24 de nov. de 2025

Hering sem Hering: Azzas 2154 inicia transição e marca saída da família fundadora

Thiago Hering deixará a liderança da empresa de vestuário básico no início de outubro

Loja da Hering (Divulgação)


O Azzas 2154, holding formada após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, anunciou nesta quarta-feira (3) a saída de Thiago Hering do comando da marca Hering, encerrando mais de 140 anos de atuação direta da família fundadora na gestão da empresa criada em Blumenau (SC), em 1880.

Thiago deixará o cargo de CEO da unidade Basic do Azzas — responsável pela operação da Hering — em 1º de outubro de 2025. Segundo fato relevante publicado pela companhia, um comitê de transição foi formado pelos controladores Alexandre Birman e Roberto Jatahy além do executivo Gustavo Rudge Fonseca, que assume a posição de diretor de operações da unidade no lugar de Thiago.

Segundo o comunicado, Thiago Hering será substituído por uma nova liderança executiva com o objetivo de acelerar o crescimento sustentável da marca. A consultoria Heartman House foi contratada para apoiar o processo.

A saída do executivo ocorre pouco mais de quatro anos após a venda da Hering ao Grupo Soma por R$ 5,1 bilhões, em uma transação emblemática que marcou a consolidação do varejo de moda brasileiro. Na época, a aquisição foi vista como um passo estratégico para reforçar o portfólio do Soma com uma marca de apelo nacional, conhecida por sua base de consumo ampla e foco em básicos.

Thiago Hering: executivo está de saída do Azzas 2154 (Divulgação)


Com a posterior fusão entre Soma e Arezzo, finalizada em agosto de 2024, a Hering passou a integrar a nova estrutura da Azzas 2154, que reúne hoje mais de 30 marcas de moda e lifestyle, entre elas Farm, Animale, Reserva, Schutz e a própria Arezzo. A família Hering segue como acionista do grupo.

Em junho de 2025, a empresa Azzas 2154 anunciou uma reestruturação significativa na sua governança com a redução de cadeiras no Conselho de Administração e a nomeação de Nicola Calicchio Neto como novo chairman, substituindo Pedro Parente.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

22 de nov. de 2025

Super Tucanos do Paraguai realizam primeira interceptação na fronteira com o Brasil


Fernando Valduga - A Força Aérea Paraguaia marcou um avanço inédito em sua capacidade de defesa aérea ao conduzir a primeira interceptação operacional com aeronaves A-29 Super Tucano na fronteira com o Brasil, durante a operação “Escudo Guaraní”.

A ação ocorreu no norte do departamento de Concepción, após o radar ELTA 2106 identificar uma aeronave suspeita, de origem boliviana, voando a baixa altitude ao ingressar no espaço aéreo paraguaio.

Dois A-29 foram imediatamente acionados e cumpriram todos os protocolos de interceptação, conseguindo obrigar o piloto a realizar um pouso forçado. Ao mesmo tempo, um helicóptero UH-1H transportou rapidamente uma equipe tática para a região, enquanto unidades terrestres se deslocaram para garantir a segurança no local e consolidar o resultado da operação.

O episódio reforça a evolução da vigilância aérea no Paraguai. A ação ocorre semanas após o país incorporar novos A-29 Super Tucano da Embraer, parte de um pacote de modernização que inclui seis aeronaves destinadas a fortalecer o combate ao crime organizado e ao tráfego ilícito nas fronteiras. O governo paraguaio já havia informado que os Super Tucano seriam fundamentais para missões de patrulha aérea, policiamento e resposta rápida — características demonstradas exatamente nesta interceptação.

A “Escudo Guaraní” também vem mostrando resultados em terra. Dias antes dessa missão aérea, forças do setor sul apreenderam quase uma tonelada de maconha no departamento de Ñeembucú, na fronteira com a Argentina, evidenciando a integração entre vigilância aérea, helicópteros de apoio e patrulhamento terrestre.

Com a intensificação das operações e o uso regular dos A-29 em missões reais, o Paraguai amplia sua capacidade de detecção e neutralização de voos ilegais. Autoridades locais afirmam que novas ações devem ocorrer nos próximos dias em áreas críticas, reforçando o compromisso do país em fechar corredores clandestinos utilizados pelo tráfico transnacional.

21 de nov. de 2025

Merz humilhou o Brazil e colocou água no chopp da TKMS


Nelson During -  As declarações do Chanceler alemão Friedrich Merz sobre sua visita a Belém na COP30 tiveram repercussão internacional e criaram um mal estar com o governo brasileiro.

“Minhas senhoras e senhores, vivemos num dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada quem gostaria de ficar lá. Ninguém levantou a mão”.

A verdade é que alemães não costumam cometer gafes e sincericídios em discursos públicos. Merz falou aquilo que realmente pensava e isso se tornou uma humilhação pública e internacional que ofuscou a organização e os resultados da COP30.

Próximos do Palácio do Planalto falam da profunda irritação por parte da liderança política brasileira. Afinal, Merz não é um líder de uma republiqueta, mas o chanceler da mais poderosa e importante nação europeia.

Fontes ligadas aos bastidores do poder em Brasília afirmam que integrantes do governo preparam respostas as declarações do mandatário alemão, entre elas o esfriamento das relações no setor de defesa, que já eram frias pelo lado alemão há décadas com uma série de sucessivos embargos ao Brasil.

A Marinha tinha a expectativa de ganhar mais quatros fragatas da classe Tamandaré, em contrato com a TKMS a ser assinado em 2026. Agora o governo já discute encomendar novas fragatas e um navio logístico em acordo Gov to Gov com outro país.

Se isso for confirmado, será o segundo revés que a Alemanha tem no setor militar, já que o Exército desistiu de comprar carros de combate Leopard 2A6 e Marder 1A5, uma oferta vergonhosa feita por Berlim de sucatas a preços de veículos novos.

Caso se confirme a possibilidade de uma nova classe de navios de escolta, alguns países despontam como possíveis parceiros, entre eles a Itália, que o governo brasileiro busca ampliar a parceria estratégica no setor de defesa.

A declaração de Merz tem a ver com que cada cidadão alemão pensa ser o herdeiro de uma pequena parte do mundo.


Uma pequena cronologia dos incidentes com a Alemanha nestes últimos 20 anos:

1 – Em 2005-2026 a Daimler Benz notificou a AVIBRAS que não forneceria mais chassis de caminhão Mercedes-Benz pois estes só poderiam levar pessoas ou mercadorias e não serem plataformas de armas. A solução foi adotar os chassis da empresa TATRA.

2 – A ação da DB pavimentou as negociações dom os franceses para fechar contrato dos submarinos Scorpène. Merkel nunca perdoou o Brasil pela perda do negócio dos submarinos IKL214.

3 – A ação mais icônica – Em 2018 com a proximidade da eleição de Bolsonaro o Embaixador Georg Witschel vai até Santa Maria/RS sede da 3ªDE, a maior concentração de blindados na América Latina . O receio de Berlin, foi certificar que os Carros de Combate Leonard 1A5BR não seriam usados contra o “POVO BRASILEIRO”. O que ocorreu na Turquia, para desespero de Berlin, quando viu os seus Leopard 2 empregados por Erdogan contra a população. 

4 – Não liberação pelas empresas alemãs da munição de 120mm para testes de tiro do Centauro II -BR

5 – A DefesaNet, referenciando notícias de agosto de 2024 e junho de 2024, relata que um blindado Centauro II-BR adquirido pelo Exército Brasileiro foi retido na Alemanha por falta de documentação. O veículo, que viajaria da Itália para o Brasil, teve sua liberação bloqueada pelas autoridades alemãs devido a problemas burocráticos e de transporte. 

A retenção: O blindado foi retido na Alemanha em junho de 2024 e só foi liberado após um mês, quando conseguiu sua passagem pelo país.

Motivo da retenção: A razão foi a falta de uma guia de transporte que deveria ter sido emitida pelo Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Ação Climática da Alemanha.

Pessoas próximas ao Projeto Viatura Blindada de Combate de Cavalaria (VBC Cav) acreditam em uma ação intencional do Governo Alemão.

6 – Bloqueio da exportação de viaturas de Transporte de Tropas Guarani para as Filipinas. Motivo licença da caixa de transmissão ZF. Liberado após um longo período.

Vigilância ativa: Seis suspeitas analisadas e nenhuma confirmação de gripe aviária no Acre


Por Wanglézio Braga - O Acre segue livre de casos de gripe aviária. De acordo com dados do Mapa de Indicadores do Ministério da Agricultura e Pecuária, consultados pelo Portal Acre Mais nesta segunda-feira (17), o estado registrou, até o momento, seis investigações por suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN), que engloba as doenças Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Porém, todas as ocorrências foram descartadas na avaliação clínica e epidemiológica feita pelos médicos veterinários oficiais.

Nas situações em que os profissionais identificam sinais compatíveis com casos prováveis, a coleta de amostras para diagnóstico é obrigatória. Contudo, no Acre, nenhuma das seis suspeitas chegou a esse estágio. Isso significa que não houve necessidade de envio de amostras aos laboratórios, reforçando que os sinais observados não correspondiam às doenças-alvo.

Vigilância ativa garante estado livre de Influenza Aviária e Newcastle (Foto: Canva)

Mesmo assim, o protocolo do Ministério da Agricultura é claro: quando há coleta, o encerramento da investigação só acontece após resultado negativo para Influenza Aviária e Newcastle. A vigilância permanente, portanto, tem sido essencial para manter a sanidade das aves no estado e dar segurança aos produtores, granjeiros e criadores de pequeno porte.

A ausência de registros positivos tranquiliza o setor produtivo, especialmente em um momento em que o país reforça o monitoramento sanitário. Para o produtor rural, a orientação é continuar atento a qualquer alteração no comportamento das aves e acionar imediatamente o serviço veterinário oficial em caso de suspeita.

19 de nov. de 2025

Governo brasileiro não envia se quer uma garrafa de água mineral pra Jamaica, país caribenho destroçado por furacão

O reggae sambou no "'país gigante" que dorme em berço esplêndido


Imagem - Joint Task Force-Bravo

                       Opinião

Por Reginaldo Palazzo – O governo brasileiro que gastou milhões com uma COP flopada que só serviu para os poucos países que compareceram criticar o Brasil, país que mais preserva sua mata nativa no mundo, não executou nenhuma ajuda humanitária à Jamaica, país caribenho bem perto do nosso e onde nasceu Jimmy Cliff.

Cliff que inclusive fez excursão no Brasil com Gilberto Gil no início da década de 80 e levou dezenas de outros “revolucionários” na sua crista da “onda”, inocente, deve estar frustrado, um isolado desolado.

Brasil o país que se orgulha de ter um cargueiro militar como o KC-390 não pode se dar ao luxo de não ajudar um vizinho necessitado de suprimentos básicos e principalmente ajuda para resgatar seu povo.

Uma vergonha!


Socorro imediato

Por outro lado, na velocidade de Usain Bolt, outro jamaicano que levou a América ao primeiro lugar nos pódios olímpicos os Estados Unidos se prontificaram a ajudar imediatamente e ainda estão ajudando a Jamaica após a passagem devastadora do furacão Melissa no dia 28 de outubro de 2025. 

13 aviões de carga e helicópteros americanos chegaram à Jamaica nos dias seguintes ao furacão.


Mais países atingidos

Outros países caribenhos como Haiti, República Dominicana, Cuba e Panamá também foram afetados e estão recebendo ajuda internacional.

Órgãos internacionais como ONU e WFP também ajudaram.


Iniciativa privada

Até a iniciativas privada se prontificou a ajudar como, por exemplo, os Grupos MSC e MSC Foundation, que enviaram o navio MSC Divina com 3.360 galões de água potável e 264 lonas para a cidade de Ocho Rios.

A LATAM Airlines, em parceria com a Cruz Vermelha Internacional e a empresa de logística Kuehne+Nagel, realizou um voo charter com 34 toneladas de ajuda humanitária para cerca de 1.500 famílias jamaicanas.

A carga incluía lâmpadas solares, lonas plásticas, kits de ferramentas e suprimentos emergenciais, essenciais para reconstrução.



Pessoas morreram ajudando

Alexander Wurm, fundador do ministério cristão Ignite the Fire, e sua filha Serena Wurm morreram em um acidente aéreo na Flórida em 10 de novembro de 2025. Eles estavam em missão humanitária levando suprimentos. 

A aeronave que participava da ajuda, um King Air, caiu em um lago em Coral Springs pouco após a decolagem.

Um país que sonha em ser uma potência mundial tem que primeiramente acordar do seu pesadelo e fazer o dever de casa.

Vale lembrar que países como o Uruguai ajudaram as vítimas da enchente do Rio Grande do Sul, agora comparem o tamanho do Uruguai com o Tamanho do Brasil, econômica e geopoliticamente falando.

Prefeitura transfere feriado de amanhã (20) para sexta-feira (21)

19 de novembro, o dia da bandeira, verdadeira

No Direto da Rede, os jornalistas Victor Augusto e Wanglézio Braga debatem o agronegócio no Estado do Acre com convidado super especial

 


O Direto da Rede volta na sua versão 2025 abordando temáticas antes sem visibilidade e que hoje cresce no Estado do Acre, como é o caso do agronegócio. 

Nosso entrevistado de hoje é o professor Farinatti da Ufac, Campus Cruzeiro do Sul.

Os jornalistas Victor Augusto e Wanglézio Braga são especialistas e pioneiros na cobertura jornalística do agronegócio do Estado do Acre.

Victor Augusto apresenta o NORTE AGRO na TV Norte Acre /SBT e Wanglézio Braga é editor chefe do site Acre +.

18 de nov. de 2025

Exclusivo: LiveMode assume 100% da CazéTV; Casimiro vira sócio da holding global do grupo

Reestruturação busca simplificar a governança e centralizar o controle da CazéTV dentro de um único grupo econômico

Casimiro Miguel, da CazéTV (Divulgação)


Por Rikardy Tooge - A LiveMode vai passar a controlar integralmente a CazéTV após uma reorganização societária em que a empresa, que detinha 51% do canal, incorporou a fatia de 49% que estava nas mãos da CMiguel Produções, do jornalista e streamer Casimiro Miguel, apurou o InvestNews. A operação tem como objetivo “otimizar a estrutura acionária” do grupo.

A transação envolve a alienação das ações de Casimiro para a LiveMode em troca de sua entrada como sócio da holding do grupo, a LiveMode Cayman. O formato indica uma operação de troca de ações, mas os valores e os percentuais envolvidos no negócio não foram revelados. A operação ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


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Com isso, Casimiro deixa de ser sócio direto da CazéTV e passa a integrar o capital da holding internacional que controla toda a operação da LiveMode, empresa que também negocia e produz direitos de transmissão para diversos veículos brasileiros.

Ou seja: Casimiro troca a sociedade em um único canal por uma fatia do grupo inteiro, que tem um faturamento muito superior ao da CazéTV.


Sócios grandes

A LiveMode Cayman — também chamada de LiveMode Holdings Limited — é o mesmo veículo no qual está o investimento da americana General Atlantic e que funciona como guarda-chuva societário do grupo.

Em abril do ano passado, a General Atlantic, em conjunto com o braço de private equity da XP, passou a ser sócia da LiveMode. No mercado, circula a informação de que a dupla teria investido cerca de R$ 440 milhões por uma fatia superior a 20% na empresa, embora os detalhes da operação não tenham sido divulgados oficialmente.

Fundada em 2017, a LiveMode construiu reputação como uma das empresas mais influentes do país em direitos esportivos, produção digital e transmissões multiplataforma. É a companhia responsável por negociar, por exemplo, os direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), que recentemente vendeu parte de seus jogos do Campeonato Brasileiro em TV aberta para a Record.

A empresa foi criada por Sergio Lopes e Edgar Diniz, fundadores do Esporte Interativo — canal vendido em 2015 ao grupo Turner (hoje Warner Bros. Discovery) por um valor que, à época, circulava no mercado na faixa de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

Já a CazéTV, criada em 2022 como uma joint venture entre a LiveMode e Casimiro Miguel, tornou-se rapidamente um fenômeno de audiência com transmissões do Copa do Mundo do Catar, Copa do Brasil, Jogos Olímpicos e competições internacionais.

Procurada pelo InvestNews, a LiveMode não comentou.


Centrão vê ‘99% de chance’ de Tarcísio concorrer à Presidência


Líderes de partidos do centrão têm dado como certa, nos últimos dias, a possibilidade de Tarcísio de Freitas se candidatar à presidência da República. Nomes do alto escalão de siglas como PP, MDB e União Brasil confidenciaram à coluna que as chances de o governador de São Paulo entrar na corrida ao Palácio do Planalto “é de 99%” e pensam em como entrar nas negociações em troca de apoio.

Segundo essas fontes, com a pauta da segurança pública em alta e o encontro entre Tarcísio e o ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para o próximo dia 10, para falar de eleição, o entendimento é que a decisão está prestes a ser tomada. Para não perder o nome Bolsonaro a nível nacional, eles acreditam que o ex-presidente deva insistir em um vice de dentro da família, como o senador Flávio Bolsonaro ou a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro.

No caso de um vice de “dentro do clã”, a federação formada entre União Brasil e Progressistas já pensa em como negociar em troca de apoio. “A eleição vai muito além do nome do presidente e do disse”, disse um nome importante da união.

A coluna apurou que entre as possibilidades está o nome do secretário de Segurança Pública licenciado de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), como candidato ao governo do Estado de São Paulo. Apesar da preferência pelo Senado, Derrite não esconde o desejo de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes e, a depender das conversas, pode adiantar os planos. Outra possibilidade levantada e colocada na mesa é a de negociação do nome do presidente do Senado em 2026.

Os líderes dos partidos esperam uma decisão de Bolsonaro ainda em dezembro. Tarcísio, apesar de continuar afirmando que está focado em São Paulo e nunca ter admitido a chance de se tornar presidente, trata a possibilidade como “missão” e já tem, em conversas desenhadas com marqueteiros, a eleição ao Palácio do Planalto sendo cogitada.

China adverte Japão e promete ‘derrota esmagadora’ caso Tóquio interfira na questão de Taiwan


Pequim — O Ministério da Defesa da China voltou a elevar o tom das críticas ao Japão ao afirmar, nesta sexta-feira (14), que qualquer tentativa japonesa de intervir militarmente na questão de Taiwan resultará em uma “derrota esmagadora” diante das Forças Armadas chinesas. A declaração foi feita pelo porta-voz do ministério, coronel sênior Jiang Bin, durante uma coletiva de imprensa em Pequim, aprofundando a crise diplomática desencadeada por comentários recentes da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

Segundo Jiang Bin, as observações da líder japonesa — que afirmou que uma ofensiva chinesa contra Taiwan poderia representar uma ameaça à sobrevivência do Japão, justificando o uso do direito de autodefesa coletiva — representam “grave interferência nos assuntos internos da China” e violam o princípio de Uma Só China, além de contrariar os acordos políticos firmados entre os dois países no pós-guerra.

O porta-voz classificou as declarações como “extremamente irresponsáveis e perigosas”, afirmando que enviam “sinais muito errados” às forças defensoras da independência de Taiwan. Jiang acrescentou que os comentários japoneses desafiam o sistema internacional estabelecido após 1945 e criam um impacto “muito negativo” na estabilidade da região.

Durante o pronunciamento, o coronel lembrou que 2025 marca os 80 anos da vitória chinesa na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e da restauração de Taiwan à soberania chinesa — marcos históricos frequentemente citados por Pequim para reforçar sua posição sobre o estatuto da ilha.

Reforçando o tom contundente, Jiang concluiu que, se o Japão “não tirar lições da história” e se arriscar a usar força militar em apoio a Taiwan, “pagará um preço alto” e enfrentará a determinação “inquebrantável” do Exército de Libertação Popular.

O governo japonês ainda não comentou a nova declaração, mas nos últimos dias tem reiterado que seguirá monitorando atentamente a situação regional e que suas políticas de segurança nacional estão alinhadas ao direito internacional e à proteção de sua própria soberania.

O episódio intensifica a tensão já crescente no Leste Asiático, onde a disputa em torno de Taiwan permanece como o principal ponto de fricção entre China, Japão e Estados Unidos

A Origem de Israel Explicada - Andre Lajst

 

Prévia do PIB do Banco Central indica tombo de 0,9% no 3º trimestre


              Por Jovem Pan


A atividade econômica brasileira apresentou queda no mês de setembro deste ano, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) diminuiu 0,2% em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). No terceiro trimestre, de julho a setembro, a redução chegou a 0,9%. Já na comparação com setembro de 2024, houve variação positiva de 4,9%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. No acumulado do ano, o indicador ficou positivo em 14,2% e, em 12 meses, registrou alta de 13,5%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 15% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia – indústria, comércio e serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas ajudam a redução da inflação, mas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial – fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.

O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês. No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano.

Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.


Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB”.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

17 de nov. de 2025

Isso não é normal!

 

PT quase boicotou socorro financeiro aprovado pelo Congresso para as Forças Armadas



       Guilherme Wiltgen


Por Robson Bonin - No início do mês, depois de um longo trabalho do ministro da Defesa, José Múcio, para negociar a liberação de recursos a projetos estratégicos da área militar do governo, o Congresso aprovou um projeto que garantiu o investimento de 30 bilhões de reais para as Forças Armadas nos próximos seis anos.

A votação ocorreu num momento crítico para a área militar, que convive com falta de recursos para sustentar o básico na atual gestão petista. Numa reunião para discutir a liberação de recursos, Múcio chegou a dizer que não havia dinheiro sequer para manter a frota de aviões oficiais voando.

A ideia de Múcio sempre foi garantir um espaço definitivo no orçamento da União para investimentos em defesa, diante da nova corrida armamentista global, que desafia a soberania de países. Essa proposta aprovada está longe de suprir as necessidades da área militar para proteger o Brasil, mas foi o possível.

Além de boicotar a área militar, a atual gestão petista nunca escondeu seu distanciamento em relação aos projetos estratégicos em curso nas forças.

Sem apoiar a destinação de recursos para a defesa, o PT, acredite, apareceu quase no final da votação na Câmara, que garantiu a liberação dos recursos, para tentar boicotar a proposta. Líder do PT, Lindbergh Farias apresentou uma emenda, quase no fim da votação, para tentar desviar parte dos recursos que irão para as Forças Armadas.

O petista queria tirar 10% dos valores para financiar a “Estratégia Nacional de Enfrentamento ao Crime Organizado”. Felizmente, a oposição na Câmara não permitiu que o PT conseguisse boicotar a área militar mais uma vez. O caso, no entanto, deixou os militares furiosos, que levaram a questão ao presidente Lula. Não consta, porém, que alguma coisa será feita pela gestão petista em favor dos militares.


FONTE: VEJA

16 de nov. de 2025

Protetor solar no café garante pegamento das mudas na seca, afirma agrônomo acreano


Por Wanglézio Braga - O engenheiro agrônomo Hadamés Wilson, um dos consultores de café mais respeitados da nossa região, reforçou a importância do uso de protetor solar agrícola no cultivo do café, especialmente quando o plantio ocorre no mês de agosto, período de seca intensa na Amazônia. Segundo o especialista, plantar nessa época não é o mais recomendado, mas muitos produtores não conseguem esperar as chuvas. Nesse cenário, ele destaca que água no pé e adubação certa não resolvem sozinhas: é o protetor solar que garante que a muda suporte a radiação forte e consiga enraizar com segurança.

Hadamés explica que o produto funciona como uma barreira que reduz o estresse térmico, evita queimaduras e melhora a resistência da planta. Ele cita o exemplo do uso de um protetor que forma uma película sobre as folhas e ajuda o café a enfrentar a fase crítica logo após o plantio. A combinação entre o protetor solar e o manejo nutricional correto fez a diferença nos experimentos recentes conduzidos por sua equipe em áreas plantadas no auge da estiagem.

O consultor mostrou o resultado de um cafezal plantado em agosto e que, agora em novembro, apresenta padrão uniforme, plantas firmes e crescimento equilibrado. Para ele, esse desempenho só foi possível porque houve manejo profissional: “A água é importante, claro, mas a planta precisa de proteção, precisa de tecnologia. Com o protetor solar, ela enfrenta melhor o calor e chega nas chuvas com mais vigor”, explicou.

Hadamés recomenda que o produtor que precisar plantar café na seca não abra mão de três pilares: irrigação, boa nutrição e protetor solar. Segundo ele, essa tríade ajuda a muda a “aguentar o tranco” da estiagem e garante que o trabalho não seja perdido quando começarem as primeiras chuvas. “É tecnologia simples, mas que muda o resultado no final da safra”, concluiu.

O QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA | 15 DE NOVEMBRO | com Raphael Tonon

 

"A COP 30 é um fiasco político" - Aldo Rebelo

 

14 de nov. de 2025

O KC-390 Millennium e o F-39E Gripen concluíram com sucesso uma série de voos de certificação de reabastecimento realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto



Uma loja de departamentos em um país desenvolvido utiliza as ferrovias para distribuir seus produtos e continuará crescendo graças a uma infraestrutura de transporte eficiente

E o povo do Juruá vai continuar não vendo.

 

13 de nov. de 2025

O casal Dr. Thomas Henry Geddis (Dr. Tomé) e Ethel Muriel Geddis

Um breve relato

Dr. Tomé e a esposa a Srª Ethel Muriel Geddis

Por Jara Isva - Em Tarauacá, cada morador já viu ou ouviu o nome Ethel Muriel Geddis, pois o nome de Ethel está gravado na Maternidade de Tarauacá, mas seu legado e o de seu marido, Dr. Tomé, estão escritos na história da cidade. Eles vieram de terras distantes — ela, uma missionária; ele, um médico irlandês e missionário, fundador da Igreja Batista em Tarauacá.

Por quase duas décadas o casal foi a única esperança de saúde e cuidado em uma região isolada. Esta é a história de um casal que transformou a fé em serviço e deixou uma marca indelével de dedicação na Amazônia acreana."

Por 18 anos, entre 1967 e 1985, o Dr. Thomas Henry Geddis, o inesquecível 'Dr. Tomé', foi, literalmente, a única esperança médica de Tarauacá. 

Em uma época de recursos escassos, sem laboratórios e com pouquíssima infraestrutura, ele e sua esposa, Ethel Muriel Geddis, transformaram a missão em medicina. 

Da bicicleta que o levava para atender os da cidade, ribeirinhos e colonos,  ao nome dela que batiza a maternidade da cidade, o casal missionário que veio da Irlanda do Norte e do exterior não apenas curou doenças, mas edificou o sistema de saúde da região.


Em síntese, a história desse casal missionário que trocou o conforto de casa por uma vida de dedicação total ao povo do Acre, temos:

1. Quem eram: casal irlandês e sua motivação (missão religiosa/humanitária).

2. O contexto: Tarauacá nos anos 60 e 70 (isolamento, falta de recursos).

3. A atuação do Dr. Tomé: O papel de único médico, a bicicleta, a dedicação 24h.

4. A atuação de Ethel Muriel: O papel dela no apoio e na missão;

5. Único médico por muito tempo: Durante grande parte de sua atuação, ele foi o único médico na cidade.


Afinal, quem foi Ethel Muriel Geddis?

Ethel Muriel Geddis foi a primeira esposa do Dr. Tomé, sabe-se também que o casal não teve filhos. 

De acordo com fontes de testemunhas oculares da época, como por exemplo, a senhora Raimunda Oliveira (técnica de enfermagem da maternidade já aposentada), que inclusive trabalhou com o Dr. Tomé, o pioneiro na saúde no município, além de ser muito respeitado, era o único a quem se podia recorrer.

Em entrevista a senhora Raimunda Oliveira destacou que o casal era da Igreja Batista (o casal fundou a igreja em Tarauacá-Acre), e que enquanto ele pregava para os fiéis sua esposa chamada Ethel Muriel Geddis fazia atos de caridade.

A população a conhecia pela sua forma de ser, das quais ressaltavam aos olhos as principais características: caridosa, carinhosa, acolhedora e de uma beleza ímpar dos quais se destacavam a cor clara de sua pele e olhos azuis, de estatura baixa, ela se envolveu em atividades de educação e conscientização em saúde em Tarauacá e região.

Como já citado, o casal participava ativamente dos cultos da Igreja Batista, e aos domingos após os cultos a senhora Ethel ia distribuir sopa no então, bairro conhecido popularmente como bairro da praia (Senador Pompeu), no qual haviam muitas famílias em situações de vulnerabilidade financeira. 

Tal personalidade e atos de caridade fez com que o casal fosse muito querido pelos munícipes de Tarauacá, ele por ser médico e orador da Igreja Batista e ela por seus atos de caridade. 

Foto da Maternidade Ethel Muriel Geddis - Crédito Jara Isva

Assim sendo, em reconhecimento às suas ações sociais de estimada importância à época, a senhora Ethel Muriel Geddis foi homenageada pelo Estado em concordância do município, emprestando o nome a ala do Hospital Dr. Sansão Gomes, quando a maternidade passou a funcionar no centro da cidade, mais precisamente na Rua Floriano Peixoto. 

Antes, as gestantes davam à luz no antigo hospital Dr. Sansão Gomes, na rua de mesmo nome.

Não soube a causa da morte da Ethel, após sua morte o Dr. Tomé casou-se com dona Lucimar Nogueira.

Recentemente o nome dele voltou a mídia devido ao seu falecimento em 10 de novembro de 2025, na Irlanda do Norte, onde ele residia. Ele faleceu aos 96 anos.


Jara Isva é Assistente Social, historiadora formada pela UFAC (Universidade Federal do Acre) e ex-Secretária de Saúde do município de Tarauacá.

V Seminário do Mar dos Países da CPLP

O Fórum dos Países do Oceano da CPLP é uma casa comum onde o mundo lusófono pode refletir e valorizar o oceano


Nascido do Memorando de Entendimento assinado a 23 de março de 2017, pelo Instituto da Defesa Nacional de Timor-Leste (IDN-TL), o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas de Portugal (ISCSP), a Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil (EGN-MB) e a Marinha Portuguesa (MP), o Fórum assume um claro propósito académico: valorizar a vertente marítima dos países da CPLP na perspectiva política, econômico, social, cultural, de segurança e ambiental, em linha com a estratégia para os oceanos desta comunidade.

O Fórum será realizado nos dias 25 e 26 de novembro e trará discussão sobre a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) e outros instrumentos legais relevantes;  direito Internacional e o combate à pesca ilícita dentro e fora dos espaços, além da exploração dos princípios fundamentais que regem as atividades marítimas.

"Ela é a ministra desses interesses internacionais" - Aldo Rebelo

"O estado paralelo das ONGS governa de dentro do governo oficial"

 

Indústria do aço vê avanço chinês como gatilho da nova onda de desindustrialização latino-americana

Importação massiva de aço produzido na China atinge Brasil, México e Colômbia e leva a indústria a pedir defesa comercial coordenada e ágil

Ilustração: João Brito



Por Rikardy Tooge - Cartagena (COL)* – O aço virou o termômetro da desindustrialização latino-americana e brasileira, avaliam empresários e executivos da siderurgia. Os dados mais recentes do setor para o Brasil mostram que, entre janeiro e agosto de 2025, as importações de aço laminado — também chamado de aço acabado, que pode dar origem a vergalhões para a construção civil ou chapas para a indústria automobilística — cresceram cerca de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esses produtos, de maior valor agregado e margens mais altas, já respondem por um terço do mercado interno e vêm, em grande parte, da China, onde a produção é sustentada por subsídios públicos e crédito estatal, segundo as siderúrgicas brasileiras.

O Brasil segue entre os maiores exportadores de aço semiacabado — o aço bruto, de baixo valor agregado. Ao mesmo tempo, importa aço plano, que tem maior valor agregado, mas que chega ao país custando até 40% a menos do que o produzido no mercado doméstico.

O resultado é uma queda na rentabilidade que levou a Gerdau a cortar mais de mil empregos e suspender investimentos e a ArcelorMittal reavalia seus planos bilionários de expansão no país.

O caso brasileiro resume uma crise estrutural, que atinge toda a siderurgia latino-americana. Nos últimos 15 anos, as exportações de aço da China para a região aumentaram 233%, enquanto a produção regional encolheu 13%, segundo dados da Alacero, associação que reúne os produtores do continente.

Com Estados Unidos e União Europeia erguendo tarifas de até 50%, o excedente chinês — fruto da desaceleração do gigante asiático — encontra na América Latina, especialmente no Brasil, um destino natural, favorecido por barreiras comerciais mais brandas que as impostas pelas economias desenvolvidas.


Problema estrutural

Para empresários e executivos do setor, a crise imposta pelo aço chinês deixou de ser conjuntural e passou a ser estrutural. 

Na abertura do congresso anual da Alacero, Jorge Oliveira, presidente da associação e CEO da ArcelorMittal Brasil, afirmou que a América Latina vive o momento mais desafiador da siderurgia em 15 anos, resultado de uma combinação inédita de subsídios chineses, protecionismo americano e ausência de coordenação regional.

O ex-ministro da Indústria e Comércio Exterior e ex-presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, defendeu uma reforma dos instrumentos de defesa comercial brasileiros — como os processos antidumping, as medidas compensatórias e as salvaguardas de importação — que demoram mais de um ano para surtir efeito.

“O crescimento da indústria de transformação no Brasil é cada vez mais capturado por produtos importados. Importamos oito vezes mais do que crescemos”, disse Monteiro.

Na Colômbia, onde o setor conta com empresas como Ternium, Acesco e Sidoc, a presidente da Câmara Colombiana do Aço, Marcela Mejía, descreveu um cenário semelhante: capacidade ociosa de 36%, energia elétrica entre as mais caras da região e entrada crescente de aço chinês e russo.

Marcela fez coro a Monteiro Neto, lembrando que os instrumentos de defesa comercial da região, ainda baseados em regras dos anos 1990 da OMC, demoram até 18 meses para serem aplicados, o que inviabiliza uma reação rápida à concorrência desleal.

No México, segundo maior produtor de aço das Américas e que também conta com investimentos de Ternium e ArcelorMittal, o presidente da associação nacional Canacero, Salvador Quesada, destacou que mesmo com essa estrutura industrial robusta, o país sofre com o desvio de comércio asiático — quando o aço chinês é reexportado por países intermediários para contornar tarifas.

“As exportações chinesas agora triangulam, e chegam ao Brasil via países da ASEAN [o bloco de nações do Sudeste Asiático]. Precisamos de regras de origem mais rígidas e de uma resposta coordenada entre México, Brasil e Argentina”, afirmou Quesada.

O diagnóstico mais amplo veio do economista Bruce Mac Master, presidente da ANDI, que representa a indústria colombiana: “A América Latina não toma decisões, apenas reage. Tentamos minimizar danos, não definir rumos.”

Para ele, a região vive um processo de “reprimarização acelerada”: exporta minério, importa aço acabado e assiste, inerte, à erosão da sua base industrial.


O mapa do aço

No centro desse desequilíbrio está o Brasil, que ainda mantém uma das maiores bases industriais da América Latina, mas cada vez mais pressionada nos segmentos de maior valor agregado.

O país segue competitivo na produção de aços longos, usados na construção civil, e de semiacabados, como placas e tarugos, que são exportados principalmente para os Estados Unidos e o México — e, em menor escala, para a Europa, onde a indústria agrega valor.

Mas a indústria brasileira perdeu terreno justamente no elo mais rentável da cadeia: os aços planos, utilizados em automóveis, eletrodomésticos e máquinas. Essa diferença explica boa parte da fragilidade atual.

Enquanto o Brasil continua exportando aço bruto (semiacabado) e barato, vem importando, em ritmo acelerado, o produto final — o aço pronto para uso industrial. O cenário fez duas das maiores companhias do setor, Gerdau e ArcelorMittal, suspenderam investimentos bilionários no país.

A Gerdau congelou R$ 2,1 bilhão em investimentos no Brasil, citando um “desequilíbrio nas condições de concorrência”, e a ArcelorMittal adiou projetos de expansão em João Monlevade (MG) em torno de R$ 4 bilhões, à espera de uma reação do governo ao avanço do aço chinês. Por outro lado, anunciou investimento na planta de Tubarão (ES).

O problema começa na própria China. Com a desaceleração da construção civil e da infraestrutura doméstica, o país perdeu cerca de 150 milhões de toneladas de demanda interna desde 2020, e suas siderúrgicas migraram para os produtos de maior valor agregado — justamente os aços planos.

Para sustentar o emprego e as usinas estatais, Pequim passou a direcionar o excedente para exportação, ampliando as vendas externas em cerca de 60 milhões de toneladas em cinco anos. Boa parte desse volume encontra hoje, na América Latina, o mercado mais aberto e rentável, tendo o Brasil como principal destino.

As chapas e bobinas que chegam aos portos brasileiros custam até 40% menos que as produzidas internamente, distorcendo o preço doméstico e comprimindo margens de empresas como Usiminas, CSN e ArcelorMittal, que concentram a produção de aços planos no país.

O resultado é um paradoxo: o Brasil mantém o volume de produção, mas perde valor, complexidade e empregos qualificados. Como resumiu Jorge Oliveira, da ArcelorMittal, “estamos substituindo a indústria pela importação.”


O que falta

Enquanto os Estados Unidos conseguiram conter a entrada do aço chinês com tarifas, incentivos fiscais e uma política industrial coordenada, a América Latina segue vulnerável ao fluxo crescente de produtos subsidiados.

Dados da consultoria CRU mostram que as exportações indiretas de aço da China — o metal embutido em bens manufaturados — caíram 11% nos EUA, mas avançaram 43% na América Latina.

No Sudeste Asiático e na África, o salto foi ainda maior, mas esperado; o que surpreende, segundo analistas, é o crescimento expressivo em economias com cadeias industriais consolidadas e fronteiras abertas, como o Brasil e o México.

A especialista Margaret Myers, da Johns Hopkins University, explicou que os EUA conseguiram frear o aço chinês porque trataram o problema como questão de segurança nacional, não apenas de comércio.

“O governo americano justificou as tarifas dentro de uma política industrial de defesa nacional. A capacidade industrial passou a ser vista como crítica para a segurança do país”, afirmou.

O Brasil, por sua vez, reagiu com atraso e de forma fragmentada. Em 2024, o governo instituiu uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço, medida que segue em vigor até hoje — mas o efeito foi limitado.

O setor aponta três distorções principais que anulam a eficácia das barreiras: a entrada via Zona Franca de Manaus, beneficiada por incentivos fiscais; os acordos de livre comércio com México, Egito e países do Mercosul, que reduzem alíquotas; e o subfaturamento e a triangulação via países asiáticos, como Vietnã e Indonésia, que mascaram a origem chinesa.

Em entrevista ao InvestNews em abril, o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, já havia criticado a falta de efetividade das medidas, dizendo que elas “não deram resposta compatível” à escalada das importações chinesas.

“As defesas brasileiras não dão resposta na velocidade do problema”, afirmou. “Nunca a Gerdau Brasil e a Gerdau Estados Unidos estiveram em situações tão distintas.”

Do outro lado, a Abimaq, que representa a indústria de máquinas e equipamentos, sustenta que a taxação brasileira encarece o insumo e aumenta os custos de produção, reduzindo a competitividade das exportações de bens industriais.

O resultado é um impasse: a defesa de um setor virou o entrave do outro — e a ausência de uma política industrial coordenada expõe um país que não sabe mais o que defender.