26 de nov. de 2024

Ucrânia ataca região de Kursk com mísseis ATACMS e Rússia planeja retaliação

Restos de um ATACMS em Kursk


Nos últimos três dias, as Forças Armadas da Ucrânia realizaram dois ataques na região russa de Kursk utilizando mísseis de longo alcance ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, segundo informações do Ministério da Defesa da Rússia (MoD).

O primeiro ataque ocorreu em 23 de novembro, quando cinco mísseis foram disparados contra uma divisão do sistema de defesa aérea S-400 nas proximidades de Lotaryovka. De acordo com autoridades russas, três dos mísseis foram interceptados pelos sistemas de defesa Pantsir, mas dois atingiram o radar da divisão, causando danos significativos e resultando em baixas.

No segundo ataque, realizado em 25 de novembro, oito mísseis ATACMS foram lançados contra o aeródromo de Kursk-Vostochny. Sete deles teriam sido interceptados, mas o impacto do míssil remanescente causou danos menores à infraestrutura do local, além de ferimentos leves em algumas pessoas. Fotografias divulgadas mostram destroços dos mísseis ATACMS na região, confirmando o uso dessa avançada tecnologia de armamento no ataque.

Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que “os preparativos para uma retaliação estão em andamento”. A escalada do uso de mísseis ATACMS, conhecidos por sua alta precisão e alcance estendido, adiciona uma nova dimensão ao conflito, intensificando a tensão entre Moscou e Kyiv. Especialistas apontam que o emprego desses mísseis representa uma mudança estratégica significativa no campo de batalha, ampliando o alcance das forças ucranianas em alvos críticos dentro do território russo.

Uma parte interna do ATACMS em Kursk mostra a plaqueta com as informações do fabricante

Estudante de Agronomia aposta em pesquisa sobre cultivo de arroz em terras altas de Cruzeiro do Sul para concluir curso


Por Wanglézio Braga - O estudante de agronomia Conali Azevedo, de 22 anos, apresentou na Universidade Federal do Acre (Ufac), campus Floresta, seu projeto de conclusão de curso com o título: “Análise de produtividade de diferentes variedades de arroz (Oryza sp.) cultivados em terras altas no município de Cruzeiro do Sul, Acre”. A iniciativa busca resgatar e fortalecer o cultivo dessa cultura na região, trazendo inovação tecnológica e explorando as variedades mais adequadas ao clima local.


A escolha do tema e sua relevância

Para Conali, o tema foi uma escolha natural, dado o papel fundamental do arroz na alimentação e na cultura do Acre e do Brasil. “O arroz está presente em um terço das refeições dos brasileiros e tem grande importância sociocultural. No Acre, há registros históricos do cultivo trazido por imigrantes e adaptado às terras locais, mas, infelizmente, essa cultura perdeu visibilidade com o tempo”, explica.

Além disso, o estudante ressalta que os métodos de cultivo da região ainda são rudimentares, o que impacta negativamente na produtividade. “O meu trabalho busca agregar novas tecnologias para facilitar e modernizar o cultivo. Queremos identificar quais variedades se adaptam melhor ao nosso solo e clima e, assim, trazer uma nova perspectiva para os agricultores locais”, detalha.


Metodologia e planejamento

O projeto, desenvolvido ao longo de quatro meses de pesquisa teórica, se baseou em levantamentos bibliográficos e relatos históricos. A fase prática, prevista para começar no próximo ano, consistirá em experimentos com quatro variedades de arroz: Pampa CL, ANA 9001, ANA 611 e ANA 8003. As sementes, provenientes de Rondônia, serão testadas em dois ciclos de plantio – no final da época chuvosa (de janeiro a maio) e no início da mesma (de outubro a dezembro).

A proposta inclui análises de adaptação ao solo, manejo, fertilização e resistência a pragas. “Nosso objetivo é oferecer um panorama claro para os produtores, indicando, por exemplo, a dose ideal de calcário, NPK e ureia para aumentar a produtividade”, afirma Conali.

Conali Azevedo desenvolve pesquisas na região do Juruá (Foto: Arquivo Pessoal)


Família e raízes na agricultura

Oriundo de uma família de agricultores familiares, Conali cresceu no campo e ainda mantém vínculos com a produção rural. “Desde os 17 anos, eu vivi da agricultura. Na nossa propriedade, trabalhamos com olerícolas, como couve e cebola, além de frutas como a pupunha e a carambola. Essa vivência me inspirou a investir na pesquisa agrícola e contribuir com o setor”, relata.

Registro fotográfico após apresentação e aprovação do
projeto de conclusão de curso (Foto Arquivo Pessoal)

O futuro do projeto

Conali almeja expandir o alcance do estudo para beneficiar produtores locais e fomentar o desenvolvimento agrícola em Cruzeiro do Sul. Ele também planeja ingressar no mestrado em agronomia para aprofundar suas pesquisas. Á titulo de informação, o projeto apresentado na UFAC para a conclusão do curso recebeu nota superior a média. “O arroz tem grande potencial aqui. Meu trabalho é só o começo de uma caminhada para resgatar essa cultura e torná-la competitiva novamente”, conclui.

RJ: Cena inusitada - cavalo é transportado em motocicleta em Nova Iguaçu

 

O que o CEO do Carrefour sabe, mas escondeu de você?

 

Gonzaga e Assur discutem com prefeita de Senador Guiomard o funcionamento da ZPE e estratégias comerciais para o município


Por Assessoria - Iniciando visitas visando o fortalecimento dos municípios acreanos que integram a rota Quadrante Rondon, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, acompanhado do secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Mesquita, visitou nesta segunda-feira (25) a prefeita reeleita de Senador Guiomard, Rosana Gomes, para tratar de estratégias comerciais para o município e revitalização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

A visita tem como objetivo traçar estratégias de fortalecimento comercial dos municípios acreanos que integram o corredor bioceânico através da rota Quadrante Rondon. Com a inauguração do Porto de Chancay, no Peru, o Acre se consolida como uma importante rota comercial entre o Brasil e países da América do Sul e Ásia. A reunião também tratou sobre a importância do funcionamento da ZPE para agilizar as exportações acreanas.

De acordo com o presidente Luiz Gonzaga, o Acre não deve servir apenas como uma rota comercial, mas também precisa exportar produtos para fora do país para gerar ainda mais emprego e renda aos acreanos.

“Temos que trabalhar para que o Acre não seja apenas um corredor de exportação. Temos que produzir para que nós também possamos exportar. A procura por alimentos é grande e o Acre tem um grande potencial de produção. Temos o milho, o frango, gado e o suíno que podem ser exportados para o mundo inteiro. O governo e a Aleac estão vindo aqui em Senador Guiomard para fazer um projeto para avançar e futuramente sermos grandes exportadores”, disse Gonzaga.

A prefeita Rosana Gomes afirmou que o funcionamento da ZPE é um sonho para a prefeitura de Senador Guiomard e governo do Estado.

“O funcionamento da ZPE é um sonho que sempre tivemos e é um prazer receber o Assur Mesquita e o presidente da Aleac, Luiz Gonzaga. A inaugura da ZPE representa mais geração de emprego e renda e fortalece a economia do nosso município. A parceira entre o Legislativo e os municípios é importante para aprovamos os projetos de desenvolvimento do Acre”, disse.

O secretário Assur Mesquita destacou que o governo do Acre tem trabalhado no fortalecimento do corredor bioceânico para gerar desenvolvimento ao estado.

“O governo do Acre tem trabalhado o fortalecimento dos municípios que integram a rota comercial Quadrante Rondon e estamos discutindo com a prefeita uma agenda para que Senador Guiomard se prepare no sentido de receber novas demandas de negócios que vai passar pelo Acre através da ZPE que estará ativa ano que vem”, disse.

25 de nov. de 2024

032 - Fox 3 Kill Podcast - Ten Cel Ribeiro - 1º GAvCa

 


O 1º Grupo de Aviação de Caça é a unidade de caça mais antiga da FAB. Criado em dezembro de 1943, teve seu batismo de fogo em 1944, no Teatro de Operações da Itália, na Europa, voando os míticos Republic P-47D Thunderbolt em missões ar-solo. 

No papo de hoje, conversamos com o Tenente-Coronel Aviador Ribeiro, comandante do Grupo, que completou 80 anos de existência em dezembro de 2023. 

Respondendo a um amplo leque de tarefas e missões da Aviação de Caça, o esquadrão opera com o venerável Northrop F-5EM/FM na Base Aérea de Santa Cruz.

É "u" Caça! Fight's On! Patrocínio Master – ⁠Saab⁠ Apoio - ⁠https://tecnodefesa.com.br


Ouça também pelo ⁠Apple Podcasts⁠, ⁠Deezer⁠⁠, ⁠Spotify⁠ e ⁠Youtube.

Da série: Faz sentido - 25/11/2024


Homem flagrado por câmeras de vigilância agredindo uma mulher e tentando raptar uma criança, foi preso na sexta-feira (22), pela Polícia Civil de São Paulo

 


Celular, uma praga pandêmica?

Foto: Jornal Extra RJ

Por Reginaldo Palazzo – Não sei em outros municípios, vou falar de Tarauacá.

Não tem uma vez que você saia na rua que não tem um ciclista, motociclista e até em algumas situações onde dá pra enxergar, visto que muitos carros usam insulfilm que o condutor esteja usando o celular.

Alguns dá pra ver nitidamente que estão olhando o whatsapp.

Não estou contando aqui os de aplicativos, esses já deveriam estar sendo multados há muito tempo, acredito eu. Não pelo uso do GPS em si, mas pelo bate papo explícito.

Em 2022 no Brasil de acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego o uso do celular ao volante já era a terceira maior causa de mortes no trânsito chegando a gerar 154 mortes por dia, 54 mil por ano. 

Imaginem agora?

Não vai demorar muito pra acontecer uma desgraça em Tarauacá.

O pior é que você não vê um padrão, uma faixa etária exclusiva.

Tem usuário dessa praga pra “todos os gostos”. Jovens, adultos, homens, mulheres, crianças, adolescentes e por aí vai.

Só sei que alguma coisa precisa ser feita. Caso contrário vai ser impossível andar no trânsito de Tarauacá em poucos anos.

É menino andando de bicicleta com uma roda e vindo pra cima de você, gente atravessando a rua sem olhar, três ou quatro ciclistas andando bloqueando a rua etc.

Agora o interessante é que quando vai pra outro município, anda pianinho. Obedece que é uma beleza como diz o caboco.

Os que condenam a polícia quando ela age, espero sinceramente que reflitam e possam cair a fixa que, por exemplo, seu filho pode tanto matar quanto morrer pelo uso indevido do celular.

Quem se habilita? 

* Na próxima falaremos do vícios dos jogos.

Market Makers: Dólar, juros e dívida pública: O Brasil está à beira do caos?

 

No Uruguai, esquerda volta à Presidência com Orsi; atual governo promete transição amigável

Yamandú Orsi garantiu 49,81% dos votos contra 45,90% do conservador Álvaro Delgado

Yamandú Orsi e Carolina Cosse celebram vitória em Montevidéu 24/11/2024 REUTERS/Mariana Greif

               por Reuters


O candidato da oposição Yamandú Orsi, de centro-esquerda, garantiu a vitória na eleição presidencial do Uruguai, segundo resultados oficiais no domingo, com 99% dos votos apurados, em uma disputa de segundo turno que os pesquisadores esperavam que fosse acirrada.

Yamandú Orsi garantiu uma margem pequena, mas confortável, de 49,81% dos votos contra 45,90% do conservador Álvaro Delgado, mostraram os resultados oficiais.

“O horizonte está se iluminando”, disse Orsi ao se dirigir a milhares de apoiadores do partido Frente Ampla em Montevidéu que se reuniram em um palco com vista para a orla da capital para aguardar os resultados.

“Serei o presidente que sempre convoca o diálogo nacional”, afirmou ele. “O país da liberdade, da igualdade e também da fraternidade triunfa mais uma vez… Vamos continuar nesse caminho. Vamos continuar nesse caminho.”

Orsi, um ex-prefeito de 57 anos de Canelones – que atraiu empresas como Google – disse que evitará aumentar os impostos que poderiam assustar as empresas e, em vez disso, se concentrará em atrair investidores, estimular o crescimento e capacitar os trabalhadores.

Ele também sinalizou uma cooperação mais estreita com a Europa no combate ao tráfico de drogas e mais financiamento para o sistema prisional.

Sua vitória foi celebrada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por outras nações latino-americanas de todos os campos políticos.

Tanto Delgado quanto o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, membro do Partido Nacional, admitiram a derrota, parabenizando rapidamente Orsi e se oferecendo para ajudar na transição depois que os resultados indicaram uma vitória da centro-esquerda.

A eleição entre dois moderados no país de 3,4 milhões de habitantes, conhecido por suas praias, maconha legalizada e estabilidade, marca o encerramento de um ano de eleições globais – muitas das quais sofreram com amargas divisões políticas.

Orsi, Delgado e Lacalle Pou expressaram boa vontade com sua oposição política e prometeram trabalhar juntos para fazer o país avançar.

Ao contrário das divisões acentuadas entre direita e esquerda nas recentes eleições na Argentina, no Brasil e no México, a arena política do Uruguai é relativamente livre de tensões, com uma sobreposição significativa entre as coalizões.

O alto custo de vida, a desigualdade e os crimes violentos estão entre as maiores preocupações dos uruguaios, mas a inflação estava diminuindo no período que antecedeu a eleição, e tanto o emprego quanto os salários reais estão aumentando.

Orsi, que prometeu uma abordagem política de “esquerda moderna”, obteve 43,9% dos votos de outubro no primeiro turno para a Frente Ampla e enfrentou Delgado, que garantiu 26,8%, mas também teve o apoio do conservador Partido Colorado, que, junto com seu Partido Nacional, representava quase 42% dos votos.

Orsi procurou tranquilizar os uruguaios, dizendo que não planeja uma mudança radical na política do país tradicionalmente moderado e relativamente rico.

O resultado será a NULIDADE, diz jurista de esquerda. E as LACUNAS da NARRATIVA descritas pela mídia

 

Acreana conquista prêmio de melhor café regional no Florada Premiada em Minas Gerais


Por Wanglézio Braga - O Acre foi destaque na manhã desta quarta-feira (22) durante a cerimônia do Florada Premiada, promovida pela Três Corações, em Belo Horizonte, Minas Gerais. A produtora Antônia Lima dos Santos, do município de Brasileia, foi consagrada campeã na categoria de melhor café regional nas variedades Canéfora e Arábica.

Antônia, que trabalha há seis anos na produção de café e há apenas um ano com cafés especiais, mostrou que o Acre está ganhando espaço no cenário nacional. Sua dedicação e a qualidade do produto garantiram o reconhecimento na prestigiada competição, que celebra exclusivamente o trabalho de mulheres na cafeicultura.



O Florada Premiada é um dos principais eventos do setor, promovendo o protagonismo feminino e incentivando a produção de cafés especiais em todo o Brasil. A vitória de Antônia reforça o potencial do Acre em competir de igual para igual com estados tradicionais na cafeicultura. Outras quatro acreanas também competiram na categoria canéfora.

A cerimônia que contou com a participação da artista Simone Mendes reuniu as melhores produtoras de café do país e destacou histórias inspiradoras de dedicação e excelência, com Antônia Lima dos Santos ocupando um lugar de honra no pódio e levando o nome do Acre a novos patamares.

Fábrica de US$ 12 bi, ferrovia monumental e 100 mil empregos no Brasil: China ilude com promessas que não saem do papel

 

China prometeu fábrica de US$ 12 bilhões, ferrovia bioceânica e 100 mil empregos no Brasil. Anúncios grandiosos, mas sem execução, frustraram expectativas. O que o futuro reserva para essas promessas bilionárias?

Durante encontros históricos entre autoridades do Brasil e da China, os discursos foram carregados de otimismo e projeções grandiosas.

Mas, por trás do glamour, uma pergunta persiste: onde estão os resultados concretos desses compromissos?

Segundo a CNN Brasil, uma série de megaprojetos envolvendo o Brasil e a China foi divulgada com ampla repercussão, prometendo alavancar a infraestrutura e a indústria brasileira. Entre as iniciativas mais destacadas estavam a construção de uma fábrica monumental da Foxconn, um fundo de investimentos bilionário e até uma ferrovia transcontinental.

Contudo, nenhum desses projetos saiu efetivamente do papel, deixando frustrações e dúvidas no rastro das promessas.


O sonho da fábrica da Foxconn

Em 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) esteve em Pequim e anunciou, em tom ambicioso, uma parceria histórica com a Foxconn, gigante taiwanesa fornecedora da Apple.

A proposta era estabelecer no Brasil uma fábrica própria da empresa, com investimento de US$ 12 bilhões e geração de 100 mil empregos, incluindo 20 mil para engenheiros altamente qualificados.

Conforme reportado pela CNN Brasil, o projeto envolvia até mesmo a criação de uma “cidade-indústria” para abrigar as operações.

No entanto, uma sequência de entraves surgiu, desde exigências de apoio financeiro pelo BNDES até dificuldades na captação de investidores privados.

A Foxconn chegou a construir uma pequena unidade em Itu (SP), mas o grande plano foi abandonado.


O fundo bilionário da China que não deslanchou

Outro anúncio promissor ocorreu em 2015, quando o então primeiro-ministro chinês Li Keqiang e Dilma Rousseff divulgaram a criação do Fundo Brasil-China de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva.

Com US$ 20 bilhões previstos — sendo US$ 15 bilhões da China e US$ 5 bilhões do Brasil — o fundo visava financiar projetos industriais e de infraestrutura.

Apesar de formalmente constituído, o fundo jamais foi capitalizado.

De acordo com a CNN Brasil, a seleção de projetos chegou a ser iniciada pelo Ministério do Planejamento, mas o cenário político brasileiro e o discurso anti-China no início do governo Bolsonaro em 2019 interromperam qualquer avanço.


Ferrovia bioceânica: um projeto inviável

Outro marco foi o lançamento da proposta de uma ferrovia bioceânica em 2015.

O plano previa uma ligação de 3,5 mil quilômetros entre Goiás e Mato Grosso, interligando o Porto de Santos ao litoral do Peru.

A promessa era integrar os oceanos Atlântico e Pacífico, transformando a logística sul-americana.

Conforme a CNN Brasil destacou, o projeto enfrentou uma série de obstáculos.

A ausência de viabilidade econômica, dificuldades ambientais e os desafios de engenharia para atravessar a Cordilheira dos Andes tornaram a ideia insustentável.

Apesar de visitas técnicas realizadas por equipes chinesas, nem mesmo o projeto básico de engenharia foi concluído.


O impacto político e econômico das promessas não cumpridas pela China

As promessas chinesas no Brasil não se materializaram, e isso trouxe impactos negativos tanto para as relações bilaterais quanto para a percepção pública sobre esses acordos.

Anúncios grandiosos sem resultados concretos prejudicam a credibilidade das parcerias internacionais e deixam dúvidas sobre a capacidade de execução de projetos desse porte.


Segundo a CNN Brasil, os entraves não se limitam ao Brasil.

A burocracia local, os riscos políticos e as dificuldades de planejamento são desafios frequentes enfrentados por investidores chineses em outros países.

Esses fatores ajudam a explicar o descompasso entre as promessas e a realidade.


Expectativas para o futuro

Apesar das frustrações passadas, especialistas apontam que o Brasil continua sendo um destino atrativo para investimentos estrangeiros, especialmente em infraestrutura.

O avanço de novas políticas públicas e a reaproximação entre os dois países podem abrir caminhos para que projetos futuros sejam concretizados.

Afinal, a pergunta que fica é: o Brasil ainda pode confiar em promessas bilionárias de parceiros estrangeiros ou é hora de repensar as estratégias para atrair investimentos reais?

22 de nov. de 2024

Agro do Acre reage à decisão do Carrefour e pede boicote ao Atacadão: “França desrespeita o produtor brasileiro”

 

Por Ronan Matos - A decisão do Carrefour de interromper a compra de carnes de países do Mercosul, incluindo o Brasil, provocou forte reação entre produtores rurais e entidades do agronegócio. No Acre, a indignação se espalhou rapidamente, levando lideranças do setor a convocarem um boicote ao Atacadão, rede de atacarejo pertencente ao grupo Carrefour.

Polêmica: A medida foi anunciada nesta quarta-feira (20/11) pelo CEO da gigante varejista, Alexandre Bompard, como um gesto de solidariedade aos agricultores franceses, alegando que as importações prejudicam a produção local.

No estado acreano, onde a agropecuária é um dos pilares econômicos, a repercussão foi imediata. Produtores veem a atitude do Carrefour como um ataque direto à produção sustentável e responsável da região, que há anos busca atender aos mais altos padrões de qualidade exigidos pelos mercados internacionais. “Quem respeita o produtor brasileiro não deve comprar no Atacadão!”, afirmou um produtor acreano ao Diário do Acre, reforçando o apelo para que a população priorize negócios que valorizem o agro nacional.

Entidades nacionais, como a CNA e a ABIEC, também emitiram uma nota conjunta em repúdio à decisão do Carrefour, destacando o compromisso do agronegócio brasileiro com a segurança alimentar global. Para os líderes do setor, a suspensão das compras de carne do Mercosul é incoerente, já que a produção da região abastece mercados rigorosos como Estados Unidos, União Europeia, China e Japão.

“Se o Mercosul não serve para o mercado francês, também não deveria servir para outros mercados do Carrefour”, diz um trecho da nota das entidades nacionais, amplamente compartilhada entre produtores.

Detalhes do primeiro ataque de ICBM da História contra a Ucrânia


Sérgio Santana - Nas primeiras horas da manhã de hoje, 21 de novembro de 2024, a Federação Russa desferiu mais um ataque de mísseis contra alvos na cidade de Dnipro, como parte das suas ações na “Operação Militar Especial” contra a Ucrânia, desencadeada desde fevereiro de 2022.

As informações disponíveis dão conta de que foram empregados mísseis hipersônicos Kh-47M2 “Kinzhal” (designado pela OTAN como “AS-24 Killjoy”) disparados de interceptadores modificados Mikoyan Gurevich MiG-31K “Foxhound-D” sobrevoando a região de Tambov, mísseis de cruzeiro subsônicos Kh-101 (“AS-23 Kodiak”) lançados de bombardeiros estratégicos Tupolev Tu-95MS “Bear-H” no espaço aéreo de Volgogrado, e, mais surpreendentemente, pelo menos um míssil balístico intercontinental RS-26 “Rubezh” (“Fronteira), lançado do polígono de testes de Kapustin Yar, na região de Astrakhan, fazendo deste o primeiro ataque de um artefato classificado como ICBM.


Sobre o “Rubezh”

Também conhecido pela designação SS-X-31 (com o “X” denotando seu caráter experimental), o desenvolvimento do “Rubezh” foi iniciado em 2006 pelo Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou, como uma versão encurtada do RS-24 “Yars” (designado pela OTAN como SS-29 ou também SS-27 Mod.2), do qual foi retirado um estágio, assim resultando em menos combustível – consequentemente menos alcance, verificado como sendo de 5.800km em testes comprovados – o que classifica a arma na categoria de míssil balístico intercontinental, acima do alcance de 5.500km que a definiria como um míssil de alcance intermediário.

Durante a sua campanha de avaliação, o primeiro teste em setembro de 2011 foi mal-sucedido (o artefato caiu meros oito quilômetros após o lançamento), o que não se repetiu nos demais testes de voo nos quatro anos seguintes, quando foi seguidamente disparado do Cosmódromo Plesetski (quando atingiu um alvo no polígono de Kura, distante 5.800km) e de Kapustin Yar (atingindo um alvo simulado em Sary Shagan, distante 2.000km). Ainda assim, as encomendas para o novo sistema foram congeladas até 2027, em favor de outros sistemas de armas cujo emprego foi considerado de maior urgência.

O artefato mede 12 metros de comprimento por 1.8 metro de diâmetro, sendo propulsado por um motor de combustível sólido que o leva a atingir velocidade superior a 24.500km/h, apesar do seu peso de lançamento de 36.000kg dos quais apenas 800kg correspondem a até quatro ogivas independentes com potência variando entre 150 e 300 quilotons. O RS-26 é lançado de uma versão modificada do veículo MAZ MZKT-79221, possui orientação mista por sistema inercial e GLONASS (o GPS russo) e círculo de erro provável entre 90 e 250 metros.

Apesar de reconhecido que o exemplar recentemente disparado contra a Ucrânia não tinha ogiva nuclear, ainda é desconhecida a natureza dos explosivos que carregava, com o seu emprego carregando muito provavelmente um simbolismo psicológico, lembrando aos adversários (notadamente a OTAN) o que o governo russo pode utilizar na defesa dos seus interesses.

*Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL), pós-graduado em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC/MG). Colaborador de Conteúdo da Shephard Media. Colaborador das publicações Air Forces Monthly, Combat Aircraft e Aviation News. Autor e co-autor de livros sobre aeronaves de Vigilância/Reconhecimento/Inteligência, navios militares, helicópteros de combate e operações aéreas

Em resposta à França, frigoríficos querem suspender venda ao Carrefour no Brasil

Medida foi adotada em resposta ao grupo ter anunciado que na França não comprará mais carne do Mercosul

Operários movimentam carcaças de bovinos abatidos em frigorífico de MS. (Foto: Arquivo/Semadesc)


Por José Roberto dos Santos - Em resposta ao anúncio da Rede Carrefour na França, feito pelo CEO da empresa Alexandre Bompard, na quarta-feira, 20, de que o grupo não iria mais importar carne do Mercosul, os principais frigoríficos brasileiros – JBS, Marfrig e Minerva, além de outros médios e pequenos avisaram nesta sexta-feira (22) que não mais venderão carne para a Rede Carrefour no Brasil, incluindo a Rede Atacadão e o Sam's Club. Várias entidades do movimento ruralista brasileiro pediam a aplicação da mesma sanção, por reciprocidade.

A Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), que engrossou o movimento de repúdio, foi informada da suspensão das vendas de carnes no Brasil, por iniciativa da indústria.

O CEO do Grupo Carrefour na França, Alexandre Bompard, argumentou que a rede varejista não compraria mais carne dos países que compõem o Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – como forma de pressionar contra o acordo do bloco sul-americano com a União Europeia.

Nesta sexta-feira, o CEO do grupo varejista francês Les Mousquetaires, Thierry Cotillard, endossou o boicote às carnes oriundas da América do Sul em suas redes de supermercados Intermarché e Netto. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que as varejistas do grupo se comprometem a não comercializar o produto sul-americano, seguindo a iniciativa do seu concorrente Carrefour.

Várias entidades representativas do agronegócio brasileiro condenaram a medida anunciada pelo grupo francês.


Reação brasileira

Em nota oficial publicada no mesmo dia 20, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lamentou tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.

O posicionamento do Mapa, diz a nota, era de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul - União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. "O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros", finalizou o texto.

Conforme reportagem publicado pelo portal O Estadão, o ministro da Agricultura brasileiro, Carlos Fávaro, passou a reagir reagindo com veemência ao movimento francês. Ele endossou o posicionamento de entidades do setor produtivo e da indústria brasileira de carnes, que sugeriram o não fornecimento de carnes ao Carrefour também no Brasil, após a suspensão da compra de proteínas do Mercosul pelas unidades francesas do grupo.

“Me surpreende a presidência local aqui no Brasil dizendo “não, nós vamos continuar comprando porque nós sabemos que tem boa procedência. Quem não quer comprar é a matriz lá, a França”. Ora, se não serve ao francês, não vai servir aos brasileiros. Então, que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro a jornalistas na noite desta quinta-feira, 21, em evento de comemoração de dez anos da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados).

Nesse mesmo sentido a Abiec (Associação Brasileira dos Exportadores de Carne) se pronunciou nesta quinta-feira, 21, em nota de repúdio: "Se o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano –, as entidades abaixo assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país."

Assinaram a nota a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), SRB (Sociedade Rural Brasileira) e FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

A ABIEC deverá se pronunciar sobre a postura adotada pelos frigoríficos brasileiros, em resposta ao embargo do grupo francês.

Contatado pela coluna Lado Rural, o Carrefour respondeu que vai verificar o tema e retornará assim que possível. - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Avançam obras na Base de Aviação do Juruá, em Cruzeiro do Sul

Avançam obras da Base de Aviação do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp


Ana Paula XavierAs obras da primeira Base de Aviação do Juruá, localizada em Cruzeiro do Sul, estão em pleno andamento. Com investimento de quase R$ 5 milhões, proveniente de recursos da Operação de Crédito da União, a unidade visa expandir os serviços do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), garantindo atendimento eficiente à população, especialmente nas regiões de difícil acesso.

A nova estrutura beneficiará os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, fortalecendo o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). Com a base, haverá uma otimização significativa no tempo de resposta em operações de salvamento, patrulhamento urbano e rural, além de ações de busca e apreensão. A estrutura também permitirá um transporte mais ágil de pacientes para o Hospital Regional do Juruá.


Base aérea beneficiará municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

O titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), coronel José Américo Gaia, destaca a importância da formação de uma equipe especializada para a unidade: “Enviaremos inicialmente uma equipe da capital para operar no novo hangar e, em breve, formaremos cerca de 40 novos profissionais no curso de operador tático, com vagas abertas para todo o estado. Estamos cientes de que a formação dos pilotos demanda mais tempo, mas utilizaremos os pilotos já qualificados para garantir que a equipe esteja em plena operação em Cruzeiro do Sul”.


Estrutura da base

Construída no estacionamento da Companhia de Entrepostos do Acre (Cageacre), no bairro Aeroporto Velho, a Base de Aviação do Juruá contará com um helicóptero fixo, alojamento, auditório, sala de musculação, área administrativa, dormitório e garagem para caminhão de abastecimento.

Iniciada em outubro, a obra tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2025. “Essa base é um reflexo do compromisso do governo do Estado em aprimorar o sistema de segurança pública em todo o Acre. Nossa meta é reduzir o tempo de resposta em situações que exigem apoio aéreo, que atualmente é enviado do hangar em Rio Branco”, enfatiza Gaia.

Iniciada em outubro, obra tem previsão de entrega para segundo semestre de 2025. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp


Modernização da segurança pública

O Ciopaer foi criado pelo Decreto nº 4.564, de 11 de setembro de 2009, com o objetivo de otimizar as ações aéreas da segurança pública no Acre, garantindo um patrulhamento mais eficaz e serviços de resgate. Com uma equipe bem treinada e atuando em defesa da sociedade acreana, os helicópteros do Ciopaer têm realizado diversas missões de patrulhamento e resgate ao longo de quase duas décadas.

Ciopaer conta com três helicópteros e três aviões, além de um efetivo de 36 profissionais. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp


Atualmente, o Ciopaer conta com três helicópteros e três aviões, além de um efetivo de 36 profissionais, incluindo policiais militares, civis e bombeiros, que desempenham as funções de piloto e operador aerotático. As equipes atuam em diversas situações, como roubos, perseguições, resgates, incêndios e na defesa civil, contribuindo para a segurança pública em todo o estado.


Resgates em comunidades indígenas

O Ciopaer também se destaca em atendimentos a comunidades indígenas. Um exemplo recente foi a missão de resgate da pequena Vitória Manchineri, recém-nascida da Terra Indígena Jatobá, que enfrentou três paradas cardíacas.

Ciopaer também se destaca em atendimentos a comunidades indígenas. Foto: Dhárcules Pinheiro/Sejusp

A agilidade das equipes do Ciopaer e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi fundamental para o sucesso da missão. Horas depois do resgate, Vitória chegou a Rio Branco, onde recebeu o atendimento especializado necessário. “Foi uma vitória não apenas para a pequena Vitória, mas para toda a equipe, que fez o impossível se tornar realidade”, avalia o secretário.

A Guerra híbrida contra os pecuaristas brasileiros: em meio a pressão dos agricultores franceses, Carrefour vai deixar de vender carne do Mercosul

Enquanto agricultores franceses fazem pressão pelo não fechamento do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, o gigante do varejo Carrefour se comprometeu a “não comercializar nenhuma carne do Mercosul”. Em uma carta enviada nesta quarta-feira (20) ao sindicato agrícola francês FNSEA, o CEO do grupo, Alexandre Bompard, apelou aos restaurantes a fazerem o mesmo


Ricardo Fan - Nota DefesaNet: O artigo pode ser relacionado à ideia de “guerra híbrida” contra os pecuaristas brasileiros, porque reflete um cenário onde questões econômicas, políticas e ambientais são manipuladas como ferramentas estratégicas para atingir determinados objetivos, muitas vezes mascarados sob argumentos legítimos.

A decisão do Carrefour reflete pressão de agricultores franceses, que há muito se opõem às importações de carne do Mercosul. Esse tipo de ação pode ser interpretado como uma tentativa de proteger os produtores locais, mascarada por argumentos ambientais. Isso é característico de “guerras híbridas”, onde questões legítimas (como sustentabilidade) são instrumentalizadas para proteger interesses econômicos e geopolíticos.

A associação da carne brasileira com problemas ambientais prejudica a reputação internacional do agronegócio nacional. Isso pode impactar negativamente não apenas os pecuaristas, mas também outros setores exportadores, promovendo uma narrativa que enfraquece o Brasil como competidor global.

Não fica claro no artigo se a decisão do Carrefour de deixar de vender carne do Mercosul se aplica a toda a rede global ou apenas às lojas localizadas na França. Vale ressaltar que o Carrefour possui uma presença significativa no Brasil, um dos maiores exportadores de carne do Mercosul, e essa decisão pode gerar antipatia entre consumidores brasileiros, afetando a imagem da marca em um mercado estratégico.


Segue o artigo:

(RFI) Em uma carta dirigida a Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, Bompard diz que “em toda a França, ouvimos a consternação e a indignação dos agricultores diante da proposta de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul”. O presidente do segundo maior grupo varejista da França, atrás apenas do E.Leclerc, afirma que o Carrefour se compromete a “não comercializar qualquer carne do Mercosul”. 

Questionado sobre os volumes em questão, o distribuidor especificou que 96% da carne bovina e suína que vende vêm da França. “Esperamos poder inspirar outros players do setor agroalimentar”, afirma Alexandre Bompard.  “Apelo particularmente ao ramo dos restaurantes e alimentação fora de casa, que representam mais de 30% do consumo de carne na França – da qual 60% é importada – a aderirem ao nosso compromisso”, propõe.


Terceiro dia de mobilização dos agricultores 

Para os agricultores franceses, que fazem nesta quarta-feira o terceiro dia consecutivo de protestos no país, a agricultura francesa está ameaçada pelo acordo de livre comércio que a UE negocia com os países latino-americanos do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai). Eles denunciam condições de concorrência desleal, uma vez que os produtos oriundos do Mercosul não atendem aos mesmos padrões ambientais e sociais que na Europa, ou mesmo de saúde, em caso de falha nos controles. 

Na segunda-feira (18), o lobby europeu dos supermercados, EuroCommerce, indicou em um comunicado de imprensa que fazia parte de 78 federações profissionais signatárias de um apelo para “acelerar a conclusão das negociações do acordo de livre comércio UE-Mercosul”, argumentando que isso “ajudaria a aliviar os desafios colocados pela instabilidade geopolítica e pelas perturbações na cadeia de abastecimento” alimentar. 

O EuroCommerce conta, entre os seus membros, com a federação patronal dos supermercados franceses, a FCD, da qual Alexandre Bompard é presidente. 

Neste terceiro dia de manifestações de agricultores, o sindicato Coordenação Rural (CR) conversou com o primeiro-ministro francês, Michel Barnier. “Vocês têm um primeiro-ministro que conhece e respeita os agricultores. Farei tudo o que estiver ao meu alcance no orçamento para cumprir os numerosos compromissos que foram assumidos, ponto por ponto”, declarou o chefe do governo.

Barnier também telefonou ao presidente da FNSEA, Arnaud Rousseau, para garantir que está aberto ao diálogo para discutir “as respostas a serem dadas”, reafirmando que todas as promessas seriam cumpridas. 

Os agricultores decidiram levantar o bloqueio na autoestrada A9 na fronteira espanhola, instalado na terça-feira. Porém, menos de um ano depois de uma mobilização histórica no país, os sindicatos acreditam não terem feito progressos suficientes. 

Putin confirma uso de míssil balístico experimental e ameaça países ocidentais

Presidente russo afirmou que míssil balístico foi disparado contra uma instalação militar em Dnipro em resposta aos ataques de Kiev na Rússia com armas ocidentais


O presidente russo Vladimir Putin confirmou que a Rússia lançou um míssil balístico experimental, chamado Oreshnik, contra uma instalação militar em Dnipro, Ucrânia. O ataque foi uma resposta direta aos recentes ataques ucranianos realizados com mísseis fornecidos pelos EUA e Reino Unido. Putin explicou que o alvo foi a instalação militar Yuzhmash e afirmou que a ação era uma reação legítima aos planos ocidentais de fornecer armas de longo alcance a Kiev, caracterizando o uso do Oreshnik como um passo necessário para preservar os interesses de Moscou.

Embora relatórios iniciais da Ucrânia tenham sugerido que o míssil utilizado poderia ser um míssil balístico intercontinental (ICBM), oficiais norte-americanos esclareceram que se tratava de um míssil balístico de médio alcance (IRBM), com alcance entre 3.000 e 5.500 km. O lançamento foi notável devido à carga MIRVed (veículo de reentrada múltipla e independente), uma tecnologia associada a mísseis nucleares, o que adiciona uma dimensão simbólica significativa ao ataque. Especialistas interpretaram a escolha do míssil como uma demonstração de poder militar e uma mensagem ao Ocidente.

Putin destacou que o uso do Oreshnik foi uma resposta aos planos dos EUA de desenvolver mísseis de médio alcance e prometeu retaliações “decisivas e simétricas” caso as tensões aumentem. Ele também deixou claro que a Rússia se reserva o direito de atacar países ocidentais que permitirem que suas armas sejam utilizadas contra alvos russos. A retórica do presidente russo reforça a posição de Moscou de que medidas semelhantes são justificáveis em face das ações de Washington e Londres no conflito.

Em seu discurso, Putin afirmou que os sistemas de defesa ocidentais não seriam capazes de interceptar mísseis como o Oreshnik, ressaltando a superioridade tecnológica da Rússia nesse campo. Ele ainda declarou que Moscou emitirá avisos prévios antes de realizar ataques à Ucrânia ou outros países, com o objetivo de permitir a evacuação segura de civis, mas manteve a postura firme contra o envolvimento ocidental no conflito.

Especialistas em estratégia nuclear, como Fabian Hoffmann, consideraram o uso do Oreshnik altamente simbólico, especialmente devido à carga MIRVed, que enfatiza a capacidade nuclear do míssil. A demonstração de força de Putin reflete a escalada das tensões entre a Rússia e o Ocidente, com o presidente reafirmando que Moscou está disposta a tomar medidas contra qualquer nação que facilite ataques em solo russo, ampliando ainda mais os riscos de um agravamento no conflito.