27 de out. de 2025

Brasil já produz pasto em ambiente fechado

Empreendedores já estão produzindo pasto dentro de ambientes propícios para alimentar seu gado

A estimativa é de mais de 500 kg por dia


Reginaldo Palazzo - Um recente modelo de negócio baseado na hidroponia está transformando a pecuária em um modelo  rentável.

Trata-se de forragem hidropônica feita dentro de containers (móveis), ou em estruturas imóveis, que transformam tempo em dinheiro.

Uma verdadeira, podemos chamar assim, revolução na alimentação animal.

Os pesquisadores garantem que adequadamente manejadas essas pequenas infraestruturas podem aumentar a eficiência e uma nutrição que elevará consideravelmente a produtividade.

Por exemplo, a hidroponia com a cultura do milho, bem nutritiva por sinal, pode ser cultivada em sistemas que permitem a produção de 600 a 650 kg de forragem verde por dia por unidade.

Trigo, aveia e cevada também podem ser usadas.

E isso durante o ano todo haja vista estarem protegidas das intempéries mais rígidas.

Uma boa notícia para os pecuaristas que terão menos pressão ambiental em suas costas.

Assista abaixo dois exemplos que dão uma ideia do que estamos falando.

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Conflito entre Holanda e China pode paralisar montadoras de veículos brasileiras por falta de chips


Uma disputa geopolítica entre a Holanda e a China sobre a produção e exportação de semicondutores está provocando forte preocupação no setor automotivo brasileiro. Mesmo em meio a um cenário de vendas aquecidas e alta na produção, montadoras alertam que a crise global de chips pode interromper as linhas de montagem no país nas próximas semanas.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entre janeiro e setembro de 2025 a produção de veículos no Brasil cresceu 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as exportações avançaram mais de 50%. Nas concessionárias, a demanda elevada já gera filas de espera para os primeiros meses de 2026.

Esse cenário, no entanto, pode mudar rapidamente. O governo holandês assumiu o controle de uma das maiores fabricantes de chips do mundo — uma subsidiária de um grupo chinês — alegando razões de segurança nacional e, segundo analistas, sob pressão de Washington. Em resposta, Pequim impôs restrições à exportação desses componentes, essenciais para as montadoras globais. O impacto já é sentido na Europa, e o Brasil pode ser o próximo.

“Nosso entendimento é de que o setor automotivo brasileiro está na iminência de uma crise de abastecimento de semicondutores. A ausência desses chips pode, sim, daqui a três semanas, paralisar as fábricas no Brasil”, alertou Igor Calvet, presidente da Anfavea. Ele cobrou uma ação diplomática rápida entre Brasília e Pequim para garantir o fornecimento ao país.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que acompanha a situação e mantém diálogo com a indústria para mitigar eventuais danos econômicos e sociais. Uma reunião emergencial entre o governo e representantes do setor está marcada para a próxima terça-feira (28), convocada pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin.

A possível crise remete aos impactos da pandemia de Covid-19, quando a escassez global de chips comprometeu severamente a cadeia produtiva automotiva. Hoje, até mesmo modelos de entrada utilizam entre 1.000 e 3.000 semicondutores por veículo, responsáveis pelo controle de praticamente todos os sistemas eletrônicos e de segurança.

“Estamos falando de segurança, confiabilidade e sustentabilidade. Sem esses componentes, não há como entregar carros modernos e seguros”, destacou Hélder Giostri, professor de engenharia mecânica do Ibmec.

Com estoques limitados e prazos de entrega alongados, montadoras brasileiras acompanham com apreensão o desenrolar da disputa internacional. Se não houver uma solução diplomática rápida, o setor — responsável por cerca de 20% da indústria de transformação no país — poderá enfrentar a sua pior crise de fornecimento desde 2020.

Rádio Bandeirantes: “Vitória do Amapá e do Brasil” com licença do Ibama para pesquisa de petróleo - Aldo Rebelo


O ex-ministro Aldo Rebelo comentou no Jornal Gente a decisão do Ibama de autorizar a Petrobras a iniciar a pesquisa de petróleo na margem equatorial, no litoral do Amapá. 

Rebelo chamou a medida de “vitória do Amapá e da economia nacional” e criticou a atuação de ONGs estrangeiras que, segundo ele, sabotam o desenvolvimento da Amazônia. 

O ex-ministro defendeu que governos e sindicatos processem as entidades que tentam barrar o projeto. “O poço experimental está a 510 quilômetros da foz do Rio Amazonas. 

Dizer que ele está na foz é mentira para confundir o debate”, afirmou Rebelo. Ele também apontou o contraste entre o Brasil e países europeus: 

Enquanto a Inglaterra e a Noruega autorizam dezenas de novos poços, o Brasil ainda hesita em explorar seu potencial energético.

26 de out. de 2025

Vascaínos de Tarauacá se reúnem para fundar a 'Torcida Força Jovem no Município


Raimundo Accioly- Um grupo de apaixonados torcedores do Clube de Regatas Vasco da Gama se reuniu na noite deste sábado (25), na Câmara de Vereadores, para discutir as primeiras ações de criação da Torcida Força Jovem de Tarauacá.

O encontro marcou o início de uma nova fase para os vascaínos do município, que agora buscam se organizar oficialmente, criar uma sede local e desenvolver atividades sociais e culturais voltadas à comunidade.


Organização e propósito da torcida

O presidente da torcida em Tarauacá, Jonatan Araújo, conduziu a reunião e apresentou aos presentes a história e os objetivos da Força Jovem, destacando que a ideia é unir os torcedores do Vasco sob um mesmo propósito: viver a paixão pelo clube e transformar essa energia em ações positivas para a sociedade.

“No Acre, já temos nossa sede em Rio Branco e uma sub-sede em Xapuri. Agora chegou a vez de Tarauacá. Vamos mobilizar e organizar nossa torcida local, realizar encontros nos dias de jogos, construir ou locar uma sede e desenvolver nossos projetos sociais e solidários. Queremos vibrar, torcer e também ajudar o próximo”, disse Jonatan.

Além do espírito esportivo, o grupo pretende promover campanhas de arrecadação, eventos beneficentes e ações de integração com outras torcidas do estado.


A Força Jovem: uma história de resistência e paixão

A Torcida Força Jovem do Vasco é uma das mais tradicionais do Brasil. Fundada oficialmente em 19 de fevereiro de 1970, no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, ela nasceu em meio à efervescência social dos anos 60, quando os jovens brasileiros buscavam mais voz e protagonismo também nos estádios.

Com o lema de união, irreverência e amor ao Vasco, a Força Jovem se tornou uma das maiores famílias torcedoras do país, com núcleos espalhados por diversos estados e até fora do Brasil.

Sua primeira faixa — “VASCO, O MÉIER TE SAÚDA” — foi estendida no Maracanã em 1970, ano em que o Vasco conquistou novamente o título carioca, e o Brasil levantou o tricampeonato mundial.

Desde então, a Força Jovem se consolidou como símbolo da torcida vascaína: fiel, vibrante e presente em todos os momentos da história cruzmaltina.


O Gigante da Colina: mais que um clube, uma causa

O Clube de Regatas Vasco da Gama, fundado em 21 de agosto de 1898, carrega uma trajetória marcada por conquistas esportivas e pela luta contra o preconceito. Foi o primeiro clube brasileiro a incluir negros e operários em seu time principal, desafiando o elitismo do futebol da época.

Com sua Cruz de Malta como símbolo de coragem e superação, o Vasco construiu uma história de resistência que se reflete na própria identidade de sua torcida.


Tarauacá na rota vascaína

Com a criação da Força Jovem em Tarauacá, o município passa a integrar oficialmente a rede nacional de torcidas organizadas do Vasco da Gama.

Os torcedores locais planejam inaugurar em breve sua sede e ampliar a presença vascaína na região, fortalecendo o amor pelo clube e promovendo iniciativas de cunho social.

A reunião foi apenas o primeiro passo de uma caminhada que promete unir paixão, solidariedade e orgulho de vestir o manto cruzmaltino em terras tarauacaenses. ⚽🖤🤍

O esporte também é cidadania, união e paixão pelo que nos representa.

Por mais amiguinhos assim! 👇

 

25 de out. de 2025

Vascaínos de Tarauacá realizarão 1º encontro hoje na Câmara Municipal



Hoje, às 19h (7h da noite), vai rolar nossa reunião na Câmara Municipal!

Se você é Vascaíno de coração 💢 ou tem um amigo que é, chega junto!

Vista o manto do Gigante da Colina e venha participar — no final vamos fazer aquela foto histórica da galera do Vasco! ⚫⚪

Vamos discutir uma futura subsede em Tarauacá, o Vasco sempre saindo na frente.

Torcida do Vasco, a verdadeira fiel e melhor torcida do Brasil!

Sindicato dos Produtores de Cruzeiro do Sul se revolta contra aumento da pauta do bezerro


Por Wanglézio Braga - O Sindicato dos Produtores Rurais de Cruzeiro do Sul divulgou nesta quinta-feira (23) uma nota dura de repúdio contra o recente aumento da pauta do bezerro no Acre. A medida, segundo o sindicato, tem o objetivo de inibir a saída de animais para outros estados, mas acaba atingindo em cheio o bolso do produtor rural, que já enfrenta custos altos e dificuldades logísticas para escoar sua produção.

O posicionamento do Sindicato de Cruzeiro do Sul reflete a insatisfação crescente entre pecuaristas de várias regiões do estado, que temem novos prejuízos e retração no setor caso a pauta do bezerro não seja revista.

O presidente da entidade, Tarciso Barbary, afirmou que a decisão compromete a competitividade da pecuária acreana e reduz a renda de quem vive do campo. “Ao invés de fortalecer o setor, essa elevação artificial desestimula o produtor e prejudica toda a cadeia produtiva”, destacou.

Para o sindicato, o governo deveria adotar políticas que incentivem o crescimento sustentável e a liberdade de comercialização, respeitando o direito de o produtor negociar com justiça e transparência. “O produtor é o elo mais importante da economia do campo e precisa de apoio, não de barreiras”, conclui a nota.


LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA


NOTA DO PRESIDENTE DO SINDICATO DOS PRODUTORES RURAIS DE CRUZEIRO DO SUL – ACRE


O Sindicato dos Produtores Rurais de Cruzeiro do Sul manifesta seu repúdio ao recente aumento da pauta do bezerro, medida que tem como objetivo inibir a saída de animais do nosso estado.

Essa decisão prejudica diretamente os produtores rurais, que já enfrentam altos custos de produção, dificuldades de transporte e limitações de mercado. Ao invés de fortalecer o setor, essa elevação artificial de pauta desestimula a produção, reduz a competitividade e compromete a renda de centenas de famílias que vivem da pecuária.

Defendemos políticas que valorizem o produtor, incentivem o crescimento sustentável e promovam liberdade de comercialização, dentro e fora do Acre. O produtor rural é o principal elo da economia do campo, e merece respeito e apoio — não medidas que restringem seu direito de vender com justiça e transparência.


Cruzeiro do Sul, Acre,

23 de outubro de 2025

Tarciso Barbary

Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Cruzeiro do Sul – AC

24 de out. de 2025

Declaração do Assistente do Secretário de Guerra para Assuntos Públicos, Porta-voz Chefe do Pentágono e Conselheiro Sênior da SECWAR

 


DECLARAÇÃO

Em apoio à diretriz do Presidente para desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais (TCOs) e combater o narcoterrorismo em defesa da Pátria, o Secretário de Guerra comandou o Grupo de Ataque de Porta-Aviões Gerald R. Ford e embarcou uma ala aérea de porta-aviões para a área de responsabilidade (AOR) do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM).

A presença reforçada das forças americanas na Área de Responsabilidade do USSOUTHCOM reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e desmantelar atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental. Essas forças aprimorarão e ampliarão as capacidades existentes para desmantelar o tráfico de narcóticos e desmantelar as OTCs.


Ontem os EUA destruíram a décima embarcação transportando drogas.

Assista ao vídeo abaixo.

 

Senador Alan Rick articula com ministro da CGU pela derrubada do Veto 46/2023 e pelo fim das obras inacabadas


Assessoria - O senador Alan Rick (AC) se reuniu com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques Carvalho, para discutir os impactos de práticas ilícitas no setor da construção civil e buscar soluções que assegurem mais eficiência, transparência e qualidade nas licitações públicas.

Entre os principais temas do encontro esteve o Veto 46/2023, que trata da forma de disputa em licitações de obras e serviços de engenharia com valores superiores a R$ 1,5 milhão. O dispositivo, vetado na Lei nº 14.770/2023, propunha o uso do modo de disputa fechado nesses casos, restringindo o modelo de lances sucessivos (modo aberto) — considerado inadequado para contratações complexas, pois pode gerar propostas inexequíveis e abandono de obras.

Alan Rick alertou que o problema está diretamente ligado ao crescimento do número de obras paralisadas em todo o país. “Precisamos garantir eficiência, evitar desperdícios e dar respostas concretas, principalmente aos municípios que mais precisam”, destacou o senador, reforçando seu compromisso com a boa gestão dos recursos públicos e a retomada de obras estruturantes.

O ministro Vinícius Marques Carvalho reconheceu a gravidade do tema e se comprometeu a aprofundar a análise técnica sobre o impacto do veto.

“Comungo da opinião do senador Alan Rick e vamos reavaliar internamente essa questão. Entendo a preocupação do setor. Estamos diante de um problema real, que causa impactos sociais e econômicos graves no Brasil. Vamos fazer uma discussão interna para reavaliar a decisão”, afirmou o ministro.

Entidades como a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), CNI (Confederação Nacional da Indústria) e ABREMA (Associação Brasileira de Engenharia e Meio Ambiente) defendem o modo de disputa fechado como alternativa mais segura e técnica, evitando distorções de preço e assegurando a qualidade das obras públicas.

Com o apoio do senador Alan Rick, o tema deve voltar à pauta do Congresso Nacional, com o objetivo de construir soluções que equilibrem controle, eficiência e desenvolvimento econômico, especialmente nas regiões que mais dependem de investimentos públicos em infraestrutura.

Internauta chinesa diz que ocidentais são gays e que estão ocupados demais cheirando seus próprios peidos

Sei que nossa culturas são bem diferentes, mas pra quem diz ter um QI 148 isso não me parece muito inteligente

Bora lá!


Um pequeno react

A internauta chinesa LinaHua em uma postagem no ‘X’ chamou os ocidentais de gays. 

A postagem está no final deste post.

Primeiro, em seu perfil está escrito.

23 anos de idade /QI de 148 (uma gênia hein?) Empreendedora e: As opiniões polêmicas são minhas (Deu pra perceber).

Ela de maneira simplória  assume pirataria descarada e ainda colocou no balaio de gato da sua vidinha monitorada toda uma falta de percepção de que nem todo mundo é igual. 

Entenderam né?

Seguindo com o paradoxo, em seu perfil ainda tem a bandeira da Alemanha ao lado da chinesa.

O que ela tem contra gays?

Menina, isso não é politicamente correto.

Se fôssemos seguir por sua lógica ilógica todos os chineses comem morcegos e cachorros.

Não Sra. de QI 148 que não consegue raciocinar! (...), nem todo mundo no “ocidente”, subestima a profundidade e a escala do talento da engenharia chinesa, muito menos em sua capacidade STEM, muito pelo contrário, tem gente que até admira.

O interessante disso tudo, e ela acabou de provar para os próprios chineses é que educação não se baseia só em exatas.

Não adianta ter diploma se o baixo nível não saiu de dentro de você, eis aí um exemplo magnífico.

Sobre as EUV torço (e conheço outros ocidentais que pensam da mesma forma), para que a China consiga terminá-la amanhã, porque aqui não tem criança, sabemos que o tal “ocidente” não considera todos países ocidentais, ocidente.

Oriente-se!

De verdade.

(...), não subestimo ninguém, principalmente a capacidade de criar vírus assassino que matou milhões de pessoas, inclusive chinesas.

Muito menos a capacidade de se fazer engenharia reversa.

Ah se todo mundo tomasse conta do seu próprio rabo, com certeza entenderíamos que estereótipos se desfaz com educação.

Parabéns pra você, conseguindo fazer que mais “ocidentais” tenham pré-conceitos contra chineses.

Agora conta pra nós, onde muitos dos engenheiros chineses (excelentes por sinal), foram estudar?

Obrigado gênia. Agora, pode voltar pra garrafa.

Drones fora de controle: como a tecnologia da Atech protege o espaço aéreo e fortalece as ações de segurança pública


Guilherme Wiltgen - O uso irregular de drones tem se tornado uma das principais preocupações das forças de segurança em todo o mundo. Em presídios, equipamentos são usados para lançar drogas e celulares; em eventos, sobrevoam multidões sem autorização; em fronteiras, cruzam o espaço aéreo para contrabando e espionagem. A facilidade de acesso e o avanço tecnológico desses dispositivos ampliaram os riscos e colocaram em xeque a capacidade de monitoramento e resposta das autoridades.

“Estamos diante de um cenário em que o espaço aéreo de baixa altitude virou uma nova fronteira de segurança”, afirma Claudio Nascimento, gerente comercial da Atech. “Os drones podem ser usados de forma legítima, mas também representam uma ameaça concreta quando operados sem controle. O desafio é identificar rapidamente o que é risco e reagir antes que o problema se torne um incidente.”

Com esse objetivo, a Atech, empresa do Grupo Embraer, desenvolveu o Arkhe Integrated Surveillance, uma solução nacional voltada à detecção e neutralização de drones suspeitos. O sistema combina sensores de radiofrequência, radares e câmeras para rastrear aeronaves não tripuladas em tempo real, mapeando rotas, origens e comportamentos anômalos. Integrado a outras soluções da empresa, como o Arkhe GDI, plataforma de comando e controle, o sistema permite que as forças de segurança atuem de forma coordenada, mesmo em locais sem cobertura de rede convencional, graças à conectividade via satélite em banda estreita.

Além da identificação de drones irregulares, a tecnologia amplia a consciência situacional e permite ações preventivas em operações de grande porte, áreas de fronteira e infraestrutura crítica. A solução pode gerar alertas automáticos, acionar protocolos de segurança e fornecer dados estratégicos para investigações posteriores.

“O Arkhe é resultado de anos de desenvolvimento para unir vigilância, análise e comando em um único ambiente operacional”, explica Nascimento. “A meta é fortalecer a capacidade de resposta das forças públicas e garantir que o Brasil tenha autonomia tecnológica para proteger seu espaço aéreo e suas fronteiras.”

23 de out. de 2025

Tereza Cristina e Roberto Rodrigues criticam Plano Clima: ‘é um desastre’



Por Agro Estadão/via Diário do Acre

A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta última quarta-feira, 22, que o Plano Clima — que define as estratégias e ações do Brasil contra as mudanças climáticas — “é um desastre”. A fala ocorreu durante painel no 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA). 

Segundo Tereza, o Plano, da forma como está proposto, penaliza a agropecuária brasileira. Porém, movimentos contra a proposta estão sendo articulados. “Nós estamos tentando agora fazer um projeto de lei para que ele [Plano Clima] seja aprovado pelo Congresso pelo menos por uma ou duas comissões”, afirmou. 

De acordo com ela, a ação se faz necessária para que governos, pessoas ou instituições não assumam o controle de algo que, mais tarde, pode trazer grandes prejuízos para o país. “E esse plano clima que está aí posto é muito ruim para a agricultura e a pecuária brasileira”, enfatizou. 

No mesmo coro, o ex-ministro da Agricultura e enviado especial do setor para a COP 30, Roberto Rodrigues, também criticou o texto. Conforme Rodrigues, o governo fez “um coisa absurda” que foi colocar “nas costas da agricultura as emissões determinadas por desmatamento ilegal”.

“Isso é uma vergonha. O governo quer jogar nas costas da agricultura coisas que criminosos fizeram. Tem que organizar isso”, acrescentou.

Conforme o Agro Estadão noticiou, descontentes com a proposta do Plano Clima, entidades do agronegócio se articulam para barrar o avanço do texto. Além disso, em agosto, o governo federal admitiu falhas na proposta e possível mudança no documento.


Licenciamento ambiental 

Na ocasião, a senadora Tereza Cristina reforçou o trabalho dos parlamentares do setor para barrar os vetos do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, ao projeto de licenciamento ambiental. “Estamos agora numa batalha para derrubar esse veto”, disse. 

Ela mencionou ainda os outros dois textos enviados pelo governo ao Congresso, sendo um deles, o da Medida Provisória que debate o licenciamento “de grande porte”. “É um dispositivo que eu, como relatora, coloquei na lei, que eu acho importante, porque quando a gente faz uma lei, a gente não faz para este governo, a gente faz para o país”, afirmou. “E agora nós estamos de novo fazendo outro PL, outra medida provisória, então o licenciamento ambiental ainda não acabou e esse é um projeto importantíssimo para todos os segmentos dos setores produtivos do Brasil”, informou.

Como o governo chegou ao limite fiscal

 

22 de out. de 2025

EUA suspendem restrição importante ao uso de mísseis ocidentais de longo alcance pela Ucrânia

A Ucrânia atacou esta semana uma fábrica russa com um míssil de cruzeiro Storm Shadow como o da foto.

© Ben Stansall / Press Pool


Lara Seligman, Michael R. Gordon, Alexander Ward/(Reuters) - O governo Trump suspendeu uma restrição importante ao uso de alguns mísseis de longo alcance fornecidos por aliados ocidentais pela Ucrânia, permitindo que Kiev intensifique os ataques a alvos dentro da Rússia e aumente a pressão sobre o Kremlin, disseram autoridades dos EUA na quarta-feira.

A Ucrânia usou um míssil de cruzeiro Storm Shadow fornecido pelos britânicos na terça-feira para atacar uma fábrica russa em Bryansk que produzia explosivos e combustível de foguete, anunciou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia nas redes sociais. Ele chamou o ataque de "golpe bem-sucedido" que penetrou nas defesas aéreas russas.

A medida não anunciada dos EUA para permitir que Kiev use o míssil na Rússia ocorre depois que a autoridade para apoiar tais ataques foi recentemente transferida do secretário de Defesa Pete Hegseth no Pentágono para o principal general dos EUA na Europa, general Alexus Grynkewich, que também atua como comandante da Otan.

A mudança coincidiu com um esforço no início de outubro do presidente Trump para pressionar o Kremlin a negociar o fim da guerra, incluindo a possibilidade de que ele aprovasse o envio de mísseis Tomahawk fabricados nos EUA para Kiev, que têm um alcance de mais de 1.600 quilômetros. Desde então, Trump recuou dessa proposta.

No entanto, autoridades dos EUA disseram que esperam que a Ucrânia realize mais ataques transfronteiriços usando o Storm Shadow, que é lançado de aeronaves ucranianas e pode viajar mais de 180 milhas. Os EUA podem restringir o uso do Storm Shadow pela Ucrânia porque os mísseis usam dados de alvos americanos.

Trump recuou da ideia de enviar mísseis Tomahawk fabricados nos EUA para Kiev.

© Allison Robbert / Press Pool


Em um comunicado, um funcionário da Casa Branca disse: "Esta é uma guerra que nunca teria acontecido se o presidente Trump fosse presidente, algo que o próprio presidente [russo] [Vladimir] Putin reconheceu, e o presidente Trump está tentando pará-la. O presidente também negociou um acordo histórico para permitir que os aliados da OTAN comprem armas de fabricação americana.

O Pentágono não respondeu aos pedidos de comentários. O Estado-Maior da Ucrânia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Depois que este artigo foi publicado, Trump postou nas redes sociais que "a aprovação dos EUA de que a Ucrânia tenha permissão para usar mísseis de longo alcance nas profundezas da Rússia é FAKE NEWS! Os EUA não têm nada a ver com esses mísseis, de onde quer que venham, ou com o que a Ucrânia faz com eles!"

O Storm Shadow depende da inteligência dos EUA para atingir seus alvos. A partir da primavera passada, o Pentágono insistiu em revisar o uso de mísseis de longo alcance pela Ucrânia, incluindo o Storm Shadow, para atacar dentro da Rússia. Nenhum desses mísseis foi usado para esse fim até que a autoridade para aprovar ataques foi transferida no início deste mês para o Comando Europeu dos EUA.

O uso renovado de Storm Shadows na Ucrânia não é um divisor de águas no campo de batalha. Eles têm um alcance muito menor do que os Tomahawks dos EUA e já foram usados para atacar alvos na Rússia antes. Mas os mísseis permitem que Kiev expanda seus ataques dentro da Rússia.

O ex-presidente Joe Biden aprovou o uso de mísseis Storm Shadow e dos EUA pela Ucrânia, conhecidos como Atacms, contra alvos dentro da Rússia no final de seu governo. Mas depois que Trump assumiu o cargo, o Pentágono estabeleceu um procedimento de revisão para aprovar ataques transfronteiriços usando mísseis dos EUA ou de outros países, incluindo o Storm Shadow, que dependem de dados de alvos dos EUA.

Sob o mecanismo, o secretário de Defesa tinha a palavra final sobre se a Ucrânia poderia empregar armas ocidentais de longo alcance para atacar a Rússia. Nenhum ataque foi aprovado até recentemente, quando a autoridade para aprovar tais ataques foi devolvida ao Comando Europeu, disseram duas autoridades dos EUA.

A Ucrânia também está realizando ataques dentro da Rússia com drones produzidos internamente e um pequeno número de mísseis domésticos. Muitos dos ataques foram direcionados contra refinarias de petróleo russas e infraestrutura de energia. O Wall Street Journal informou em setembro que Trump aprovou o compartilhamento desses dados de segmentação, que incluem principalmente refinarias de petróleo.

"Como mostrou, a Ucrânia é incrivelmente capaz de atacar profundamente dentro da Rússia alvos militares legítimos que permitem a guerra sem sentido do Kremlin, que está sobrecarregando sua economia e matou ou feriu mais de um milhão de russos", disse o coronel Martin O'Donnell, porta-voz da Otan. "Não precisa de nossa permissão."

Trump expressou interesse na semana passada em realizar uma segunda cúpula com Putin em Budapeste, na Hungria, para discutir o fim da guerra, mas as negociações entre os dois governos foram rapidamente interrompidas. Trump disse na terça-feira que tal reunião seria uma "perda de tempo". O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, deve se encontrar com Trump na Casa Branca na quarta-feira.

O senador Angus King (I., Maine), que se reuniu com Rutte por uma hora na manhã de quarta-feira, disse que, embora o envio de Tomahawks fortaleça a mão da Ucrânia contra Putin, os EUA devem poder opinar sobre os alvos atingidos por Kiev.

"Se pudéssemos ter algum controle sobre o alvo, que visava apenas instalações militares e apenas instalações que apoiam o ataque à Ucrânia, acho que seria uma parte eficaz de convencer Putin de que ele não vai vencer esta guerra", disse King a repórteres na quarta-feira.

A decisão de suspender a restrição à Storm Shadow ocorreu antes de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se encontrar com Trump na Casa Branca na semana passada, de acordo com uma pessoa com conhecimento das discussões. Zelensky estava procurando Tomahawks, que expandiriam muito o poder de ataque de longo alcance de Kiev se fornecidos em número suficiente. A rejeição de Trump ao pedido limitou a influência de negociação do Ocidente com Moscou, disseram analistas.

Os EUA aprovaram recentemente a venda à Ucrânia de 3.350 mísseis lançados do ar de munição de ataque de alcance estendido, ou ERAMs, que podem viajar de 150 a 280 milhas. O governo Biden também forneceu mísseis superfície-superfície Atacms, que têm um alcance de quase 200 milhas, mas que não foram usados contra alvos dentro da Rússia desde que Trump voltou à Casa Branca.

A Ucrânia tem um pequeno estoque remanescente de Atacms, que significa Sistemas de Mísseis Táticos do Exército. O governo Trump não disse se está disposto a enviar mais ou se o Comando Europeu dos EUA aprovará seu uso.

Uma declaração conjunta de líderes europeus e Zelensky na terça-feira prometeu "aumentar a pressão sobre a economia da Rússia e sua indústria de defesa" até que Putin "esteja pronto para fazer a paz".

Escreva para Lara Seligman em lara.seligman@wsj.com, Michael R. Gordon em michael.gordon@wsj.com e Alexander Ward em alex.ward@wsj.com

Quatro Leis aprovadas hoje na Sessão Ordinária

Mais três entraram para apreciação entre os pares


Câmara Municipal de Tarauacá – Na Sessão Ordinária de hoje (22), 03 Projetos de Lei foram colocados em apreciação pela Mesa Diretora cuja qual foi conduzida pelo vice-presidente Tatu do Bem e secretariada pelo vereador Pedro Claver.

Os (PL)s foram oriundos do gabinete da vereadora Janaína Furtado.

O 1º foi PL de Nº 016/2025, declara a Associação de Moradores do Bairro Bento Marques (Cohab) como de Utilidade Pública Municipal.

O 2º foi PL de Nº 017/2025, declara a Associação de Cultura e Comunicação Giovanni Acioly como de Utilidade Pública Municipal.

E o 3º e último foi PL de Nº 018/2025, declara a Associação Cão Amigo como de utilidade Pública Municipal.

Todos foram aprovados por unanimidade entre os presentes.

Já na Ordem do dia a Mesa Diretora colocou 04 Projetos de Lei que estavam tramitando para votação final.

O primeiro foi o PL Nº 051/2025 do Executivo Municipal e que altera a redação do artigo 1º da Lei Municipal Nº 521, de 04 de setembro de 2001, para regularizar a doação de imóvel em favor da União Federal, destinado ao uso do Tribunal Regional Eleitoral do Acre.

O segundo também do Executivo Municipal onde autoriza ao mesmo firmar convênio com a secretaria O segundo foi o PL Nº 052/2025 de estado de polícia civil – estado do acre e dá outras providências. [SIC]

O terceiro foi o PL Nº 014/2025 oriundo do Gabinete do vereador Chagas Batista, no qual declara de utilidade pública o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras familiares de Tarauacá.

O quarto e último foi o Anteprojeto de Lei 003/2025 do gabinete da vereadora Camila Figueiredo que dispõe sobre a autorização de caminhonetes, tipo pick-up a operarem na categoria de táxi.

Todos os quatro foram aprovados por unanimidade e assim que sancionadas pelo Prefeito Rodrigo Damasceno tornar-se-ão as Leis Municipais Números: 1.163; 1.164; 1.165 e 1.166 respectivamente.


Para ter acesso a todos os arquivos clique (Aqui).

Tribuna 

O vereador Chagas Batista disse em sua fala que o espírito da reunião com as autoridades tarauacaenses sobre o ‘loteamento do Zequinha’ foi de regularizar uma área em para que os moradores possam a partir da legalidade serem inseridos nas políticas públicas carentes naquela localidade, como infraestrutura básica, saneamento, iluminação etc. O vereador finalizou dizendo que será feito um levantamento socioeconômico pela Secretaria de Assistência Social do Governo do Estado e Mediação de Conflitos, o que trará duas coisas: Uma é dignidade para os moradores e a outra definirá se há especulação de terras naquela área.

O vereador Totó também subiu à Tribuna para dizer que foi procurado por vendedores autônomos reclamando que o departamento de tributos da prefeitura não os deixa vender seus produtos em calçadas, como por exemplo, em frente ao Banco do Brasil e que foram inclusive ameaçados de terem seus produtos confiscados.

Já o Vereador Isaac Moura sugeriu que na área do antigo hospital Dr. Sansão Gomes seja construído um porto para atender a população ribeirinha. Para ele, ali seria o local mais adequado para se colocar a ‘Balsa Hospitalar’ em atendimento a essa população que traz o alimento para nossas mesas.

Finalizando as falas a vereadora Janaína Furtado agradeceu seus colegas de parlamento pela aprovação para apreciação dos projetos de lei apresentados hoje.

Janaína dissertou um pouco sobre do porque de transformá-los em ‘Entidades de Utilidade Pública Municipal’ afirmando de se tratarem de associações que prestam relevantes serviços a sociedade tarauacaense e que por isso merece o reconhecimento da Câmara Municipal.



Proposições


Pedidos de Providência


Dois Pedidos de Providência foram apresentados:

O primeiro do gabinete do vereador Jorgion Ferreira foi o Pedido de Providência Nº 163/2025 para que a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Obras realize a pavimentação da Rua Principal na Comunidade do Acuraua. [SIC]

E o segundo também do mesmo gabinete foi o Pedido de Providência Nº 164/2025 para que o Prefeito, através da Secretaria Municipal de Obras, realize a reforma da ponte localizada no Igarapé Esperança, Ramal do Barbosa. [SIC]


Indicações

Do gabinete do vereador Dikim vieram duas indicações:

A primeira Indicação de Nº 088/2025 é para que o Presidente da Câmara Municipal de Tarauacá, Francisco Rangeles da Silva Viana conceda o abono no valor de R$ 200,00 (duzentos reais), no dia primeiro de maio de dois mil e vinte seis (01/05/2026) aos servidores efetivos da Câmara Municipal, em comemoração ao Dia do Servidor Público dia (28 de outubro), sendo o referido valor pago no dia 1º de maio de 2026. [SIC]

A segunda Indicação de Nº 089/2025 é para que o Senhor Prefeito Municipal de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, conceda um abono no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) aos servidores públicos municipais, em comemoração ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro. [SIC]

E finalizando as proposições do gabinete do vereador Jorgion Ferreira veio a Indicação Nº 090/2025 solicitando a nomeação da Rua na comunidade do Acuraua com o nome de “Francisco de Oliveira”, em homenagem a um dos moradores mais antigos daquela localidade. [SIC]

Mais uma embarcação com drogas foi colocada a pique por forças marítimas norte-americanas


Ontem, sob a direção do presidente Trump, o Departamento de Guerra conduziu um ataque cinético letal a uma embarcação operada por uma Organização Terrorista Designada e que realizava narcotráfico no Pacífico Oriental.

Nossa inteligência sabia que a embarcação estava envolvida no contrabando ilícito de narcóticos, transitava por uma rota conhecida de narcotráfico e transportava entorpecentes. Havia dois narcoterroristas a bordo durante o ataque, realizado em águas internacionais. Ambos os terroristas foram mortos e nenhuma força americana foi ferida neste ataque.

Narcoterroristas que pretendem trazer veneno para nossas costas não encontrarão porto seguro em nenhum lugar do nosso hemisfério. Assim como a Al-Qaeda travou guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio nem perdão — apenas justiça.

Economia do Acre cresce, mas investimento público cai e limita avanço rural, aponta economista

Foto: Reprodução


Por Marcela Jansen - O economista e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Orlando Sabino, alertou que o crescimento econômico do estado não tem sido acompanhado por investimentos públicos capazes de sustentar o desenvolvimento de longo prazo — especialmente nas áreas rural e de infraestrutura.

Durante exposição na Câmara Municipal de Rio Branco, Sabino apresentou dados que mostram um cenário de avanço desigual: o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre em 2022 atingiu R$ 23,6 bilhões, registrando alta de 6% em relação a 2021. No entanto, o nível de investimento estatal caiu drasticamente.

“O Acre ainda depende muito dos investimentos do Estado. Sem infraestrutura e crédito, o crescimento rural é limitado”, destacou o economista.

Segundo o levantamento, Rio Branco responde por 51,3% da riqueza produzida no estado, com PIB estimado em R$ 12,1 bilhões. O setor de serviços permanece como o mais representativo da economia, abrangendo 72% da produção total — impulsionado principalmente pelo serviço público —, enquanto a agropecuária já representa 21,7% do PIB, sendo o segmento que mais cresce.


Estagnação e dependência

A análise histórica mostra que o Acre viveu dois momentos distintos nas últimas décadas. Entre 2002 e 2010, o PIB acreano cresceu 76,5%, uma média de quase 10% ao ano, uma das mais altas do país. Já entre 2010 e 2020, a taxa despencou para 12,9%, com média anual de 1,3%.

Para Sabino, o enfraquecimento recente é reflexo da redução da capacidade de investimento do Estado. “O Acre depende fortemente da injeção de recursos públicos em obras, infraestrutura e programas rurais. Quando o orçamento de investimento cai, toda a economia desacelera”, explicou.

O economista citou que a execução orçamentária dos investimentos — que durante anos se mantinha em torno de 70% do previsto — despencou para aproximadamente 40%. Esse encolhimento, segundo ele, tem impacto direto sobre o campo, uma vez que o setor agropecuário depende de estradas, pontes e crédito rural para escoar a produção e sustentar o ritmo de crescimento.


Renda e desigualdade

O estudo também destaca a concentração econômica em Rio Branco e a disparidade de renda em relação ao restante do país. O PIB per capita da capital é de R$ 31,6 mil anuais, 10% acima da média estadual (R$ 28,5 mil), mas 57% abaixo da média nacional. “Temos uma economia que se movimenta, mas não se distribui. O desafio é transformar o crescimento em bem-estar social e oportunidade no interior do estado”, ressaltou Sabino.

O professor encerrou defendendo uma agenda de reestruturação dos investimentos públicos. Para ele, o Acre precisa priorizar infraestrutura, crédito rural e planejamento orçamentário mais eficiente. “A economia do Acre tem potencial. O que falta é continuidade de investimento, estabilidade e políticas que façam o Estado voltar a ser indutor do desenvolvimento”, concluiu.

Fux diverge novamente de Moraes em julgamento da trama golpista e diz ter ‘humildade jurídica’ para rever posição


Por Jovem Pan - O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), voltou a divergir de Alexandre de Moraes no julgamento do chamado núcleo da desinformação da trama golpista, que reúne sete réus acusados de propagar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e de atacar autoridades militares contrárias à tentativa de golpe de Estado de 2022. Durante a sessão desta terça-feira (21), Fux afirmou que cogitar planos golpistas não é suficiente para punição criminal, caso o planejamento não tenha sido efetivamente colocado em prática.

“Tramas, ainda que seguidas de angariamento mais favorável à sua concretização, não desbordam da seara preparatória”, declarou. O ministro reforçou que atos preparatórios não configuram crime e que “manifestações políticas pacíficas” — como acampamentos ou protestos — não devem ser criminalizadas. O voto de Fux marcou mais uma divergência em relação a Moraes, relator das ações, e a Cristiano Zanin, que votaram pela condenação dos sete réus pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Em sua fala, Fux também defendeu o direito de rever entendimentos anteriores, afirmando ter “humildade judicial” para mudar de posição após refletir sobre julgamentos anteriores ligados aos ataques de 8 de janeiro de 2023. “A humildade judicial é uma virtude que, mesmo quando tardia, salva o direito da petrificação e impede que a Justiça se torne cúmplice da injustiça”, afirmou.

O ministro disse ter revisto sua postura diante de decisões tomadas “sob a lógica da urgência” e reconheceu que, em momentos de comoção nacional, o Judiciário pode agir de forma precipitada. “O tempo tem o dom de dissipar as brumas da paixão e revelar os contornos da verdade”, disse. Com os votos de Moraes e Zanin, falta apenas para formar maioria pela condenação. Ainda faltam os ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino — presidente da turma — e o próprio Fux, que ainda não concluiu seu voto.

Os réus do núcleo da desinformação são Ailton Barros, Ângelo Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques de Almeida, Reginaldo Vieira de Abreu, Marcelo Bormevet e Carlos Cesar Rocha. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo participou de uma “guerra informacional” para desacreditar o sistema eletrônico de votação e criar o ambiente que culminou nos ataques de 8 de janeiro.

As defesas negam os crimes e alegam que os acusados não se conheciam nem atuaram de forma coordenada, além de afirmarem que o simples compartilhamento de links ou mensagens privadas não pode ser enquadrado como conduta criminosa. O julgamento, que analisa o segundo núcleo da trama golpista — após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão —, segue em andamento no STF.

Reforma radical na Argentina encontra obstáculo em sua própria moeda

Programa da Argentina tropeça na incapacidade de deixar o mercado decidir o valor do peso


Por Ryan Dubé - Quando concorreu à presidência da Argentina, Javier Milei comparou a moeda do país a excrementos, dizendo aos argentinos para esquecerem o peso e prometendo eliminá-lo completamente.

Agora, o governo de Milei está usando suas preciosas reservas de dólares americanos para comprar pesos e sustentar seu valor, um afastamento gritante de sua reforma de livre mercado.

Milei está pedindo bilhões de dólares ao governo Trump para impedir a desvalorização do peso.

O peso, aliás, se tornou o calcanhar de Aquiles da radical repressão de Milei às políticas econômicas tradicionais da Argentina. Ele cortou gastos, reduziu a burocracia e controlou a inflação.

Mas não conseguiu romper com as políticas de seus antecessores em relação à moeda, o que prejudicou sua capacidade de concluir suas reformas e ter sucesso em sua reforma de livre mercado.

Milei pode continuar gastando dólares para sustentar o peso, uma política que mantém a inflação sob controle. Mas, a longo prazo, isso desencoraja o investimento e impede que os poderosos agricultores exportadores da Argentina vendam mais no exterior e tragam dólares tão necessários.

A outra opção é permitir que os mercados definam o preço do peso, assim como o dólar americano, o euro e a maioria das outras moedas importantes. Isso aumentaria as reservas de moeda estrangeira da Argentina, o que é crucial para absorver choques econômicos e pagar os bilhões de dólares em dívida externa do país.

Mas enfraqueceria o peso, aumentaria a inflação e faria com que a classe média argentina se sentisse mais pobre e politicamente arriscada em um país onde grandes protestos contra o aumento dos custos já condenaram presidências no passado.


O peso forte

Muitos argentinos gostam de um peso forte. Suas economias rendem mais, pois importam produtos da China. Alguns viajam para o Brasil ou Miami para férias. As políticas e a personalidade impetuosa de Milei já estão se desgastando com o público, tornando qualquer movimento em relação ao peso menos provável.

“Do ponto de vista econômico, a coisa certa a fazer seria deixar o peso flutuar”, disse Martín Rapetti, economista da Universidade de Buenos Aires. “Mas o governo Milei se apaixonou por um peso forte, o que é muito comum entre os políticos aqui na Argentina.”

O governo Milei defendeu sua política, afirmando que o peso não está supervalorizado e que continuaria a defender a moeda.

“Está claro para nós que a solução não é retornar ao caminho catastrófico das desvalorizações recorrentes”, disse Milei no mês passado.

 

É uma bagunça o que Milei herdou de seus antecessores de esquerda. Eles criaram uma dúzia de taxas de câmbio para converter pesos em dólares. O sistema complexo permitiu que eles mantivessem o peso forte e imprimissem dinheiro para cobrir os gastos públicos em constante crescimento. Milei descobriu que as reservas do banco central estavam esgotadas.