28 de jan. de 2014

TIÃO VIANA ANUNCIA RECUPERAÇÃO DA BR ENTRE RIO BRANCO E SENA MADUREIRA

Agência de notícias do Acre/Samuel Bryan - O governador Tião Viana anunciou na tarde desta segunda-feira, 27, R$ 20 milhões empenhados para a recuperação de emergência da BR-364 entre Rio Branco e Sena Madureira.

Este é o resultado de mais uma parceria entre o governo do Estado e o governo federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit).


Por Samuel Bryan - Trecho entre Rio Branco e Sena Madureira já tem orçamento empenhado (Foto: Sérgio Vale/Secom)

A notícia do empenho do recurso para a recuperação chega apenas 15 dias depois de outra decisão importante, a troca da empresa que realizará a recuperação emergencial. Após grande esforço por parte do governador junto ao governo federal, o trecho antes de responsabilidade da empresa CCL, agora será restaurado pela Castilho Engenharia, que deve iniciar as obras ainda no final de janeiro.

Tião Viana tem cuidado pessoalmente da estrada que liga o Acre de uma ponta a outra. O governador realizou mais de 20 vistorias na BR-364 entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, ouvindo a população, seus anseios e observando suas necessidades.

A empresa Castilho já se encontra mobilizada em outro trecho da BR-364 e informou que tem condições de iniciar as intervenções tão logo seja superada a fase de formalização contratual.

FINANCIAL TIMES: BRASIL É VISTO COMO GRANDE PERDEDOR EM DAVOS


Publicação destaca que "“não foi fácil ouvir alguma notícia positiva sobre o País”



TERRA - Artigo publicado pelo jornal Financial Times nesta terça-feira afirma que o Brasil foi o grande perdedor do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Segundo a publicação, o País deixou uma percepção de falta de investimentos em infraestrutura e a sensação de que “muito do crescimento foi proveniente do consumo”. O artigo completa que “não foi fácil ouvir alguma notícia positiva sobre o País”.

A publicação destaca uma frase do economista-chefe do Itaú-Unibanco, Ilan Goldfajn, que afirmou que “os investidores estão olhando para os países com uma economia sustentável e estável” e completou dizendo que “o Brasil não é”.

O jornal ressalta que a presidente Dilma Rousseff foi para Davos logo após inaugurar um estádio para a Copa do Mundo e não vem fazendo nada para mudar o estado de espírito pessimista que envolve o Brasil.

FT destaca o México
O jornal destacou a participação do México em Davos colocando o país como número um na lista de participantes. O fato de o México anunciar a chegada de grande empresas, como a Nestlé, que promete investir US$ 1 bilhão no país, e a Pepsico, que promete investimento de US$ 5,3 bilhões, foi lembrado pelo jornal.

Países africanos como Nigéria, Tanzânia, Quênia e Uganda também foram vistos com bons olhos pelo Financial Times, que afirmou que eles convenceram os participantes do fórum de que coisas boas vão acontecer em 2014.

TRIBUTO AO PASSADO - TARAUACÁ - SOLENIDADE COM A PRESENÇA DO PREFEITO ENNIO AYRES ENTRE AS AUTORIDADES

O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL DECIDIU QUE A PASSAGEM DE NÃO ÍNDIOS E A UTILIZAÇÃO DE ESTRADAS NÃO PODEM SER OBJETO DE COBRANÇA POR PARTE DE COMUNIDADES INDÍGENAS


Legalidade da cobrança de pedágio em terras indígenas gera discussão

JORNAL NACIONAL - Existem 78 rodovias federais que passam dentro de terras indígenas. A cobrança de pedágio não tem amparo legal, embora muitos deles existam há mais de 20 anos.

No sul do Amazonas, as buscas por três homens desaparecidos em terras dos índios Tenharim vão continuar durante toda a noite.

Há duas semanas, quando eles desapareceram, os moradores de Humaitá atacaram a aldeia e colocaram fogo nas guaritas de cobrança de pedágio dos índios.

Entre outras questões, o episódio trouxe à tona uma discussão sobre a legalidade desses pedágios, comuns em terras indígenas.
Uma rodovia estadual passa no meio da reserva indígena dos Parecis e liga dois municípios que são grandes produtores de grãos, em Mato Grosso. Lá, os índios cobram pedágio para os veículos passarem. O valor varia de R$10 a R$ 50.

A Transamazônica, uma rodovia federal, corta sete estados e passa por reservas, como a dos Tenharins, no Amazonas. Os índios também criaram um pedágio para os veículos. Os valores, entre R$ 20 e R$ 120, eram cobrados há mais de sete anos.
Até que, na semana passada, os postos de pedágio foram destruídos por moradores da região que acusam os índios do desaparecimento de três pessoas.

Em todo o país, essa situação se repete em varias regiões, prejudicando a passagem dos cidadãos.  Existem 78 rodovias federais que passam dentro de terras indígenas. A cobrança de pedágio não tem amparo legal, embora muitos deles existam há mais de 20 anos. O que na pratica mostra a falta de atuação efetiva do governo.

A Funai diz que negocia, com apoio do Ministério Público, uma forma de compensação. Reconhece que o diálogo é difícil e diz que procura uma solução definitiva para o problema. Mas não condena a ação dos índios.
“É encarado como uma questão que precisa dialogada. Não é questão de estar certo ou errado. É uma questão que precisa ser resolvida legalmente, juridicamente, tecnicamente em diálogo com todas as partes. Envolve não só comunidade indígena e Funai, tem que envolver outros órgãos tanto federais como estaduais para que você tenha uma solução conjunta”, diz Maria Janete Albuquerque, da Funai.

Mas o Ministério dos Transportes, em nota, disse que a proteção às comunidades indígenas não pode se sobrepor ao direito constitucional de livre circulação de todos os demais cidadãos.

E que tem buscado assegurar a livre circulação de bens e pessoas por toda a malha federal, solicitando, quando necessário, a atuação de autoridades competentes.

O Ministério também lembrou que no julgamento da ação sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a passagem de não índios e a utilização de estradas não podem ser objeto de cobrança por parte de comunidades indígenas.

OPINIÃO SOBRE PROJETO QUE PREVÊ PUNIÇÃO LEGAL POR DESRESPEITO AO PROFESSOR. HEY 'KIDS' , LEAVE US 'TEACHERS' ALONE


O conhecido refrão da música da banda Pink Floyd cabe perfeitamente no subtítulo

Por Irene Nohara/PROFESSORESNEWS.COM.BR - Em trâmite na Câmara dos Deputados o projeto de lei pela punição de aluno que desrespeitar professor. A proposta prevê punição para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento nas instituições de ensino. Pelo Projeto de Lei nᵒ 267/11, o estudante ficará sujeito à suspensão e, na hipótese de reincidência grave, será encaminhado à autoridade judiciária competente.

Objetiva-se mudar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para incluir o dever de respeitar a autoridade intelectual e moral dos docentes por parte de crianças e adolescentes estudantes. Se fosse algo descontextualizado, pareceria até uma regra de moralidade própria de um sistema totalitário ou de uma ditadura, tendo em vista que o viés predominante do ECA é no sentido da proteção à criança e ao adolescente, ou seja, no estabelecimento de direitos, mas, no contexto brasileiro atual, em que professores sofrem violência verbal e até física, em alguns casos, por parte de alunos, é assunto a ser “discutido” socialmente. 

Ocorre que, em nossa opinião, o acirramento das punições não resolve o problema do desrespeito aos professores. Tentar equacionar uma questão complexa como esta, arraigada em um contexto social de crescente desvalorização do profissional da educação, com singelas alterações na legislação, nem de longe atacará as causas que provocam esse desrespeito, que, diga-se de passagem, é, em grande parte, “reproduzido” (e não espontaneamente produzido) por crianças e adolescentes.

Ora, se a sociedade brasileira como um todo valorizasse mais as atividades dos docentes, hipótese na qual a educação, em si, seria um bem efetivamente almejado, bastaria a aplicação das regras disciplinares internas dos próprios estabelecimentos de ensino, mas parece que os legisladores querem dar um “consolo inócuo” aos professores com esta medida, sobrecarregando ainda mais as já inflacionadas missões do Poder Judiciário.  

Aviltante (mais do que desrespeitoso) é o modo como a sociedade imediatista percebe o educador, pois parece que, para além da formação profissional, é cada vez menos cultivada a transmissão de “valores” voltados para a cidadania, até porque, na atmosfera de individualismo vigorante, a solidariedade pressuposta na cidadania não é algo lá muito incentivado e o estudante, por sua vez, sente-se mais importante do que seu professor, considerado não raro um profissional “descartável” ou “substituível”.

O resultado do qualificado processo de ensino, que é uma educação primorosa, tampouco é algo, em si, valorizado na sociedade atual (claro que, no plano do discurso, há toda uma “construção”, que não é tão compatível com a realidade); primeiro, porque, para o grosso da população, não é tão visível e cultuado, como o status proveniente da aquisição de bens materiais e de oportunidades sociais de efetivo ‘empoderamento’; depois, porque o senso crítico que acompanha uma educação não-superficial quase sempre transforma o ser humano num questionador, algo que também não é lá muito apreciado pelo sistema.

Assim, parece que as pessoas preferem ostentar diplomas e títulos em vez de compartilhar o conhecimento e o senso crítico decorrentes da experiência de pesquisa e estudo. Logo, os professores sentem-se progressivamente “usados”, pois se a sua atividade, que teria valor em si, é tida, quando muito, como um meio ou instrumento para obtenção de algum benefício social, aquilo que ele enxerga como uma “experiência existencial significativa e socialmente transformadora” passa a ser tratado como um efêmero ritual de passagem apto a assegurar conquistas outras, estas sim, mais valorosas do ponto de vista social.

Diante desse estado de coisas, não basta ter uma concepção individual/solipsista diferenciada. Enquanto a sociedade prosseguir nessa postura, será inevitavelmente crescente a desvalorização do professor, numa verdadeira inversão de valores e até de papeis. Daí, o trocadilho com o refrão de Another Brick in the Wall contido no subtítulo da presente reflexão, pois chegará o dia em que o professor pedirá licença para não ser ofendido ao tentar transmitir alguma sabedoria adquirida com base nos seus conhecimentos, sendo não mais o aluno (o que também é lamentável, ressalte-se), mas o ‘docente’ a vítima de dark sarcarsm (humor negro) e thought control (controle de pensamento) nas salas de aula.

Em suma, de nada adianta, a nosso ver, incluir no ECA um dever de as crianças e adolescentes respeitarem uma “autoridade” que a sociedade NÃO reconhece em seus docentes. Para alteração dessa realidade, se é o que se deseja de fato, há a necessidade de ações mais consistentes no tratamento das causas e não simplesmente dos efeitos da crescente desvalorização social dos professores.

Tradução do subtítulo: “Ei, crianças, deixem nós, professores, em paz”. Trocadilho com o conhecido refrão da música da banda Pink Floyd, tendo em vista a troca do sujeito ativo.


(*) ProfessoraIrene Patrícia Nohara é graduada, mestre, doutora e livre-docente em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo; professora pesquisadora do Programa de Mestrado em Direito da Universidade Nove de Julho.

ENTREGUES EM OUTUBRO, IMÓVEIS DO MINHA CASA, MINHA VIDA NA BA TÊM RACHADURAS

Mário Bittencourt
Do UOL, em Vitória da Conquista (BA) 

As rachaduras são o problema mais frequente nos imóveis do condomínio Campo Verde, em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, entregues em outubro pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Elas costumam aparecer nas paredes com janelas e portas, nos tetos, na beira de escadas e no banheiro. 

Nas várias casas visitadas pelo UOL há infiltrações no azulejo 

Entregues em outubro de 2013, imóveis do condomínio Campo Verde, do Minha Casa, Minha Vida, feitos numa área de alagamento aterrada, em Vitória da Conquista (BA), começaram a rachar.

O problema se soma ao de casas de outros condomínios do programa na cidade, inclusive o que foi entregue pela presidente Dilma Rousseff (PT), onde até seguranças já foram colocados para impedir invasões de imóveis vazios.

OUTROS PROBLEMAS

Imóveis em Uberlândia (MG) têm problemas elétricos, rachaduras e infiltrações
Casas construídas para desabrigados em Niterói apresentam rachaduras
A situação pior, no Campo Verde, é a da casa do prestador de serviços do Governo do Estado, Marcelo Conceição, 30. O imóvel dele, de um andar, rachou de cima até embaixo.

"E isso aconteceu depois de um mês que foi entregue, vinha tentando fazer com que eles consertassem e só vieram agora", disse Conceição, se referindo aos reparos feitos esta semana nas rachaduras.

Pelo condomínio Campo Verde, construído numa área de alagamento que foi aterrada pela prefeitura local, dá para se notar diversas casas com o mesmo problema do imóvel de Marcelo Conceição.

As rachaduras aparecem com mais frequência nas paredes com janelas e portas, nos tetos, na beira de escadas e no banheiro, onde, em várias casas visitadas por UOL, há infiltrações no azulejo.

Os moradores reclamam também de serviços mal feitos, como a falta de massa corrida nas paredes, onde dá para se notar que foram pintadas diretamente por cima do reboco, com restos de cimento.

Há também banheiro de casa feita para pessoas com necessidades especiais que não têm corrimão de apoio no banheiro. Ao todo, foram entregues 992 casas.

Reboco caindo
No banheiro do imóvel de Daiane Cardoso Almeida, 24, o reboco da parece abaixo da pia está caindo. "O pessoal da construtora já veio aqui, mexeram no banheiro, mas não resolveu nada", ela afirmou.

Providências também são esperadas pelo casal Alessandro Oliveira Cardoso, 32, e Rejane Maria do Amaral Cardoso, 33. A escada da casa deles está com degraus soltos e prestes a desabar.

"Poderiam ter feito essas casas numa área melhor, ter recebido a casa foi bom, mas nessas condições que estamos fica muito complicado dizer que estamos felizes por ter recebido o imóvel, pois estes problemas põe em risco a nossa vida e a dos nossos filhos", disse Alessandro.

"Eu acho que deveria tirar a gente daqui, colocar em outro lugar e fazer direito o serviço, pois desse jeito está muito ruim e perigoso", comentou Rejane.

No condomínio ainda não há uma associação de moradores formal, por enquanto quem assumiu a função de reivindicar soluções para os problemas no Campo Verde foram as donas de casa Luzinete da Silva, 30, e Patrícia Guimarães Feitosa, 34.

"Todas as casas estão com algum tipo de problema, seja no acabamento, que foi muito mal feito, ou por questão de infiltrações, rachaduras, entupimentos de esgoto, etc.", disse Luzinete.

"Parece que foi tudo feito nas pressas para entregar logo", declarou Patrícia.

Outro lado
Procurada, a Caixa Econômica Federal informou que "acionou a construtora para que verifique os problemas apontados pelos moradores".

"A responsabilidade de reparo é da construtora responsável pela obra e a empresa já está com equipe no local", informou a Caixa.

Sobre a área de alagamento, a Caixa declarou que "o empreendimento possui sistema de drenagem aprovado pela Prefeitura Municipal".

A Caixa já entregou mais de 1,4 milhão de casas em todo o Brasil, pouco mais de 9.000 em Vitória da Conquista, onde moradores, por causa dos problemas nos imóveis, têm recorrido, quase todo mês, a protestos com bloqueio de rodovias.

A Prefeitura de Vitória da Conquista informou, por meio de nota, que foi apresentado "todos os requisitos técnicos necessários para implantação de uma edificação no local indicado pela construtora".

Apesar de as casas terem sido feitas numa área de alagamento, a prefeitura informou que "a área não é de risco", e que "cada morador deve informar à CEF a situação do seu imóvel através do telefone 08007216268".

Informou ainda que o empreendimento teve licença ambiental, "cumprindo a legislação em vigor".

"A construtora apresentou a localização e a Prefeitura analisou a proposta e estabeleceu os critérios para implantação do imóvel, de acordo com a legislação vigente e os critérios específicos exigidos pelo Governo Federal para o Programa Minha Casa Minha Vida", comunicou a prefeitura.

QUEIMA DE UM PALITO DE FÓSFORO EM CÂMERA LENTA


Um um vídeo gravado a 4 mil quadros por segundo, um palito de fósforo aparece reagindo demoradamente à ignição. 

Em pouco mais de dois minutos, é possível acompanhar o processo de queima do clorato de potássio, o químico que vai na cabeça do palito, que conta com um revestimento de parafina como combustível. O que mantém a chama acesa é o oxigênio liberado pelo clorato de potássio.

O fósforo fica nas caixinhas, junto com pó de vidro e areia, que garantem o atrito e a consequente faísca para atiçar o clorato de potássio.

O pessoal do site UItraSlo, responsável pela gravação, usou uma chama independente para acender o palito. As imagens aliás, só ficaram assim tão nítidas com a ajuda de 2 mil watts de iluminação, incluindo espelhos e refletores.

Assista a mais vídeos da internet na TViG. 

27 de jan. de 2014

BLACK BLOC É ESPANCADO POR MULTIDÃO NA PRAÇA DA REPÚBLICA



ESTADÃO - Grupo de homens se revoltou contra manifestantes, iniciando um tumulto no intervalo entre os shows de Paulinho da Viola e Os Opalas na Praça da República.

DA SÉRIE: MANCHETE QUE VEREMOS FUTURAMENTE NOS BLOGS - 27/01/2014


LEI É CRIADA PROIBINDO TAPAR A FACHADA  EM FRENTE A PONTOS TURÍSTICOS E FINALMENTE TURISTAS CONSEGUEM ENXERGAR O MAIS ANTIGO TEATRO DO ACRE PARA TIRAR FOTOS

PREFEITO É DENUNCIADO POR LIBERAR PAGAMENTO À EMPRESA SONEGADORA DE IMPOSTOS


Fábio Pontes, da editoria de política de ac24horas - O prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre Viana (PT), é réu em processo que investiga esquema de sonegação de impostos por parte de uma das empreiteiras responsáveis pela pavimentação da BR-364 entre Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. 

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público em Tarauacá, Alexandre Viana, quando diretor-presidente do Deracre (Departamento de Estradas e Rodagens do Acre), autorizou o pagamento dos contratos do governo com a Construmil, quando a prefeitura de Tarauacá pedia a suspenção por a empresa sonegar ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), principal tributo do município. 

NOVO_01À época do caso, em 2008, a Construmil devia de ISS em torno de R$ 10 milhões. Em valores corrigidos, a prefeitura de Tarauacá deixou de receber mais de R$ 25 milhões em tributos. 

Por conta do crime de sonegação, a promotoria da cidade iniciou investigação para apurar o caso. Somente em 2013 foi feita a denúncia à Justiça, sendo pedido o bloqueio de bens da empreiteira e do hoje prefeito Marcus Alexandre Viana.

O petista estava com todos os seus bens bloqueados até o último dia 19 de dezembro, quando a defesa, por meio de um agravo de instrumento obteve decisão favorável concedida pela desembargadora Regina Ferrari Longuini, da 2º Câmara Cível. 

A Construmil também estava com os bens bloqueados para que fosse feito o pagamento das dívidas com Tarauacá. A empreiteira obteve liminar para o desbloqueio por estar em processo de recuperação judicial. Em 2013 ela entrou com pedido de falência junto à Justiça de Goiás. Entre os bens retidos estavam tratores, caminhões e uma pequena usina de asfalto avaliados em R$ 12 milhões. 

O perdão da dívida 
Outra investigação feita pela promotoria de Tarauacá é o perdão da dívida do ISS feito pela prefeitura. Por meio de um projeto de lei, a prefeitura entrava em acordo com a Construmil abatendo ao menos 80% do débito, com o restante sendo parcelado. A negociação representou perda de receitas significativas para o município. 

O MP suspeita do pagamento de suborno a autoridades da prefeitura à época para que a matéria fosse aprovada e sancionada pelo ex-prefeito Wando Torquato (PP).   

Outro lado 
Procurado por meio de sua assessoria, o prefeito Marcus Alexandre Viana informou que autorizou o pagamento à empreiteira por a mesma apresentar todas as certidões negativas de ISS junto às prefeituras. Segundo a assessoria, a denúncia do Ministério Público é um “fraco argumento”. 

“Tal acusação é infundada, pois não existe lei municipal que regule esta matéria (substituição tributária do ISS) e, portanto, o Deracre não estaria obrigado a reter o ISS da Construmil”, diz nota enviada ao AC24horas. A reportagem não conseguiu contato com a empreiteira por não possuir escritório no Acre; também não foi possível localizar o ex-prefeito de Tarauacá. 

COMEÇOU A ONDA DE PROTESTOS PELO PAÍS NO ANO DA COPA DO MUNDO


'Não Vai Ter Copa' convocou milhares de participantes pelas redes sociais. No Rio, ponto de encontro foi em frente ao Copacabana Palace

IG - São Paulo - Uma série de protestos contra a Copa do Mundo promete mobilizou milhares de manifestantes em todo o País neste sábado por meio de convocações pelas redes sociais sob o mote “Não Vai Ter Copa”. Foram convocados participantes nas principais capitais e em cidades do interior para o que será o primeiro teste do poder de mobilização dos movimentos que ganharam força em junho do ano passado durante a Copa das Confederações.

Manifesto divulgado nas redes anuncia que “o intuito dos protestos contra a Copa 2014 é lutar pelos interesses do povo e de qualquer pessoa que deseje um país mais justo e menos desigual. Instruir o povo, cada vez mais, a uma democracia de verdade, participativa, cujo mesmo também governa, e não onde é governado por supostos representantes.”

A série de eventos deste sábado testará também a reação dos governantes à agitação nas ruas.

Em São Paulo, cerca de 3 mil participantes planejam se concentrar a partir das 17h no vão do Masp, para sair em marcha pela avenida Paulista. No Rio de Janeiro, o ponto de encontro será na frente do hotel Copacabana Palace.


As duas maiores capitais do Brasil, assim como Belo Horizonte e Porto Alegre, estão entre as cidades onde o "Não Vai Ter Copa" começou a tomar corpo já no início do mês, nas manifestações desencadeadas após a repressão policial ao rolezinho do Shopping Itaquera, na zona leste de capital paulista e a decisões judiciais que impediram a realização do encontro em outros centros comerciais.

O apoio às reuniões de adolescentes mobilizou integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e da Uneafro em São Paulo e atraiu dezenas de ativistas que promoveram um baile funk com churrasquinho em frente ao shopping Leblon, um dos mais sofisticados do Rio.

PARTE DO PT DEFENDE A RENÚNCIA DE JOÃO PAULO CUNHA

À espera da expedição do seu mandado de prisão pelo STF, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos e dirigentes do PT que não cogita renunciar ao mandato. Nos próximos dias, descobrirá que nem todos os seus correligionários concordam com a decisão. Um pedaço do PT prefere que ele renuncie —não por falta de solidariedade, mas por avaliar que o esforço, além de não evitar a cassação, vai impor novo desgaste à legenda em pleno ano eleitoral.

A renúncia é ato pessoal e intransferível. Se João Paulo fincar o pé, não haverá o que fazer. Mas pelo menos um dos membros da Executiva do PT avalia que o partido deveria aconselhá-lo a dar meia-volta. Recorda que José Genoino também planejava submeter-se ao crivo do plenário. Premido pela má repercussão e pela maioria que se formou contra ele na Mesa diretora da Câmara, viu-se compelido a bater em retirada de forma constrangedora.

No caso de Genoino, o PT ainda esboçou uma reação. Tentou retardar a abertura do processo. Alegou que seria necessário aguardar o desfecho do pedido de aposentadoria do condenado, que se recupera de uma cirurgia cardíaca. Não colou. Dos sete deputados que integram a Mesa só dois são petistas. Ao perceber que o placar contra Genoino seria de 5 a 2, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), tirou do bolso, aos 45 minutos do segundo tempo, a carta de renúncia do companheiro.

O PT já decidiu que não vai opor resistência à abertura do processo de cassação de João Paulo. Primeiro porque lhe faltam argumentos. Segundo porque não faria sentido erguer barricadas na Mesa da Câmara depois de ter defendido que cabe ao colegiado, não ao STF, deliberar sobre a matéria. Terceiro porque não encontra respaldo nem mesmo entre os seus aliados. O maior deles, o PMDB, não moverá uma palha por João Paulo.

Uma vez aberto o processo, a encrenca seguirá para a CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Chama-se Décio Lima o presidente dessa comissão. É filiado ao PT de Santa Catarina. Em condições normais, a tramitação pode levar até três meses. Ou seja, o veredicto político só viria em abril.

Se quisesse retardar o processo, o petista Décio teria ferramentas regimentais para fazê-lo. Nessa hipótese, porém, empurraria a votação do pedido de cassação de João Paulo para dentro da campanha eleitoral, que tomará impulso a partir de junho, o mês das convenções partidárias. Em troca de alguns meses de sobrevida ao companheiro, o petismo ofereceria de mão beijada à oposição matéria prima para os ataques. Um risco que Dilma Rousseff e seus operadores decerto preferirão não correr.

Por todas as razões, João Paulo será aconselhado nos próximos dias a renunciar. As votações de pedidos de cassação no plenário agora são abertas. O que reduz as chances de ocorrer uma absolvição à moda Natan Donadon. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), marcara a reunião da Mesa para 4 de fevereiro. Teve de cancelar porque o STF ainda não enviou à Casa um comunicado sobre a decisão de prender João Paulo.

Imagina-se que o ofício chegará até a próxima semana. A reunião da Mesa será imediatamente remarcada. Para ter validade, a renúncia precisa ser formalizada antes da abertura do processo. Quer dizer: logo, logo vai-se descobrir se João Paulo dará ouvidos aos conselhos ou se levará a valentia às últimas (in)consequências.

CUSTO DOS ESTÁDIOS DA COPA CHEGARÁ A R$ 8,9 BILHÕES

Jamil Chade | Agência Estado - O custo dos estádios para a Copa do Mundo já supera em mais de três vezes o valor informado pela CBF à Fifa quando o Brasil apresentou seu projeto para sediar o Mundial. Cópia do primeiro levantamento técnico da Fifa sobre o País, fechado em 30 de outubro de 2007 e obtido pelo jornal "O Estado de S. Paulo", informava que as arenas custariam US$ 1,1 bilhão, cerca de R$ 2,6 bilhões. A última estimativa oficial, porém, dá conta de que o valor chegará a R$ 8,9 bilhões.

O informe foi produzido e assinado por Hugo Salcedo, que coordenou a primeira inspeção no País entre agosto e setembro de 2007. Na época, a Fifa considerou que o orçamento havia sido "bem preparado" e que "não havia dúvidas" sobre o compromisso do Brasil de atender às exigências da entidade.

"A CBF atualmente estima que os investimentos relacionados com a construção e reformas de estádios estão em US$ 1,1 bilhão", escreveu a Fifa em seu informe. Curiosamente, a entidade esteve em apenas cinco das 18 cidades que naquele momento brigavam para receber a Copa. Das que acabariam escolhidas, não foram visitadas Fortaleza, Recife, Salvador, Natal, Curitiba, Cuiabá e Manaus.

A Fifa, já na época, não disfarçava que o trabalho de reforma e construção dos estádios seria um desafio. "Os padrões e exigências da Fifa vão superar em muito qualquer outro evento realizado na história do Brasil em termos de magnitude e complexidade. Nenhum dos estádios no Brasil estaria em condições de receber um jogo da Copa nos atuais estados", alertou em 2007. "A Fifa deve prestar uma especial atenção nos projetos."

O time de inspeção ainda fez um alerta sobre o Maracanã. "Não atende às exigências. Um projeto de renovação mais amplo teria de ser avaliado."

AEROPORTOS - O relatório elaborado antes de o Brasil ganhar o direito de sediar a Copa é, hoje, verdadeira coleção de promessas quebradas e avaliações duvidosas. "A infraestrutura de transporte aéreo e urbano poderia atender de forma confortável as demandas da Copa", indicou. "O time de inspeção pode confirmar com confiança que a infraestrutura de aeroportos poderia atender a um grande número de passageiros indo a jogos em viagens de ida e volta no mesmo dia."

O transporte urbano também seria "suficiente" e a Fifa garantia, em 2007, que um "serviço de trem de alta velocidade vai ligar Rio e São Paulo". Considerava a infraestrutura hoteleira "suficiente" e, ao avaliar o sistema de saúde do País, fez elogios aos hospitais, apontados como "referência internacional". A referência, porém, não foram os hospitais públicos.

NOTA: TRIPLICOU!!!

FACECOISAS - 27/01/2014

MAIS UM ADVOGADO PARA O ACRE - PARABÉNS DR. JÚNIOR FEITOSA

23 de jan. de 2014

DA SÉRIE: TARAUACAENSES

CHEGADA DA COMITIVA DA PRESIDENTE DILMA, NA INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO ARENA DAS DUNAS EM NATAL-RN

PARAGUAI DESCOLA DO BRASIL E TEM 3º MAIOR CRESCIMENTO DO MUNDO EM 2013

Plantação de soja no Paraguai (AFP)

Soja (acima) e outras commodities ainda são os principais produtos de exportação do país

Marcia Carmo/De Buenos Aires para a BBC Brasil -Num ano definido pelos especialistas como "atípico" para o Paraguai, em 2013, a economia do país se "descolou" da economia brasileira, à qual tradicionalmente é ligada, e registrou um crescimento muito maior do que o do Brasil.
Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai teve no ano passado o terceiro maior crescimento econômico do mundo: 14,1%. O Brasil, no mesmo período, cresceu 2,2%.

A disparidade chama a atenção, já que o Brasil tem participação estimada entre 19% e 30% no PIB paraguaio, de cerca de US$ 30 bilhões. Gráficos das economias dos dois países mostram que elas costumam ter oscilações semelhantes.
Segundo apurou a BBC Brasil, o "descolamento" está ligado a uma série de fatores, entre os quais a recuperação da economia paraguaia, após um ano de dificuldades, a maior diversificação de suas exportações (tentando diminuir sua dependência do Brasil) e uma maior abertura econômica, que inclui uma legislação tributária definida como "simples" em relação a outros países, incluindo o Brasil.
Mudança de perfil
Com 7 milhões de habitantes, cuja maioria é jovem e fala guarani, além do espanhol e muitas vezes o português, o Paraguai é o sétimo maior exportador de carne e o quarto maior exportador de soja do planeta.
Em 2012, o país teve problemas ao enfrentar a seca, que afetou a produção de soja, e também a febre aftosa. No ano passado, porém, com a recuperação da produção do país, o desempenho foi bem melhor.
"O Paraguai tem uma economia infinitamente menor que a brasileira, e por isso os efeitos das commodities são maiores nos seus resultados", disse um negociador brasileiro que acompanha a economia vizinha.
Mas além disso, 2013 registrou também uma maior diversificação das exportações do país, que está dando um novo perfil ao vizinho brasileiro.
"Já são exportados produtos com valor agregado, como azeites, para diferentes mercados", afirmou o economista paraguaio Fernando Masi, do Centro de Análise e Difusão da Energia Paraguaia (Cadep). "Falta muito, mas já temos hoje sinais evidentes de um novo perfil econômico."
Além disso, o Paraguai tem conseguido exportar para países que, até alguns anos atrás, não tinham tanto destaque na balança comercial.
"Mesmo integrado ao Mercosul, o Paraguai fez a sua parte buscando outros mercados e hoje enviamos soja, carne e produtos industrializados como plásticos para a Rússia, o Oriente Médio e a Ásia", disse o ministro da Fazenda paraguaio, Germán Rojas, falando em português.
Barreiras e legislação
O Paraguai também estaria sendo beneficiado por sua legislação, que permite, como destacou o ministro, a livre circulação de bens e de divisas - em um momento em que barreiras comerciais afetam a circulação de bens e a movimentação financeira em outros países da América Latina.
Além disso, a legislação tributária, apontada como "simples (no sentido de descomplicada)" para os investidores nacionais e estrangeiros, estaria contando a favor.
"O Paraguai tem, neste sentido, maior abertura econômica que os outros países da região. Mas essa maior abertura também significa que ele fica mais vulnerável ao que ocorre no mercado mundial", diz um estudo do Cadep.
A BBC Brasil apurou que, nos últimos anos, entre setores empresariais e diplomáticos brasileiros e argentinos, existe um reconhecimento de que o Paraguai passou a ser um país mais atraente para investimentos.

"Estamos aplicando leis que atraem os investidores e eles percebem que aqui não há mudanças de regras, além de muita gente querendo emprego e de os salários e os custos de produção serem muito mais baixos que em outros países. E este ano entra em vigor a lei de aliança público-privada (concessão de estradas, portos, entre outros) para o setor privado", disse Germán Rojas.

'Dependência' em queda
Apesar dessas mudanças, a economia paraguaia ainda é vista como bastante atrelada à brasileira.
"Aqui falamos que o Brasil é nosso irmão maior. E, claro que sim, que seguimos sendo dependentes da economia brasileira", disse um assessor do governo paraguaio.
Essa dependência ocorre especialmente pelas chamadas "reexportações": quando produtos, principalmente eletrônicos, que chegam de países asiáticos ao Paraguai são enviados, legalmente, como se fossem paraguaios, para Ciudad del Este e vendidos, sobretudo, para turistas brasileiros.
Recente estudo do Cadep aponta que as reexportações representam cerca de 40% do que o Paraguai importa e elas terminam se destinando, em grande parte, ao mercado brasileiro.
As reexportações representam quase o mesmo valor que as exportações globais do Paraguai, incluindo carne e soja e excluindo a energia gerada por Itaipu, segundo dados do Banco Central do Paraguai (BCP).
Mas de acordo com o Cadep, as reexportações estão em queda. "Nos anos 90, as reexportações de produtos estrangeiros chegaram a representar três vezes mais o valor total das exportações de bens originais (soja e carne) do país", disse Masi. "Hoje, essa proporção representa somente 40%."
Pobreza
Além disso, apesar dos indícios do surgimento de um novo ambiente empresarial, que tem atraído empresas brasileiras e multinacionais ao Paraguai, a expansão da economia não amenizou problemas que o país enfrenta há anos, como a pobreza e a corrupção.
De acordo com o Índice de Percepção de Corrupção 2013 da Transparência Internacional, o Paraguai é visto como um dos mais corruptos do continente.
No caso da pobreza, o ministro paraguaio reconheceu que é uma luta difícil.
"Ela se mantém igual há anos e queremos intensificar planos de inclusão social e gerar mais empregos a partir da lei de aliança público-privada porque a informalidade é altíssima", disse.
Em 2011, segundo dados da ONU, 49% da população paraguaia vivia em situação de pobreza.

TRIBUTO AO PASSADO - ACRE - CAPELA DE FERRO NO SERINGAL BOM DESTINO



FACE - ACRE EM PRETO E BRANCO

QUANDO ESSA BOLHA ESTOURAR, COMO VAI FICAR O PESSOAL DO BOLSA FAMÍLIA?

                
 AS METAS E OS TRUQUES

Como expõe a alta na inflação, o uso de artifícios contábeis não disfarça a dificuldade do governo para cumprir os objetivos centrais de uma política econômica estável

Ana Luiza Daltro - Em meio aos debates da edição de 2011 do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, uma jornalista perguntou a Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos na gestão Bill Clinton e ex-reitor de Harvard, se ele achava que as conversas entre a Casa Branca e os empresários americanos estavam fluindo melhor do que no começo da crise financeira. Summers disparou: "O presidente (Barack Obama) está plenamente consciente de que a confiança é a forma mais barata de estímulo". Não é possível esperar que os empresários invistam de forma vigorosa quando eles não confiam na capacidade do governo de prover um ambiente econômico previsível e favorável aos negócios. A credibilidade decorre, antes de mais nada, do cumprimento de metas básicas, entre elas as de inflação e as estabelecidas para as contas públicas. Quando um governo se desvia desses objetivos, ele colabora para ampliar o nível de incerteza sobre o comportamento futuro da economia — e inibe os investimentos. Consciente da necessidade de não ser derrotado pela chamada "guerra das expectativas", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros integrantes graduados da equipe de Dilma Rousseff têm prometido dar novo ânimo ao combate à inflação e também ao rigor na execução do Orçamento. As palavras, entretanto, nem sempre encontram arrimo nas ações. Os resultados recentes de alguns dos principais indicadores econômicos foram mascarados por truques numéricos e contábeis que, observados com atenção, apenas serviram para lançar mais incertezas.

O resultado da inflação de 2013, divulgado na sexta-feira, é um exemplo. A alta do índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,91%. O centro da meta de inflação, que deveria ser o alvo do Banco Central, é de 4,5%. O governo trabalhava com a meta informal de obter um índice inferior aos 5,84% de 2012, mas nem esse objetivo mais frouxo foi alcançado. Além disso, o número oficial seria muito maior se o governo não controlasse a ferro e fogo os chamados preços administrados. Essa categoria, que inclui a gasolina e as tarifas de energia elétrica e transportes públicos, subiu apenas 0,95% no ano passado. Já a cesta básica, por exemplo, viu o seu preço crescer a mais de 10% em nove capitais brasileiras. Em outro ponto preocupante, houve uma aceleração dos reajustes nos últimos meses do ano. A inflação em dezembro, de 0,92%, foi a maior num único mês desde 2003. Como consequência, consultores já esperam que o BC aumente a taxa básica de juros para além do previsto originalmente — e isso em um momento de crescimento ainda tímido da economia.

O ponto considerado como o mais frágil da política econômica está nas contas públicas. Mantega antecipou, em 3 de janeiro, o anúncio dos números preliminares do superavit fiscal primário para 2013. A decisão de fazer o comunicado, nas palavras do ministro, foi tomada para acalmar os "nervosinhos" do mercado financeiro. Mas a divulgação de pouco serviu para distender os nervos. O ministro festejou o fato de o resultado obtido ter ficado em 75 bilhões de reais, acima dos 73 bilhões prometidos. Problema número 1: a meta original a ser cumprida, prevista em lei. era de 108 bilhões de reais. Os tais 73 bilhões, como explica o economista Felipe Salto, resultam dos descontos com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Problema número 2: o resultado de 75 bilhões de reais só foi possível graças a receitas extraordinárias obtidas de última hora, como as do programa de renegociação de dívidas em atraso e as da concessão do campo de Libra. O governo também lançou para 2014 gastos programados para o ano passado. Sem esses expedientes, o resultado final seria próximo de zero. Segundo cálculos do economista Alexandre Schwartsman, até novembro do ano passado as receitas oriundas de concessões de infraestrutura, de dividendos de estatais e de renegociações de dívidas tributárias alcançaram 59 bilhões de reais. O superávit federal oficial, que chegou a 1,9% do PIB nos doze meses terminados no citado mês, mal encostaria em 0,3% do PIB. Problema número 3: o ministro não se comprometeu com nenhuma meta para 2014, contribuindo apenas para dar mais razão aos "nervosinhos". "Não existe um planejamento, um ataque conjunto aos problemas que temos"", afirma o economista Sergio Valle, da MB Associados. "Essa ilusão permanente em que o governo vive, e que o mercado cada vez mais acredita que não vai mudar, certamente trará rescaldos perigosos para os próximos anos."

Até mesmo nas transações comerciais externas o Brasil passou a obter resultados frustrantes — prontamente mascarados por novos truques. O saldo na balança entre as exportações e as importações ficou positivo em 2,6 bilhões de dólares no ano passado, o pior resultado desde 2000, quando houve um déficit de 731 milhões de dólares. Mas o resultado teria sido ainda mais fraco não fosse o expediente, cada vez mais empregado, de contabilizar como exportação o deslocamento de plataformas de petróleo que na verdade nunca saíram do Brasil. Os fornecedores desses equipamentos os vendem no papel a subsidiárias de petroleiras no exterior, que os "trazem" para as suas operações aqui como se os estivessem alugando. A manobra, que faz com que as empresas consigam pagar menos impostos, está de acordo com as regras do comércio internacional e com a legislação brasileira. O valor total de operações comerciais do tipo atingiu 6 bilhões de dólares entre 2004 e 2012, enquanto que, só no ano passado, 7,7 bilhões de dólares em plataformas de petróleo que nunca deixaram o Brasil "viraram" exportação. Não fosse isso, o governo teria anunciado um déficit nas transações comerciais.

"O Brasil passou 2013 escorregando nas cascas de banana que plantou para si e fingindo que o problema estava em outro lugar", diz a economista Monica Baumgarten de Bolle, sócia-diretora da Galanto Consultoria. "O gorno fingiu que o problema era o quadro internacional, e adotou medidas mal concebidas e desorganizadoras. Enquanto isso, as contas públicas se esfacelaram, o déficit externo aumentou e a inflação se estabeleceu em um terreno pantanoso, cheio de artifícios e ingerência nos preços administrados." Resta torcer por um 2014 com uma dose menor de autoengano por parte do governo — e também com menos truques, que não enganam mais ninguém na plateia e servem apenas para minar a confiança na economia.

Nota do Blog: O subtítulo é o título original

CRIACIONISMO

Folha.com - No final da década de 1980, um conhecido economista europeu me fez uma pergunta interessante: por que os brasileiros estão sempre querendo reinventar a roda na economia?

Analisando não só as políticas econômicas brasileiras e seus resultados, mas também as reações a elas, conclui que ele tinha razão. Há, de fato, uma visão muito difundida de que governo progressista deve adotar políticas originais e não testadas.

O resultado dessa criatividade é negativo. Os períodos de melhores resultados macroeconômicos do país ocorreram quando foram aplicadas políticas já testadas e analisadas em diversos países, com eficácia comprovada

Numa analogia médica, seria como se os médicos brasileiros, para serem bons profissionais, tivessem de refutar tratamentos testados e aprovados na maioria dos países e devessem sempre inventar fórmulas "geniais". Seria muito arriscado para nós, pacientes.

Na economia não é diferente. Políticas econômicas como equilíbrio fiscal, meta de inflação e câmbio flutuante têm eficácia comprovada em diversos países, com estudos acadêmicos analisando resultados em casos suficientes para ter relevância estatística.

Mas esse contexto é estranho a muitos analistas brasileiros devido à politização do debate econômico.

Quando aplicamos, logo no início, um conjunto de políticas testadas e analisadas em diversos países, como sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e superavit primário capaz de assegurar trajetória cadente da dívida pública, fiquei surpreso com análises e críticas de que estávamos "imitando" o governo anterior, como se todas essas políticas tivessem sido "inventadas" na outra gestão.

Na realidade, fomos um dos últimos países relevantes a adotar, em 1999, o regime de metas de inflação, criado no final dos anos 1980 na Nova Zelândia. Tampouco fomos pioneiros na parte fiscal ou cambial, e não há nenhum demérito nisto.

Política economicamente bem-sucedida é a que faz diagnóstico correto da situação e toma medidas suficientemente fortes para resolver os problemas. Em nossa administração, sempre mantivemos foco nos resultados, não no politicamente correto.

Em resumo, é importante que não só aprendamos com nossos erros e acertos, mas que analisemos e aprendamos com a experiência internacional. Políticas bem-sucedidas são resultado de várias experiências internacionais, não são propriedade de nenhum governo ou país.

Políticas econômicas criativas e inovadoras, mas que fracassam, devem ser corrigidas. A experiência histórica mostra que o melhor caminho é adotar políticas que deram certo em grande número de países, inclusive no Brasil. 

Henrique Meirelles é presidente do Conselho da J&F (holding brasileira que controla empresas como JBS, Flora e Eldorado) e chairman do Lazard Americas. Ele foi presidente do Banco Central do Brasil de 2003 a 2010 e, antes disso, presidente global do FleetBoston e do BankBoston.

BOI, BOI, BOI, BOI DA CARA PRETA...


...SAI DESSA "BR" QUE EU NÃO QUERO VÊ O CAPETA

VAMOS TOMAR BANHO ? NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

DA SÉRIE: COMO FUNCIONAM AS COISAS - 23/01/2013




http://wp.clicrbs.com.br

21 de jan. de 2014

SURPRISE VICTORY IN EAST CONGO A CREDIT TO MUSCULAR UN FORCE - GEN. CARLOS ALBERTO DOS SANTOS CRUZ MOSTRA TODA SUA COMPETÊNCIA


Jornal Boston Globe - A imprensa de Boston Publicou, a mídia internacional também, e quanto a mídia nacional? Um silêncio ensurdecedor!!  À imprensa chapa branca (e de outras cores também), não interessa publicar esta notícia; vai contrariar os interesses do poder dominante, que não quer ver crescer o prestígio dos militares.

Segue uma reportagem publicada na mídia internacional

A reportagem completa está em inglês mais abaixo!!
O jornal Boston Globe publicou o maior elogio ao Exército Brasileiro pela firmeza com que liquidou no nascedouro outra guerra civil no Congo. Parece que, há um ano, o anterior contingente da ONU estava sendo "derrotado" e "humilhado" pelo grupo rebelde denominado M23, que havia tomado a cidade de Goma. Mas, diz o jornal, "esta semana Goma celebra importantes boas novas: o M23 se rendeu, seus soldados estão sendo desarmados e seu líder, Bosco Ntaganda, será entregue à Corte Penal Internacional." E continua: "A virada se deve, em parte, a um novo experimento: a criação duma unidade de força de paz dotada de equipamento e autoridade para ações ofensivas. A brigada de intervenção, composta de 3.000 soldados da Tanzania, Malawi e África do Sul, é algo inusitado na história das intervenções da ONU, e demonstra ao mundo o que é possível obter quando se combina força militar efetiva com hábil diplomacia. Comandada pelo Gen. Carlos Alberto dos Santos Cruz, do Brasil, a unidade especial deu crucial apoio ao exército congolês no rápido desbaratamento dos rebeldes nas últimas semanas. A força comandada por Santos Cruz, que já comandou operações de paz no Haiti, foi bastante elogiada por sua capacidade e profissionalismo. Até então, as campanhas dos capacetes azuis eram desmoralizadas por acusações de abusos sexuais contra os habitantes, e seu mandato era fraco demais para garantir efetiva proteção aos civis."

The Boston Globe, November - A year ago, the eastern Democratic Republic of Congo seemed headed for another protracted war. The rebel group M23 had taken over Goma, a provincial capital. Aid workers and civilians fled. The United Nations peacekeeping force charged with protecting the city was humiliated. But this week, Goma is celebrating some surprisingly good news: M23 has surrendered. Its foot soldiers are disarming. Its leader, Bosco Ntaganda, will be turned over to the International Criminal Court.

The turnabout stems, in part, from an experiment: the creation of a new unit of UN peacekeepers who were given the authority and equipment to take offensive action. The “intervention brigade,” composed of about 3,000 troops from Tanzania, Malawi, and South Africa, is almost unprecedented in the history of UN peacekeeping. It shows what the world can accomplish when it pairs effective military force with smart diplomacy.

Commanded by Lieutenant General Carlos Alberto dos Santos Cruz, of Brazil, the special unit gave crucial back-up to the Congolese army as it routed the rebels in recent weeks. The force led by dos Santos Cruz, who also headed peacekeeping operations in Haiti, was widely praised for its skill and professionalism. Previous blue helmets were plagued by allegations of sexual misconduct against locals, and their mandate was too weak to protect civilians effectively.

In carefully chosen situations, forces similar to the intervention brigade could provide a cost-effective, creative mechanism for global intervention on behalf of countries whose armies are too weak on their own to put down deadly rebellions. But military action alone would not have been enough to rout the M23. The group is a pawn in a larger game. Supported by Rwanda and, to a lesser extent, Uganda, it is accused of plundering the mineral resources of the region for the financial benefit of senior figures in those two neighboring countries.

Rwanda and Uganda have denied involvement, but the proof became too obvious to ignore. In July, US officials sent a strong message to Rwandan President Paul Kagame by freezing $200,000 in military assistance. Last month, the United States invoked the Child Soldiers Prevention Act of 2008 to sanction Rwanda and halt military training and foreign military financing.

Just as notably, Secretary of State John Kerry picked up the phone and called Kagame directly. Kagame, who has long been a darling of the West, took notice. Kerry also appointed his former senatorial colleague Russ Feingold as a special envoy to the region. Feingold has traveled to Africa three times since September to participate in talks about the fate of M23. This unprecedented US involvement has helped bring about the group’s surrender. Now that it has been achieved, US officials must remain involved. Dozens of other rebel groups are still active in the region. The world must seize the opportunity to root out lawless militants and strengthen the Congolese government. It is time for the people of the eastern Congo to get the peace that they desserve.

Isto é motivo de orgulho para todos os brasileiros, não apenas para os militares. Mas a imprensa chapa branca jamais noticiará este fato. E mais: o General em questão foi escolhido pela ONU, em face do anterior desempenho dele no Haiti.