R$ 74,7 bilhões, elevando o acumulado dos últimos 12 meses para R$ 1,093 trilhão, o que corresponde a 9,5% do PIB.

Paralelamente, a dívida bruta do governo alcançou 78,6% do PIB, reforçando a gravidade da situação fiscal. Nesse período, os pagamentos de juros totalizaram impressionantes R$ 869 bilhões, representando 7,6% do PIB. Esses dados ilustram um cenário preocupante, que exige atenção e ação imediata.

Para mitigar essa pressão, será indispensável que o Congresso Nacional aprofunde o pacote de contenção de gastos, como sinalizado pelos presidentes das casas legislativas na última semana.

O momento exige medidas firmes, e deixar a proposta de isenção do Imposto de Renda em segundo plano não seria apenas sensato, mas absolutamente crucial para alinhar as expectativas e evitar mais tensões nos mercados.

No entanto, a execução desse plano enfrenta desafios, uma vez que a apresentação de medidas adicionais pelo governo, inicialmente prevista para ocorrer nos próximos 30 a 60 dias, já levanta dúvidas quanto a prazos, considerando o histórico de atrasos.

É razoável supor que essa janela se estenda para 90 ou até 180 dias, o que apenas agrava a percepção de insegurança fiscal.

A falta de decisões claras e de uma comunicação eficaz tem sido um ponto fraco em momentos críticos como este, intensificando a urgência de uma mudança de postura.

Em minha avaliação, o pacote de contenção deveria ter sido concebido como uma ponte, uma medida capaz de garantir estabilidade suficiente para atravessar 2025, criando espaço para uma discussão mais ampla e estratégica sobre a política fiscal no ano eleitoral de 2026.

Infelizmente, os atrasos e as falhas na comunicação comprometeram a eficácia dessa abordagem, deixando o governo em uma posição de maior vulnerabilidade diante das pressões internas e externas.

Na ausência de um plano fiscal robusto, a política monetária terá de assumir um papel ainda mais central e intenso na tentativa de controlar os desequilíbrios econômicos.

Contudo, como já mencionei, essa solução tem limites. A escolha de adiar reformas estruturais de maior impacto apenas aumentou a complexidade do cenário.

De acordo com a lógica da teoria da reflexividade de George Soros, em que a percepção molda a realidade e é, por sua vez, moldada por ela, o Brasil se encontra em um ciclo vicioso: a percepção negativa sobre a sustentabilidade fiscal agrava os desequilíbrios macroeconômicos, que, por sua vez, intensificam ainda mais a desconfiança.

Nesse contexto, os ajustes fiscal e monetário necessários tornam-se mais amplos, difíceis e dolorosos, contratando uma desaceleração econômica expressiva nos próximos anos.

Apesar desses contratempos, ainda acredito na possibilidade de uma mudança política significativa em 2026, que pode reorientar o país para uma trajetória mais sustentável.

No entanto, o caminho até lá será árduo, exigindo esforço e comprometimento consideráveis. É imperativo que o governo reconheça os erros cometidos até aqui e implemente uma correção de rota efetiva.

Além disso, é essencial estabelecer bases sólidas para o futuro, tanto em termos de credibilidade fiscal quanto de previsibilidade econômica. Apenas com uma postura resoluta será possível mitigar os danos acumulados e restaurar a confiança necessária para enfrentar os desafios iminentes de forma eficaz e sustentável.

13 de dez. de 2024

Por que as universidades do Brasil pioraram tanto | Pondé quebra o silêncio

Portugal investe €200 Milhões na aquisição de 12 aeronaves A-29N Super Tucano

A-29N Super Tucano


Após as discussões técnicas e negociais decorridas desde a autorização dada pela Resolução do Conselho de Ministros aprovada em 4 de julho de 2024, aprovou uma Resolução do Conselho de Ministros que investe cerca de 200 milhões de euros na aquisição de doze aeronaves A-29N Super Tucano, simulador de voo e bens e serviços de sustentação logística, à Embraer, S.A., e ainda a plena concretização do programa de aquisição e sustentação das aeronaves.

O projeto envolverá uma forte participação da indústria portuguesa em áreas altamente tecnológicas, tendo em vista a reconfiguração das aeronaves para os padrões e especificações NATO.

FONTE: Comunicado do Conselho de Ministros de 12 de dezembro de 2024

Acre chama atenção de portos da América do Sul e Gonzaga projeta crescimento nas exportações acreanas


Assessoria - O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, recebeu na terça-feira (10) em seu gabinete a visita de Frank Mecklemburg e Miguel Isaías, representantes da empresa Tisur, que administra o Porto de Matarani, no Peru, para tratar de estratégias para desburocratizar processos e fomentar novas parcerias logísticas que beneficiarão diretamente o Acre.

O porto é uma peça-chave para o trânsito de cargas pesadas, contando com uma moderna rodovia que faz parte da interligação Brasil-Peru, conectando o Acre ao mercado internacional.

Acompanhado pelo secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Mesquita, pelo vice-presidente da FIEAC, João Paulo, e pela chefe de Planejamento, Jaurícia Ferreira, o presidente da Aleac destacou o potencial produtivo do Acre e afirmou que o estado tem de chamado atenção de investidores e empresários de países da Ásia e América do Sul.

“O Acre tem chamado atenção de empresários e autoridades chinesas e peruanas pela localização estratégica em que se encontra na rota interoceânica e também pelo potencial de produção. Graças aos esforços do governador Gladson Cameli e da Aleac temos avançado muito na integração comercial com outros países”, disse.

Sobre a reunião com representantes do Porto de Matarani, Gonzaga destacou a oportunidade de desenvolvimento do Acre ao se conectar com o terminal portuário.

“O Porto de Matarani está a 1.495 km de Rio Branco, com um tempo estimado de viagem de 23h. Essa proximidade reforça a importância dessa conexão para impulsionar o comércio e a exportação, fortalecendo a economia do nosso estado e criando novas oportunidades para nossos produtores e empresários. Estamos trabalhando para que essas pautas avancem e tragam desenvolvimento para o Acre”, disse.

O gerente comercial do Porto de Matarani, Frank Mecklemburg, afirmou que o terminal portuário está habilitado para receber cargas do Acre e fomentar a rota Ásia e Pacífico.

“Atualmente estamos tratando parcerias com o Acre com o objetivo de desenvolvimento da região acreana e peruana. Já temos uma experiência com a empresa Dom Porquito que a cada dia está melhorando e esperamos que outros exportadores do Acre, Rondônia e outros estão passam a somar nesse projeto de exportação de produtos como carne, castanha, soja e outros usando o Porto Matarani como ponto de início através de rodovia que sai de Rio Branco e vai até o Peru”, disse.

O secretário Assur Mesquita afirmou que o governo do Acre tem buscado novos parceiros comerciais para alavancar a economia do estado.

“Os representantes do Porto de Matarani nos informaram que haverá um navio conectando os portos peruanos, sendo esta a melhor alternativa para exportamos os produtos acreanos através da rota Quadrante Rondon. O Acre está preparado para exportar produtos para o mundo inteiro”, disse Assur.

12 de dez. de 2024

Com dívidas bilionárias, incluindo de navegação aérea, GOL recebe enorme desconto do governo brasileiro


Por Carlos Martins - A GOL Linhas Aéreas recebeu um desconto bilionário do governo federal para pagamento de dívidas, incluindo de navegação aérea.

A companhia brasileira, que está se encaminhando para a fase final da sua Recuperação Judicial nos EUA, o chamado Chapter 11, conseguiu renegociar diversas dívidas com entidades no Brasil, mais especificamente com a Receita Federal e Força Aérea Brasileira.

O desconto foi de 77%, com o montante da dívida federal indo de US$ 1,1 bilhão de dólares para US$ 250 milhões, como informa a Revista Veja. Este valor inclui dívidas que a GOL tinha com o DECEA, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, parte da Força Aérea Brasileira.

Assim, no total, o desconto é de cerca de US$ 850 milhões, que se traduzem em R$ 5 bilhões de reais em abatimento da dívida.

A dívida com a FAB somava US$ 117 milhões (R$ 704 milhões), referente a taxas de navegação (custo pelo uso dos serviços de tráfego aéreo) acumuladas nos últimos anos, além de juros e multas pelo atraso na quitação.

O valor destas taxas é destinado à manutenção dos serviços de controle do espaço aéreo, como operação e manutenção de radares, rádios, estações meteorológicas, cartas aeronáuticas e sistemas de plano de voos. Em teoria, o não pagamento das taxas impediria a continuidade do uso dos serviços, ou seja, impossibilitaria que os aviões da empresa continuasses decolando.

Agora, o montante de US$250 milhões será pago em parcelas nos próximos 10 anos, sendo que a parte relativa a dívidas previdenciárias terá um prazo menor para quitação, até 2030.

Dólar fecha em alta com saída de estrangeiros e temores fiscais superando otimismo com Copom

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o movimento ocorreu na esteira, primeiramente, das perdas na bolsa brasileira

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


O dólar voltou a fechar em alta nesta quinta-feira, 12, após duas sessões de recuo, à medida que fluxos de saída de estrangeiros e os altos prêmios de risco do país, impulsionados por temores fiscais, mais do que compensavam a euforia inicial dos investidores com a decisão do Copom na véspera, em pregão que ainda contou com um leilão de linha do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,90%, cotado a 6,0128 reais. Na B3, às 17h04, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,07%, a 6,029 reais na venda.

Mais cedo, no início da sessão, o dólar chegou a recuar de forma acentuada com a reação positiva do mercado à decisão do Copom na véspera de elevar a Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, e sinalizar mais duas altas de mesmo tamanho no próximo ano.

A sinalização para as duas próximas reuniões pegou os investidores de surpresa. Além do fato de o BC vir evitando o fornecimento de um "guidance" para seus encontros futuros, os analistas não previam duas altas da mesma magnitude no próximo ano.

A elevação da Selic aumenta o diferencial de juros do Brasil com as taxas de países com moedas fortes, como o caso dos Estados Unidos, o que torna o real bastante atrativo para operações de "carry trade".

Com isso, o dólar atingiu a mínima da sessão às 9h06, a 5,8696 reais (-1,50%).

Por volta das 12h15, no entanto, o dólar mudou de direção e passou a subir ante o real.

Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o movimento ocorreu na esteira, primeiramente, das perdas na bolsa brasileira, que ocorriam justamente pela perspectiva de uma Selic mais alta do que o esperado para o início do próximo ano.

"Acho que a performance da bolsa está refletindo no câmbio. Então, está saindo dinheiro da bolsa e grande parte retornando para exterior e isso está impactando a liquidez", disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

No exterior, o dólar também operava com força, subindo frente a maioria das divisas de países emergentes, como peso mexicano e rand sul-africano, o que também extraía recursos do mercado brasileiro.

O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 106,600.

Alguns analistas também chamaram atenção para as notícias sobre o quadro de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na visão deles, o recuo da moeda norte-americana já tinha se dado em parte na véspera por conta da informação de que Lula seria submetido a um procedimento complementar da cirurgia de emergência que realizou antes para drenar um hematoma no crânio.

O argumento é que a perspectiva de que a saúde do presidente possa impedi-lo de buscar a reeleição em 2026 abre espaço para um nome mais alinhado ao mercado. Os médicos disseram que Lula deve deixar a terapia intensiva na sexta-feira.

"Houve uma reação inicial positiva à possibilidade de que Lula não tivesse condições de saúde para concorrer em 2026", disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

Mais cedo, o Banco Central vendeu um total de 4 bilhões de dólares em dois leilões com compromisso de recompra, mas as vendas não tiveram influência nas cotações.


*com informações da Reuters

Silagem de capins tropicais é opção para pecuária na Amazônia


Por Daniel Navarro, da Assessoria - Estudos sobre comportamento de capins tropicais na Amazônia para produção de silagem apontam a prática como opção estratégica para reserva de alimento em épocas de estiagem, que podem se tornar mais severas na região. Trabalhos da Universidade Federal Rural da Amazônia, campus Belém, em parceria com a Embrapa Gado de Corte, mostram como diversas cultivares e manejos impactam a qualidade fermentativa da silagem de capins tropicais.

A ensilagem de capins tropicais tem se mostrado valiosa por preservar o excedente de volumoso e por ser uma cultura de fácil manejo e menor risco, em comparação a outras culturas utilizadas para produção de silagem. “O capim tem flexibilidade de uso já que com o mesmo pasto pode se fazer a silagem e o pastejo. Mas não posso trazer um manejo pronto do Centro-Oeste para cá. Em cada lugar é preciso uma validação das melhores práticas, inclusive considerando diferenças importantes dentro das regiões da Amazônia”, explica o professor adjunto de Forragicultura e Pastagens da Universidade Federal Rural da Amazônia, campus Belém, Dr. Thiago Carvalho da Silva.

Silva, cuja linha de pesquisa é justamente a silagem de capins tropicais, tem conduzido e orientado diversos estudos com o principal objetivo de caracterizar diferentes cultivares em situações diferentes de manejo, analisando aspectos do comportamento na fermentação e qualidade nutricional.

Em estudo inédito realizado na Fazenda Escola de Igarapé-Açú, pertencente à UFRA a cerca de 120 quilômetros de Belém, foi possível estudar indicadores fermentativos, nutricionais e digestivos de sete cultivares dos gêneros Megathyrsus (Syn. Panicum) e Uroclhoa (Syn. Brachiaria). Os capins foram cultivados em 84 parcelas de 12 m2 e cortados a 30, 60 e 90 dias durante o período chuvoso de dois anos. O estudo analisou o pH das silagens de todas as cultivares e as populações microbianas em cada tempo de abertura do silo em 5, 30 e 60 dias.

No estudo, a Brachiaria híbrida Mavuno se destacou pela produtividade em massa seca dentre as cultivares avaliadas. Também, o Mavuno chamou a atenção na queda mais rápida do pH. “Na abertura de cinco dias, o Mavuno já tinha pH em torno de 4,8, o que costuma ocorrer com os capins tropicais aos 30 dias após a ensilagem,” explica Silva.

O especialista lembra que quanto mais rápida a queda do pH, mais eficiente é o processo de conservação da forragem. Ele explica também que a queda brusca do pH pode relacionada com mais presença de carboidratos solúveis na composição do capim, aspecto que será aprofundado em novas análises.

“Estamos sempre à disposição para apoiar estudos que tragam mais produtividade para a pecuária brasileira. As pesquisas que acompanhamos em silagem, fenação e vedação de pastagem mostram o potencial de nutricional da conservação de pastagem para se produzir mais na mesma área. Isso traz rentabilidade e sustentabilidade ao produtor“, avalia Edson de Castro Junior, coordenador técnico da Wolf Sementes, empresa que desenvolveu o híbrido Mavuno.

“Sabemos da produtividade de Mavuno e que o teor de proteína bruta pode chegar a níveis elevados em condições favoráveis de clima e adubação. E quando soubemos que ele também ficou dentre os mais produtivos do ensaio, mesmo em condições de alta precipitação e alta umidade, ficamos muito empolgados com o que podemos entregar na região Amazônica”, afirma o engenheiro agrônomo da Wolf Sementes.