17 de jul. de 2022

Brics: Arábia Saudita, Egito e Turquia planejam aderir ao bloco

Com isso, entidade passaria a contar com membros localizados no Oriente Médio

Canal Rural/Anderson Scardoelli - A sigla Brics poderá não fazer mais sentido no decorrer dos próximos meses. Isso porque ela se refere diretamente aos países que atualmente formam o grupo econômico: Brasil, Rússia, Índia, China e South Africa (África do Sul). O nome, porém, deve sofrer alteração, uma vez que outras três nações planejam aderir ao bloco. De acordo com a própria entidade, Arábia Saudita, Egito e Turquia podem, a partir de 2023, entrar para a aliança internacional.

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Caso as adesões sejam confirmadas, o bloco dos Brics ganhará, de uma só vez, três países localizados no Oriente Médio. Segundo a presidente do fórum internacional do grupo, a indiana Purnima Anand, as entradas têm chances de serem definidas na próxima reunião da cúpula da entidade, que está programada para ocorrer no primeiro semestre do próximo ano, na África do Sul.

“Reforçará a influência global dos Brics” — Purnima Anand

“Todos esses países demonstraram interesse em ingressar [nos Brics] e estão se preparando para se candidatar. Acredito que seja um bom passo, porque a expansão é sempre vista com bons olhos”, declarou Purnima em entrevista ao jornal russo Izvestia, informa a agência RT. “Isso definitivamente reforçará a influência global dos Brics”, prosseguiu a diplomata, externando o seu pensamento em favor dos pedidos de árabes, egípcios e turcos.

Mais do que mostrar-se favorável à possibilidade de mais nações aderirem ao bloco econômico, Purnima reforçou: deseja que o avanço, a partir da adesão do trio localizado no Oriente Médio, ocorra o quanto antes. Na visão dela, os três “já estão engajados no processo”. “Todos os representantes dos membros do núcleo estão interessados ​​na expansão.”


Em favor do agro brasileiro

Similar a outros grupos econômicos, os Brics têm entre seus propósitos facilitar a relação comercial entre seus membros. O que pode ser diretamente benéfico ao agronegócio brasileiro. A China, por exemplo, é a maior parceira comercial do país. Somente em 2021, os chineses exportaram US$ 87,696 bilhões em produtos — incluindo alimentos — do Brasil. Resultado 31,28% maior do que o registrado ao longo de 2020.

Em relação ao comércio Brasil-China, o top five de produtos exportados no ano passado foi composto, segundo a FazComex, por:


Minérios de ferro e seus concentrados — US$ 28,8 bilhões;

Soja — US$ 27,2 bilhões;

Óleos brutos de petróleo — US$ 14,3 bilhões;

Carne bovina — US$ 3,9 bilhões;

Celulose — US$ 2,8 bilhões.

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