19 de mar de 2018

Deputado federal do PT pede reembolso por telefonema de 2 centavos

Prática é comum na Câmara Federal, e explica por que as Excelências, em quatro anos, nos custam cada um mais de R$ 8,6 milhões
                                  ARCHIBALDO ANTUNES, DA CONTILNET 


Avarento


O deputado federal Leo de Brito (PT) parece não ter nenhuma compaixão pelo contribuinte brasileiro, responsável por proporcionar as muitas regalias usufruídas por nossos representantes em Brasília.

Cúmulo do absurdo

A coluna apurou que o parlamentar petista foi reembolsado (pasme o leitor!) por uma ligação telefônica que custou 2 centavos de real. Isso mesmo: R$ 0,02 – cifra para a qual o sistema financeiro do país nem sequer dispõe de unidade monetária equivalente, já que o menor valor em circulação é a moeda de 5 centavos.

Relativismo

Crítico feroz do governo Temer, a quem acusa de ser o mais corrupto da história (!), Léo de Brito mostra que tem uma ética maleável e a memória curta.

Rei da ninharia

Ao ser reembolsado em dois centavos de real por uma chamada telefônica, feita do seu gabinete, o deputado do PT prova ainda a disposição de poupar até as moedinhas, uma vez que as pode tungar do bolso do trabalhador.

Geral

Justiça seja feita, porém: Leo de Brito não é o único a repassar os gastos mais ínfimos ao contribuinte. Essa tendência é comum no universo dos 513 perdulários que compõem a representação política do país na Câmara Federal.

Máquina de triturar dinheiro

Segundo a Associação Civil Contas Aberta, a Câmara dos Deputados tem orçamento estimado para este ano de R$ 9,9 bilhões. Além dos 513 nababos que enviamos pra lá a cada quatro anos, a instituição abriga 16 mil funcionários efetivos e comissionados, ao custo anual de R$ 4,4 bilhões.

Responda se puder… 

Cada deputado em Brasília, segundo a fonte citada, chega a custar até R$ 180,7 mil mensais. Somados os quatro anos de mandato, a conta sobe para R$ 8.673.600 por cabeça. Diante de uma fortuna como essa, a única indagação a ser feita é a seguinte: o que leva alguém a fazer questão de ser restituído por uma despesa tão irrisória?



Vitória de Pirro

Os governistas comemoraram o imbróglio na chapa do senador Gladson Cameli, decorrente da homologação do Major Rocha como pré-candidato a vice, como se fosse uma vitória antecipada nas urnas. Ledo engano.

Tudo igual

Há razões a ser ponderadas, tanto no momento atual, quanto aos desdobramentos futuros. Um deles é que o racha na oposição não redime a virtual candidatura petista dos muitos contratempos com os quais que ela continuará a conviver. Um deles é a suspeita de malversação de dinheiro público que paira sobre o Sr. Marcus Alexandre.

Herança maldita

Outro percalço consiste em se apresentar o pré-candidato do PT como herdeiro do lamentável espólio político de Tião Viana, cuja popularidade segue ladeira abaixo.

Desafio

A terceira dificuldade será convencer o eleitor de que Marcus Alexandre não será a continuidade de uma política, mesmo depois de 20 anos, incapaz de minimizar a pobreza e criar um ambiente propício aos investimentos que geram empregos e produzem riquezas.

Inevitável

Na lista de adversidades, acrescente-se ainda que a renúncia ao cargo para o qual foi eleito em 2016. O fato de ter de abandonar a cidade em meio aos problemas estruturais que causam transtornos diários a milhares de pessoas soa como uma traição ao compromisso firmado em campanha.

Efeitos da crise

Por último, é preciso considerarmos o desgaste do partido ao qual pertence o pré-candidato da FPA, incluindo nessa conta a crise gerada pelos governos Lula e Dilma. Longos períodos no poder são por demais aprazíveis para quem deles se beneficiam, mas cansativos e desoladores para os que não veem a vida melhorar.

Matemática política

Nesta conta cabem ainda inúmeras outras desvantagens, mas seria cansativo enumerá-las. O essencial é lembrar que em uma eleição de dois turnos, a fragmentação inicial não prova a impossibilidade de uma somatória posterior. E é essa a aritmética política que não tem sido levada em conta em meio à alacridade dos zombeteiros.

Escolha feliz 

A vereadora de Rio Branco, Elzinha Mendonça, fez um gol de placa ao incluir, em seu plantel de assessores, o jovem Achaad (foto). Não obstante a pouca idade, ele carrega um currículo de vasta experiência política.


Relações públicas


Formado nas bases do PT, Achaad agora faz parte do grupo político de Elzinha, onde se destaca no desempenho de suas funções. Um dos seus melhores atributos consiste em atender com presteza e polidez todos aqueles que procuram a parlamentar.

Opiniões divergentes

Enquanto o senador Sérgio Petecão e o deputado federal Major Rocha mantêm a esperança de que o MDB mude de ideia quanto ao rompimento anunciado com a coligação de Gladson Cameli, Tião Bocalom dá como certo o apoio do partido à pré-candidatura do coronel Ulysses Araújo ao governo do Acre.

Vale por mil palavras

A considerar a fotografia que circulou nesta sexta-feira, na qual os emedebistas, democratas e o militar confraternizam após da homologação de Rocha, fica a dúvida sobre a materialização do prognóstico.

Sucesso musical

Ulysses, a propósito, posa na foto abraçado ao violão. Dizem que ele é hábil com o instrumento, e animou o encontro, a ponto de receber pedidos musicais. Um deles teria sido a canção “É Tarde Demais”, do Raça Negra, que começa assim: “Olha só você / Depois de me perder / Veja só você / Que pena (….)”.

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