27 de jan. de 2025

Petro, Trump e a Guerra Híbrida: quando a retórica não resiste à realidade

A derrota do simbolismo anti-imperialista frente ao pragmatismo norte-americano


Ricardo Fan - A recente troca de declarações e medidas entre o presidente colombiano Gustavo Petro e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump exemplifica mais um capítulo da complexa dinâmica da guerra híbrida contemporânea. Essa guerra, caracterizada por uma combinação de pressões políticas, econômicas e narrativas, tem como campo de batalha não apenas as instituições diplomáticas, mas também a opinião pública e o cenário internacional. Os acontecimentos recentes demonstram como o peso da hegemonia norte-americana ainda prevalece, mesmo diante de desafios simbólicos.


Petro vs. Trump: uma postura bufona e ineficaz

O conflito começou com a imposição de sanções dos Estados Unidos contra a Colômbia, uma medida que, sob o discurso de Trump, buscava pressionar o governo colombiano por desacordos políticos e migratórios. Em resposta, Petro declarou de forma contundente: “Resisti à tortura e resisto a você”, evocando seu passado como ex-guerrilheiro e seu enfrentamento a perseguições e ameaças no cenário político colombiano. A fala, no entanto, foi amplamente interpretada como uma tentativa de lacração política, mais voltada a inflamar sua base do que a oferecer uma solução realista para o problema.

Essa postura revelou-se um ato bufão e mal calculado, considerando o desgaste de sua popularidade na Colômbia. Petro tentou reforçar uma imagem de independência e soberania ao adotar um tom confrontador contra os Estados Unidos, alinhando-se a um discurso anti-imperialista que historicamente mobiliza setores da esquerda latino-americana. Contudo, o gesto foi rapidamente desmascarado pelas consequências práticas das sanções, que expuseram os limites de sua retórica. Com uma base política já desgastada por desafios internos, a movimentação acabou reforçando críticas sobre sua incapacidade de lidar de forma pragmática com questões de grande relevância internacional.


O recuo e a vitória de Trump

Dias após o embate inicial, a narrativa mudou drasticamente. Sob pressão das sanções, o governo colombiano cedeu às demandas de Washington e ajustou sua política de deportação de migrantes. Em resposta, Trump suspendeu as sanções, celebrando a decisão como uma vitória de sua estratégia de pressão. Esse desfecho não apenas expõe os limites da resistência de Petro, mas também reafirma o poder de barganha que os Estados Unidos mantêm sobre nações em desenvolvimento.

O recuo colombiano foi amplamente criticado por opositores de Petro, que viram na decisão uma contradição ao discurso inicial de soberania e resistência. Enquanto Petro buscava projetar uma imagem de liderança autônoma, a decisão final acabou reforçando a ideia de que, na prática, a Colômbia ainda depende profundamente de relações pragmáticas com os Estados Unidos. Com uma taxa de aprovação em queda no país, as falhas de Petro no cenário internacional apenas somaram-se à percepção interna de ineficiência e perda de rumo político.


A reação do governo Lula e a hipócrita comparação

No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva também enfrentou um dilema relacionado à questão migratória durante as mesmas sanções impostas por Trump. A situação ganhou destaque após imagens de brasileiros deportados dos Estados Unidos sendo acorrentados, uma prática que gerou forte indignação na opinião pública brasileira. Lula condenou a ação, mas sua postura foi alvo de críticas devido ao silêncio de seu governo sobre episódios semelhantes que ocorreram durante a administração de Joe Biden.

Dados mostram que, no governo Biden, os números de deportações de brasileiros já eram significativamente altos. Desde 2021, milhares de brasileiros foram deportados dos Estados Unidos, mas os dados mais recentes indicam que, durante o atual governo Lula, o número de deportados continuou expressivo, com diversas denúncias de condições precárias e tratamento degradante. Isso evidencia que a ação não é exclusiva de Trump, mas uma continuidade de políticas migratórias rigorosas adotadas pelo governo democrata. Além disso, considerando o tempo curto entre a imposição das sanções e as deportações, é improvável que os casos tenham se iniciado exclusivamente sob Trump. Isso sugere que muitos processos já estavam em tramitação durante o governo Biden, mas foram acelerados e usados politicamente por Trump.

O debate também se estende a hipóteses futuras. Se Kamala Harris, vice-presidente de Biden, estivesse na presidência, o cenário dificilmente seria diferente. Os mesmos deportados provavelmente enfrentariam condições similares, dada a continuidade de políticas migratórias duras pelos democratas. Essa constatação enfraquece a narrativa de que apenas governos republicanos adotam medidas severas contra migrantes.


A Guerra Híbrida e seus significados

A disputa entre Petro e Trump é um exemplo emblemático de como a guerra híbrida opera em múltiplos níveis. De um lado, temos a pressão econômica, com as sanções funcionando como uma ferramenta para forçar mudanças políticas em governos considerados desafiadores pelos Estados Unidos. De outro, a batalha narrativa, na qual declarações simbólicas como a de Petro tentam galvanizar apoio interno e internacional, mas muitas vezes esbarram nos limites impostos por relações de poder desiguais.

A vitória de Trump nesse episódio não se limita à suspensão das sanções. Ela também reforça a percepção de que o aparato de influência dos Estados Unidos – que combina sanções, alianças estratégicas e uma narrativa de autoridade moral – ainda é uma força praticamente incontestável no hemisfério ocidental. Para Petro, o episódio representa uma derrota significativa, minando sua tentativa de consolidar um discurso de autonomia em um contexto global onde as relações de dependência permanecem profundamente enraizadas.

A batalha entre Gustavo Petro e Donald Trump é um reflexo das tensões que definem a política global contemporânea. Embora Petro tenha buscado desafiar o peso da hegemonia norte-americana com um discurso de resistência, as limitações impostas por fatores estruturais o levaram a um recuo que fortaleceu a narrativa de Trump. Esse episódio destaca não apenas as dinâmicas de poder desiguais, mas também os desafios enfrentados por líderes que tentam navegar entre o simbolismo da resistência e as realidades pragmáticas de um sistema internacional dominado por potências consolidadas.

Em 'Live' brasileiros explicam as deportações que ocorrem nos EUA

Islamização na Grã-Bretanha atinge outra igreja histórica

 

Colômbia recua e permitirá o pouso do Boeing C-17 com deportados dos EUA

Divulgação – Casa Branca/ICE


Carlos Martins - A Colômbia decidiu voltar atrás na decisão de proibir voos americanos com deportados, e aceitará o Boeing C-17 da Força Aérea Americana (USAF) com imigrantes colombianos.

O recuo vem após Donald Trump anunciar uma lista de sanções que seriam colocadas contra o país latino-americano caso negasse novamente a entrada de aviões americanos com deportados, como aconteceu com um Boeing C-17 da USAF que partiu da Califórnia e precisou dar meia-volta.

As sanções anunciadas incluíam impostos extras sobre exportação de café (um dos principais produtos que a Colômbia exporta) e também suspensão do visto americano de praticamente todos os membros da alta cúpula do governo colombiano.

Gustavo Petro, presidente da Colômbia, chegou a anunciar um voo de repatriação com o Boeing 737-700BJ de uso presidencial, de maneira a garantir um tratamento mais humanizado para os deportados, mas a Casa Branca anunciou nas últimas horas deste domingo, 26 de janeiro, que os dois países chegaram num entendimento.

Segundo comunicado oficial da Casa Branca, “o governo da Colômbia concordou com todas as condições do presidente Trump, incluindo a aceitação irrestrita de todos os imigrantes ilegais da Colômbia retornados dos Estados Unidos, inclusive em aeronaves militares dos EUA, sem limitações ou atrasos. Com base nesse acordo, as tarifas e sanções totalmente elaboradas sob o IEEPA serão mantidas em reserva e não serão assinadas, a menos que a Colômbia deixe de cumprir o acordo. As sanções de vistos emitidas pelo Departamento de Estado e as inspeções intensificadas pela Alfândega e Proteção de Fronteiras permanecerão em vigor até que o primeiro voo com deportados colombianos seja concluído com sucesso. Os eventos de hoje deixam claro para o mundo que os Estados Unidos são novamente respeitados. O presidente Trump continuará a proteger ferozmente a soberania da nossa nação e espera que todas as outras nações do mundo cooperem plenamente na aceitação da deportação de seus cidadãos presentes ilegalmente nos Estados Unidos“.

Até o momento, Petro não se pronunciou sobre o recuo, mas chegou a retweetar o tweet abaixo, publicado originalmente pela porta-voz da Casa Branca:

Site Acrenews publica relevante matéria histórica sobre o futebol acreano

Vasco da Gama – 1966. Em pé, da esquerda para a direita: Pional, Flávio, Alberto, Paulo, Teotônio e Sérgio Beiruth. Agachados: Bico-Bico, Milton Esteves, Danilo Galo, Luís Melo e e Gutemberg. Foto/Acervo FFAC.

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Azul suspende voos em 12 cidades a partir de março

As alterações na malha ocorrem em um momento em que a Azul negocia uma possível fusão com a Gol

Aeronave da Azul em Brasília. Foto: Adriano Machado/Reuters


              Por Reuters

Patrícia Vilas Boas - A Azul informou na sexta-feira que suspenderá operações em 12 cidades brasileiras a partir de 10 de março, mencionando um aumento nos custos operacionais, além de questões de disponibilidade de frota e ajustes de oferta e demanda. 

As suspensões envolvem as cidades: Campos e Cabo Frio (RJ), Correia Pinto (SC), Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatú (CE), Mossoró (RN), São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI), Rio Verde (GO) e Barreirinha (MA).

A Azul disse em nota à imprensa que “está sempre avaliando as possibilidades e necessidades de mercado e, consequentemente, mudanças fazem parte do planejamento operacional”. 

A Azul também informou que os voos para Fernando de Noronha (PE) serão realizados somente pelo aeroporto de Recife a partir de 3 de março; enquanto, a partir de 10 de março, os voos saindo de Juazeiro do Norte (CE) passarão a ter como destino o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), principal hub da Azul.

“Da mesma forma, as operações no aeroporto de Caruaru (PE) serão readequadas, devido à baixa ocupação. Os voos passarão a ser operados por aeronaves Cessna Grand Caravan, com capacidade para 9 clientes”, acrescentou a companhia aérea no comunicado.

Em entrevista à Reuters nesta semana, o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, negou que a empresa esteja “enxugando” sua malha e disse que a empresa cancelou “algumas rotas em algumas cidades” dado o dólar alto, afirmando ser algo “normal”.

As alterações na malha ocorrem em um momento em que a Azul negocia com a holding controladora da rival Gol uma potencial união de operações, um negócio que se levado adiante vai gerar uma companhia com cerca de 60% do mercado de voos doméstico, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Especialistas do setor afirmam que uma fusão entre as empresas seria um “mal necessário”, já que, no caso de a operação não acontecer, Azul e Gol, que está em recuperação judicial nos Estados Unidos, teriam que procurar novas alternativas para garantirem a sustentabilidade de suas operações.

A Azul, única empresa do setor aéreo em operação no Brasil que até agora não recorreu a um processo de recuperação judicial, chegou no ano passado a um acordo com arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos para liquidar cerca de 3 bilhões de reais em dívidas em troca de participação acionária.

26 de jan. de 2025

Estado colabora com estudo econômico que vai avaliar perspectivas e desafios de empresários e consumidores para 2025

Reunião técnica reuniu gestores públicos e instituições financeiras que apresentaram perspectivas de investimentos. Foto: Assessoria Fieac


Jairo Carioca - O governo do Acre, por meio das secretarias de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e de Planejamento (Seplan), vai participar de um estudo econômico promovido pelo Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, para avaliar as perspectivas e os desafios de empresários e consumidores para o ano de 2025. O trabalho será entregue na primeira quinzena de fevereiro.

Uma reunião técnica foi realizada na tarde desta quarta-feira, 22, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), em Rio Branco, quando gestores públicos, representantes de instituições financeiras e do Município apresentaram um resumo prévio de investimentos previstos para serem injetados na economia acreana em 2025.

O titular da Seict, Assurbanipal Mesquita, destacou a qualificação dos integrantes do debate com capacidade de nortear rumos ao desenvolvimento, criando um ambiente de contribuição à economia. “Temos certeza de que o produto gerado por esse estudo vai ser de grande valia para os vários setores responsáveis pela geração de riquezas acreanas”, acrescentou.

Ainda de acordo Mesquita, esse é um trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Fórum há um ano e meio. Este ano, um termo de cooperação técnica vai desenvolver um estudo específico da Rota Quadrante Rondon, que deverá fortalecer o trabalho de viabilidade do corredor de exportação e importação, com foco nas relações comerciais com Peru e Bolívia.

Encontro reuniu gestores públicos do Estado e do Município e representantes de instituições financeiras. Foto: Jairo Carioca/Seict

A titular em exercício do Planejamento, Kelly Lacerda, destacou o esforço feito pelo governo do Acre em 2024, para garantir recursos de contrapartida para 39 obras em fase de execução, consideradas prioritárias, com a previsão de investimentos em torno de R$ 180 milhões.

O presidente do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, Assuero Veronez, disse que o olhar com viés econômico é papel da instituição como guardiã do segmento econômico. “Estamos vendo como atuar no sentido de nos antecipar aos problemas que podem vir este ano, ouvindo cada segmento e colocando a larga experiência de economistas e gestores públicos”, disse.

O presidente da Fieac, José Adriano Ribeiro, defendeu o nivelamento com as novas prefeituras, com a implantação de fóruns municipais. “Tudo isso é preciso ser traduzido para a sociedade, preparando o setor produtivo, para os investimentos previstos pelo poder público”, avaliou.

Mais de 400 questionários estão sendo aplicados no setor empresarial. O trabalho é coordenado pelos economistas Rubicleis Gomes e Carlos Estevão, por meio da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino e Pesquisa e Extensão, instituição ligada à Universidade Federal do Acre.

Da série: Resolvendo as negligências dos outros

 

Os carros mais caros em cada país


 

23 de jan. de 2025

RB: Preço da soja? A especulação começou!

 

Trump anuncia empreendimento ‘Stargate’ de US$ 500 bilhões para construir infraestrutura de Inteligência Artificial

 

Na terça-feira, o CEO da OpenAI, Sam Altman, o CEO da SoftBank, Masayoshi Son, e o presidente da Oracle, Larry Ellison, anunciaram a criação da Stargate, uma nova empresa focada na expansão da infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos. O anúncio foi feito na Casa Branca, ao lado do presidente Donald Trump, que descreveu o projeto como o maior investimento em infraestrutura de IA da história.

As empresas investirão inicialmente US$ 100 bilhões, com planos de expandir o financiamento para US$ 500 bilhões nos próximos anos. O projeto deve gerar 100.000 empregos nos EUA e terá como foco a construção de centros de dados para IA em todo o país. O primeiro centro de dados de 1 milhão de pés quadrados já está em construção no Texas, segundo Ellison.

Altman enfatizou a importância da infraestrutura de IA para manter a liderança dos EUA sobre a China em tecnologia de inteligência artificial. Ele já havia incentivado autoridades americanas a apoiarem investimentos domésticos para garantir a supremacia em áreas como economia e aplicações militares. Em uma entrevista recente, elogiou a capacidade de Trump em atrair investimentos para IA, afirmando que essa tecnologia exige infraestrutura massiva, energia e fabricação de semicondutores para manter sua vantagem global.

A SoftBank será responsável pelo financiamento da Stargate, enquanto a OpenAI cuidará da operação do projeto. A Oracle contribuirá com sua experiência em gestão de centros de dados, e um quarto parceiro, MGX, também fornecerá financiamento. Trump posicionou a iniciativa como parte fundamental da reindustrialização dos EUA, embora anúncios passados de investimentos de grande escala, como a fábrica da Foxconn em Wisconsin, tenham tido resultados mistos.

Novas regras do MEI impactam agricultores e produtores rurais


                Por Pensar Agro

O regime do Microempreendedor Individual (MEI) passou por mudanças importantes agora em 2025, afetando diretamente agricultores familiares, pequenos produtores rurais e outros empreendedores ligados ao agronegócio.

Entre as principais novidades estão o aumento do limite de faturamento, o reajuste das contribuições mensais e a obrigatoriedade de emissão de notas fiscais eletrônicas, mudanças que exigirão adaptação por parte do setor.

A elevação do teto de faturamento anual de R$ 81 mil para R$ 130 mil é especialmente relevante para o produtor rural. A nova regra permitirá que pequenos agricultores expandam suas operações, comercializem mais produtos e se formalizem sem a necessidade de migrar para regimes tributários mais complexos, como o de Microempresa (ME). O novo limite representa um faturamento médio mensal de R$ 10.830, mais adequado à realidade econômica de quem lida com sazonalidade e picos de produção.

Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518, a contribuição mensal também foi ajustada. Os agricultores que optam pelo MEI pagarão R$ 76,90 no caso de atividades de comércio e indústria, R$ 80,90 para prestação de serviços, e R$ 81,90 para atividades mistas. Para caminhoneiros que transportam produtos agrícolas, o valor será de 12% do salário mínimo, totalizando R$ 182,16.

A obrigatoriedade da emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e), válida a partir de 1º de abril, será outro ponto de atenção para os produtores rurais. A emissão exigirá a inclusão do Código de Regime Tributário (CRT) específico para o MEI, marcando um passo importante na formalização das atividades agrícolas.

Essa mudança permitirá maior controle fiscal e transparência nas transações, beneficiando tanto produtores quanto compradores, mas também demandará ajustes técnicos, como o uso de sistemas eletrônicos para emissão.

Outro destaque é a necessidade de regularidade fiscal para evitar problemas como multas ou exclusão do regime. A atualização do Guia DAS, a Declaração Anual e o acompanhamento do faturamento são essenciais, especialmente para quem deseja garantir acesso a crédito rural, benefícios previdenciários e outras vantagens proporcionadas pela formalização.

Essas mudanças representam um desafio para o pequeno produtor rural, mas também trazem oportunidades. O aumento do limite de faturamento permitirá maior comercialização de produtos em feiras, cooperativas e mercados locais, enquanto a formalização reforça a posição do agricultor no mercado. O produtor que se adequar às novas regras poderá ampliar sua atuação de forma sustentável e competitiva, consolidando sua importância no agronegócio brasileiro.

Boi gordo e feijão puxam valorização no mercado agrícola da capital: Veja a cotação


A cotação atual de produtos agropecuários em Rio Branco, divulgada nesta quarta-feira (22) pelo Portal Agrolink, evidencia o aquecimento do mercado na região. Os dados apontam o boi gordo e o feijão como os itens mais valorizados na lista de preços atualizados.

De acordo com as informações, o preço do boi gordo (15 kg) está fixado em R$ 257,50, enquanto o feijão cores, comercializado por saca de 60 kg, atinge R$ 284,38. Apesar de sua última atualização ter ocorrido no início do mês, o feijão mantém-se como um dos produtos mais valorizados. Já a novilha gorda e a vaca gorda, ambos em lotes de 15 kg, estão sendo negociados a R$ 242,50.

Para produtores rurais, o cenário é promissor. O boi gordo, por exemplo, segue como uma das principais fontes de receita para a pecuária local, enquanto o feijão desponta como uma commodity essencial no mercado de grãos.

Aviões de guerra venezuelanos sobrevoam fronteira com a Colômbia e levantam preocupações


Carlos Ferreira - A situação na região de Catatumbo, na fronteira entre Colômbia e Venezuela, apresenta-se delicada, especialmente com o sobrevoo de aeronaves militares venezuelanas, o que gerou preocupações entre as forças armadas colombianas sobre possíveis violações de sua soberania. Este cenário se insere dentro de um exercício militar anunciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Na manhã de quarta-feira, 22 de janeiro, moradores do departamento de Norte de Santander começaram a relatar a presença de aeronaves militares venezuelanas cruzando a fronteira.

Essas operações militares são fruto de um anúncio realizado por Maduro na semana anterior, no qual o presidente venezuelano declarou que o objetivo contínuo das manobras é a defesa da soberania nacional frente a “inimigos internos e externos”, segundo palavras do general Manuel Castillo Rengifo.

As manobras militares incluem uma mobilização significativa, com cerca de 150.000 efetivos das forças armadas e da polícia participando do que Maduro nomeou de exercício “Escudo Bolivariano 2025”.

Durante a realização de um evento no Complexo Militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, Maduro defendeu essa ação como essencial para garantir a paz e a segurança no país, alegando que grupos violentos e terroristas da Colômbia se infiltram no território venezuelano.

As Forças Militares da Colômbia, em conversas com a mídia local, confirmaram que, embora as aeronaves tenham se aproximado, não houve violação do espaço aéreo colombiano.

O aumento da atividade aérea militar ocorre em um contexto de instabilidade crítica na região, onde confrontos entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências das Farc já resultaram em pelo menos 100 mortes e mais de 32.000 deslocados, muitos dos quais cruzaram para o lado venezuelano em busca de abrigo.

Em resposta à crise na fronteira, Maduro mobilizou mais de 2.000 soldados, visando fortalecer a segurança nesta área marcada por conflitos. Ele também ressaltou a importância de oferecer ajuda humanitária àqueles que buscam refúgio e a necessidade de implementar um “tapão militar” para evitar a entrada de grupos armados no país.

O Ministério da Defesa colombiano ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre os recentes acontecimentos, mas confirmaram que o ministro, Iván Velásquez, está ciente da situação e avaliando os possíveis desdobramentos desses exercícios militares sobre a segurança regional.

Estado do Acre faz tratativas com governo de Pando para promover desenvolvimento integrado e sustentável

Grupo de trabalho vai desenvolver ações de fortalecimento da economia regional integrada entre Acre e Pando. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac


Jairo Carioca - Promover ações integrativas entre o Acre e os departamentos bolivianos de Pando e Madre de Dios, fomentando a geração de negócios, emprego e renda com desenvolvimento sustentável, foi o objetivo dos encontros realizados nesta terça-feira, 21, na sede da governança de Pando, em Cobija, e na Câmara de Vereadores da cidade.

O governo do Acre foi representado pelos titulares da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanipal Mesquita, e pela presidente Agência de Negócios (Anac), Waleska Bezerra. A recepção foi realizada pelo governador de Pando, Regis Germán Richter.

Para o secretário Assurbanipal Mesquita, as relações transfronteiriças se tornaram tema prioritário do ponto de vista econômico, visto que a Amazônia Sul Ocidental tem uma área geopolítica estratégica.

“Estamos reestabelecendo grupos de trabalho formados entre os estados envolvidos, no sentido de implementar ações de integração regional no processo de desenvolvimento, levando em conta vários fatores, entre eles o fortalecimento da Rota Quadrante Rondon, a exportação e importação de produtos, as feiras como promoção de negócios e o turismo”, destacou.

Já Waleska Bezerra afirmou que a Anac vem cooperando para a vitalidade da economia, estimulando principalmente a promoção de negócios. “O fortalecimento dos estados da região andina possibilita a geração de novos empregos e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Essa união é fundamental para o crescimento regional”, analisou.

Câmara de Vereadores de Cobija dialogou com gestores do Acre sobre crises climáticas e abastecimento de água. Foto: Clemerson Ribeiro/Anac

O governador Richter lembrou que o principal desafio é estabelecer uma rota entre a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia, e a mais extensa cadeia de montanhas da Terra, a Cordilheira dos Andes. E elogiou as ações realizadas pelo governo do Acre.

“Estamos contentes com o trabalho do governador Gladson Cameli. Essa rota trinacional precisa ser integrada. A Bolívia tem o passo fronteiriço entre San Pedro de Atacama e o Salar de Uyuni, um ponto de cruzamento entre Bolívia e Peru. Esse intercâmbio comercial e cultural será muito bom para todos”, acrescentou.

Na Câmara Municipal de Cobija, o presidente da Comissão Especial de Águas, vereador Fernando Fernandez, abordou a importância da gestão de crises climáticas integradas, discorrendo sobre as dificuldades enfrentadas nos últimos anos, com a cheia do Rio Acre e o saneamento básico das cidades de fronteira.

O grupo de trabalho vai planejar ações integradas com base nas feiras Expoacre, Expo Pando e Expocruz, com a elaboração de um portfólio de negócios.

SIATT – MANSUP está pronto para defesa de litoral


                     Luiz Padilha 

Em dezembro de 2024, o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil lançou pela primeira vez, em parceria com a SIATT, o Míssil MANSUP a partir de uma plataforma terrestre.

Após esse evento inédito, a SIATT anuncia que o Míssil MANSUP (Míssil Antinavio de Superfície) está oficialmente pronto para ser integrado e utilizado nas operações de defesa de litoral. Este avanço representa um marco significativo para a segurança nacional, ampliando a capacidade de defesa do litoral brasileiro.

O Míssil MANSUP é um sistema de armas de alta precisão desenvolvido para garantir a proteção das águas territoriais brasileiras. Projetado para neutralizar navios de combate que representem ameaças à soberania marítima, o MANSUP é um míssil que atualmente pode ser lançado de plataformas terrestres ou navais.

A grande vantagem da integração do Míssil MANSUP na lançadora do sistema de foguetes de artilharia para saturação de área, é que os usuários de sistema poderão expandir sua capacidade de atingir alvos no mar com altíssima precisão.

Paulo Salvador, Diretor da SIATT, declarou: “Essa integração oferece uma solução mais completa e robusta para a proteção de litoral e para a dissuasão de ameaças. Ela pode ser oferecida internacionalmente tendo como vetor o MANSUP”.

Equipe SIATT e Corpo de Fuzileiros Navais após o Lançamento

Robson Duarte, Sócio-Diretor da SIATT, ressaltou: “Com o Míssil MANSUP, o Brasil fortalece sua capacidade de proteção de sua área litorânea, particularmente em regiões de grande importância econômica e estratégica. Esse sistema de defesa pode ser integrado a outras plataformas, como sistemas de radar e unidades navais. No caso do Brasil, poderá receber informações do SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul) para o disparo do míssil”.

O Míssil MANSUP está pronto para operações de defesa de costa e litoral, marcando um novo patamar na segurança nacional. A expectativa é que ele seja rapidamente integrado às forças armadas brasileiras, contribuindo para a segurança da navegação e das fronteiras marítimas.

FONTE: Rossi Comunicação

22 de jan. de 2025

De volta ao futuro, a ‘ex-trada’ 364 e a segunda certeza que o juruaense tem

Imagem meramente ilustrativa

Por Reginaldo Palazzo – Um tempo atrás escrevi - Mais 800 milhões de reais do contribuinte desperdiçados pelo DNIT - e eis que o tempo me dá razão. 

Mais uma vez inclusive!

A primeira certeza (por enquanto) de quem nasce no Vale do Juruá é a morte, a segunda certeza é que o DNIT joga dinheiro fora colocando esse negócio preto aí na estrada.

Quem for pegar a “BR- 364” entre Rio Branco e Tarauacá terá a ingrata constatação que os “Serviços de recuperação” que foram feitos no verão (estiagem), passado, já estão se deteriorando.

Se é proposital ou não e não sei, o que sei é que o governo federal (esse que diz que pode-se gastar ad aeternum) sem dor na consciência poderia mandar uns ‘bilhõeszinhos’ pra essas pragas, opa! quero dizer, essas plagas, pra termos realmente uma estrada que possa realmente ser chamada de BR.

Quem sabe algum órgão federal se sensibilize com quem não pega essa vereda tropical somente para passear e realize nosso sonho de ver essa estrada CONCRETizada.

Dinheiro tem, não é mesmo?

E já que nós somos minoria, poderiam dar um desconto nos tais IPVAS da vida, haja vista já gastarmos muito com amortecedores, para-brisas, latarias, carenagens, alinhamentos, cambagens e outros despautérios correlacionados até essa CONCRETização sair.

Entre ponte perigosa, boiadas, cavalos, cabras, carneiros e outros desvios lá se vão aproximadamente 15 anos.

Desde 2011 nesse chove e faz buraco.

Haja sapiência.


 



Trump tem razão: o Brasil é nada. Não importa nem para os brasileiros

Donald Trump nos confronta com nós mesmos. A sua franqueza carnívora expõe as nossas fraquezas herbívoras. Expõe as nossas escolhas erradas


Mario Sabino - Muitos brasileiros ficaram indignados com Donald Trump por causa da resposta que ele deu à pergunta sobre como seriam as relações, a partir de agora, dos Estados Unidos com a América Latina e com o Brasil.

“A relação é ótima. Eles precisam de nós muito mais do que precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todo mundo precisa de nós”, disse o presidente americano à jornalista Raquel Krähenbühl.

No mundo animal, Donald Trump seria um carnívoro solto entre herbívoros — ou seja, todos nós, que obedecemos aos códigos tradicionais da diplomacia e acreditamos piamente que as nações podem colocar a solidariedade e o idealismo à frente de interesses econômicos e militares.

A metáfora é de Emmanuel Macron, ao comentar a vitória do republicano. “O mundo é feito de herbívoros e de carnívoros. Se decidirmos continuar a ser herbívoros, os carnívoros vencerão e nós seremos um mercado para eles”, disse o presidente francês.

É uma imagem feliz. Donald Trump nos confronta com nós mesmos. A sua franqueza carnívora expõe as nossas fraquezas herbívoras. Expõe as nossas escolhas.

Somos nós, brasileiros, que escolhemos ser desimportantes para os Estados Unidos. O que é o Brasil, no contexto das nações? Um gigante bobão, comandado por uma fauna política sem projeto que não o de dilapidar a sociedade.

Os números estão aí. Como os brasileiros podem querer ser relevantes, se a sua participação no comércio mundial é de menos de 1%, a mesma que era em 1980? Se nos comprazemos em ser exportadores de commodities?

Qual pode ser relevância de um país cuja bolsa de valores teve, em 2024, um dos piores desempenhos entre todas as outras dignas deste nome? Um país que representa ridículos 0,5% da carteira de investimentos do mundo e entre diminutos 6% e 7% nas carteiras de mercados emergentes?

Qual é a produção tecnológica do Brasil? Insignificante. No Índice Global de Inovação do ano passado, ficamos em 50º no ranking de 133 países. Para se ter ideia, em 2022, a China fez 70.015 pedidos de patentes, os Estados Unidos fizeram 59.056 e o Brasil, somente 548. Não mudou nada de dois anos para cá.

Guardadas as devidas e enormes diferenças, provocada por Donald Trump, a Europa também se vê confrontada consigo própria: com o seu excesso de regulação, com as suas escolhas enérgicas caras, com o seu modelo social impagável, com o envelhecimento da sua população, com o empobrecimento da sua classe média, com a sua dependência militar dos americanos.

Os europeus, no entanto, partem de um patamar de riqueza material e intelectual muito mais elevado do que o dos brasileiros para fazer frente aos Estados Unidos de Donald Trump.

O que o Brasil deveria fazer neste mundo de competição carnívora? O primeiro passo seria enxergar-se do tamanho que é. Isso não significa ser vira-lata, mas ter princípio de realidade e, a partir daí, seguir no caminho certo. Somos desimportantes por culpa nossa. Por causa das nossas opções erradas desde sempre. Ninguém no mundo precisa do Brasil. A julgar pela maneira com a qual se comportam, nem os brasileiros precisam do Brasil.

Por que milhares de brasileiros estão escaneando a íris em projeto do criador do ChatGPT

Em cerca de dois meses de operação no Brasil, o projeto World já escaneou a íris de mais de 100 mil pessoas

Orb, aparelho de escaneamento da íris do projeto World (Imagem: divulgação)


Por Rodrigo Tolotti - “Fui vender meu olho”. Essa frase tomou as redes sociais no Brasil nas últimas semanas com vídeos de pessoas que aceitaram ter a íris escaneada por uma plataforma que promete gerar uma identidade digital para cada usuário. Em troca, eles recebem um token que pode ser vendido online em troca de dinheiro.

Trata-se do projeto World, criado por Sam Altman, CEO da OpenAI, que é a dona do ChatGPT. A operação fica por conta da Tools for Humanity, empresa criada por Altman. Eles ja escanearam 10 milhões de íris ao redor do mundo, sendo 6,4 milhões na América do Sul. No Brasil, 100 mil.

Apesar do aparente sucesso, o projeto é bastante polêmico. Enfrentou processos em diferentes países, incluindo Espanha e Portugal, onde a operação está paralisada. Assim como as impressões digitais, a íris de cada indivíduo é única. Escanear milhões delas, então, significa ter em mãos dados sensíveis, para dizer o mínimo. Daí a polêmica.

O projeto nega que esteja coletando dados sensíveis. “Não existe armazenamento de íris das pessoas”, afirma Rodrigo Tozzi, chefe de operações da Tools for Humanity no Brasil. “Tudo o que o projeto precisa saber [nesta fase de coleta de íris] é que você é um ser humano único. Nesse processo de verificação, nenhum nome, CPF ou e-mail do usuário é pedido. A World não quer criar um banco de dados”.

O que ela pretende criar, então? Uma identidade digital única, chamada World ID. Quem tem a íris escaneada recebe pelo celular um código, que um dia poderia ser usado como uma espécie de RG global.

A maior utilidade disso é confirmar com exatidão em ambientes digitais que pessoas são pessoas. É como realizar um processo de “não sou um robô” que existe nos sites e apps hoje, mas de forma mais segura, pois já existem IAs que quebram esse tipo de sistema. Se a sua íris já foi escaneada por um sistema que se pretende universal, ela bastará para provar que você é humano (que não se trata de uma íris criada por IA, por exemplo).


Vender a íris?

No Brasil, não falta gente dizendo que vendeu o escaneamento da íris, por R$ 300, R$ 400, R$ 700… Esses valores são diferentes porque, na verdade, a World não paga em dinheiro pelo processo. Ela paga com 25 unidades da criptomoeda deles, a Worldcoin (WLD). E o valor desse ativo varia.

Tozzi ressalta que o projeto não faz nenhuma operação de compra e venda. “É uma distribuição de tokens. Uma forma do usuário ter uma participação no protocolo”, diz o executivo. Cada token WLD valia US$ 1,90 pela cotação do dia 21 de janeiro. Quem vendesse sua recompensa nesse dia, então, embolsaria R$ 287.

Logo após o usuário escanear a íris, o sistema gera um código que será relacionado àquela biometria. Esse código é fracionado, e cada parte fica guardada em um servidor diferente, enquanto todos os dados são apagados do sistema. Ou seja, a plataforma sabe apenas qual código está relacionado a determinada íris, sem ligar isso diretamente a uma pessoa, de acordo com Tozzi.


Como escanear a íris

A imagem tirada da íris do usuário é feita por um aparelho chamado de Orb – nada mais que uma câmera de alta resolução. Ela faz três fotos: do rosto inteiro, do olho direito e do olho esquerdo. Então gera-se o código do usuário, confirmando o escaneamento.

São 44 postos de coleta no Brasil, todos em São Paulo. E Tozzi confirmou que existem planos para expansão e que a intenção do projeto é que todo o país tenha orbs em algum momento. Para participar, é preciso seguir os passos abaixo:


Baixar o aplicativo World App;

* Agendar um horário em um dos locais de verificação;

* Ir a um dos postos e realizar o procedimento no Orb

* Para receber a recompensa em Worldcoins é preciso ter conta em alguma exchange com suporte ao WLD (como a Binance e o Mercado Bitcoin).


Fiscalização e riscos

O projeto está no Brasil desde novembro de 2024, e tão logo sua operação foi anunciada, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou que estava fiscalizando. Mais recentemente, a ANPD emitiu uma nota destacando a sensibilidade dos dados que a World coleta: “Em razão dos riscos mais elevados que o tratamento desse tipo de dado pessoal pode oferecer, o legislador conferiu a eles um regime de proteção mais rigoroso, limitando as hipóteses legais que autorizam o seu tratamento”.

Entre as informações que a ANPD pediu ao projeto estão o contexto em que ocorrem as atividades, a hipótese legal que fundamenta o tratamento de dados, a transparência do tratamento de dados pessoais e a proteção dos dados. Tozzi afirma que todas as respostas já foram enviadas à autoridade e que a Tools for Humanity está aberta para responder qualquer questionamento.

O mais frequente envolve o risco de um vazamento dos dados. Tozzi argumenta que, como as informações pessoais são apagadas e os códigos, criptografados e divididos em partes, esse problema não existe.

Ainda assim, o projeto enfrenta obstáculos mundo afora. Na Espanha e em Portugal, o projeto está paralisado por força das autoridades de proteção de dados locais. Na Argentina e no Reino Unido, Na Coreia do Sul, o país aplicou uma multa de US$ 830 mil por violação de leis de privacidade.